29 de setembro de 2010

Antonio Tabucchi: "La oca al paso". Um grande livro para sairmos da obscuridade!



La oca al paso. El antiguo juego de la oca, así es. Pero también el paso de la oca: el eco de una marcha mecánica y amenazadora y, al mismo tiempo, la lógica aleatoria del lanzamiento de dados (¿en qué casilla caeré?). Relacionando, dentro de una red tupida de saltos y conexiones, acontecimientos aparentemente ajenos y lejanos entre sí, Antonio Tabucchi reconstruye una trama de sucesos a primera vista inexplicables y sin sentido, sondea los mecanismos y las razones, muestra cómo, casilla tras casilla, los hechos que suceden aquí, o en cualquier otro sitio, forman parte de un único recorrido lógico. Aparecen trazados, con aplastante claridad, el belicismo triunfante, el terrorismo y el antiterrorismo, el neofascismo, el racismo, el revisionismo, los nuevos autoritarismos, las eternas y renovadas tentaciones totalitarias. Se puede avanzar, retroceder, quedarse quieto una vuelta, buscar ayuda en la casilla liberadora: se mueva como se mueva, el lector tendrá que vérselas con las insidias de hoy, con las insidias de siempre, y aprenderá a conocerlas mejor. Como en una trama novelesca, este libro coloca todas las historias de nuestra Historia sobre el imaginario tablero de un juego lúgubre e infantil y nos pone en guardia. Son tiempos para estar extremadamente atentos porque, como escribió un poeta, «las dos filas de dientes afilados son la prueba evidente de que los lobos no se alimentan de sueños ». También es una llamada a nuestra responsabilidad individual: «El futuro ?dice Tabucchi? es competencia vuestra: ocupaos vosotros».

O que têm em comum estes três filmes?








15 de setembro de 2010

Até sempre, Francisco Ribeiro!

Congresso Mundial de Saúde Materno-infantil




Pobreza da população gera riqueza de alguns


Castel-Branco chumba discurso de Guebuza

A Pobreza dos moçambicanos não é mental nem espiritual” – afirma o economista e director do IESE, para quem o discurso do chefe do Estado Armando Guebuza visa esconder a real origem da pobreza que afecta mais da metade dos moçambicanos.

Castel-Branco vê na origem do discurso do chefe do Estado uma estratégia para evitar a responsabilização do Governo pelo fracasso das políticas macroeconómicas.

Nas palavras de Castel-Branco, para além de ser utilizada como um recurso de colecta de ajuda externa, “a pobreza é um instrumento para manter o Poder com base na aplicação da ajuda externa em serviços públicos”, bem como “na distribuição do dinheiro para projectos individuais dos governantes”.

O director-geral do Instituto Estudos Sociais e Económicos (IESE), Carlos Nuno Castel-Branco, refutou o discurso propalado pelo chefe do Estado, segundo o qual, a pobreza dos moçambicanos é mental. O economista considera que este tipo de discurso é um desvio propositado de Armando Guebuza que visa desviar as verdadeiras razões da pobreza no país.

Castel-Branco fez estes pronunciamentos à margem da publicação das obras: “Pobreza, Desigualdade e Vulnerabilidade em Moçambique”; e Protecção Social: Abordagens, Desafios e Experiências para Moçambique”, da autoria de pesquisadores da IESE, em Maputo.

Os comentários de Castel-Branco surgiram no decurso da apresentação de obras do IESE. Para o economista e investigador, é importante que os moçambicanos não se deixem enganar pelo discurso “miserabilista” de “pobreza mental” do chefe do Estado e encarem a pobreza “como um fenómeno social, que pode ser suprido com base em padrões de produção, distribuição e acumulação da riqueza”.

Segundo Castel-Branco, dizer que a pobreza é “mental” ou “espiritual”, é “culpabilizar as pessoas pobres devido à sua condição social”. Com este tipo de discursos, o chefe do Estado “faz com que a pobreza se torne um problema pessoal e não um fenómeno social”, considera o economista.



Discurso estratégico para fugir as responsabilidades

Castel-Branco vê na origem do discurso do chefe do Estado uma estratégia para evitar a responsabilização do Governo pelo fracasso das políticas macroeconómicas.

Castel-Branco mostra outra tendência de discurso do chefe do Estado, de rotular de invejosos os que criticam padrões económicos do Governo.

“Será que acelerar o crescimento económico com base em exportação de recursos naturais e a construção de infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento da economia extractiva, associada aos incentivos fiscais não é uma das premissas que gera mais pobreza e mais riqueza ao mesmo tempo? Será que o aumento de preços dos bens básicos de consumo não reduz a oportunidade e opções de desenvolvimento de pessoas singulares no país?”, questiona o economista.



