26 de julho de 2009

Volta de honra ao campo...

Neste (último) adeus a Moçambique, sinto-me como um jogador de futebol a dar a volta de honra ao campo… na despedida.

Sem raiva, desta vez.

Agradecido e feliz.

Num outro teatro dos sonhos fiz uma primeira parte de grande intensidade. Marquei golos, festejei, fiz passes errados, sofri faltas, corri, caí lesionado, chorei.

Voltei do intervalo, de um balneário onde não houve direito a massagens de recuperação.

Entrei na segunda parte, para o outro lado do campo, com a devida confiança alheia, para segurar o resultado, suster os ataques adversários, equilibrar a equipa… e libertar com parcimónia os últimos queixumes de uma alma desinquieta.

Saio antes do apito final para a ovação do público (e de mim próprio), não com palmas, mas com silêncio…