30 de abril de 2006

Uma sugestão

Aos que vivem em Maputo ou por cá passam, não deixem de assitir aos excelentes concertos de AfroJazz, Jazz, Reggae, todos os Domingos, ao fim da tarde, no Núcleo d'Artes...
O ambiente é descontraído, a simpatia da Tina é contangiante e os músicos proporcionam-nos sempre grandes surpresas a ouvidos que aprendem e reaprendem novos sons e formas de os reproduzir...

29 de abril de 2006

Musicando contra o HIV/SIDA e a Pobreza...

No Centre Culturel Franco-Mozambicain, em Maputo, assisti a uma grande parte da final do festival regional de jovens músicos. Este evento foi organizado pela Associação Jeunesses Musicales International, Ministério da Educação e Cultura de Moçambique e o próprio "Franco".

Os jovens que vi de Moçambique, Zimbabwe,Tanzania; Malawi (não cheguei a ver os da Zâmbia) demonstraram que África é uma fonte inesgotável de riqueza cultural, criatividade e brilhantismo... e também irreverência!
Música que revela uma fusão de sons semre inesperados, corpos que vibram sem limite e incendeiam a plateia...
Para além de músicos africanos, participaram também músicos da Suécia, mas que não cheguei a ver, porque a fome cantou mais alto...

Obrigado por uma noite especial!

28 de abril de 2006

Parabéns, RDP África!

Não eram 10.000 espectadores, o som não era o melhor, mas o ambiente era suficientemente simpático para deixar satisfeitos os organizadores do festival de encerramento das comemorações dos 10 anos da RDP África, em Maputo. Foi um risco, pois pela primeira vez tal evento decoreu fora de Portugal. Acredito que as expectativas não deverão ter sido defraudadas, apesar da não muito forte afluência na Praça Robert Mugabe (também conhecida por Praça do Benfica por juntar os benfiquistas nas suas comemorações) - já não na Praça da Independência como previsto. O palco estava junto ao Water Front, bem perto da FACIM e de costas para a Baía de Maputo... bem guardado por um conjunto de palmeiras que lhe davam aquele toque exótico que se exigia.
De qualquer maneira, para mim foi emocionante poder ver a cara de alguns dos locutores e profissionais da rádio a que me habituei ouvir nos últimos meses: João Pedro Martins, Carlos Pedro, Celina Pereira, Sandra Claudino e Nuno Sardinha. Foi também a oportunidade de assistir de uma vez só a actuações de alguns nomes importantes da música moçambicana: Rockfellers, Jenny, etc. Neyma, fica para a próxima, pois não consegui chegar a tempo...

23 de abril de 2006

Visita à Ponta do Ouro... em jeito de composição


Porquê? Porque… é um sim tantas vezes adiado!
Onde? No extremo sul de Moçambique.
Quem? Claro, o pessoal do costume: João, Ana e Tiago (faltaram a Cláudia e o Caló para completar).
Quando? Entre Sexta-feira, dia 21 de Abril, pelas 14h30, quando partimos, e Domingo, dia 23, pelas 23h00, quando regressámos a Maputo. Uma ou duas horas antes, já a Nora, o Noé, a Sophie e outros dois amigos ingleses tinham partido com o mesmo destino, onde nos encontraríamos todos.
Como? No Terrano sem travões, mas sempre fiel…

O caminho para a Ponta fez-se (fi-lo) com mil cuidados devido ao problema com os travões, que se agravou logo nos primeiros quilómetros, ainda no alcatrão… Saímos de Maputo, em direcção a Boane e cortámos na direcção da Bela Vista, atravessando a Reserva dos Elefantes (não, não os vimos... apenas um polícia resolveu embirrar até aparecer o chefe), e seguindo por caminhos de areia, com diversos traçados paralelos, subindo e descendo… Tive um cheirinho do Paris (Lisboa) – Dakar, creio…

