11 de agosto de 2010

Mia Couto: Pensageiro Frequente



Acabo de ler mais um livro de Mia Couto, desta vez, creio que numa versão muito veraneante, já que se trata de uma recolha de crónicas/artigos que escreveu para a Revista Índico. Melhor, sem dúvida, que qualquer guia de viagem. Esta é uma verdadeira primeira viagem a Moçambique, para quem ainda não esteve neste país. Um sussurrante redescobrir, para quem já esteve...

Por esse facto, e para quem (também) ainda não conhece o autor (algo cada vez mais improvável), trata-se de uma excelente oportunidade para se deixar enamorar pelo seu estilo de escrita e de aí partir para a leitura dos seus romances e contos.

Alguns destes textos (poucos) também representam, a título pessoal, uma oportunidade de reler e reviver os inúmeros momentos passados dentro de um qualquer avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), durante os últimos anos.


«A partida de futebol é sempre mais que o resultado. O mais belo num jogo é o que não se converte em pontos de classificação, é aquilo que escapa ao relatador da rádio, são os suspiros e os silêncios, os olhares e os gestos mudos de quem joga dentro e fora das quatro linhas.»

Editorial Caminho




Um reencontro com a escrita de Mia Couto num livro que se abre como uma aguarela das terras e das gentes de Moçambique.