24 de Novembro de 2008

Época das Chuvas... e das Mangas


Hoje começou a chover...



Pode parecer descabido escrever sobre a chuva, porque não traz qualquer novidade.
É certo que até já choveu antes (fala-se até de um certo Dilúvio Bíblico) e que vai continuar a chover amanhã e sempre... mas hoje começou a chover... a sério.
Começou a Época das Chuvas e daqui até Março vai ser quase sempre assim, aqui onde estou. Pode ser que amanhã não chova, mas esta chuva persistente e previsivelmente presente vai voltar. Por enquanto, é assim. Uns anos mais cedo, outros mais tarde; uns anos com maior intensidade, outros com menor, leia-se de estragos. Mas, sempre chove, chove como se não houvesse amanhã, como se de um dilúvio eterno se tratasse, como se o Apocalipse não fosse de fogo, mas sim de água...

Aqui a chuva não é oblíqua, é estrondosamente vertical no seu percurso, perfeitamente horizontal na sua extensão...


Chove para que as poucas estradas que existem deixem separadas as gentes, umas das outras e de si mesmas, agravando ainda mais as suas reais possibilidades de se alimentarem todos os dias, de efectuarem os seus negócios e as suas compras, de acederem aos serviços sanitários. É como se as suas vidas precisassem ainda de mais um entrave.


Chove, chove muito. Só quem vê chover em África, alcança a importância de toda a metamorfose que a chuva desencadeia. É verdade que traz todo esse verde que aos poucos cobre o manto amarelado, num jogo de empurra que se repete cada ano. É verdade que alimenta as terras que por sua vez alimentarão as gentes empobrecidas e famintas. Os insectos gritam nas suas orgias sinfónicas e os céus cospem chispas ruidosas de fogo, tudo se transforma e ganha vida assustadoramente. Da terra surge vida, de um dia para o outro, ou às vezes de forma mais rápida, confundindo os nossos sentidos... É assim em África, é assim nesta parte de África...


Chover aqui é mais do que tudo isso. É uma força da Natureza que se impõe, que condiciona o dia-a-dia durante metade do ano, que transforma não só a paisagem, mas a vida das gentes e também as suas almas que escorregam com a chuva, que penetram na terra e evaporam com os raios de Sol nos interstícios da vontade divina que as afoga e empurra... para o ventre de onde esperam nunca sair.


Chover aqui é também redescobrir a cor e o cheiro das mangas, cada ano, que são a vitamina do Amor e do Sexo que fazem germinar a Terra Africana de novos frutos, de novos sorrisos... de novas vidas.





Post Scriptum:
Ontem, no último dia da Época Seca, o carro que levei para a praia (que eu achava tratar-se do Paraíso) foi assaltado e levaram-me as minhas sandálias que comprei antes de vir para Moçambique a primeira vez, em 2003. Eram umas velhas sandálias de pele. Aliás, umas vergonhosamente velhas sandálias de pele, que me acompanhavam desde então e que me faziam soltar um sorriso cada vez que as calçava... porque eram as minhas sandálias de Moçambique gastas e vergonhosamente velhas...
Também me roubaram uma moeda portuguesa em bronze do século XVIII que comprei na Praia da Carrusca, perto da Ilha de Moçambique, que passou a ser o meu Paraíso nessa manhã de Maio. Pelo menos, eu estava convencido que assim era e achava-lhe piada. Não, não era piada, era um sentimento de pertença e de saudade de Portugal, do meu País.
Roubaram-me ainda aqueles óculos de Sol másculos e sexy que eu achava que eram os únicos que podia usar e que provavelmente também era eu o único que assim os via. No ano passado roubaram-me o mesmo modelo na Praia de Pangane, que eu também achava ser o Paraíso, até aí.
Roubaram-me ainda o telemóvel. E assim se foram nomes que povoavam a lista de contactos, muitos deles que eu nem conhecia. Mas também foram as mensagens guardadas, aquelas íntimas que nos fazem corar e sorrir por dentro e por fora e nos transportam para um mundo só nosso por breves segundos...

Roubaram-me mais coisas, mas sobretudo roubaram-me a vontade de encontrar paraísos em Moçambique.
Felizmente hoje já começou a Época das Chuvas e tudo foi esquecido... ou seja lavado. Felizmente hoje comprei 10 kg de mangas por 2 Euros e tenho a casa a cheirar a manga. É um cheiro que se entranha nas paredes e na alma, podem ter a certeza.
É um cheiro que nos põe mais felizes e nos faz fazer Amor como se não houvesse amanhã, em desesperadas e contínuas despedidas. Como se não pudéssemos parar de fazer explodir cada músculo dos nossos corpos, húmidos e sedentos, ao mesmo tempo, que se fundem, acompanhando o ritmo da chuva eterna e impiedosa que silencia os batuques furiosos lá fora, lá longe...
Nesta dança primitiva e excêntrica que nos empurra de volta ao nosso ventre e a nós mesmos.

