26 de abril de 2011

Sair da precariedade para o futuro




«Sair da precariedade para o futuro»
Renato Miguel do Carmo 


«(…) Na verdade, como tem sido analisado pela equipa do Observatório das Desigualdades [http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt], o volume do trabalho considerado temporário (que engloba fundamentalmente os vínculos de contrato a termo e outras situações, como os recibos verdes) tem vindo a ganhar um peso considerável no conjunto da população trabalhadora.

«Segundo os dados do Eurostat, no terceiro trimestre de 2010, cerca de 23% dos trabalhadores por conta de outrem encontram-se nesta situação (só a Espanha e a Polónia nos ultrapassam). Tendo por base esta fonte, o número de pessoas afectadas pela precariedade afectará, aproximadamente, 850 mil a 900 mil trabalhadores. [valor que peca por defeito, como se justifica neste artigo] (…)

«Tendo em conta a diversidade de modalidades de contratação, que se torna ainda mais nebulosa com a ambiguidade inerente à contratação por recibos verdes, não será muito arriscado considerar que cerca de um quarto [25%] da população trabalhadora por conta de outrem se encontra numa situação de precariedade laboral. (…)

«Além da questão contratual, convém abordar também uma das outras dimensões da precariedade a que se tem aludido: o problema dos baixos salários. Este dado é um dos traços mais marcantes da nossa economia e que tradicionalmente atingia, como continua a atingir, os trabalhadores menos qualificados. Em 2009, a remuneração base média dos trabalhadores jovens (até aos 24 anos) do sector privado cifrava-se nos 912 euros para licenciados e nos 537 euros para os não-licenciados. É claro que estamos a falar de valores médios que são relativamente baixos para ambos os casos, mas a diferença não deixa de ser considerável.

«Muitos dos testemunhos recolhidos» [no âmbito dum estudo do ‘O.D.’ orientado por NUNO ALVES, com base em 80 entrevistas a jovens precários]  referem que «a precariedade é, acima de tudo, um modo de vida que interfere nos diversos sectores do quotidiano, mas também na maneira como se percepciona o futuro. (…) O futuro surge como algo fechado e muito imprevisível. (…)

«[o articulista passa a laborar perspectivas de mudança e de evolução a partir da ideia de que o nível de escolarização da população portuguesa é o elemento decisivo para a mudança]

Quer isto dizer que se errou no alvo, que toda essa política [de escolarização] foi em vão? A resposta só pode ser negativa. Do meu ponto de vista, em termos gerais, este era e foi o caminho adequado. O problema é que, em si, a densificação do capital humano é uma condição necessária mas não suficiente para que o desenvolvimento de concretize de forma sustentável e estruturante. Na verdade, era preciso algo mais ter acontecido … E aí todos os governos falharam. Em meu entender, teria sido fundamental que o incremento em capital humano tivesse sido acompanhado por uma efectiva política redistributiva. Nada justifica o facto de Portugal continuar a ser um dos países mais desiguais da Europa, detendo níveis de disparidade salarial e de rendimento verdadeiramente escandalosos. Numa sociedade estruturalmente desigual como a nossa, os trajectos de mobilidade social continuam a ser fortemente determinados pelo peso da herança social e cultural e não pela capacidade e pelo mérito individuais.

«É extraordinário observar como muitos dos nossos mais conhecidos comentadores, arautos da meritocracia, olvidam constantemente o problema das desigualdades sociais. Como se este fosse um mal menor. Não, meus senhores, é precisamente o contrário do que pensam: as desigualdades são um mal maior e são elas que explicam, em grande parte, o estado a que chegamos. (…)

«O nível de escolarização da população empregada ainda é muito baixo: mais de dois terços não ultrapassa o 9º ano de escolaridade. Nesse sentido, é importante intensificar a aposta na aprendizagem ao longo da vida, procurando que muitas pessoas em idade activa regressem à escola. Também é fundamental diversificar os alvos da formação profissional e, a título de exemplo, pensar num programa específico para os nossos empresários que mantêm graus de escolarização muito baixos. Simultaneamente, é urgente promover políticas de carácter redistributivo.

