26 de fevereiro de 2006

Sismo em Moçambique!



O Terramoto (7,5 na escala de Richter) que abalou Moçambique na madrugada de 5ª feira fez pelo menos dois mortos e 28 feridos, segundo os noticiários.

"O primeiro abalo registou-se à meia-noite local e foi seguido de duas réplicas, algumas horas depois, sentidas sobretudo nas cidades de Maputo e Beira. O Centro de Vigilância Geológica dos Estados Unidos anunciou que o sismo ocorreu na província de Manica, norte de Moçambique e perto da fronteira com o Zimbabwe, uma região habitualmente com pouca actividade sísmica. A maioria do território sentiu o abalo, tendo parte da população de Maputo - situada a cerca de mil quilómetros para sul do epicentro do sismo - saído para as ruas. Para muitos dos habitantes da capital, este é o primeiro sismo na zona de que se recordam". Fonte: SIC Online
Pode parecer estranho, depois de ler estes parágrafos, mas, de facto, até estava acordado a essa hora e não senti nada... Estava deitado na cama, um pouco indisposto (ainda a recuperar da intoxicação alimentar de 2ª feira), ouvi o estremecer das árvores, os cães da rua agitados, mas tremer a bom tremer... nada... Ainda bem!
Só soube de manhã, por um colega e logo cedo comecei a receber mensagens de Portugal a perguntar se estava bem. Não se falou de outra coisa durante o dia e os relatos eram, mais coisa, menos coisa: "O meu marido diz que pensou que eu estivesse a tremer", ou "Mas não bebi assim tanto para ver as coisas a tremer!", ou "Vi a cama a tremer e corri logo para fora de casa!", ou "Foi um festival de strip-tease, elas de mamas ao léu e a vestirem-se na rua, eles de lençol ou capulana enrolada!", ou "Estavam todos os moradores na rua!"...
Parte destes comentários foram-me fornecidos pela minha amiga Danila, logo nesse dia por telefone. Enfim, um pouco de humor, no meio da desgraça do sismo, que só não foi maior por ter o epicentro londe de áreas habitadas...
De vqualquer maneira, há mais de 100 anos que não se fazia sentir um sismo destes aqui em Maputo, o que me leva a concluir que estarei numa zona segura...

24 de fevereiro de 2006

Um passeio pela Baixa

Hoje foi dia de passear pela Baixa e visitar alguns dos lugares turísticos e "bonitinhos"...


Estação de Caminhos-de-Ferro de Maputo

Banca de Fruta no Mercado Municipal

Jardim em Maputo

Estátua do Presidente Samora Machel



Centro Cultural Franco-Moçambicano

Conselho Municipal da Cidade de Maputo

Catedral da Cidade de Maputo

A verdadeira Baixa fica para outro dia...

19 de fevereiro de 2006

Marloth Park, here I am again!


Na quinta-feira, ao fim da tarde, dia 16, juntámo-nos aos amigos Danila, P e Mauro, em casa destes, para partirmos juntos para a casa que têm em Marloth Park, junto ao Krugger Park, na África do Sul.

Marloth é um parque / condomínio, com cerca de 3 km de largura por 14 de comprimento, onde, sobretudo, muitos sul-africanos têm a sua residência de férias, no meio da natureza tendo por vizinhos, tanto humanos, como outros animais… Kudos, gnus, gazelas / impalas, zebras, javalis, macacos, girafas, hienas, répteis e insectos de vários tamanhos e feitios. Há quem já tenha visto perto das casas, noutros tempos, também leopardos e leões e até mesmo elefantes. Os crocodilos e os hipopótamos, felizmente, ficam-se pelo rio, a umas dezenas de metros, mas do outro lado da rede… já no Krugger!

Chegámos à noite, tendo a curta viagem de 130 km sido interrompida apenas na fronteira (onde avistámos um escorpião preto junto ao edifício sul-africano) e numa estação de serviço / supermercado uns quilómetros à frente…

A Clara adorou a casa… eu já a conhecia de há 3 anos e mesmo assim não deixou de me maravilhar… Aquele telhado de colmo, a varanda de madeira em cima, a sala confortável, as fotografias de meter inveja aos repórteres da National Geographic, a decoração africana, a piscina….