22 de Novembro de 2008

19 de Novembro de 2008

Arturo Pérez-Reverte quer um país único na Península Ibérica

O escritor Arturo Pérez-Reverte defendeu a existência de uma Ibéria, um país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal, porque é "um absurdo" que os dois países vivam "tão desconhecidos um do outro".

"Há uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirinéus e Gibraltar, com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais", disse o escritor espanhol à agência Lusa, de passagem por Portugal a propósito do lançamento do romance "Um dia de cólera".


Para Pérez-Reverte, o maior erro histórico de Filipe II, no século XVI, foi não ter escolhido Lisboa como capital do império: "Teria sido mais justo haver uma Ibéria, e a história do mundo teria sido diferente".


O escritor disse que essa Ibéria não existe hoje administrativamente, mas "qualquer espanhol que venha a Portugal sente-se em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo".


"Houve dificuldades históricas que nos separaram, mas a Ibéria existe. Náo é um mito de Saramago, nem dos historiadores romanos. É uma realidade incontestável" que precisa de um empurrão social e não político para concretizar o projecto, disse.


Ainda assim, disse que "é um absurdo que Portugal e Espanha vivam sempre tão separados, tão desconhecidos um do outro", já que deviam olhar para a Europa como ibéricos, porque o mundo de hoje "é um lugar de grandes mudanças sociais".


"Esse Ocidente pacífico, sereno, poderoso, com uma certa coerência cultural e social do século XX não poderá continuar. O Ocidente como o entendemos está na sua etapa final", disse.


Arturo Pérez-Reverte, 57 anos, é um dos escritores mais populares das letras espanholas da actualidade, com obra traduzida em quase trinta idiomas. Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O cemitério dos barcos sem nome", "Território Comanche", "O hussardo", "O pintor de batalhas" e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste".



17 de Novembro de 2008

Portugal... e a Crise Económica Mundial


Portugal nem sempre é o ultimo da Europa.


Nao é o país da "cauda" como alguns constumam apontar. Tudo depende da perspectiva. Para quem o vê como a ponta da Europa, eu vejo-o como a porta de entrada, o princípio, a cara e o-que-mais-lhe-quiserem-chamar da Europa... mas nunca a "cauda"... até porque alguém teria que ser entao o "rabo" que suporta a cauda, certo?


Vivemos uma das maiores crises económicas desde os tempos da Grande Depressao, uma das grandes crises que poem em causa o próprio sistema económico em que vivemos...


Porquê?


Porque vivemos acima das nossas possibilidades!



Ora, Portugal, descobriu isso há muito tempo.


Quando?


Ninguém sabe realmente responder. Houve tempos em que Portugal também viveu acima das suas possibilidades... vai daí, alguém teve a feliz ideia de nos fazer viver abaixo... muito abaixo... E já lá vao alguns séculos, podem ter a certeza...


Desafio-os a responder à pergunta: Quando entrou Portugal na Crise Económica Mundial?


Possíveis respostas:




Primeira Dinastia - Afonsina


1143 - 1185

D. Afonso Henriques "O Conquistador"

(25 Julho 1111 Guimarães-6 Dezembro 1185 Coimbra)

Casou com D. Mafalda de Sabóia



1185 - 1211

D. Sancho I "O Povoador"

(11 Novembro 1154 Coimbra-27 Março 1211 Coimbra)

Casou com D. Dulce de Aragão



1211 - 1223

D. Afonso II "O Gordo"

(23 Abril 1185 Coimbra-21 Março 1223 Alcobaça)

Casou com D. Urraca



1223 - 1248

D. Sancho II "O Capelo"

(8 Setembro 1202 Coimbra-4 Janeiro 1248 Toledo)

Casou com D. Mécia Lopes de Hero



1248 - 1279

D. Afonso III "O Bolonhês"

(5 Maio 1210 Coimbra-16 Fevereiro 1279 Alcobaça)

Casou com D. Matilde de Bolonha e com D. Beatriz de Castela



1279 - 1325

D. Dinis I "O Lavrador"

(9 Outubro 1261 Lisboa-7 Janeiro 1325 Odivelas)

Casou com D. Isabel de Aragão



1325 - 1357

D. Afonso IV "O Bravo"

(8 Fevereiro 1291 Coimbra-28 Maio 1357 Lisboa)

Casou com D. Beatriz



1357 - 1367

D. Pedro I "O Justiceiro"

(18 Abril 1320 Coimbra-18 Janeiro 1367 Alcobaça)

Casou com D. Constança Manuel e com D. Inês de Castro



1367 - 1383

D. Fernando I "O Formoso"

(31 Outubro 1345-22 Outubro 1383 Santarém)

Casou com D. Leonor de Telles




1383 - 1385
Interregno




Segunda Dinastia - Avis



1385 - 1433


D. João I "O de Boa Memória"


(11 Abril 1357 Lisboa-14 Agosto 1433 Batalha)


Casou com D. Filipa de Lencastre



1433 - 1438


D. Duarte I "O Eloquente"


(31 Outubro 1391 Viseu-9 Setembro 1438 Batalha)


Casou com D. Leonor de Aragão




1438 - 1481


D. Afonso V "O Africano"


(15 Janeiro 1432 Sintra-28 Agosto 1481 Batalha)