Pobreza da população gera riqueza de alguns

Num outro desenvolvimento, o professor universitário diz que a pobreza dos moçambicanos é usada pelo Governo como recurso para conseguir financiamentos externos, que depois são aplicados nos programas de combate à mesma. Segundo a nossa fonte, é evidente que “se a pobreza é um substituto para chancelas fiscais dos recursos naturais por gerar ajuda externa, então o Estado moçambicano pode subsidiar multinacionais”, todavia “já não pode subsidiar o pão, o transporte, etc.”, disse referindo-se aos mega-projectos que não pagam impostos em Moçambique, sob pretexto de promover o desenvolvimento, quando na leitura do economista, não trazem algum alívio à pobreza.

Nas palavras de Castel-Branco, para além de ser utilizada como recuso de colecta de ajuda externa, “a pobreza é um instrumento para manter o Poder com base na aplicação da ajuda externa em serviços públicos”, bem como “na distribuição do dinheiro para projectos individuais dos governantes”.



E se os mega-projectos pagassem impostos?

Como tem defendido em diferentes ocasiões, Castel-Branco voltou a afirmar que a isenção fiscal aos mega-projectos é prejudicial ao país.

“O subsídio ao pão custa ao Governo protelar a construção de 10 escolas”. “Quantas escolas secundárias poderiam ser construídas? E quantos subsídios para o pão e transporte poderiam ser introduzidos se a Mozal, a SASOL, entre outras empresas, pagassem impostos que deveriam pagar?”.



Os livros

Os dois livros do IESE são de carácter científico. O livro “Pobreza, Desigualdade e Vulnerabilidade em Moçambique”, contém um total de sete artigos que se debruçam sobre a pobreza, com enfoque no “discurso político oficial sobre a pobreza” baseado nas intervenções do chefe do Estado, Armando Guebuza.

O outro livro – “Protecção Social: Abordagens, Desafios e Experiências para Moçambique” – equaciona diferentes abordagens e debates sobre a protecção social em Moçambique no contexto dos padrões de acumulação de riqueza locais. E é composto por oito artigos que se debruçam sobre o enquadramento institucional e económico da protecção social no país. (Inocêncio Albino)


14 de setembro de 2010

Exposição de Pedras de Gemas de Moçambique



Polícia sem preparação, mal equipada e corrupta



Um retrato da actuação policial na recente revolta popular em Maputo e Matola

- A Polícia usou balas de borracha e gases sem obdecer a regras elementares

- A Polícia usou balas verdadeiras violando princípios básicos de direitos humanos

- Estado deve indemnizar todas as vítimas da actuação policial


A recente revolta popular em Maputo e Matola foi marcada por uma desmesurada reacção policial, na sequência da qual houve mortos, incluindo pelo menos uma criança, e centenas de feridos. Estas notas preparadas pelo Centro de Integridade Pública tem como objectivo caracterizar os contornos dessa acção polícial, descrever a causa da reação brutal e chamar a atenção para a impreparação da Polícia moçambicana em lidar com situações semelhantes.

A ocorrência de mortes devido principalmente à actuação da Polícia deve ser responsabilizada. Civilmemte, o Estado deve indemnizar todos os familiares das vítimas mortais e custear as despesas de tratamento dos feridos.

Uma comissão de inquérito parlamentar com participação da sociedade civil deve ser estabelecida para apurar as responsabilidades da actuação violenta da Polícia.

Ver relatório em anexo:

Polícia sem preparação, mal equipada e corrupta - Um retrato da actuação policial na recente revolta em Maputo e Matola

13 de setembro de 2010

Benfica começa a acordar...


Portugal e Espanha negoceiam acabar com o roaming


Sim, sim, sim, sim, sim... Mil vezes, SIM!


Ver artigo aqui.

A pobreza sai muito caro

Cercado por uma espécie de guerra, refém de um sentimento de impotência, escuto tiros a uma centena de metros. Fumo escuro reforça o sentimento de cerco. Esse fumo não escurece apenas o horizonte imediato da minha janela. Escurece o futuro. Estamo-nos suicidando em fumo? Ironia triste: o pneu que foi feito para vencer a estrada está, em chamas, consumindo a estrada. Essa estrada é aquela que nos levaria a uma condição melhor.