Na sexta-feira, saímos cedo para Nelspruit, uma cidade a cerca de 100 km, com uns 300 mil habitantes, que vive sobretudo dos serviços (turismo e comércio) e da agricultura. Resumidamente, pela organização, qualidade de construção, limpeza, etc. é “primeiríssimo mundo”. Não há cidades portuguesas que atinjam esta excelência no seu todo…

Foi um dia especial para o Mauro, pois finalmente tirou o seu aparelho dentário fixo. O sorriso que demonstrou ao entrar numa daquelas máquinas automáticas de retratos (em vez de foto, sai retrato ou caricatura!!) e que tanto nos fez rir junto ao Nando’s, onde almoçámos.

Depois de umas horas pelo Centro Comercial e Supermercado, regressámos a Marloth, onde desfrutámos da mais que desejada piscina… Um fim de tarde junto ao Krugger, dentro de uma piscina iluminada pelo pôr-do-sol está perto de ser o paraíso… À noite, alguns trovões, as boas-noites dadas pelos vizinhos hipopótamos e um silêncio africano que nos embala no sono profundo…

Ontem passámos o dia entre a piscina e um passeio pelo parque em busca de animais para fotografar e admirar… Vimos do outro lado do rio alguns hipopótamos e macacos. De um lado e do outro, as sempre presentes impalas. Do nosso lado, zebras e javalis.

Alguns familiares da Danila, de Lisboa e Maputo, fizeram-nos companhia (no seu passeio viram um elefante!) e, sem dúvida, o grande momento acabou por ser a simpatia de uma zebra (ou melhor, de um zebro!) que se dirigiu a nós para lhe darmos comidinha na boca. O sortudo teve direito a pão de forma, integral e tudo!

À noite, depois de muita e boa conversa, petiscos e bom vinho sul-africano (não pude abusar por causa de mais alguns problemas de barriga), adormecemos a ouvir 2 leões a rugir ao longe…

O dia de hoje foi passado também entre a piscina e um passeio para mais observações. Desta vez, um crocodilo, do outro lado. Do nosso, a novidade foi um Kudo fêmea. Sem mais novidades… Os leões, elefantes e outros ídolos dos safaris ficam para a próxima!

No regresso a Maputo, o sentimento foi de pena por não ficarmos mais uns dias…

Obrigado, Amigos… mais uma vez!



(Faltam fotos)

12 de fevereiro de 2006

Pelos trilhos da Zambézia... ou em busca do Monte Rurrupí


Na sexta-feira, dia 10, levantámo-nos cedo para apanharmos o avião para Quelimane, capital da Província da Zambézia, a mais populosa do país... A Clara tinha que se deslocar a uma escola marista no Nivava, Distrito do Alto do Molócuè, para se reunir com a equipa local... e escolhemos este fim-de-semana para fazê-lo. Foi uma viagem inesquecível para os dois...

Na sexta-feira, começara a chover apenas há 3 horas e Maputo era um mar de água. Nunca vi nada assim. As ruas eram rios, onde alguns carros avariavam, aumentando ainda mais a confusão... Dizem que na Baixa a água já estava ao nível da cintura! Nem quero imaginar o que seria se chovesse assim durante dias seguidos! Todos têm na memória a catástrofe de 2000, sobretudo...

A uns 300 mt do aeroporto também o nosso carro avariou, porque a água entrara no tubo de escape. O Sr. Ginito que nos conduziu bem que tentou pô-lo a trabalhar, mas não havia hipótese. Felizmente, debaixo daquele temporal, ainda conseguimos uma boleia de um desconhecido simpático que também se dirigia ao aeroporto. Ainda bem que estávamos tão perto!

Com 1 hora de atraso na partida lá voámos para Quelimane. A aproximação a esta cidade confirma a fama de ser a capital da província dos coqueiros. São quilómetros de perder de vista com esta árvore...


À chegada ao aeroporto de Quelimane, tínhamos à nossa espera o nosso motorista contratado, o Sérgio, e o Irmão Sanasana que veio receber a Clara e que iria também partir connosco para a Alta Zambézia.

Depois de resolvidas as questões burocráticas relativas ao aluguer do jeep e de um almoço rápido servido em casa dos Irmãos Maristas, arrancámos para o Nivava, no Distrito do Alto do Molucué, a cerca de 400 km de Quelimane. Não sem antes telefonar à minha maninha que fez 28 aninhos!