Casou com D. Isabel



1481 - 1495


D. João II "O Príncipe Perfeito"


(3 Maio 1455 Lisboa-25 Outubro 1495 Batalha)


Casou com D. Leonor




1495 - 1521


D. Manuel I "O Venturoso"


(31 Maio 1469 Alcochete-13 Dezembro 1521 Belém)


Casou com D. Isabel de Castela, D. Maria de Castela e com D. Leonor




1521 - 1557


D. João III "O Piedoso"


(6 Junho 1502 Lisboa-11 Junho 1557 Belém)


Casou com D. Catarina de Áustria




1557 - 1578


D. Sebastião I "O Desejado"


(20 Janeiro 1554 Lisboa-4 Agosto 1578 África)


Não Casou




1578 - 1580


D. Henrique I "O Casto"


(31 Janeiro 1512 Almeirim-31 Janeiro 1580)


Não Casou




1580 - 1580


D. António I "O Determinado"


(1531 Lisboa-26 Agosto 1595 Paris)


Não Casou




Terceira Dinastia - Filipina




1581 - 1598

D. Filipe I "O Prudente"


(21 Março 1527 Valhadolid-13 Setembro 1598 Escorial)


Casou com D. Maria de Portugal; D. Maria Tudor, D. Isabel de Valois e com D. Ana de Áustria




1598 - 1621


D. Filipe II "O Pio"


(14 Abril 1578 Madrid-31 Março 1621 Escorial)


Casou com D. Margarida de Áustria




1621 - 1640


D. Filipe III "O Grande"


(8 Abril 1605 Madrid-17 Setembro 1665 Escorial)


Casou com D. Isabel de França





Quarta Dinastia - Bragança




1640 - 1656


D. João IV "O Restaurador"


(19 Março 1604 V. Viçosa-6 Novembro 1656 Lisboa)


Casou com D. Luísa de Gusmão




1656 - 1683


D. Afonso VI "O Vitorioso"


(21 Agosto 1643 Lisboa-12 Setembro 1683 Lisboa)


Casou com D. Maria Francisca de Sabóia




1683 - 1706


D. Pedro II "O Pacífico"


(26 Abril 1648 Lisboa-9 Dezembro 1706 Lisboa)


Casou com D. Maria Francisca de Sabóia e com D. Maria Sofia de Neuburgo




1706 - 1750


D. João V "O Magnânimo"


(22 Outubro 1689 Lisboa-31 Julho 1750 Lisboa)


Casou com D. Maria Ana de Áustria




1750 - 1777


D. José I "O Reformador"


6 Junho 1714 Lisboa-24 Fevereiro 1777 Lisboa)


Casou com D. Mariana Vitória




1777 - 1816


D. Maria I "A Piedosa"


(17 Dezembro 1734 Lisboa-20 Março 1816 Lisboa)


Casou com D. Pedro III




1816 - 1826


D. João VI "O Clemente"


(13 Maio 1767 Queluz-10 Março 1826 Lisboa)


Casou com D. Carlota Joaquina




1826 - 1826


D. Pedro IV "O Rei Soldado"


(12 Outubro 1798 Queluz-24 Setembro 1834 Lisboa)


Casou com D. Maria Leopoldina




1828 - 1834


D. Miguel I "O Tradicionalista"


(26 Outubro 1802 Lisboa-14 Novembro 1866 Áustria)


Casou com D. Adelaide de Rosenberg




1826 - 1853


D. Maria II "A Educadora"


(4 Abril 1819 Rio de Janeiro-15 Novembro 1853 Lisboa)


Casou com D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha




1853 - 1861


D. Pedro V "O Esperançoso"


(16 Setembro 1837 Lisboa-11 Novembro 1861 Lisboa)


Casou com D. Estefânia Hohenzollern-Sigmaringen




1861 - 1889


D. Luís I "O Popular"


(31 Outubro 1838 Lisboa-19 Outubro 1889 Lisboa)


Casou com D. Maria Pia de Sabóia




1889 - 1908


D. Carlos I "O Martirizado"


(28 Setembro 1863 Lisboa-1 Fevereiro 1908 Lisboa)


Casou com D. Maria Amélia de Orleães




1908 - 1910


D. Manuel II "O Rei Saudade"


(15 Novembro 1889 Lisboa-2 Abril 1932)


Casou com D. Augusta Vitória Hohenzollern-Sigmaringen

15 de Novembro de 2008

E se Obama fosse africano?

Por Mia Couto

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.

Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.

Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.

Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: " E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.

E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?

1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.

2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.

3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.

4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).

5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.

6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.Inconclusivas conclusões

Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.

Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.

Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.

No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.

Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.


Cedido por Sandra Quiroz

http://quirozpo.blogspot.com

13 de Novembro de 2008

Ecos da Nicaragua - parte 3

Carta de Mónica Baltodano
Managua 10 de Noviembre del 2008

Sr. Roberto Rivas
Presidente del Consejo Supremo Electoral
Sres. Magistrados del Consejo Supremo Electoral

Como ciudadana Nicaragüense y Diputada ante la Asamblea nacional exijo que Ud. cumpla con la Constitución y que cumpla, como corresponde, con las funciones establecidas en la Ley electoral.