E de novo, uma certa orfandade atinge-me. Eu, como todos os cidadãos de Maputo, necessitaríamos de uma palavra de orientação, de um esclarecimento sobre o que se passa e como devo actuar. Não há voz, não rosto de nenhuma autoridade. Ligo rádio, ligo televisão. Estão passando novelas, música, de costas voltadas para a realidade. Alguém virá dizer-nos alguma coisa, diz um dos meus filhos. Ninguém, excepto uma cadeia de televisão, dá conta do que se está passando.

A pobreza sai muito caro. Ser pobre custa muito dinheiro. Os motins da semana passada comprovam este parodoxo. Jovens sem presente agrediram o seu próprio futuro. Os tumultos não tinham uma senha, uma organização, uma palavra de ordem. Apenas a desesperada esperança de poder reverter a decisão de aumento de preços. Sem enquadramento organizativo os tumultos, rapidamente, foram apropriados pelo oportunismo da violência, do saque, do vandalismo.

Esta luta desesperada é o corolário de uma vida de desespero. Sem sindicatos, sem partidos políticos, a violência usada nos motins vitimiza sobretudo quem já é pobre.

Grave será contentarmo-nos com condenações moralistas e explicações redutores e simplificadoras. A intensidade e a extensão dos tumultos deve obrigar a um repensar de caminhos, sobretudo por parte de quem assume a direcção política do país. Na verdade, os motins não eram legais, mas eram legítimos. Para os que não estavam nas ruas, mesmo para os que condenavam a forma dos protestos, havia razão e fundamento para esta rebelião. Um grupo de trabalhadores que observava, junto comigo, os revoltosos, comentava: são os nossos soldados. E o resto, os excessos, seriam danos colaterais.

Os que não tinham voz diziam agora o que outros pretendiam dizer. Os que mais estão privados de poder fizeram estremecer a cidade, experimentaram a vertigem do poder. Eles não estavam sugerindo alternativas, propostas de solução. Estavam mostrando indignação. Estavam pedindo essa solução a “quem de direito”. Implícito estava que, apesar de tudo, os revoltosos olhavam como legítimas as autoridades de quem esperavam aquilo que chamavam “uma resposta”. Essa resposta não veio. Ou veio em absoluta negação daquilo que seria a expectativa.

Poderia ser outra essa ausência de resposta. Ou tudo o que havia para falar teria que ser dito antes, como sucede com esses casais que querem, num último diálogo, recuperar tudo o que nunca falaram. Um modo de ser pobre é não aprender. É não retirar lições dos acontecimentos.

As presentes manifestações são já um resultado dessa incapacidade.

Para que, mais uma vez, não seja um desacontecimento, um não evento. Porque são muitos os “não eventos” da nossa história recente. Um deles é a chamada “guerra civil”. O próprio nome será, talvez, inadequado. Aceitemos, no entanto, a designação. Pois essa guerra cercou-nos no horizonte e no tempo. Será que hoje retiramos desse drama que durou 16 anos? Não creio. Entre esquecimentos e distorções, o fenómeno da violência que nos paralisou durante década e meia não deixará ensinamentos que produzam outras possibilidades de futuro.

Vvemos de slogans e estereótipos. A figura emblemática dos “bandos armados” esfumou-se num aperto de mão entre compatriotas. Subsiste a ideia feita de que somos um povo ordeiro e pacífico. Como se a violência da chamada guerra civil tivesse sido feita por alienígenas. Algumas desatenções devem ser questionadas. No momento quente do esclarecimento, argumentar que os jovens da cidade devem olhar para os “maravilhosos” avanços nos distritos é deitar gasolina sobre o fogo. O discurso oficial insiste em adjectivar para apelar à auto-estima. Insistir que o nosso povo é “maravilhoso”, que o nosso país é “belo”. Mas todos os povos do mundo são “maravilhosos”, todos os países são “belos”. A luta contra a pobreza absoluta exige um discurso mais rico. Mais que discurso exige um pensamento mais próximo da realidade, mais atento à sensibilidade das pessoas, sobretudo dessas que suportam o peso real da pobreza.

Mia Couto,O País

Programa Centro Cultural Brasil-Moçambique



Dia 13 de Setembro - Segunda Feira
Local: Centro Cultural Brasil-Moçambique
 
 
Sergio, um brasileiro no mundo
Horário: 18h00
Duração: 94'
Realizador: Greg Barker
EUA
Ano: 2009
 

Sinopse:
O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello dedicou a vida a cuidar de  pessoas comuns em áreas de risco. Funcionário das Nações Unidas, acostumou-se a negociar com criminosos de guerra e a sacrificar sua vida pessoal paracuidar de refugiados. Quando estava prestes a ficar ao lado da mulher que amava, veio o convite para ser embaixador das Nações Unidas no Iraque. Convencido de que era o único homem para o cargo, aceitou, sem saber que um atentado terrorista em Agosto de 2003 terminaria por tirar sua vida. Baseado no livro O Homem que Queria Salvar o Mundo, de Samantha Power.