Enquanto o problema das desigualdades persistir dificilmente teremos condições para nos tornarmos uma economia competitiva e sustentável (para utilizar alguns dos jargões do mainstream económico).

«(…) Um outro caminho relaciona-se com uma política que incida no apoio a pequenos e médios projectos e que tenha o mérito de ir ao encontro das potencialidades sociais, culturais e económicas que caracterizam muitos estratos da população portuguesa, nomeadamente, os mais jovens.»[nomeadamente, no âmbito das iniciativas comunitárias como a EQUAL e o programa LEADER]


Renato Miguel do Carmo
Investigador auxiliar do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa e membro da equipa coordenadora do Observatório das Desigualdades.
in, Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, Abril 2011, p. 24

20 de abril de 2011

25 abril, Dia Mudial contra la malària - Una malaltia que es pot eradicar


LA MALÀRIA, UNA MALALTIA QUE ES POT ERADICAR



Com cada 25 d'abril, Dia Mundial Contra la Malària, medicusmundi torna a reivindicar la necessitat que els Governs es comprometin en la lluita contra aquesta malaltia... però no tot s’hi val. Exigim una estratègia eficaç, que enforteixi el sistema de salut en el seu conjunt, tenint sempre en compte la cultura i les tradicions locals.







LA MALARIA UNA ENFERMEDAD ERRADICABLE



Como cada 25 de abril, Día Mundial Contra la Malaria, medicusmundi vuelve a reivindicar la necesidad de que los Gobiernos se comprometan en la lucha contra esta enfermedad... pero no todo vale. Exigimos una estrategia eficaz, que fortaleza el sistema de salud en su conjunto, teniendo siempre en cuenta la cultura y tradiciones locales.






"No comments"

É importante saber, e não esquecer que ...



"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,






mas os nossos gestores recebem, em média:


- mais 32% do que os americanos;


- mais 22,5% do que os franceses;


- mais 55 % do que os finlandeses;


- mais 56,5% do que os suecos"


(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)


 
E são estas "inteligências" que clamam para os telejornais:

"os portugueses gastam acima das suas possibilidades"...


Jornades Àrabs de Barcelona




Una any més, l'Associació Catalunya Líban organitza les Jornades Àrabs de Barcelona, aquest cop sota el lema: "Les revolucions àrabs: democràcia, drets socials, laïcisme i el paper de la dona".




Les jornades se celebraran del 9 a l'11 de maig a la seu de CC OO (Via Laietana, 16 de Barcelona), amb les xerrades "El Líban; la dona per un estat laic", "Les revolucions àrabs i la relació amb Europa" i "Egipte: la participació de la dona en la revolució". Es clouran el dia 15 de maig amb l'actuació del músic libanès Sami Hawat i el seu grup al Centre Artesà Tradicionàrius.
 


16 de abril de 2011

Homens da Luta - Fernando

¡Llega al Congreso la denúncia contra la especulación alimentaria!





ICV-IU presenta una proposición no de Ley sobre inversiones financieras especulativas sobre bienes alimentarios de primera necesidad.

A raíz del lanzamiento de la campaña Pide a Catalunya Caixa que deje de especular con los alimentos, lanzada por Veterinarios sin Fronteras, junto con la COAG y Mundubat, el grupo Iniciativa por Catalunya Verds e Izquierda Unida hace llegar al Congreso de los Diputados, por primera vez en la historia, una propuesta no de ley instando al gobierno a prohibir las inversiones financieras especulativas sobre bienes alimentarios de primera necesidad en países en vías de desarrollo.