À medida que nos afastámos da cidade, uma nova realidade se nos foi deparando: coqueiros de perder de vista (nos primeiros quilómetros) e gente, ora a pé ora de bicicleta, aos milhares, ao longo do todo o trajecto. É um povo que se move constantemente, este, o Africano… Caminham quilómetros por dia com uma leveza que nos inquieta… como se fosse assim natural terem que fazer horas e mais horas de caminho por dia, na maior parte descalços, para vender ou comprar qualquer coisa…

Depois, outra constatação: este é o país das camisetes (t-shirts)! Ganham as camisetes alusivas a Guebuza (Presidente) e Frelimo às desportivas? Fica a dúvida… Nas desportivas, ganha o meu Benfica que se vê um pouco por todo o lado, à frente dos ídolos de ascendência africana Michael Jordan (NBA), Ronaldo, Ronaldinho, E’too, Drogba, Henry… e de outros grandes clubes como Manchester, Real Madrid, Barcelona, Arsenal, Chelsea, Sporting, Porto… os outros mais vistos. Dentro das camisetes da música, Michael Jackson e Bob Marley têm ainda grande sucesso, mas 50 Cent, Eminem e outros na linha do rap e hip hop passam à frente!

Outra realidade: a degradação da estrada que, a certa altura praticamente deixa de o ser… o que nos leva quase a fazer apostas para descobrir algum alcatrão…
O Sérgio, como em todo o fim-de-semana, manteve-se sempre sereno… fruto de muitos anos a fazer estas estradas como motorista!

A meio caminho, uma paragem em Mocuba para retemperar forças… Paragem obrigatória: Pensão Cruzeiro (Alojamento, Bar e Restaurante)! Uma pequena vila de passagem e paragem de viajantes …

À saída da vila, deparamo-nos com uma aglomeração de gente na ponte sobre o rio Licungo… Todos observam e esperam pelo próximo passo de um crocodilo deitado numa pedra da margem do rio e que parece preparar-se para atacar uma espécie de cegonha que está próxima. Não ficámos para ver o resultado!

À medida que nos aproximamos, a paisagem altera-se, ganhamos altitude e o horizonte é cada vez mais deslumbrante! Ao longe, de um lado e do outro, avistamos alguns montes arredondados. Entramos no Distrito do Alto do Molucué, onde, à beira da estrada, paramos para comprar alguns ananases…

A uns 20 km da cidade do Alto do Molucué, viramos à esquerda para um último troço, já sem luz do dia, até à Missão Marista… Estes quase 10km de autêntica perícia do Sérgio, tamanhos são os buracos (crateras?) e os obstáculos… Alguns raios caiem ao longe… Uma cobra atravessa-se pelo caminho, mas o Sérgio evita passar-lhe por cima para não apanhar doenças (quereria dizer feitiços?)… Chegámos por volta das 19h40!

A Missão que serve esta comunidade há cerca de 50 anos está instalada na Região do Nivava, ou seja, naquilo a que se chama o “sítio onde o diabo perdeu as botas…” São 200 hectares de terra cultivada (a machamba tem milho, mandioca, café, feijão, batata, etc.) ou por cultivar, mato, 1 quinta com animais (coelhos, galinhas, porcos, patos), instalações dos Irmãos, 1 Escola, 1 carpintaria, clínica, moagem, campo desportivo… Fomos muito bem recebidos pelos irmãos, Pascual (espanhol) e Zeferino (brasileiro). Boa comida, boa conversa e grandes lições de humildade, altruísmo e coragem…

No sábado de manhã, aproveitámos para conhecer a machamba, depois de algum descanso da minha parte. À tarde, fomos à vila do Alto do Molocué, onde acabámos por passar mais tempo no Centro de Saúde (a Clara acusou o calor e a adaptação difícil a estas comidas e águas e sentiu-se bastante mal) do que em visitas… A vila parece ainda mais perdida no tempo do que tudo o que vi até aqui… À noite, depois de jantar e de levarmos o Irmão Sanasana a casa da família… uma boa conversa sobre futebol… e a Clara a demonstrar melhoras! Depois de jantar, ainda deu para um susto com uma cobrita enrolada num vaso da varanda. Adormecemos ao som de alguns relâmpagos e outros barulhos próprios do mato…

