21 de fevereiro de 2010

Poppers - "Up With Lust"

Porque estamos fartos de tanta cegueira...


Vamos contar mentiras


Por
ricardo araújo pereira

HÁ duas alturas em que uma equipa consegue fazer uma época mítica. Uma é quando os seus jogadores praticam bom futebol, despacham os adversários com goleadas, enchem os estádios. Outra é quando os seus adeptos se entretêm a inventar mitos. Na impossibilidade de verem a sua equipa cumprir os requisitos da primeira, há colunistas que se vêem forçados a optar pela segunda. É o caso de Miguel Sousa Tavares. A sua última crónica era um soberbo monumento de mistificação. Dizia ele sobre o Benfica: «[n]o último campeonato ganho, o do Trapattoni, (…) nos últimos dez jogos todos os golos dos encarnados aconteceram de penalty e livres inventados ou duvidosos à entrada da área». Ou seja: no ano em que o Porto teve três treinadores, e na mesma época em que obteve o recorde de maior derrota caseira da liga (os célebres 0-4 frente ao Nacional), como conseguiu o Benfica ganhar o campeonato? Como é óbvio, com o auxílio da arbitragem. De outro modo, não se concebe como teria podido superiorizar-se ao fortíssimo Porto de Del Neri, Fernandez e Couceiro. Não houve presidentes do Benfica a receber árbitros em casa, nem vice-presidentes apanhados a oferecer quinhentinhos, nem viagens pagas ao Brasil — mas foi demasiado evidente que os árbitros beneficiaram o Benfica naqueles «últimos dez jogos», em que «todos os golos dos encarnados aconteceram de penalty e livres inventados ou duvidosos à entrada da área». Só há um pequeníssimo problema. É que isto é mentira (lamento, mas não há outra palavra). Nos últimos dez jogos desse campeonato, o Benfica jogou, por exemplo, com o Gil Vicente. Ganhou por 2-0, com um golo de Mantorras de bola corrida, a passe de Manuel Fernandes, e outro de Miguel, também de bola corrida, a passe de João Pereira. Depois, jogou com o Setúbal. Voltou a ganhar por 2-0, com um golo de Manuel Fernandes de bola corrida (belo remate de fora da área) e outro de Geovanni, também de bola corrida, na sequência de jogada pela direita. A seguir, jogou com o Marítimo. Ganhou por 4-3, com dois belos golos de Nuno Gomes, ambos de bola corrida (um a passe de Miguel e outro após centro de Geovanni), outro de Mantorras, em lance de (talvez o leitor já tenha adivinhado) bola corrida, e ainda um de Miguel, em remate de fora da área, na sequência de livre de Simão. E ainda jogou com o Estoril. Ganhou por 2-1, com um golo de Mantorras, após um canto (não um penalty), e outro de Luisão, depois de um livre junto à bandeirola (não à entrada da área). Claro que houve jogos que o Benfica venceu com um golo de penalty, como o Benfica-Belenenses, curiosamente na mesma jornada em que o Porto ganhou por 1-0 ao Marítimo com um golo de McCarthy em fora-de-jogo. Mas, a menos que dez jogos tenham deixado de ser dez jogos, ou que a expressão «todos os golos dos encarnados» tenha deixado de significar «todos os golos dos encarnados», Sousa Tavares inventou um mito.

No entanto, o atraso de uma equipa no campeonato é directamente proporcional à capacidade de efabulação dos seus adeptos. Não se estranha, portanto, que Sousa Tavares tenha prosseguido: «lembro-me bem do penalty decisivo, no último jogo no Bessa, que foi dos mais anedóticos que já vi assinalado». Mais uma vez, é mentira (peço desculpa, mas não há mesmo melhor palavra) que o penalty tenha sido decisivo. O Benfica terminou o campeonato três pontos à frente do Porto. Sem o ponto que aquele penalty garantiu, teria sido campeão na mesma. Resumindo: como o Porto (ainda) não consegue vencer campeonatos estando dois pontos atrás do primeiro classificado, aquele penalty não foi, de todo, decisivo.

