30 de maio de 2009

A estupidez do mecanicismo como exercício de conforto espiritual


Alguém se lembra de passar minutos ou horas durante a infância ou adolescência simplesmente a projectar uma bola contra uma parede e fazer com que ela voltasse, repetindo este movimento ininterruptamente? Podia ser com uma bola de ténis ou de futebol. Não importava. Apenas se desfrutava daquela sensação confortante de fazer um movimento repetido e mecânico até o ter devidamente assimilado e dominado pelo cérebro, o que nem sempre é fácil de conseguir noutros aspectos da nossa existência…

 

No fundo, esta sensação repercute-se pela Vida fora. A maioria das pessoas prefere fazer tarefas de que se sente capaz de executar com relativa facilidade (que não as obriguem a pensar demasiado), sem qualquer reprovação alheia e, ao mesmo tempo, em que o seu domínio lhe permite aproveitar o tempo para não fazer nada (enviar e-mails desnecessários ou escrever dejectos sensitivos da sua existência no Facebook ou afins) ou, em situações mais caricatas, fazer de conta que a tarefa é mais exigente e demorada do que realmente é, para tentar destacar-se perante os colegas.

 

Ou seja, a rotina e o mecanicismo são, no fundo, o conforto e a satisfação relativamente efémera do ser humano. Uns não se dão conta, porque são natural ou assumidamente estúpidos e outros… apenas tentam escondê-lo.

 

Para todos os adeptos do mecanicismo ideado na busca da estupidez apaziguadora e praticada com requinte e perfeição e todos aqueles que arrogam o mecanicismo reconfortante como actividade de entretenimento, ou relaxação, ou mesmo de descarga inconsequente de frustrações recentes ou acumuladas, aqui ficam os meus conselhos:

 

- Vortex (jogo do Ipod, para os verdadeiros fanáticos da estupidez digital e que são ao mesmo tempo adeptos das sms como meio preferencial de comunicação)

 

- Ténis (versão Wii, para os anti-sociais que sabem que necessitam de fazer desporto, mas que são demasiado preguiçosos para sair de casa)

 

- Ténis (versão raquete, bolas e ser humano minimamente capaz de devolver a bola do outro lado do campo…. Impressionante mesmo o facto de ter até profissionais e tudo que ganham dinheiro e distribuem-se num ranking)

 

- Ping-Pong (idem, mas muda-se “campo” para “mesa”. Normalmente associado a gente picuinhas...)

 

- Atirar pratos à parede (mas atenção, estes não voltam!)

 

Viva a gloriosa e pacífica liberdade de podermos ser estupidamente mecanicistas… em qualquer lugar e em qualquer momento! 


Ámen…

Pearl Jam - (Sittin' on) the dock of the bay

Faz parte desta nova espécie humana?

Se está a ler este post é porque, com certeza, faz parte desta nova espécie humana - os leitores da mudança -  aqueles que não querem ser inundados por más notícias, jornais, revistas e telejornais cheios de violência, crises, catástrofes, guerras, desespero...

Pessoas que procuram the bright side of the world, procuram conhecer os bons exemplos, as soluções, fazer a diferença e meios de comunicação alternativos que revelem o melhor que se faz no mundo.

É um leitor da mudança? A resposta está neste vídeo.

http://videos.sapo.pt/TbfZP8KIvaRBAyca4WLZ

Partilhe com aqueles que gosta para que, cada dia, possamos ser mais e mais... Uma espécie humana positiva sempre crescente.

 

IM magazine


A divulgar o melhor que se faz no mundo... para um mundo melhor.
http://immagazine.sapo.pt/por/index.html

Spreading the best things in the world... for a better world.
http://immagazine.sapo.pt/eng/index.html

29 de maio de 2009

WORKSHOP: Desenvolvimento Pessoal


Maputo, 26 e 27 de Setembro 2009 

                        Temas tratados:
 
infância e a adolescência da maior parte de nós (influência na vida adulta);
 
Relação com figuras parentais e outros familiares (culpa, co-dependência e ressentimento);
 
Relações amorosas/conjugais (problemas comuns e soluções possíveis)
 
Trabalho para o Qual Nascemos (da resignação e frustração à auto-realização e satisfação pessoal);
 
Quem Somos na Essência e como funcionao Universo;
 
Do que fui lembrado/a até aqui, o que mais sentido me fez e o que estou pronto/a (a continuar) a mudar?!