COMO CIUDADANA EXIJO RECUENTO LEGAL, HONRADO Y TRANSPARENTE DE LOS RESULTADOS 2008.

Hasta el momento su autoridad ha estado brindando las informaciones sobre resultados electorales municipales sin atenerse a lo que dice la Ley y las normativas emitidas por le Consejo.

El Consejo Supremo electoral está OBLIGADO A BRINDAR DATOS de RESULTADOS EN BASE A NUMEROS ABSOLUTOS, y no solo exponer resultados porcentuales. Esta es una garantía para que los ciudadanos podamos controlar la veracidad de los resultados anunciados. La mayoría de los nicaragüenses se están informando en base a sus reportes verbales y en ellos usted no dice cuantos votos obtuvo cada fuerza política.

Además Ud. Esta OCULTANDO INFORMACION VITAL, no sabemos con que propósitos, no solo porque no ha brindado números absolutos en sus comparecencias, sino porque la pagina WEB del CSE ofrece información también incompleta. En todos los ejercicios anteriores los ciudadanos podíamos estar viendo en la página electrónica los datos que se iban acumulando, con los mismos reseñas de las Actas de Escrutinio y ahora esta información se ha ocultado.

De acuerdo a la Ley Electoral, Arto. 19, Inciso A, numerales 8 y 9; Inciso B numerales 8, 9, 10, es obligación de los Consejos “realizar la revisión de la suma aritmética de los votos de las actas de escrutinio de las Juntas Receptoras de Votos de su circunscripción. Esta revisión aritmética esta claramente establecida en los Manuales del CSE y obliga a todas las instancias a decir con claridad:

1. Cuantos nicaragüenses concurren a las urnas en cada una de las Juntas Receptoras de votos.
2. Cuantos ciudadanos registrados en cada Junta no concurrieron, es decir los que se abstuvieron de votar.
3. Cuántos ciudadanos ejercieron su derecho a votar
4. Cuantas boletas usadas fueron registradas como VOTO NULO, debido a que los ciudadanos marcaron varias casillas, o escribieron un mensaje, o no marcaron ninguna casilla.
5. Cuantos Boletas registraron votos validos en cada JRV
6. De los votos validos cuantos votos obtuvo cada partido oficialmente involucrado en la contienda.
7. El CONSOLIDADO MUNICIPAL también debe de registrar los datos antes mencionados y en los REPORTES el CSE debe decir estos datos, no estar dando porcentajes, los cuales se estimaran al final de todo el ejercicio.
8. De acuerdo a los MANUALES DEL CSE los datos oficiales solo se brindan después de haber pasado una verificación aritmética. Cito EL MANUAL

“Los funcionarios deben verificar los siguiente:
l Que la Suma de los Votos válidos por Organización Política coincida con el Total de Votos Válidos reflejados en el Acta.
l Que la Suma de los Votos Válidos por Organización Política, más la Suma de Votos
l Nulos, coincida con el Total de Votos Depositados.
l Que el número de Votos Depositados sea igual al número de Boletas Usadas.
l Que las Boletas Usadas más las Boletas no Usadas coincidan con el número de Boletas Recibidas.”

Manual para el funcionamiento del Centros Municipal de Cómputos, de la dirección general de Asuntos electorales. El presente Manual es una guía técnica metodológica para el funcionamiento del Centro Municipal de Cómputo elaborada por la Dirección General de Asuntos Electorales, que contiene la estructura, funciones y procedimientos a realizar en cada una de las áreas.

El Ocultamiento de la información unida a todas las anomalías registradas en diferentes Juntas Receptoras de votos, para estas elecciones municipales 2008 nos conduce a DESCONFIAR de los resultados que Ud. está brindando. Los vacíos informativos dan pie a que sospechemos se están violentando los resultados reales obtenidos. Queremos saber cuantos votantes asistieron y cuantos votos nulos se registraron. La poca transparencia NO OFRECE GARANTIA de Comicios limpios.

Como ciudadana DEMANDO que de inmediato se coloquen los resultados parciales electrónicamente, y que se incluyan todos los datos, tal y como se registran en el ACTA DE ESCRUTINIO. Requerimos información de cada Junta Receptora de Votos. Tengo información de que en algunas JRV no colocaron el acta sino un cuadro resumen en donde solo aparecen los votos de cada organización. Adjunto un acta de las elecciones del 2006.

Igualmente los ciudadanos debemos tener acceso a los consolidados en la misma forma en que se nos entregaron el año 2004. Adjunto un ejemplo de consolidado de elecciones municipales 2004.

Un Procesos electorales limpio y transparente, es una conquista básica de la democracia nicaragüense. Si los nicaragüenses perdemos confianza en que con nuestros votos podemos escoger autoridades, o rechazar a algunos candidatos propuestos se pone en peligro un fundamento de la libertad, la paz y tranquilidad en nuestro país.