Ver contenido de la propuesta:


Pide a Catalunya Caixa que deje de especular con los alimentos:




Seguimos adelante con la lucha contra la especulación alimentaria


¡Basta de especular con los alimentos!

¡Con la comida no se juega!



13 de abril de 2011

beijo de mulata



(Foto do blog beijo de mulata)


Como é possível demorar tanto tempo a descobrir este maravilhoso (obrigado Marco Paulo, por reduzires o peso desta palavra) blog beijo de mulata?

Esta flor, que eu sempre chamei de "Princesa da Noite" pelo perfume nocturno que exala, acompanhou-me sempre, tanto em Maputo como em Montepuez. Fossem desta cor violeta/rosa ou de um branco com o centro amarelo, elas estavam sempre lá, quase todo o ano, junto às janelas do(s) meu(s) quarto(s)... ou em caixas de ébano ou pau-rosa para perfumar a(s) casa(s) e apaziguar os ânimos...

Excelentes recordações que me dá... "Dôtora"!



7th European Congress of Tropical Medicine and International Health


The next European Congress of Tropical Medicine and International Health will be hosted in Barcelona, Spain, from 3 to 6 October 2011: website




12 de abril de 2011

European ban on herbs


This is a video with important information on the new European directive against natural health and herbal remedies. 

Please watch it and then sign the petition: http://www.savenaturalhealth.eu/


Thank you.

Actes d'Aniversari d'Àfrica Viva


Acte: Conferència: “Futur de les ONG en un món global”



Dia: Dijous, 14 d´abril de 2011.


Hora: 17.30h.Presentació – 17:45h. Inici conferència.


Lloc: CaixaForum. Centre Social i Cultural de l´Obra Social de “La Caixa”. Av. Francesc Ferrer i Guàrdia, 6-8. Barcelona


Ponents: Dr. Pedro Alonso. Director del Centre de Recerca i Salut Internacional de Barcelona (CRESIB), director d´Institut de Salut Global i president del Consell d´administració de la Fundación Manhiça (Moçambic)


Sr. Rafael Vilasanjuan. Director del laboratori d´idees de l´Institut de Salut Global (IS Global (ISG) Global (ISG)






Moderarà l´acte la Dra. Victòria Fumadó, Directora d´África Viva Fundación



Accès lliure. Els mitjans de comunicació estan convidats a cobrir l’acte.

First Orbit - the movie

9 de abril de 2011

Porque silenciam a ISLÂNDIA?




(Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.

Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.

Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.

Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.

Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.

Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.

Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.

Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez. 

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo. 

8 de abril de 2011

Guía completa de borratajos y ruidos, cap. 18: Las uvas de la ira (John Steinbeck)



Esta vez traemos a otro genio de las letras, mucho menos sofisticado que Boris Vian pero más comprometido; tan premio Nobel de literatura como Pablo Neruda pero norteamericano; tan necesario para nosotros y nuestros hijos como aprender a dormir y a velar. Esta vez venimos a hacer ruido, mucho ruido; vamos a subir al máximo el control de distorsión de nuestra guitarra eléctrica.

Las uvas de la ira, de John Steinbeck es nuestra enorme responsabilidad para el capítulo 18 de la Guía Completa de Borratajos y Ruidos (Radio Círculo, Círculo de Bellas Artes, Madrid. 100.4 FM).

Viaja con nosotros a las cunetas de la Gran Depresión, uno más de los fenómenos históricos de los que el Hombre no aprendió lo que debía, y escucha qué cosas tan hermosas son capaces de hacer algunos hombres con su ira.

Puedes descargarte el podcast YA en:




Durmiendo en la fantasia de mamá


La mamá de esta bebé es de Finlandia y cada vez que está dormida crea escenarios para tomarle fotos y se han hecho muy famosas en su país.





















Exposição de Luís Jussa - Maputo

7 de abril de 2011

MARCHA PELOS ANIMAIS, SÁB. DIA 9 DE ABRIL EM LISBOA



Saiba tudo AQUI

Eles precisam da sua voz, não falte!