Esta manhã, partimos cedo, a Clara aliviada, eu um tanto ou quanto orgulhoso por ter conhecido um sítio perdido no fim do mundo, mas tão real… Passámos pela Catedral do Molucué (uma enorme catedral… sem bispo, mas com uma vista absolutamente deslumbrante sobre a região) para irmos buscar o Irmão Sanasana… Entrámos, sem adivinharmos que iríamos viver um daqueles momentos mágicos: uma missa em dialecto acompanhada por cantos e batuques africanos que nos arrepiaram completamente…

Toda a gente não deixou de mostrar a sua curiosidade pelos dois brancos que surpreenderam a comunidade, fitando-nos por largos minutos… até que o Irmão Sanasana satisfez a curiosidade de geral e nos chamou para a frente do Padre, apresentando-nos em dialecto e português… Claro que saudamos e agradecemos todos os presentes … É um daqueles momentos que não esqueceremos!

A viagem de regresso fez-se muito bem, a ouvir música gravada no leitor mp3 (Pixies, Franz Ferdinand, Radiohead, Placebo, David Bowie, The Gift, Divine Comedy, The Strokes, Rodrigo Leão, Adriana Calcanhoto, …) Que saudades! Enfim, depois de algumas horas a ouvir “passada”, “marrabenta”, “brasileirada” e hits da discoteca do último Verão disponibilizados pelo Sérgio, já nos apetecia qualquer coisa mais próxima… mesmo (ou sobretudo) no contexto africano… profundo!

A chegada a Quelimane foi dentro da hora prevista. Deu para beber duas cervejinhas, descansar e últimas conversas. No caminho até ao aeroporto, confirmámos a boa organização e limpeza desta cidade. Bela surpresa… talvez porque não sofremos com o calor e humidade que normalmente se fazem sentir! O abraço final ao Sérgio foi a confirmação de uma bela amizade que se desenvolveu… naturalmente! Obrigado, Sérgio!

9 de fevereiro de 2006

Picar o ponto... no Hotel Polana!

Ao fim da tarde, fomos ao Hotel Polana lanchar... A Clara ainda não o conhecia e ficou deslumbrada. É realmente um local deslumbrante e mágico... pois parece que estamos noutro tempo (eu sei que isto já parece um novo-riquismo neo-colonialista, saudosista e saloio), mas qualquer um de nós gostaria alguma vez na vida relaxar num sítio destes, sem quaisquer preocupações, dando de alimento à preguiça...

Basta sentarmo-nos e contemplarmos a piscina, primeiro, enquadrada ou "enmoldurada" entre palmeiras, e a Baía ao fundo... os seus relvados, as suas esprigaçadeiras ocupadas por turistas provenientes de todo o Mundo... e mais do que isso tudo... a calma e o silêncio próprios de um hotel de alto gabarito...

O João, um Amigo de há apenas algumas semanas, mas com quem rapidamente me relacionei, pelo seu enorme sentido de humor e inteligência, fez -nos companhia entretanto... e não deixámos (como é habitual com ele) de nos rirmos e passarmos um bom fim-de-tarde...


http://www.serenahotels.com/mozambique/polana/home.htm ou http://www.polana-hotel.com/p-hotel.htm

http://www.janelanaweb.com/viagens/maputo.html

http://www.moztourism.gov.mz/potencial/maputoc.htm

http://travel.yahoo.com/p-hotel-368636-hotel_polana-i

5 de fevereiro de 2006

Fim-de-semana na Inhaca


Com a Clara (namorada!!!) de férias aqui comigo desde quinta-feira, dia 2, ao fim de 2 meses e meio sem nos vermos (ah pois é!!!), não perdemos tempo e, na sexta-feira, dia 3, partimos para a Inhaca...
Apanhámos a avioneta de 18 lugares no aeroporto de Maputo depois de almoço..

A viagem demorou uns precisos 15 minutos, sem sobressaltos, e, como voámos a uma altura relativamente baixa, pudémos ter imagens aéreas da cidade de Maputo formidáveis. É realmente uma perspectiva muito bonita da cidade!


Durante a travessia da Baía foram visíveis as diferentes tonalidades da água, entre os castanhos, os verdes e azúis, sendo que à medida que nos aproximávamos da Inhaca, desapareciam os castanhos. Lá em baixo, eram muitos os barquinhos de pesacadores que nos acompanhavam...