Atentamente,


Mónica Baltodano
COMUNICADO


LA CAMARA DE COMERCIO DE NICARAGUA preocupada por el rumbo que ha tomado el proceso electoral municipal Y LA SITUACIÓN DE INCERTIDUMBRE EN LA QUE SE ENCUENTRA el país:

1. SOLICITA AL CONSEJO SUPREMO ELECTORAL QUE A LA BREVEDAD SE COTEJEN LAS ACTAS DE ESCRUTINIO EN PODER DE LOS PARTIDOS POLITICOS EN UN PROCESO TRANSPARENTE, Y ANTE ORGANISMOS DE OBSERVACION NACIONAL E INTERNACIONAL.

2. CONDENAMOS TODAS LAS ANOMALIAS DEL PROCESO ELECTORAL DESDE SU APERTURA.

3. EXHORTAMOS A LA CIUDADANIA EN GENERAL A MANTENER LA CALMA Y LA TRANQUILIDAD Y A LA A LA POLICIA NACIONAL A ASEGURAR EL ORDEN EN TODOS LOS MUNICIPOS DEL PAIS.

4. NOS UNIMOS A LA CONFERENCIA EPISCOPAL Y AL LLAMADO EXPRESADO EN SU COMUNICADO DEL DÍA DE HOY MARTES.



Managua, 11 de Noviembre del 2008

Ecos da Nicaragua - parte 2

En 1974, cuando tenía 10 años, me toco vivir las primeras elecciones de las que tengo memoria. Fuimos con mi madre a visitar a nuestra familia en Ocotal y nos encontramos con una concentración de Somoza en el pueblo. Nunca he olvidado los rostros de las mujeres campesinas con sus hijos en brazos luchando por agarrar aquellos termos blancos de poroplast que estaban marcados con la foto sonriente del tirano. Mientras las mujeres cargaban uno dos y hasta tres termos como trofeos, los hombres luchaban por agarrar o disfrutaban sus bolis con guaro y alguna que otra pequeña prebenda electorera. Eran tiempos difíciles para Nicaragua. No importaba como votáramos, los nicaraguenses no teníamos derecho a escoger a nuestros representantes porque siempre ganaba el somocismo, siempre ganaba el que contaba los votos.




Las elecciones para escoger a nuestras autoridades municipales realizadas este domingo 9 de noviembre, eran una oportunidad para fortalecer nuestra incipiente institucionalidad democrática, gobernabilidad y desarrollo local. Pero lamentablemente se han convertido en una triste confirmación de que nos esperan tiempos difíciles. Nuestros antiguos compañeros han preferido alterar los resultados electorales antes que aceptar una soberana voluntad popular que les niega su respaldo. Cuando un intelectual afin al gobierno justificó el inmediato irrespeto a la ley apenas la toma de posesión, diciendo que en la lucha por la justicia social se puede pasar por encima de la institucionalidad democrática, algunos tuvimos la esperanza de que esto no llegaría hasta los extremos porque no podiamos aceptar que formara parte de un proyecto revolucionario moderno, impedir que la sociedad decida con libertad quienes serán sus representantes. Pero nos equivocamos. Como en los viejos tiempos que creíamos olvidados, lo que importa hoy es quien cuenta los votos. Como me dijo un amigo el lunes por la tarde: Somoza está de regreso.




Las evidencias de anomalías son evidentes y generalizadas y le han abierto las puertas al caos y a la inestabilidad, porque no habrá paz, ni desarrollo, ni justicia en Nicaragua sin respeto a la ley y a la institucionalidad democrática. Las manifestaciones de violencia que se han presentado en Managua y otras ciudades, ya han dejado muertos y heridos. Debemos cerrarle las puertas a la violencia cuanto antes, y la solución es el recuento generalizado de todos los votos bajo la supervisión de los partidos políticos y representantes de instituciones independientes. La ciudadanía debe recobrar su confianza de que han ganado quienes gozan del favor de la población y no quienes controlan la voluntad de los funcionarios públicos que integran el Consejo Electoral.




El día de ayer, en el canal 12 de televisión, monseñor Abelardo Mata, Obispo de la Diócesis de Estelí criticó al consejo Supremo Electoral por su parcialización partidaria, exortó a una renovación del mismo y afirmó "siento venir un baño de sangre si quienes tienen el poder, no aceptan la voluntad popular y no permiten revisar los resultados electorales". El Informe Pastrana (http://www.informepastran.com/) en uno de sus boletines especiales del día de ayer, evidencia un malestar desde importantes expresiones de la sociedad:




"Los obispos dijeron estar profundamente preocupados por la forma en que se han presentado los resultados electorales y quieren que se respete la voluntad popular...El Arzobispo de Managua lamentó lo que sucede porque dijo haber visto a miles de personas participar con mucho entusiasmo y civismo y talvez el CSE acepta revisar las actas".