Finalmente, a propósito do golo do Braga, diz Sousa Tavares que «entre a saída da bola e o golo decorreram uns trinta ou quarenta segundos em que a bola passou por uns seis jogadores e poderia ter sido umas três vezes definitivamente afastada pelos jogadores do Marítimo antes do belíssimo pontapé fatal de Luís Aguiar.» Permitam-me que atalhe para informar que isto é, como dizer?, mentira. Entre a saída da bola e o golo decorreram, não quarenta, não trinta, nem mesmo vinte, mas dez segundos. E a bola passou por dois jogadores do Marítimo que, no meio de sucessivos ressaltos, não conseguiram sequer tirá-la da grande área. A título de exemplo, compare-se com o golo do Benfica ao Porto. Entre o fora-de-jogo de Urreta e o belíssimo pontapé fatal de Saviola decorreram 13 segundos. E a bola é tocada por quatro jogadores do Porto que conseguem afastá-la para bem longe da área. A diferença é que o lance do Braga é uma minudência, mas o do Benfica é uma mancha que ficará para todo o sempre.

Éo que costuma acontecer aos moralistas: tanto tempo a acusar o Benfica de querer ganhar fora do campo, e afinal é o Braga que faz jogadas fora das quatro linhas. Domingos Paciência, que tem historial de estar a olhar para o chão e não conseguir ver lances polémicos, compreendeu o fiscal de linha. Disse que, provavelmente, o árbitro auxiliar não viu a bola fora porque «estava muito perto». Trata-se de uma hipótese brilhante. Pessoalmente, sempre achei que isto de colocarem os fiscais de linha junto da linha era uma estupidez. Em todo o caso, quando o Braga visitar o Benfica, talvez seja bom que Jorge Jesus jogue com dois laterais de cada lado. Um do lado de dentro da linha, outro do lado de fora.

Segundo a opinião insuspeita e prestigiada de Cruz dos Santos, apesar do que por aí se berrou e dos cabelos que se arrancaram, não é certo que tenha havido penalty sobre Ruben Micael no jogo contra o Leixões. Ruben Micael protestou, mas a verdade é que Ruben Micael protesta contra todas as decisões de todos os árbitros. Aparentemente, alguém deve dinheiro a Ruben Micael, ao menos tendo em conta a superioridade chorona que ele exibe em todas as ocasiões. É muito divertida, aquela indolência sobranceira própria de quem parece estar convencido de que é o melhor jogador português. O drama de Ruben Micael é que nem sequer é o melhor jogador madeirense.

Na Luz, embora o futebol tenha sido menos bom do que é costume, o teatro foi de alto coturno. Comovente, o modo como Bruno Vale, depois de cortar a bola com a mão, tentou enganar o árbitro fingindo ter levado com ela na cara. Foi um bom momento, mas é uma estratégia que não resulta em qualquer estádio. No Dragão, por exemplo, os guarda-redes são expulsos mesmo quando levam com a bola na cara.

Hulk incorreu numa infracção punível com uma pena de seis meses a três anos. Em princípio, se houvesse circunstâncias atenuantes, seria punido com um castigo mais próximo dos seis meses. Se houvesse circunstâncias agravantes, seria punido com uma pena mais próxima dos três anos. Apanhou quatro meses. Recordo que a lei previa um mínimo de seis. A Comissão de Disciplina alega a existência de uma forte atenuante: Hulk foi provocado. Ficou provado que os stewards não insultaram nem agrediram (enfim, o equivalente ao Guarda Abel, como muito perspicazmente têm assinalado vários adeptos do quarto classificado). Mas, ainda assim, conseguiram provocar. As piores provocações são, como sabemos, as que não consistem em insultos nem em agressões. Daí constituírem as melhores atenuantes, e contribuírem para uma punição inferior ao que a lei estipula. Vamos supor que, em vez de uma atenuante, a Comissão tinha identificado uma agravante. Alguém acredita que Hulk tivesse sido punido com um castigo superior ao limite máximo previsto na lei?