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O FMI na Grécia

É para se preparem com algum tempo de antecipação.

Conjunto de medidas de austeridade em vigor na Grécia



1. Sector Público



Corte do subsídio de férias e natal para todos os empregados públicos que ganhem mais de 3000€/mês brutos. Quem ganhar menos de 3000€ vai receber 250€ pela Páscoa, 250€ no Verão e 500€ no Natal;


Reduzir os subsídios de 8 a 20% no sector público estado e 3% nas empresas públicas


Uniformizar todos os salários pagos pelo estado;


Congelar todos os salários do sector público até 2014.






2. Sector Privado


Chegou-se a um acordo colectivo, assinado em 15 de Julho, pelo qual os empregados do sector privado na Grécia continuam a receber o seu salário anual em 14 pagamentos (chegou a ser sugerido passar para 12 pagamentos). Não houve aumentos em 2010 e prevê-se aumentos de 1.5 a 1.7% para 2011 e 2012 – muito abaixo da inflação actual que ronda os 5.6%.


Imposição de um imposto aplicado uma única vez às empresas que tenham tido mais de 100 000€ de lucro em 2009:
100 000 a 300 000: 4%;
300 001 a 1 000 000: 6%;
1 000 001 a 5 000 000: 8%;
Mais de 5 000 000: 10%.


Alargar os limites pelos quais os empregadores podem despedir funcionários:


Empresas com até 20 empregados: sem limite; Empresas com um número de empregados entre 20 e 150: até 6 despedimentos por mês; Empresas com mais de 150 empregados: até 5% dos efectivos ou 30 despedimentos por mês.


Redução das indemnizações por despedimento, que também poderão ser pagas bimensalmente;


Pessoas jovens, com menos de 21 anos podem ser contratadas durante um ano recebendo 80% do salário mínimo (592€). O pagamento da segurança social também será apenas de 80% e findo o ano de contrato têm direito a ingressar nos centros de emprego;


Pessoas com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratadas por 70% do salário mínimo, o que dá 518€;


Os empregados considerados redundantes não podem contestar o despedimento a menos que o empregador concorde;


Empregados pela primeira vez, com menos de 25 anos, podem ser pagos abaixo do salário mínimo;


Pessoas que auto empregadas com OAEE (sistema de seguro para empresários em nome individual), que por qualquer motivo não tenham trabalho, são cobertos pelo seguro durante até dois anos desde que:


Tenham trabalhado um mínimo de 600 dias, mais 120 por cada dia acima dos 30 anos até terem chegado aos 4500 dias ou 15 anos de trabalho; Não estejam segurados por um seguro do sector público.


Liberalização das profissões ou sectores fechados (são aquelas profissões ou sectores que necessitam de autorizações do estado ou que estão altamente reguladas, tais como notários, farmácias, cirurgiões, etc). Esta medida não foi implementada dado que há processos a decorrer no Tribunal Europeu;


Cancelar o segundo pagamento de pagamentos de solidariedade;


Aumentar as contribuições para a segurança social em 3%, tanto para empregados como empregadores.






3. Pensões/Reformas

 
De notar que a reforma do sistema de pensões já tinha sido discutida muito antes da entrada do FMI, mas nunca tinha sido implementada.


A Grécia tem uma percentagem desproporcionada de população idosa, cerca de 2.6 milhões e uma população activa na ordem dos 4.4 milhões, isto para uma população total de 11.2 milhões. Isto obriga o Estado a contrair empréstimos para puder efectuar os pagamentos mensais.