"Pedimos que no se siga derramando más sangre y que se mantenga la cordura. Queremos que se asegure el llamado a hacer valer el voto”, dijo José Adán Aguerri (COSEP). Manifestó que ellos comparten el criterio del PLC “de que se haga una depuración, una confrontación, una depuración de actas que permita que el voto sea respetado y no haya la menor duda”."El organismo Etica y Transparencia se pronunció esta tarde, manifestando que “ante los tristes y lamentables hechos en curso ocasionados por la natural desconfianza en los resultados preliminares de este proceso electoral tan irregular que ha degenerado en una mayor crisis de gobernabilidad, en la cual el mismo CSE aparece reducido a su mínima representación partidaria"




El día de hoy, se pronunció la Conferencia Episcopal de Nicaragua reclamando las irregularidades y demandando el recuento de los votos como camino para superar la desconfianza generalizada de la población (http://www-ni.laprensa.com.ni/archivo/2008/noviembre/11/elecciones/noticias/294613.shtml).






Las cámaras empresariales también se pronunciaron a favor del recuento de votos con la supervisión de la Conferencia Episcopal, la OEA y el Centro Carter (http://www-ni.laprensa.com.ni/archivo/2008/noviembre/11/elecciones/noticias/294605.shtml).




El CENIDH condenó la violencia institucional que propició el fraude y llamó a la defensa del voto mediante los recursos legales (http://www-ni.laprensa.com.ni/archivo/2008/noviembre/11/elecciones/noticias/294560.shtml).



El Secretario General de la OEA José Miguel Insulza, expreso también hoy su preocupación por la situación en Nicaragua e hizo un llamado a resolver las diferencias en el marco de la Carta Democrática Interamericana (http://www-ni.laprensa.com.ni/archivo/2008/noviembre/11/elecciones/noticias/294504.shtml).



Para profundizar en las dos perspectivas existentes sobre los resultados electorales,ustedes pueden consultar las siguientes noticias:



Una visión crítica:


En Centro de Cómputos se les perdió todo pudor. http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32058


Violencia electoral en Madriz y Nueva Segovia. http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32095


Incidentes electorales en Matagalpa. http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32098


Etica y Transparencia: “Las elecciones menos transparentes”.


http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32072


Votos secuestrados. http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32032


Estallan nuevos disturbios en capital nicaragüense tras comicios municipales (http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32192)


No más violencia y contar voto a voto. Comentarios del Departamento de Estado ratificados por Embajada en Nicaragua (http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32155)


Intercambio de balazos. Rechazan toma de casa “Vamos con Eduardo”. (http://www.elnuevodiario.com.ni/nacionales/32114)



Una visión favorable:


Observadores internacionales: No hay fraude. Felicitan a pueblo nicaragüense por su democracia. http://www.elpueblopresidente.com/ACTUALIDAD/091108_fraudedemocracia.html


Poder Ciudadano con más de 90 alcaldías. FSLN siempre en primer lugar. http://www.elpueblopresidente.com/PODER-CIUDADANO/101108_puebloapoyo.html


Sandinismo arrasa en elecciones. http://www.multinoticias.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=1619&Itemid=18


La «rata» intenta probar fraude con 2 de más de 2,200 actas. http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/41460


Por fanáticos del PLC azuzados por Montealegre. Cobardes ataques de hordas PLC . http://www.elpueblopresidente.com/ACTUALIDAD/3162.html


Insulza «preocupado» por comicios, aboga por observación pero olvida acción de 1996. http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/41436


Obispos se parcializan y piden nuevo recuento de votación. http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/41462


Derecha ensaya en Nicaragua planes para Venezuela, advierte analista. http://www.multinoticias.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=1621&Itemid=18



Roberto Stuart Almendárez


Managua, Nicaragua

Ecos da Nicaragua - parte 1


Deixo-vos alguns e-mails que os amigos Pablo e Teresa me enviaram desde a Nicaragua, com um retrato fiel do que são a política, a democracia e a vivência neste país. Lá como cá... ou ainda pior?


Pues sí, ya iba siendo hora de dar señales de vida casi dos meses después de aterrizar en Nicaragua.

Que mejor que el cierre de las elecciones municipales de este país para celebrar el reencuentro. Tenemos como invitados a los votantes de los dos principales partidos del país, el FSLN (actualmente en el gobierno) y el PLC, liándose a pedradas unos con otros para demostrar quien lleva la democracia más dentro (tan dentro alguno que ya se le perdió entre los pliegues de la camisa). Los más fervientes devotos también pegaron algún que otro tiro en ofrenda a sus ídolos, ahora andan contando por las calles y hospitales para ver si la ofrenda fue completa o sólo llevaba un poco de sangre.

Pero no penséis que esta exaltación de la amistad es solo fruto de tan magnífico día. Las muestras de cariño han venido dándose desde antes que mis desgastadas chanclas pisasen suelo nica. Unas veces eran unas puñaladas de cariño directas al pulmón, para dejarte sin aliento con un gesto tan elocuente. Otras eran simples salvas de piedras como quien tira flores al pasar la carroza. En todas y cada una de las rotondas de la capital podíamos encontrarnos personas (aunque yo dudo ya que lo fuesen, no es humano) que, tras haber ingerido lo menos 48 horas continuadas de los osos amorosos, se vestían con camisetas rosadas con el lema “el amor es más fuerte que el odio” y, agitando banderas nacionales, llamaban a la paz. Mmmmm, grotesco, esa es la palabra.