Combinando exercícios de auto-reflexão e análise com vivências práticas que nos permitem identificar e transformar os nossos bloqueios e resistências,  este trabalho dá-nos a possibilidade de ficarmos a conhecer melhor a origem dos nossos medos, defesas e conflitos, assim como a nossa enorme força interior, e de perceber, gradualmente, o que precisamos de mudar e como fazê-lo.  Os resultados podem ser imediatos alterando pela positiva tanto o modo como nos vemos a nós mesmos/as como a forma de percepcionarmos, sentirmos e reagirmos aos outros e às diferentes situações.

A ideia é: Conhecer-se, Aceitar-se e Re-aprender a Amar-se para poder Amar e deixar-se Amar!

tod@s @s participantes:

São igualmente propostos trabalhos de casa(escritos - de retrospecção e auto-análise;meditativos - de visualização criativa;relacionais - de contacto físico e diálogo com familiares e outros).

E, no decurso da realização do workshop, são sugeridos exercícios escritos e orais - de auto-questionamento, reflexão e partilha, e vivenciais - individualmente, a pares e em grupo, através do movimento, expressão, troca e libertação.


LÍGIA DE NORONHA

Psicóloga clínica de orientação transpessoal, inspirada por princípios espirituais (não religiosos)e pela sua experiência de despertar da consciência e de crescimento interior.

Exerce desde Janeiro de 2000, tendo dado mais de 2500 sessões de aconselhamento psicológico num contexto individual, de casal e/ou familiar. O modelo de abordagem e intervenção em psicologia que usa é tido por muitos como único, directo e inovador, conseguindo quem a procura (e ao seguir as suas orientações) resultados surpreendentes e em muito pouco tempo.

Concebe e facilita vários workshops ("Novas Crianças" e "O Espírito no Trabalho" são 2 deles), tendo-se "lançado" em Portugal (país onde reside desde finais de Novembro de 2007) com a palestra "Ressentimento versus Amor-próprio" (tema com o qual vem a participar na X Conferência Internacional da EUROTAS - Assoc. Europeia de Transpessoal, realizada em finais de 2008 em Barcelona).

De 2000 a 2005 foi proprietária e directora do Psi-co-estar, um centro privado pioneiro em Moçambique na oferta de serviços promoto-res de Consciência e de Bem-estar holístico. Suspendeu a sua actividade e entrou em período sabático por cerca de 3 anos, indo à Índia, Brasil, (de volta a) Maputo/Moçambique e finalmente para Portugal.

Graduou-se em 1998 em psicologia clínica e de aconselhamento pela ULHT e em 2006 completou no Brasil 1 ano da pós-graduação em psicologia transpessoal da Alubrat.

Encontra-se actualmente a escrever o seu primeiro livro.

Vem a Maputo esporadicamente para (continuar a) dar o seu contributo.

Detalhes no site: www.ligiadenoronha.com


Local de realização do workshop:
(a determinar, consoante o nº de inscrições)
 
Investimento por participante:
2.500,00MT (sem almoço)
 
Datas e horários:
26 e 27 de Setembro de 2009
das 09 às 17h - em ambos os dias

Inscrições:  Depósito bancário até 31 Agosto 09
Desistências são aceites até ao dia 06 de Setembro 09, sendo neste caso reembolsado 50% do valor da inscrição. O talão de depósito serve como prova de pagamento (o qual pode ser feito em 2 vezes - até 31 de Agosto), requerendo-se envio de mail (p/ um dos endereços abaixo indicados) a confirmá-lo(s). 

Nome do Banco e nº de Conta: 
STANDARD BANK - nº 1131805231007 - balcão da Julius Nyerere

Informações gerais: 
Fátima - fatylampreia@gmail.com
cell: 82-8302380

Lígia - 
ligiadenoronha@hotmail.co.uk

27 de maio de 2009

O HOMEM QUE PERDEU O RIM

TRATADO À NOSSA PORTA

INTERROGATÓRIO A UM PRECÁRIO

Requerimento a Fernanda Câncio

... e o nosso Primeiro-Ministro amansará às mãos da bela Fernanda?


