16 de maio de 2017

Radio Colores, Programa "Sentirnos Vivos": Cooperación y Desarrollo


Contento de haber participado en el programa "Sentirnos Vivos" de Radio Colores, en la Universidad Popular de Palencia, para hablar sobre Cooperación y Desarrollo. 

El sonido tiene algún problemilla, pero habrá otras oportunidades. Queda mucho aún por hablar en otro programa, espero. ¡Gracias, Pilar!

14 de maio de 2017

Celebremos, irmãos.



Sim, "o futebol é o circo dos tempos​ modernos". Sim, "a religião é o ópio do povo". Sim, "o Festival da Eurovisão é uma fantochada". Sim, hoje ou amanhã, muitos terão que voltar a pensar no que fazer para conseguir pão, para chegar ao fim do mês, para ter um salário.

Sim, enquanto andamos alienados, não pensamos e não actuamos para lutar contra as injustiças, a começar pelas que obrigam milhares de seres humanos a morrer nas águas do Mediterrâneo todos os anos; milhões de seres humanos que morrem de fome, de falta de água potável ou cuidados médicos básicos; milhões de seres humanos que são traficados, escravizados e explorados de todas as maneiras possíveis.

Não pensamos e não actuamos para salvar este planeta, as nossas terras, sementes, rios, mares, bosques e fauna.

Não pensamos e não actuamos para salvaguardar a nossa diversidade cultural, para lutar contra todos​ os​ tipos​ de descriminação, para ensinar valores às nossas crianças, que não passem pelo materialismo e consumismo desenfreados, o mecanicismo e o reducionismo científicos, a perpetuação do capitalismo e dos seus derivados, o classismo, o patriarcalismo, o racismo, a xenofobia, a homofobia, entre outras doenças que destroem a Humanidade.

Tudo isso é verdade, mas, permitam-me o "Porra!", a vida também é feita das pequenas ou grandes celebrações, de pequenos interstícios de pura felicidade, paixão, irracionalidade, fé no que não podemos explicar, mas apenas sentir. A nossa mente não pode abarcar tanta complexidade, mesmo que possa evoluir na mesma medida (será?) que evolui o conhecimento. A nossa mente também é participativa, no sentido em que também é comunhão, comunhão com o outro, mesmo que por breves instantes, comunhão entre o racional, o espiritual, o carnal e o emocional.

Hoje é domingo e, celebremos o Senhor ou a Senhora, o Sol ou a Lua, a Mãe-Terra ou o Universo, os muitos messias anunciados e por anunciar, o Jonas, o Salvador, o Francisco, celebremos, porra! Porque nem todos os dias o podemos fazer...

E, sobretudo, porque precisamos de muita e renovada energia para continuar a lutar.

#Futebol #Fátima #Festival

25 de abril de 2017

25 de Abril, sempre!

Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril



Thomas Pesquet viaja a bordo da Estação Espacial Internacional a 28 mil quilómetros por hora, mas nem por isso se esqueceu de celebrar "a mensagem democrática" dada pela Revolução dos Cravos.

Ler aqui.

Lápis Azul: o documentário


A censura durou em Portugal 48 anos: através de uma ação seletiva, “criou uma mentalidade de respeito e consenso pelas autoridade que ainda se repercute na nossa sociedade”. Quem eram os homens que mantinham a censura? Quem eram os homens e mulheres que lutaram contra ela? Qual é a importância da liberdade de expressão nos dias de hoje? O documentário “Lápis Azul” lida com os factos reais sobre a censura, contados na primeira pessoa pelos jornalistas, escritores e colaboradores dos jornais e rádios que os viveram.


Ver aqui.

La tierra esclava. Así se planta en países pobres para consumir en países ricos.


Gran reportaje de eldiario.es: http://latierraesclava.eldiario.es/

Ôi 25!



Já não trago as utopias nos bolsos:
– trago-as debaixo da língua.
Ranjo os dentes e o medo limpa
as lágrimas dos olhos...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não levo os desejos na carteira:
– levo-os no fundo do peito.
Fecho a boca e o espanto varre
as marcas na areia...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não ponho as dores à cabeceira:
– ponho-as no saco do ventre.
Esfrego as mãos e o frio ri
mas (já) doutra maneira...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

(Teresa Muge)

24 de abril de 2017

Gostam muito do novo? Aqui têm o novo (José Pacheco Pereira)


A direita extrema que Le Pen representa é das mais perigosas da Europa, porque não só é mesmo aquilo que dizemos que ela é, como ganhou já bastante.

Ler aqui.


A propósito deste excelente artigo de JPP, apetece-me também dizer o seguinte:

E o pior é que nos vendem esta ideia (que a maioria compra) de que as únicas alternativas​ a este sistema governado por partidos de centro-direita e (neo-)liberais, que tanto agradam aos donos dos mercados, são os partidos de extrema direita ou de extrema esquerda, a que "eles" chamam de populistas. Onde estão as alternativas de esquerda que mobilizam os cidadãos ​a votar, não pelo seu discurso mais ou menos floreado, mais ou menos fracturante, mas sim por representarem uma ideia e um projecto real de bem-estar para todos? Por que é que os ditos projectos de esquerda não conseguem convencer o eleitorado de que não são mais do que uma repetição dos mesmos discursos de sempre com um novo embrulho? Por que é que os verdadeiros projectos alternativos de esquerda, que procuram mudar o actual sistema, debatidos por amplos sectores da sociedade civil organizada e uma parte importante do mundo académico, não integram depois os programas eleitorais ou são muitas vezes esquecidos nas gavetas de alguns partidos de esquerda com assento parlamentar? É isto a que estamos condenados? A viver sob a ameaça (real, mas ao mesmo tempo tão conveniente para alguns) de sermos governados por partidos extremistas? Ou a continuarmos a baixar os braços perante a única salvação possível que é a que serve os interesses dos donos dos mercados?