A 8 de Julho do ano passado foram aprovados um conjunto de princípios depois de terem sido efectuadas mais de 50 emendas à lei. As medidas mais importantes foram:


Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas que recebam mais de 2 500€/mês brutos. Aqueles que ganhem menos de 2500€ vão receber 200€ pela Páscoa, 200€ pelo Verão e 400€ no Natal;


Cortar os subsídios de férias e natal para todos os pensionistas com menos de 60 anos, excepto para aqueles que tenham o número mínimo de anos de contribuição, tenham menos dependentes ou estudantes com menos de 24 anos a viver na mesma casa;


Todas as pensões congeladas até 2013;


Calculo das pensões tendo em conta toda a carreira contributiva. Vai estar em vigor um sistema de transição até 2015;


Passagem da idade de reforma no sector público e privado para os 65 anos;


Ajustes da idade de reforma tendo em conta a esperança média de vida a partir de 2020;


As pessoas podem-se reformar a partir dos 60 anos com penalizações de 6% por cada anos, ou aos 65 anos com pensão completa depois de 40 anos de serviço. A partir de 2015 ninguém abaixo dos 60 se poderá reformar;


Os trabalhadores que tenham trabalhos de desgaste rápido podem reformar-se a partir dos 58 anos (antes era 55) a partir de 2011;


Desconto para um fundo de solidariedade social (LAFKA), a ser feito pelos pensionistas que ganhem mais de 1400€, a partir de 1 de Agosto de 2010:


1401 a 1700: 3%;
1701 a 2300: 5%;
2301 a 2900: 7%;
2901 a 3200: 8%;
3201 a 3500: 9%;
Mais de 3500: 10%.


Aumento da idade de reforma para mães trabalhadoras:


No sector privado: para 55 (era 50) em 2011, 60 em 2012 e 65 em 2013; No sector público: para 53 em 2011, 56 em 2012, 59 em 2013, 62 em 2014 e 65 em 2015; Com três filhos: 50 em 2011, 55 em 2012 e 60 em 2013.


Retirada da pensão aos ex-empregados públicos que sejam apanhados a trabalhar e tenham menos de 55 anos; Corte em 70% se tiverem mais de 55 anos e se a pensão for mais de 850€/mês. A partir de 2011;


Limitar a transferência de pensão de pais para filhos segundo critérios de idade e rendimento, o que inclui o pagamento de 26 000 a filhas divorciadas ou solteiras ( empregados bancários e empregados públicos). Se os filhos estiverem a receber duas destas transferências, apenas receberão uma delas, a maior, a partir de 2011;


A pensão completa pode ser transferida para viúvas(os) se a data da morte ocorreu após cinco anos de casamento e o cônjuge vivo tiver mais de 50 anos e se certos parâmetros de rendimentos forem cumpridos. No entanto, durante os primeiros três anos após a morte os pagamentos serão retidos;


Estabelecimento de uma pensão mínima garantida de 360€;


As pensões não devem exceder 65% do rendimento auferido enquanto se trabalhava (anteriormente este número podia chegar aos 96% baseado nos últimos anos de trabalho e nos mais bem pagos);


Os que não pagaram segurança social podem receber a pensão mínima desde que tenham mais de 65 anos, não tenham rendimentos e que vivam há mais de 15 anos na Grécia;


Fusão dos 13 fundos de pensão Gregos até 2018. Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público, serão integrados na segurança social até 2013;


Reduzir o número de fundos que servem os advogados, engenheiros, jornalistas e médicos;


Reforma completa das condições de reforma dos militares e forças de segurança o que inclui aumentar a idade de reforma e a remoção de bónus especiais;






4. Impostos




IVA: todas as taxas de IVA foram aumentadas 10%: 5 para 5.5%, 10% para 11% e 21 pra 23%;


Imposto sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis: imposto adicional de 10%;


Imposto em automóveis de luxo (novos e usados): 10 a 40% baseado no valor em novo e no valor de mercado;


Publicidade na TV: toda a publicidade na TV está sujeita a um imposto de 20% a partir de 2013;


Imposto especial de 1% para aqueles que tenham um rendimento líquido de 100 000€ ou mais.