Ó Fernanda, dado
que já estou cansado
do ar teatral
a que ele equivale
em todo o horário
de cada canal,
no noticiário,
no telejornal,
ligando-se ao povo,
do qual ele se afasta,
gastando de novo
a fala já gasta
e a pôr agastado
quem muito se agasta
por ser enganado.
Ó Fernanda, dado
que é tempo de basta,
que já estou cansado
do excesso de carga,
do excesso de banda,
da banda que é larga,
da gente que é branda,
da frase que é ópio,
do estilo que é próprio
para a propaganda,
da falta de estudo,
do tudo que é zero,
dos logros a esmo
e do exagero
que o nega a si mesmo,
do acto que é baço,
do sério que é escasso,
mantendo a mentira,
mantendo a vaidade,
negando a verdade,
que sempre enjoou,
nas pedras que atira,
mas sem que refira
o caos que criou.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
que falta paciência,
por ter suportado
em exagerado
o que é aparência.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
ao fim e ao cabo,
das farsas que ele faz,
a querer que o diabo
me leve o que ele traz,
ele que é um amigo
de Sao Satanás,
entenda o que eu digo:
Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio,
ó Fernanda, prive-o
de ser contestado!
Retire-o do Estado!
Torne-o bem privado!
Ó Fernanda, leve-o!
Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio
para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!



por Euleriano Ponati (poeta não titular)

25 de maio de 2009

João Salaviza vence grande prémio de Cannes para Curtas-Metragens


Por Sérgio C. Andrade


Foi certamente uma surpresa para o realizador, que ontem mesmo dizia ao PÚBLICO, em Cannes, que “Arena” não era um filme “para ganhar aqui”. Mas ganhou. A sua curta-metragem venceu o Grande Prémio da competição de curtas-metragens, lançando para o centro das atenções a obra deste jovem realizador de 25 anos, ainda estudante de cinema no Conservatório.

Na apresentação de “Arena” (única obra portuguesa em competição no festival), o crítico do PÚBLICO Vasco Câmara classificava-a como “uma curta vigorosa”, um filme “híbrido entre o documento da realidade e o espectáculo da sensualidade dos corpos e do espaço”. É uma história centrada num jovem em prisão domiciliária. Mas o realizador recusava a ideia de querer, com “Arena”, transmitir qualquer mensagem ao mundo, como o tinha apresentado a sua produtora, Maria João Mayer. “Nunca diria de mim isso de querer ‘falar ao mundo’, mas sim, reconheço-me, tendo em conta que os filmes, para mim, são uma reacção a qualquer coisa”, sem terem de ser um manifesto.

“Arena” acrescenta o prémio agora conquistado em Cannes ao que já tinha ganho no IndieLisboa, no início de Maio. A notícia da sua selecção para a competição de curtas em Cannes foi recebida já na contagem decrescente do festival, mas isso não fez com que o realizador perdesse o sentido da realidade. Já em França, admitia que, para além do “glamour” que irremediavelmente se respira na Croisette, o festival aposta também “numa programação arriscada”. “Não estão à procura da típica curta com a ‘punchline’ final. Estão à procura de coisas novas. Senti que o meu filme foi escolhido por isso”.

“Arena” confirmou-se, assim, “uma coisa nova”. Expressão, afinal, de que “os filmes portugueses estão condenados a serem descobertas dos festivais internacionais”, notava Salaviza. 

Haneke's 'White Ribbon' takes top prize at Cannes

"The White Ribbon", de Michael Haneke, é a Palma de Ouro de Cannes



Vasco Câmara, em Cannes


Uma observação solene, ritualística, do desenvolvimento das sementes do nazismo, venceu a 62ª edição.

O realizador Michael Haneke, a actriz Isabelle Huppert, toda a cumplicidade num abraço: ela foi a sua actriz em "A Pianista", filme com o qual recebeu o prémio de interpretação de Cannes em 2000, e terminou ontem as suas funções de presidente do júri dando àquele que foi o seu realizador a Palma de Ouro da 62ª edição, 2009. Foi a vitória, esperada, de"The White Ribbon", observação solene, filmada a preto e branco, de um microcosmos do Mal, uma aldeia no norte da Alemanha, em vésperas da I Guerra, onde acontecem misteriosos rituais punitivos - são as sementes da violência, do nazismo... A Palma dará ao realizador austríaco a oportunidade de responder a uma "pergunta muito feminina" da sua mulher: "És feliz?".

Ao outro favorito da competição, "Un Prophète", do francês Jacques Audiard, reinvenção do "filme de prisão" - as negociações, alianças e traições de um presidiário no seu caminho até chegar a símbolo de uma nova ordem criminosa -, ficou reservado o Grande Prémio do Júri. A ovação da imprensa, contudo, soou a aplausos para uma Palma de Ouro: este era o filme consensual, um "tour de force" de aliança entre cinema de autor e cinema popular.

Consensual, é claro, Palais des Festivals de pé, foi a ovação que recebeu no palco Alain Resnais, a quem o júri atribuiu um prémio excepcional pelo conjunto da sua obra. Mas este prémio não pode soar a distinção reverente de um passado porque o presente, que se chamou "Les Herbes Folles", é coisa selvagem, nada domesticada: uma história de amor, uma história de desordem, que serve ao jovem Resnais para escrever, pintar e gesticular com o seu cinema, com a câmara, fazendo teatro ou produção da Hollywood clássica com "happy ends" sinfónicos.