Y voy a cargar contra los sandinistas del FSLN. ¿Qué por qué no contra los liberales del PLC?, sencillo, no me desilusionan. Y no lo hacen porque yo no tengo ninguna ilusión en un partido político de esas tendencias, ya se a que huelen y ese olor no me gusta. Pero amigo, el FSLN fue en su época el abanderado de una revolución que ilusionó a mucha gente que aspiraba a una sociedad más justa y a muchos otros que, simplemente, aspiraban a vivir. Es por ello que mirar lo que es el Frente ahora y lo que significó en su día sólo puede expresarse con lágrimas de rabia.

Dicen que el poder corrompe y debe hacerlo muy bien porque los niveles en los que se mueve la política de este país son tan bajos que hay que escarbar en la mierda para encontrarlos. Los hechos que se suceden días tras días parecen formar parte de una mala obra de teatro, con un guión absurdo en donde los actores son meros peleles moviéndose de un lado a otro. Surrealista las acciones de un gobierno supuestamente de izquierdas que se dedica a reprimir a todo el que no piensa como él, a ilegalizar el aborto terapéutico condenando a miles de mujeres a la muerte, a quitarse de en medio partidos políticos que pudiesen ponerle en aprietos (entre los que se encuentra el MRS, formado por los intelectuales e ideólogos de la revolución sandinista original que, viendo en lo que se convertía el FSLN, decidieron escindirse), a callar la boca a las ONG, a negar la presencia de observadores internacionales en las elecciones… y esto no son más que unos pocos ejemplos.

Pero la gente somos marionetas y pensar es un esfuerzo. Es más cómodo aferrarse a unos colores, a unas siglas y una bandera, y ser capaz de matar por ella, signifique lo que signifique. Hace tiempo que me cansé de grandes figuras con grandes ideales. Tan grandes que suenan abstractos, la gente no los entiende.

Un abrazo a todos.
Pablo

12 de Novembro de 2008

Cadê a novidade?

Vale a pena ver o... sorriso... da brasileira Melanie Nunes Fronckowiak posando para os fotógrafos
após vencer o concurso “O Bumbum mais bonito do Mundo”







A brasileira Melanie Nunes Fronckowiak conquistou nesta quarta-feira o prémio de “Bumbum mais bonito do Mundo”, em competiçao disputada em Paris, no “Club Quartier Latin”.

Quarenta e cinco finalistas de 26 países participaram na disputa, em que a vencedora, de 20 anos, ganhou um contrato de modelo e um prémio de 15 mil euros.

Miriam Makeba - The Click Song

Morreu a "Mamã África" no último Domingo à noite, em Itália. Rest in Peace, Mamma! We'll always remember you!

10 de Novembro de 2008

Morreu a cantora sul-africana Miriam Makeba


A “Mamã África” não resistiu a um ataque cardíaco depois de um concerto


A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida como “Mamã África” faleceu esta noite aos 76 anos, depois de actuar num concerto em Nápoles, Itália, informou hoje o seu agente a uma rádio local.


A artista participava num evento contra o racismo e o crime organizado, em apoio ao escritor Roberto Saviano, autor do famoso livro “Gomorra” sobre a máfia italiana. Enquanto agradecia ao público, Makeba sentiu-se mal e desmaiou. Viria depois a falecer durante a noite em resultado de um ataque cardíaco no hospital de Castel Volturno. Já há alguns anos que a cantora sul-africana tinha problemas de saúde.


Miriam Makeba nasceu a 4 de Março de 1932 nos subúrbios de Joanesburgo. Foi a primeira mulher cantora negra da África do Sul a conseguir obter reconhecimento internacional e era também conhecida como um ícone da luta contra o "apartheid".


O seu primeiro sucesso foi alcançado ao lado do grupo “The Manhattan Brothers” em 1959. No ano seguinte, quando tentou regressar ao seu país para assistir ao funeral da mãe, o governo sul-africano impediu-a de entrar e pouco tempo depois a sua música foi proibida.


Em resultado, Miriam Makeba viveu 31 anos em exílio nos Estados Unidos, Europa e na Guiné, até voltar à sua terra natal em 1990, a pedido de Nelson Mandela.


A sul-africana foi também a primeira mulher negra a ganhar um Grammy (o mais prestigiado prémio de música), honra que partilhou com o cantor norte-americano Harry Balafonte em 1965. Dois anos depois conseguiria alcançar a fama internacional ao gravar “Pata Pata”, uma música inspirada nas danças dos subúrbios de Joanesburgo.


Em 1968, casou-se com Stokely Carmichael, líder do grupo "Panteras Negras" (partido negro revolucionário norte-americano), o que fez com que a sua editora decidisse rescindir o contrato.


Na sua autobiografia, Makeba diz, citada pelo “El País”: “Eu preservei a minha cultura, preservei a música das minhas origens. E, graças a isso, consegui converter-me nesta voz e imagem de África e do seu povo, sem ser consciente do meu feito”.


