10 de agosto de 2009

Amo. logo existo!


“… o amor ou, melhor dizendo, a capacidade de amar, apesar de ser uma palavra tão repetida e até tão maltratada, ainda não sabemos bem o que é. A própria vida mete-nos medo e isso, ainda que pareça contraditório, dá-nos segurança.

O nosso maior medo é que nos tirem os medos, porque os medos são os mantos nos quais nos envolvemos para não ver nem ser vistos, para não amar nem ser amados…

Ainda que muita gente vá dizendo que está à procura da felicidade, a verdade é que não quer ser feliz.

Muitos gostam mais de estar no ninho do que de voar.

Ao fim e ao cabo, o medo é uma coisa conhecida e a felicidade não.

O mal é muitos equiparam a felicidade a conseguir o objecto do seu desejo, e não se apercebem ou não querem saber que a felicidade consiste precisamente na ausência dos desejos e dos apegos, numa situação em que nenhuma pessoa ou coisa tenha poder sobre nós.

Dificilmente se pode dar amor se antes não se estiver cheio de amor, e dificilmente se pode estar cheio se se estiver repleto de preconceitos e de medos. O contrário do medo é o amor e onde existe amor não há qualquer medo nem ódio.

Não temos de esperar um futuro incerto privando-nos agora dos prazeres da vida.
A vida eterna está aqui, é agora.

Não temos de perder a maravilha da vida à espera de uma coisa que há-de chegar sabe Deus quando.

O tempo não existe e o amor transcende o tempo.

Se não formos capazes de saborear cada instante da vida, estamos a perder uma parte substancial dela…”

Jesus Calleja, Do Prólogo
de La Reina de las Hadas