Saudades... em Barcelona




Chamam-se "Saudades".

Eles e ela são: Alexandre Lora (Bateria/Percussão) Alexis Ortega ( Trombon) Camila Brasiliano (voz) David Marrokin (Contrabajo) Matias Munhoz (Teclado).

As suas influências são: Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa, Monica Salmaso, Susana Baca, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Francesca Ancarola...

Ontem deram um arrepiante concerto no Bar Del Otman, em Barcelona, cidade onde são residentes.

Há muito que não sentia esta energia a passar-me pelo corpo, este misto de tristeza e alegria, que se chama saudade... e que só brasileiros, portugueses e todos os que temos a língua portuguesa como nossa pátria linguística podemos entender.

Ontem foi a descoberta dessa voz e desses olhos claros, lindos, da Camila.

Foi a noite em que um português e uma espanhola, um espanhol e um chileno, um francês e uma alemã, um colombiano e um brasileiro, todos juntos nos abraçamos e dançámos... e cantámos em português, em Barcelona.


O que é que mais nos falta acontecer?

Madeira: 40 mortos, 70 feridos e 248 desalojados

19 de fevereiro de 2010

Agenda: Centre Culturel Franco-Mozambicain





AGENDA CULTURAL19 A 24 DE FEVEREIRO 2010

ATENÇÃO : Sábado 20 de Fevereiro
As candidaturas para o Concurso Fotográfico, "Mulheres & Fronteiras", no âmbito do Dia Internacional da Mulher terminam Sábado 20 de Fevereiro. Esperamos pelos vossos projectos e boa sorte a todos.


MÚSICA | LUKA MUKHAVELE
Tradição em Inovação
Sexta 19 de Fevereiro | 20h30 | 250MT | 200MT<27anos

Com parte de instrumentos de fabrico próprio e no âmbito do seu Projecto Mukhambira, Luka Mukhavele apresenta música "Ancestral Bantu" em palco moderno.


Doutora Rachel Uziel | Dois Passeios Visuais
Conferências em português | Entradas livres

1. Segunda 22 de Fevereiro as 18h00 | Paris Íntimo
Uma viagem audio-visual passionante atrás das caras invisíveis da “cidade luz”.
Através de um diaporama baseado em fotografias de David Henry (quem ilustrou o livro Código da Vinci), a doutora Rachel Uziel apresenta as faces fugitivas e deslumbrantes, banais e vergonhosas da capital francesa.

2. Segunda 01 de Março as 18h00 | A Grandeza de Versalhes
E se Versalhes fosse-me contado ?


ESTEVÃO MUCAVELE
Exposição Pintura
Inauguração | Terça 23 de Fevereiro as 18h30

Últimas obras do pintor ! Ele expôs no CCFM há 15 anos. Está na hora de acolhê-lo novamente ! Durante a exposição, Estevão Mucavele trará espátula, paleta e telas : uma das salas se transformará em atelier do “Mestre Mucavele” !


FOTOGRAFIA | SÓFOTO
Quarta 24 Fevereiro as 19H | Pode ainda trazer as suas fotografias para esta edição.

O CCFM apresenta um encontro para todos os que gostam de fotografia. SÓFOTO pretende criar a oportunidade para qualquer um, jovem, amador e profissional poder mostrar ao público as suas fotografias durante uma projecção.
Quer apresentar as suas fotos ? Seja bem vindo, venha encontrar-nos na recepção do CCFM

ara mais informação
www.ccfmoz.com | info@ccfmoz.com
Centro Cultural Franco-Moçambicano
Tel : (+258) 21 31 45 90 | 99

Controls on Capital Part of the Policy Mix, Says IMF Staff




  • Sudden surges in capital can pose economic, financial challenges
  • Controls on inflows of foreign capital can one tool in broad policy toolkit
  • Countries should take account of impact of controls on other countries
























































































































With the global economy recovering, capital is flowing back to emerging market economies—a welcome development, according to IMF staff, in that it provides additional financing for productive investment, opportunities for risk diversification, and scope for consumption smoothing.