The Brazilian diplomat Sérgio Vieira de Mello dedicated his life to caring for ordinary people in areas of risk. As a United Nations official, he became  ccustomed to negotiating with war criminals and sacrificing his personal life to take care of refugees. When he was about to remain at the side of the wife he loved, an invitation came for him to become the United Nations ambassador in Iraq. Convinced that he was the only man for the job, he accepted, without knowing that a terrorist attack in August 2003 would end up taking his life. Based on the book Chasing the flame: Sergio Vieira de Mello and the fight to save the world, by Samantha Power
.

A Cidade dos Mortos
Horário: 20h00
Duração: 62'
Realizador: Sérgio Tréfaut
Portugal/Espanha/Egipto
Ano: 2009
 
Sinopse:
A Cidade dos Mortos, no Caro, é a maior necrópole do mundo. Vivem nela um milhão de habitantes: nos túmulos ou nos edifícios que cresceram à volta dostúmulos. Podemos encontrar padarias, cafés, mercados, uma escola para as crianças, mecânicos para os automóveis. Tudo dentro do cemitério. A Cidade dos Mortos é gigantesca mas parece uma pequena aldeia. As mães querem casar as filhas, os rapazes continuam a andar atrás das raparigas… Estas coisas nunca mudam. Quer vivamos numa grande cidades, numa aldeia ou num cemitério.

The City of Dead is the biggest necropolis in the world, in Cairo. One million inhabitants live there: in the tomb houses or in the buildings that have grown up around the toms. We can fin bakeries, coffee shops, markets, school for the children, and mechanics for the cars. Everything inside the cemetery. The City of Dead is gigantic but it feels like a small village.
Mothers want to marry their daughters; boys keep chasing the girls… These things never change. It doesn’t matter if you live in a big city, in a village or in a cemetery.

10 de setembro de 2010

5º Festival DOCKANEMA







Sessão de Abertura



filme "48", de Susana Dias





10 de Setembro



19h00



Centro Cultural Universitário

Av. Agostinho Neto, nº 926


Programa

Clicar por cima do programa para ver.

A Solidariedade Toca Aqui...




A Solidariedade Toca Aqui...
Portal GloboRadio e Planeta Voluntários iniciam parceria virtual

O Portal GloboRadio criou uma rádio exclusiva para o site planeta voluntários com músicas de artistas engajados ou com mensagens por um mundo melhor. Na lista estão U2, Gilberto Gil, Michael Jackson entre outros artistas. O objetivo é criar uma trilha sonora temática para quem navega no site entrar no clima das causas sociais. O banner do Portal também vai ter um destaque especial no planeta voluntários e vice-versa.

O Portal GloboRádio reúne as rádios tradicionais Beat98, CBN, BHfm e Rádio Globo, além de outras 40 emissoras temáticas e as online Multishow FM, Globo FM, Rádio GNT e Rádio Zona de Impacto. Assim, os internautas acessam notícias, especiais musicais , promoções e interagem com as emissoras pelas redes sociais. 

O Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009 por iniciativa do empresário Marcio Demari, da empresa Demari & Ferreira, sediada em Londrina, Paraná, no Brasil, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que levará o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda;a missão é a de conectar pessoas, que, através da transformação pessoal e social, destinam-se a construir uma solução justa, pacífica e sustentável para o mundo, refletindo a unidade de toda a humanidade. O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.

Porque ajudar faz bem !
A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil

8 de setembro de 2010

8 de setembre, celebració del Dia del Cooperant



Des de l'any 2006, el 8 de setembre es celebra a l'Estat espanyol el Dia del Cooperant. Enguany, l'AECID ha preparat una setmana d’activitats i actes per commemorar aquesta data.

El 8 de setembre se celebra a l'Estat espanyol el Dia del Cooperant, des que el 2006 el Consell de Ministres aprovés per Reial Decret la commemoració d'aquesta data, en reconeixement a la tasca de milers de cooperants a tot el món que treballen per la consecució dels Objectius de Desenvolupament del Mil·lenni, 8 objectius subscrits per 189 caps d'estat i de govern en la mateixa data de l'any 2000.

Un any més, l'Agència Espanyola de Cooperació Internacional al Desenvolupament (AECID) ha preparat una setmana d’activitats i actes per commemorar aquesta data i amb l'objectiu de sensibilitzar a la població sobre la necessitat de mantenir el compromís internacional de l'ajuda al desenvolupament. La Setmana de la Cooperació 2010 compren del 6 a l'11 de setembre. Trobaràs tota la informació i l'agenda dels actes al web de l'AECID.