A chegada à Ponta do Ouro fez-se já de noite sem sobressaltos de maior. Após algumas tentativas infrutíferas para encontrar alojamento devido ao excessivo preço pedido (tendo eu recusado a ideia do campismo), acabámos por encontrar o Coco Cabanas. Preço acessível, condições plenas. Perfeito! Vim a saber mais tarde que este lodge até pertence a uns primos dos meus amigos P e David Barbosa…

As primeiras impressões que se retiram são de uma forte (esmagadora) presença de sul-africanos que fazem lembrar os ingleses em certos locais do Algarve e de Espanha… à procura de Sol, cerveja e sexo. Tem-se também a sensação, por isso, que é uma praia diferente de tudo o resto em Moçambique; que é uma espécie de Ibiza em ponto pequeno (ok, muitíssimo pequeno)… com direito a Café del Mar e tudo…

A dia de sábado foi longo… A chuva ameaçava, mas conseguimos ainda dar um mergulho e apanhar um pouco de Sol (que resolveu preguiçosamente aparecer por uns minutos), antes de tomar um pequeno-almoço à sul-africana (ou inglesa) cheio de proteína e colesterol…

À tarde, estivemos com a Nora e a Sophie (da Finlândia), o Noé (Moçambique), a Amy e o Jeff (ambos inlgeses), no pequeno jardim da casa que alugaram. Como a chuva passou de ameaça a realidade, passámos o tempo todo por baixo do enorme chapéu, distraidamente a ouvir música, a comer (chouriço e peixe assado, panquecas, what ever) e sobretudo a beber (cerveja, rum, what ever), conversando ora em português, ora em inglês, sobre tudo e sobre nada… Grande tarde de convívio e de interculturalidade…

À noite, a noite… A Ponta do Ouro tem uma série de bares bastante animados, de onde se destaca o Café Del Mar, onde terminámos a noite (eu, o Tiago, a Sophie e a Amy – os outros, ou tinham que ir mergulhar cedo de manhã como o Jeff, ou tinham mais que fazer… não é Ana/João e Nora/Noé?). Mas, antes do Del Mar, estivemos um bom bocado (ainda com o grupo todo) na praia, onde ouvimos, tocámos música e cantámos, para além de jogarmos Frisbee. Mais tarde, já sem a Ana e o João, fomos a um bar onde participámos todos no karaoke e descobrimos uma bela voz entre nós, a da Sophie… Sim.. eu, o Tiago e o Jeff ainda “cantámos” o New York New York do Sinatra… para desespero de muitos…

Depois de uma noite longa de muita festa, que ainda teve direito a umas tostas quentinhas, a manhã fez-se devagar, ao ritmo lento de um despertar a muito custo… ainda preguiçámos um pouco pela praia e saboreámos uns camarões antes de nos metermos à estrada.

O caminho deu para algumas fotos esplêndidas e muito boa-disposição… esquecendo a falta de travões e de combustível. Arriscámos, depois de muitos quilómetros feitos e o depósito já na reserva, por ir à vila da Bela Vista procurar gasóleo que, por acaso… havia… mesmo num Domingo à noite… em Moçambique!

Entre Boane e Maputo, ainda deu para nos assustarmos com um condutor alcoolizado de um camião, mas que felizmente desapareceu de vista. Chegámos a casa cansados, mas com enorme vontade de regressar à Ponta do Ouro, sempre!
Fim da composição...
(faltam fotos)

5 de abril de 2006

Previsível... mas sem vergonha!

Era previsível, não? O Benfica ultrapassar o todo poderoso e arrogante Barcelona? Não me parece... Não entremos em conspirações ridículas... o melhor passou, temos que admitir.
Não escreverei, por isso, sobre os "e se..."... Apenas escrevo, com orgulho, de poder ter assistido a este jogo ao lado do mítico Mário Coluna (o "Velho Capitão" a quem cedi a cadeira), a convite do benfiquista Rui Tadeu que é um dos grandes dinamizadores em Maputo das reuniões de "vermelhos". E eram mesmo muitos naquela sala do Ginásio de Maputo, a vibrar como se estivessem no estádio.
Aqui, ou em Lisboa, sinto-me em família e em comunhão total puxando pelo meu Benfica!
Parabéns Campeões!