But some countries facing sudden and temporary spikes in different forms of foreign capital flows are worried about the possible problems this can cause for economic management or the health of the financial system.

Controls on foreign capital into emerging economies can be part of the policy options available to governments to counter the potential negative economic and financial effects of sudden surges in capital, the IMF staff said.

In a new Staff Position Paper “Capital Inflows: The Role of Controls,” issued on February 19, IMF staff discusses the circumstances under which controls on capital inflows to emerging market economies can usefully form part of the policy toolkit to address the economic or financial concerns surrounding sudden surges in capital. The paper is part of work under way by the staff of the 186-member international institution that reassesses the macroeconomic and financial policy framework in the wake of the devastating global financial crisis.

Controls part of a policy package

There are a number of policy choices governments can make when faced with a short-term or sudden surge in foreign capital, IMF staff said. These include

• Allowing the currency to appreciate

• Accumulating more reserves

• Changing fiscal and monetary policy

• Strengthening rules to prevent excessive risk in the financial system, and

• Capital controls.

In some circumstances, capital controls may complement the use of economic or prudential remedies to more effectively address the problem.

“There may be circumstances in which capital controls are a legitimate component of the policy response to surges in capital inflows,” the paper says, while noting controls would normally be temporary, as a means to counter surges. In particular, the paper notes: “If the economy is operating near potential, if the level of reserves is adequate, if the exchange rate is not undervalued, and if the flows are likely to be transitory, then use of capital controls is justified as one element of the policy toolkit to manage inflows.”

Nevertheless, evidence to date on the relative effectiveness of capital controls is ambiguous, according to the paper. Controls appear to work better in countries with existing restrictions, or with strong administrative capacity. Evidence also suggests that controls have more effect on the composition of capital flows than on their volume.

Not all capital inflows created equal

The analysis found that certain types of capital inflows can make a country more vulnerable to financial crisis. One example is debt versus equity flows, in which the latter allows for greater risk-sharing between creditor and borrower.

Capital inflows might also fuel domestic lending booms, according to IMF staff, which is especially dangerous if extended to unhedged borrowers, such as households, rather than to exporters.

Drawing on evidence from the recent global financial crisis, the paper also found that countries with larger initial stocks of debt liabilities and higher foreign direct investment in the financial sector fared worse in the crisis.

This is because both are linked to credit booms and foreign-exchange lending by the domestic banking system inside the country, which can make the financial sector more vulnerable, the paper said. IMF staff also found evidence that controls on capital inflows that were in place before the crisis helped improve growth resilience during this crisis.

Global effects of controls

Any country’s policies to control the inflow of capital will need to take into account the global effect, particularly as economies recover and countries look for new sources of growth, IMF staff said.

Controls would be inappropriate in cases where the exchange rate was undervalued from a multilateral perspective since this could frustrate needed rebalancing of global demand and the sources of growth in individual countries, and could redirect capital to countries less able to absorb it.

Controls should also not become a substitute for more fundamental—but perhaps more difficult—policy changes, as this could lead to adverse effects that could undercut the longer-term benefits from financial integration and globalization.

Edoardo Ongaro: Public Management Reform and Modernization. Trajectories of Administrative Change in Italy, France, Greece, Portugal and Spain



Des dels anys vuitanta, una onada de reformes en la gestió pública s’ha estès arreu del món. La investigació dels efectes d’aquestes transformacions essencials ha estat, però, poc equilibrada: hi ha països importants que han rebut només atenció limitada. Aquest llibre és oportú perquè omple aquest buit investigant la dinàmica de reforma de la gestiópública contemporània a cinc països europeus que han donat forma a la tradició administrativa napoleònica - França, Grècia, Itàlia, Portugal, Espanya. Edoardo Ongaro presenta una investigació en profunditat de la reforma de gestió pública en aquests països, revisitant temes essencials d'interès teòric en l'estudi l'administració pública. Aborda punts clau quant a la influència del passat sobre la transformació del sector públic i sobre la direcció de les reformes. L’obra mira enrere, al llegat de la tradició administrativa napoleònica i la incidència en la reforma, i endavant, explorant si i en quina mesura la idea de l'Estat Neo-Weberian és una alternativa als paradigmes globals com la Nova Gestió Pública Nova i la Nova Governança Pública. Aquest llibre és una lectura rellevant per a les persones vinculades als camps de l’administració pública, la gestió pública i les ciències polítiques.