Completamente divida, e ainda bem, foi a reacção na competição, no início do festival, a um filme chamado "Kinatay", de Brillante Mendoza. Completamente dividida foi a forma como a imprensa se manifestou, então, em relação ao anúncio do Prémio do Júri para o cineasta filipino. Não importa, Mendoza leva-nos, espectadores, até ao fim da noite - ele faz as coisas até ao fim - e ficamos encurralados no nosso "voyeurismo". Foi o filme mais duro da competição, ao pé do qual as imagens de choque de "Antichrist", de Lars von Trier, fizeram figura de patifarias infantis. Preparemo-nos: chegou Brillante Mendoza.

A propósito de Lars von Trier: alguma coisa ele deve ter para fazer os actores submeterem-se ao seu cinema e de lá saírem, mesmo se lá deixaram a pele, revigorados. Charlotte Gainsbourg recebeu o prémio de interpretação feminina e foi a emoção da noite: quando se lembrou da mãe, Jane Birkin, a quem telefonava durante a rodagem de "Antichrist" para que lhe desse certezas sobre o que ela, Charlotte, estava a fazer no filme de Von Trier, e do pai, Serge Gainsbourg, que "deve estar orgulhoso" dela mesmo se "um bocado chocado" com as cenas-choque de "Antichrist". Sobre Lars... "foi a experiência mais intensa, dolorosa e excitante" da sua carreira, disse. Para o alemão Christoph Waltz, que faz um fino, sádico, culto -e razoavelmente amaneirado - oficial nazi em "Inglourios Basterds", foi o prémio de interpretação masculina. Waltz deve ser culto como a sua personagem: falou em alemão, inglês e francês, que são as línguas de "Inglourious Basterds". E agradeceu ao seu Criador - não é aquele em que estão a pensar, é Quentin Tarantino.

24 de maio de 2009

Questionário da ONU


A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A pergunta era:

"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do Mundo." 


O resultado foi extraordinário:

- Os Europeus do Norte não entenderam o que é 'escassez'.
- Os Africanos não sabiam o que eram 'alimentos'.
- Os Espanhóis não sabiam o significado de 'por favor'.
- Os Norte-americanos perguntaram o significado de 'o resto do Mundo'.
- Os Cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre 'opinião'.
- O Parlamento português ainda está a debater o significado de 'diga honestamente'...

23 de maio de 2009

wohh store



wohh!
Clothes, shoes, accessories, furniture...

Estejam atent@s!

Mayra Andrade - Comme s' il en pleuvait

Três anos depois do inesperado sucesso de "Navega", a cabo-verdiana Mayra Andrade regressa com um disco luxuoso, gravado entre o Brasil e Cuba, com funanás que cheiram a Bahia e jazz e mornas de mãos dadas. Vai ser uma diva.

Fonte: ipsilon.publico.pt

Marinho Pinto vs Moura Guedes

"¿Por qué no te callas?", pensava ela!

Pidezinhos

Por Miguel Carvalho
Visão - A Devida Comédia

Alguém se admira que, num futuro próximo, até existam prémios para os melhores bufos de serviço?

Vamos esquecer por momentos que uma professora de História teve conversas ordinárias e arrogantes diante de criancinhas de uma escola de Espinho.

Concentremo-nos nas criancinhas.

Elas têm telemóvel antes de saber dizer "Sócrates".

Dominam as tecnologias como nós, "os cotas", nunca saberemos. Nem durando cem anos.

Tricotam sem pestanejar no telélé e até inventaram uma nova linguagem para se entenderem à velocidade do dedo.

Por vezes, trocam mensagens com conteúdos que muito ajudariam à educação sexual dos papás.

Na rua, no metro, no autocarro, estão absolutamente concentrados em si próprios. E virtualmente conectados com os amigos (o conceito de "amigo" também nos levaria longe, mas fiquemos por aqui...)

O Governo, para ajudar à catequização de alguma desta mocidade portuguesa, inventou o Magalhães. E promoveu-o de forma quase pornográfica.

Mensagens, mails e todo um pacote de instrumentos onde simulamos intimidades que não temos, trocaram a volta às relações. De pequenos e graúdos.

Fomos por aí adiante, cantando e rindo, sem pensar no que isso acarretou de exclusão, preconceito, intolerância, individualismo e seguidismo.