____________


O texto acima resulta duma tradução. Embora tentasse corrigir algumas das dificiências dessa mesma tradução, nem sempre o consegui...

Ana Gomes acusa os banqueiros portugueses de “esmifrar o Estado” - Política - PUBLICO.PT

Ana Gomes acusa os banqueiros portugueses de “esmifrar o Estado”

Dia Mundial de la Salut



7 de abril de 2011



En ocasió de l’aniversari de la fundació de l’Organització Mundial de la Salut, el dia 7 d’abril es celebra el Dia Mundial de la Salut. Com a organització sanitària i òrgan consultiu de l’OMS, medicusmundi Catalunya considera que tant la seva participació en aquesta celebració com la difusió de la mateixa és una part fonamental de les seves activitats i els sol·licita la seva col·laboració solidària per a què es faci ressò d’aquesta conmemoració en el mitjà de comunicació que representa.

Aquest any la temàtica escollida per l’OMS és:

· “La resistència als antimicrobians i la seva propagació mundial”: problema sanitari de gran calat i que té conseqüències negatives no només des del punt de vista de la salut de la població, tant present com futura, sinó també en el sistema assistencial i sanitari i amb importants repercussions econòmiques, socials, etc. en l’àmbit global.

· A més, des de la nostra organització, en motiu d’aquest dia, també volem posar en alerta a la població sobre la ‘fugida’ de metges formats als països empobrits cap a Europa i els EEUU. Segons l’OMS es necessiten 25 treballadors de la salut per cada 10.000 habitants: a Europa són 33 per 10.000 i a Amèrica s’apropa als 23 metges per 10.000. Però, al sud-est asiàtic, hi ha 5 metges per cada 10.000 habitants, i a l’Àfrica, a penes hi ha 2 metges per cada 10.000 habitants. És a dir, a l’Àfrica hi ha 16 vegades menys personal mèdic que a Europa. Per què passa això?

Sobre aquestes dues temàtiques li adjuntem un breu article dels que esperem pugui difondre en el seu mitjà de comunicació el proper dijous 7 d’abril.

Agraïm per avançat la seva desinteressada col·laboració i la seva ajuda per aconseguir que la salut sigui un dret a l’abast de tothom.

5 de abril de 2011

Festa de la Solidaritat - 10 d'Abril - Moll de la Fusta - Barcelona - D'11h a 21h

Prou Retallada


Dimecres vinent comencem les mobilitzacions! Cada dimecres a les 19 h durant 10 minuts a la Plaça del Pi.

El futur del nostre país i del nostre sector està en joc. Ja és hora que reaccionem!

A partir de la setmana vinent ens concentrarem cada dimecres durant 10 minuts a la plaça del Pi de Barcelona contra les retallades i fins a l'aprovació dels Pressupostos. Aquesta iniciativa respon a les vostra demanda expressada a la reunió del 22 de febrer de fer sentir la nostra veu davant una possible retallada dels pressupostos de cooperació. Estem treballant amb la Taula Catalana del Tercer Sector Social, Amnistia Internacional i altres actors per tal de constituir una plataforma d'acció més àmplia.

Necessitem que les entitats federades mobilitzeu els vostres recursos humans per a l'èxit d'aquestes convocatòries.

En concret us demanem que:

1. Ompliu aquest doodle per saber quanta gent podrà venir de cada entitat cada dimecres (mínim 2 persones per entitat). Cliqueu aquí Rebreu la nostra trucada per confirmar-ho.

2. Difongueu a federacions, persones, contactes la convocatòria i si coneixeu alguna entitat que s’hi vulgui adherir que els adreceu a la FCONGD.

3. Ens seguiu i feu la màxima difusió dels canals que hem obert per informar sobre aquesta iniciativa


També tindrem presència a Facebook (Prou Retallada) i Twitter @prouretallades





Francesc Mateu
Presidència
Federació Catalana d'ONG