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Medina Carreira: "José Sócrates é um homem de circo!"



A economia vai derrotar a democracia de 1976.

José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.

O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.

A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.

É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.

Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.

Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!

Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.

Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.

Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?

P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?

A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?

Quer dizer, isto está tudo louco?"

Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...

Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:

- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.

Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!

De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.

Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: - Prometem aquilo que sabem que não podem."

A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...

O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha.

Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

A minha opinião desde há muito tempo é:
TGV- Não!

Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?

Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...

Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!

Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo?

Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!

A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!

Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?

Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.

Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...

Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.

Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».

Há dias circulava na Internet uma notícia sobre
um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...

Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...

Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.

Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...

Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...

Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...

Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...

No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?

É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...

Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.

Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.

Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!

Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...

Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito…
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.


O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!

Moçambicano... não cumpre com o Acordo Ortográfico!


in http://xikwembo.blogspot.com/


Moçambicano

São 6 da manhã.

Moçambicano não dorme, ferra.

O despertador toca.

Ele não se levanta cedo, madruga.

E não vai tomar duche, vai duchar.

E não se arranja, grifa-se bem.

Depois não toma pequeno-almoço, mata-bicha.

E não bebe café solúvel e pão com doce, toma café batido e bread com jam.

Não sai de casa para ir trabalhar, vai no serviço.

E quando chega ao local de trabalho não pede desculpa por ter atrasado, diz sorry lá, que tive problema de transporte.

E não trabalha até ao meio dia, djoba até àquela hora das 12.

E aí não pede ementa, pede menu.

E não come, tacha.

Não come batata frita, come chips.

Não come salsichas, come vorse.

Não come costeleta, come t-bone.

E não bebe uma laurentina preta, toma uma escura.

E não fala com o amigo sobre a namorada, bate papo "brada, minha dama".

E não gosta muito, grama maningue.

E na saída do restaurante não vê as mulheres que passam, aprecia as damas.

E não seduz, paquera.

E não faz convite, pede contacto.

E não a segue, vai à sua trás.

E não encontra um conhecido mais velho, apanha um jon cota.

Na rua não compra cajú, compra castanha.

E não tira fotografias, fota.

No escritório, a empregada não despeja o lixo, no ofice trabalhadora vai deitar.

E não traz o jornal, leva.

E não põe insecticida, baygona.

E não tem reuniões, tem meetings.

E no computador ele não escreve, taipa.

E depois não faz impressão, printa.

E não trabalha as fotografias em Photoshop, fotoshopa.

E para fazer um intervalo não vê o patrão, tcheka o boisse.

E não sai para dar uma volta, dá um djiko.

E não escreve sms para a amiga colorida, manda mensagem para a pita.

E não mente dizendo que está ocupado, mafia que tá bizi.

Moçambicano não trai, cornea.

Não caminha, estila.

Não se faz de difícil, jinga.

Não acaba uma tarefa, ultima.

E no fim do trabalho não vai, baza.

E com os amigos não tem negócios, tem bizne com bro.

E ao fim do dia não vai ao ginásio, djima.

E não está musculoso, tá big.

E não tem bicicleta, tem bikla.

E não faz saudação batendo na mão do amigo, deketa.

E não gosta de aproveitar a vida, enjoya laifa.

De tarde não bebe chá e come pão com manteiga e queijos, toma chá.

E não vai buscar a namorada que está num cabeleireiro distante, a arranjar as unhas e a fazer tranças no cabelo, vai apanhar dama que faz unha e entrança láaaaaaa no salão.

E não bebem um refrigerante, tomam refresco.

E a namorada não usa mini-saia e saltos altos e anda descapotável, põe sainha e uns saltos e tá descartável.

E não lhe diz que é bonita, diz "tens boas".