Pior: as criancinhas aprenderam depressa - e mais apetrechadas tecnologicamente - que a denúncia e a violação da intimidade, rendem. Nuns casos, até são elogiadas por isso. Com um jeitinho, até poderão faltar às aulas e reprovar nos exames consoante a produtividade da bufaria, quem sabe?

Nos últimos tempos, a moda pegou com os professores.

Não demorará muito a que estes pidezinhos de aviário, alimentados pela nossa inconsciência e irresponsabilidade, comecem a achar graça a algumas coisas que se passam lá em casa. Talvez as gravem. Ou filmem. E partilhem com os amigos.

Um dia talvez casem. Talvez tenham ciúmes. Talvez se divorciem. Talvez se apaixonem ou desapaixonem com facilidade. E sabe-se lá o que farão em nome da vigilância, da paz e da guerra dos afectos.

Um dia, terão um emprego.

E sabe-se lá o que farão para o manter. Ou em nome da ambição.

Se este Governo já pediu aos funcionários públicos para denunciarem a corrupção nos locais de trabalho, alguém se admira que, num futuro próximo, até existam prémios para os melhores bufos de serviço?

Há uns anos conheci uma pessoa que, entre o jornal onde trabalhava e um lugar na PIDE, acabaria por aceitar as funções no jornal. Ficava mais perto de casa, confessou ele, um dia.

Se pensarem que estamos muito longe disso, vá lá, pensem outra vez.

Sex Pistols - No Future (god save the queen)

Eu sei que a minha amiga Márcia me pedia um pouco mais de Rock... mas vamos lá começar pelo básico, ok? Primeiro, um pouco de Punk, 2 ou 3 acordes e 2 ou 3 frases gritadas com ou pouco sentido... Nada dessas guitarradas que não passam de uma espécie de masturbação melódica... A minha onda começa nos The Who e Stooges e passa por estes simpáticos Sex Pistols, The Ramones, The Clash, The Dead Kennedys, Mudhoney, Sonic Youth, Pixies, Nirvana e por aí fora... Capice? Eu sei... um pouco básicos!

Pink Floyd - Wish You Were Here

Amiga Márcia, os teus pedidos são ordens! Um pouco de Pink Floyd dedicado a quem nos faz falta...

19 de maio de 2009

Requalificação do Terreiro do Paço


Para ver as imagens do futuro Terreiro do Paço, clique aqui.

EUA ameaçam interromper projectos em Moçambique

A administracao Obama poderá interromper a qualquer momento a execuçao dos seus os projectos em Moçambique se o executivo moçambicano tardar em emitir a necessaria autorizacao de trabalho a dezenas de médicos e outros especialistas norte-americanos. 

O facto foi revelado esta sexta-feira à Rádio Mocambique pelo encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Maputo. 



A administracao Obama poderá interromper a qualquer momento a execuçao dos seus os projectos em Moçambique se o executivo moçambicano tardar em emitir a necessaria autorizacao de trabalho a dezenas de médicos e outros especialistas norte-americanos.


O facto foi revelado esta sexta-feira à Rádio Mocambique pelo encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Maputo.


Todd Chapman disse na ocasiao que aqueles médicos e especialistas, em número nao especificado, encontram-se há mais de um ano a aguardar pela autorizacao de trabalho para integrarem os projectos financiados pelos estados Unidos da América em Moçambique.


Reagindo à posiçao de Washington, a Ministra do Trabalho de Moçambique, Helena Taipo,

explicou que o Governo moçambicano está aberto à mão-de-obra estrangeira qualificada,

em função das necessidades do país, e necessita de investimentos, mas há regras que devem

ser cumpridas.

Taipo precisou que a questão dos médicos e especialistas norte-americanos foi apresentada numa reunião com os parceiros de cooperação, momento aproveitado pelo Governo para explicar os procedimentos para a concessao de autorizacao de trabalho a estrangeiros, que passam pela prova das qualificações.


Pese embora este constrangimento, a cooperaçao entre os Estados Unidos e Moçambique nos

últimos vinte e cinco anos é, de um modo geral, ‘boa e positiva’, considerou Todd Chapman.


Os Estados Unidos de América têm investidos, este ano, em Moçambique cerca de trezentos e

cinquenta milhões de dólares em várias áreas, com destaque para a saúde.


Outros cem milhões dólares foram canalizados ao Governo, através do Banco Mundial e do sistema das Nações Unidas.


Para os próximos anos, o valor dos investimentos norte-americanos em Moçambique poderá subir para dois mil milhões de dólares.


Desde o início da cooperação bilateral em 1984, os Estados Unidos injectaram em Moçambique

cerca de 2,75 mil milhões de dólares.


Rádio Moçambique