A Ilha da Inhaca é uma área protegida desde 1976 (Património Natural), pela sua riqueza de flora, os seus corais, etc.

O aeródromo da Inhaca é simpático. Obviamente, nem aqui nos livramos dos miúdos que a todo o custo nos tentam impingir os seus serviços, oferecendo-se para nos levar água de coco ao hotel (obviamente, recusámos) ou servindo de guias... Como já tínhamos um contacto de um guia, o Franki, também recusámos a oferta deles...

Em poucos minutos, estávamos porém no hotel, onde nos receberam com uma refrescante água de coco (afinal...) que saboreámos já no nosso lodge...

Depois de uns mergulhos na piscina, finalmente encontrámos o nosso guia, o Franki, afinal muito mais novo do que pensáramos. É apenas um miúdo de 15 anos, mas que se revelou uma personagem incrível.. Acertámos os pormenores do passeio de sábado e voltámos à piscina até o dia se esconder...

Depois de jantar fomos saudados por um grupo de funcionários do hotel e habitantes da ilha que cantaram em diferentes tons e fizeram alguns passos de dança de que hei-de procurar o nome... Depois de um delicioso jantar, démos um passeio pela vila, onde encontrámos o Noé (moçambicano, dançarimo/ coreógrafo da Companhia Nacional) e a Nora (finlandesa, estagiária na Embaixada), que já conhecia de Maputo.. do Núcleo de Artes! Combinámos logo fazermos o passeio em conjunto...
No sábado de manhã, pelas 8h00, encontrámo-nos todos e iniciámos esse longo percuso a pé até à Ponta do Farol, onde planeámos fazer um pouco de praia.
Foram 2 horas e meia extenuantes, ora atravessando o mato, pequenos riachos, ora caminhando ao longo da costa, entre coqueiros e caranguejos. Ao longo do caminho, cruzámo-nos sempre com habitantes locais que nos cumprimentavam, mas sobretudo ao nosso guia, o Franki... um "ídolo" por aqui...
Impressionante como conhece toda a gente e como é um verdadeiro Relações Públicas, para não dizer Diplomata... apenas com 15 anos! Está na 8º classe, é delegado de turma, ajuda os pais (tomando conta dos cabritos, ajudando na padaria, etc.), é guia com certificado e tudo... (e com uma rede de contactos entre turistas de fazer inveja), construiu uma cabana que também aluga a turistas, enfim, um verdadeiro "self made man" que adora geografia (diz conhecer a maior parte de Moçambique nos passeios que deu sozinho, entre chapa e boleias) e sonha ser jornalista... Aqui vai o contacto: (00258) 825118382
À chegada à Praia do Farol (sob o olhar austero do farol que dá o nome ao local), já bastante combalidos pelo calor e a distância, não esperamos mais tempo por nos atirarmos à água... soube tão bem a frescura que senti naquele momento...
O pique-nique foi outro momento bem passado, sendo que a sobremesa acabou mesmo por ser a sesta desejada...
Mais uns banhos e estamos de volta, parando a meio-caminho num bar, onde de forma quase surreal nos contentámos por ouvir... Brian Adams (não acredito que escrevi isto)...
De regresso ao Hotel, depois das despedidas, só pensámos em descansar e gozar os prazeres por este oferecidos... Um jantar de marisco para recordar, danças e cantares típicos que nos arrepiaram, um pouco de discoteca (não sei como as pernas aguentaram...) e uma sessão de "cinema" no quarto...
Esta manhã, como ainda nos sentíamos cansados da estirada anterior, acabámos por decidir ficar, em vez de ir à Ilha dos Portugueses (ilhéu em frente ao porto da Inhaca, com grandes areais) ou à Ponta de Santa Maria, onde poderíamos avistar baleias e observar corais, porventura... Fica para a próxima vez....
Depois de almoço, despedimo-nos da Nora e do Noé, que regressaram a Maputo no barco, e, do Franki que ainda se deslocou até ao aeródromo e que não esqueceremos...



http://www.kanimambo.com/kbm00.htm

http://mocambique.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_10.html

http://mocambique.blogs.sapo.pt/arquivo/311130.html

http://www.pestana.com/hotels/pt/hotels/africa/InhacaHotels/Inhaca/Home/

http://passada.blogspot.com/2005_01_01_passada_archive.html