Inês Subtil, jornal Público

7 de Novembro de 2008

Les Luthiers - Se destetó teté + República de Banania

Carente de humor inteligente (ou será que existe humor sem ser inteligente?), recorro uma vez mais aos geniais argentinos "Les Luthiers "... que nos dao uma liçao sobre uma tal de "República de Banania"... Soa a algo conhecido?

5 de Novembro de 2008

Obama: o discurso de vitória

...Nao deixa de ser de uma ironia estúpida (sim... também para quem o vê assim) e cruel que, passados 7 anos sobre o 11 de Setembro, um Obama (quase "Ossama") chegue ao poder nos Estados Unidos da América...




Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.

É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.

É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.

Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.

É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.

Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.

Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.

O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.

Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.

Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.

Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.

E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.

Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.

E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.

E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.

Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.

Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós.

Pertence-vos a vós.Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.

Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.

Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.

Esta vitória é vossa.

E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.

Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.

Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.

Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.

O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.

Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.

Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.

Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.

Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.
Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.
Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.
Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.
Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.
Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.
Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.
E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.
E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.
Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.
É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.
Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.
E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.
Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.
Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.
Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.
Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.
Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.
Sim, podemos.
América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.
Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.
Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.







Público
05.11.2008 - 20h24
Tradução de Mª João Batalha Reis

4 de Novembro de 2008

A Vida "sao" 2 dias... e a campanha eleitoral em Moçambique "sao" 15!

Arrancou hoje a campanha eleitoral rumo às 3ª Eleiçoes Municipais em Moçambique.

Uma vez mais, os dois maiores partidos políticos de Moçambique, FRELIMO e RENAMO esgrimem argumentos e reunem os seus apoiantes numa campanha que tem tudo para deliciar os observadores internacionais e os grandes doadores que fazem de Moçambique um exemplo no contexto africano como país que soube alcançar e manter a Paz, fazer funcionar uma economia de mercado, um Estado de Direito, uma Democracia multipartidária, com eleiçoes regulares, processos de desconcentraçao e descentralizaçao de poderes, etc., etc., etc....

Blá, blá, blá, blá!!!

Eu vejo, desculpem lá... um país a fazer de conta que tem tudo isso que acabei de descrever... e em que os doadores se juntam nesse "fazer de conta" cómodo para todos, para continuarem a justificar o próprio sistema pós-colonial e de pós-Guerra Fria que criaram e /ou aprofundaram nas suas relaçoes hipócritas com África, a que chamam de Sistema Internacional de Cooperaçao para o Desenvolvimento... e que é uma "indústria" que alimenta muita gente, no Norte e no Sul, camuflando os reais interesses que regulam as relaçoes entre os Estados nos actuais Sistema e Mercado internacionais, condicionados pela emergência de novas potências que olham para as riquezas africanas com um sentido... digamos... mais prático.

Vejo manifestaçoes de rua, que mais parecem festas de Carnaval e de desperdício de recursos num país tao pobre, em que um partido que está no Poder dispoe de todos os meios, legais e ilegais, para projectar ainda mais a sua enorme vantagem política. Em que meios públicos sao colocados ao dispor desse mesmo partido; em que funcionários de várias áreas como a Saúde ou a Educaçao, sao obrigados (e que contentes ficam) a sair dos seus locais de trabalho, já de si quase sempre fragilizados e condicionados pela falta de Recursos Humanos, para participarem na Campanha; em que funcionários de Distritos se deslocam às cidades onde irao decorrer os actos eleitorais, mesmo que nao sejam aí residentes, para se juntarem às acçoes políticas dos candidatos...


Vejo um partido da oposiçao que nao tem obviamente o mesmo tempo de antena nas rádios e televisoes, que por sua vez só sao vistas numa pequena parte do país, pois a maior parte do território só pode captar a Televisao do Estado...

O mesmo acontece com os jornais, obviamente.

Vejo um partido de oposiçao que nao dá qualquer segurança para se constituir como alternativa política credível de Poder... Nunca será a nível central... e aos poucos irá desaparecer mesmo localmente onde poderá ter ainda alguma força... pois pertencer a esse partido significa nao ter as mesmas oportunidades de vida, de emprego, etc.
Vejo um partido da oposiçao que mais parece uma marioneta do Partido do poder para juntos fazerem de conta que o tal país com economia de mercado e uma Estado de Direito Democrático e Multipartidário com eleiçoes livres e regulares... existe... e assim os Doadores poderem justificar os seus milhoes investidos... perdao... doados a Moçambique... que alimentam o bolso daqueles que dizem que lutam contra a Pobreza Absoluta...
E, assim, é fácil adivinhar os resultados no próximo dia 19 de Novembro em que irao ser eleitos novos Presidentes dos Conselhos Muncipais criados, bem como os respectivos deputados das assembleias municipais, um pouco por todo o país.
Por sinal, as eleiçoes decorrem a uma quarta-feira, a meio da semana... cumprindo com a velha máxima neste país de que "trabalhar é mesmo para os outros"... nao é?

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