Des de medicusmundi Catalunya ens sumem al reconeixement a la tasca dels cooperants, tan expatriats com locals, que treballen dia rere dia per un món més just per a tothom.

5 de setembro de 2010

Conferencia Internacional sobre los territorios ocupados del SÁHARA OCCIDENTAL

CONFERENCIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIDAD CON LA RESISTENCIA SAHARAUI EN LOS TERRITORIOS OCUPADOS
ARGEL 24/26 SEPTIEMBRE 2010


Los próximos días 24, 25 y 26 de septiembre de 2010 tendrá lugar en Argel la Conferencia Internacional de Solidaridad con la Resistencia Saharaui en los territorios ocupados, que tiene como objetivo abordar las graves violaciones de los derechos humanos cometidos por el Reino de Marruecos contra los y las ciudadanas saharauis y reivindicar la autodeterminación del Pueblo Saharaui y el fin del expolio de los recursos naturales.

Igualmente, la ocupación marroquí del Sáhara Occidental, viola el principio de “soberanía permanente sobre los recursos naturales”, entendido como el derecho de los pueblos a usar los recursos naturales en sus territorios y disponer de ellos en interés del desarrollo y el bienestar común, establecido por la Asamblea General en su Resolución 1803 (XVII). Sin embargo, los enormes recursos naturales –pesca, minerales, etc.– están siendo expoliados por el Reino de Marruecos con el apoyo y connivencia de otros Estados y el silencio cómplice de la Comunidad Internacional.

En nuestra opinión, el principio de la universalidad de los derechos humanos implica que la defensa de éstos debe trascender las sensibilidades e identidades de tipo ideológico o político de cada cual. Creemos firmemente que en el Sáhara Occidental, como en tantos otros lugares del planeta, no podrá haber paz ni acuerdo político viable sin atender a los derechos humanos y a la reparación para las víctimas.

Por todo ello, mediante la presente queremos hacer un llamamiento urgente a participar en esta conferencia a la que están invitadas fuerzas políticas, representantes parlamentarios, sindicatos, autoridades nacionales y locales, asociaciones solidarias, escritores, organizaciones no gubernamentales,  medios de comunicación….

Las y los participantes solo tienen que cubrir el coste del billete (ida y vuelta, menos de 300 €uros) dado que los gastos de hotel, comidas y el transporte interno corren a cargo de los organizadores. En caso de que no puedan estar los tres días por problema de agenda pueden reducir su participación a dos días. Para acudir a la Conferencia, hay que ponerse de inmediato en contacto con las Delegaciones de la RASD del País o Comunidad a la que se pertenezca, a fin de que éstas gestionen el visado necesario para viajar a Argelia y coordinen la presencia de las personas participantes.

En la conferencia se contará con una muy nutrida participación de activistas saharauis de los derechos humanos procedentes de las zonas ocupadas, lo que hace necesario que sean acompañados en su regreso hacia Casablanca (Marruecos) y El Aaiún ocupado por observadores internacionales. El acompañamiento se organizará desde la propia conferencia y/o desde Casablanca hasta la ciudad de El Aaiún ocupado. También para participar en este acompañamiento hay que ponerse de inmediato en contacto con las Delegaciones de la RASD del País o Comunidad a la que se pertenezca, a fin de que éstas coordinen la presencia de personas en los territorios ocupados del Sáhara Occidental. El costo para acudir es, de nuevo, únicamente el del viaje.

Esperamos poder contar con vuestra participación en estos momentos decisivos.
Recibid un abrazo solidario,


José Taboada Valdés
Presidente de la Coordinadora Estatal de Asociaciones Solidarias con el Sáhara (CEAS-Sáhara)


Invitación al Encuentro con Eduardo Galeano





«Tenemos el placer de invitaros al encuentro con el escritor uruguayo Eduardo Galeano, "Algunos pecados capitales del mundo al revés", que se celebrará el martes 7 de septiembre a las17:00 h en el Salón de actos de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID).

Para los que estéis fuera de Madrid y no podáis asistir, vamos a hacer una retransmisión en directo del acto por Internet a través del enlace http://www.livestream.com/ipsnews 

Además, podéis participar en el chat enviando vuestros comentarios o preguntas a Eduardo Galeano. Este encuentro forma parte de las jornadas “Post-crisis global: efectos en los países en desarrollo y su impacto mediático” que la Agencia Inter Press Service (IPS) y la AECID desarrollan el 7 de septiembre dentro de la Semana Española de la Cooperación...»