28 de maio de 2011

Portugal no seu melhor...



Isto foi (aparentemente) tirado do Tribunal de contas..........



 
1.    ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.
- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€

 
2.    MATOSINHOS HABIT - MH
- Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €

 
3.    UNIVERSIDADE DO ALGARVE - ESC. SUP. TECNOLOGIA - PROJECTO TEMPUS
- Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €

 
4.    MUNICÍPIO DE LAGOA
- 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €

 
5.    MUNICÍPIO DE ÍLHAVO
- Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00 €

 
6.    MUNICÍPIO DE LAGOA
- Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€

 
7.    CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
- VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €

 
8.    MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €

 
9.    CÂMARA MUNICIPAL DE SINES
- Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €

 
10.  MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €

 
11.  MUNICÍPIO DE BEJA
- Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €

27 de maio de 2011

URGENTE - Pongan fin a los Desalojos por la Fuerza




¡Urgente! En estos momentos, la policía está desalojando por la fuerza las concentraciones ciudadanas pacíficas en las plazas de Barcelona y Lleida. Enviemos a nuestros ministros clave una avalancha de mensajes pidiéndoles que detengan dichos desalojos y respeten nuestro derecho de reunión y protesta pacífica. ¡Haz clic para enviar tu mensaje y corre la voz!



Queridos amigos y amigas,

En estos momentos, en Barcelona y en Lleida las autoridades policiales han comenzado a desalojar por la fuerza las acampadas pacíficas con la excusa de proceder a su limpieza. Nuestra democracia está en juego. Inundemos a los Ministros de Justicia e Interior con mensajes exigiéndole que respeten nuestro derecho fundamental de reunión. Actúa ahora y corre la voz:


En estos momentos, en Barcelona y en Lleida las autoridades policiales han comenzado a desalojar por la fuerza las acampadas pacíficas con la excusa de proceder a su limpieza


En los días previos a las elecciones del 22M, con la listas de candidatos plagadas de imputados por corrupcion, miles y miles de ciudadanos decidimos tomar la calle pacíficamente para mostrar nuestra indignación.Pero la Junta Electoral Central prohibió las reuniones y concentraciones públicas, poniendo en juego nuestros principios democráticos. Aun así, logramos salvaguardar nuestro derecho constitucional a manifestarnos pacíficamente.


No tenemos mucho tiempo para detener a la policia y proteger nuestros derechos basicos. Pero si logramos movilizarnos urgentemente y generamos una enorme protesta al más alto nivel político, podremos preservar nuestro derecho fundamental de reunión. Envía un mensaje ahora a los Ministros y reenvíalo a todos tus conocidos. Cuantos más seamos los que alzamos nuestras voces, mayor será nuestro impacto.


http://www.avaaz.org/es/spain_protests_c/?vl


Decenas de miles de personas en ciudades por todo el país han llenado nuestras plazas durante los últimos días en señal de protesta, reuniéndose pacíficamente y de manera ejemplar. Pero esta mañana la policía en Barcelona y en Lleida han comenzado a desalojar por la fuerza a los manifestantes, y estas intervenciones podrían extenderse a otras ciudades.

Algunos analistas están hablando de una "Revolución Española", comparándola en cierta manera a las multitudinarias protestas en Egipto a principios de este año. Se trate de una revolución o no, nos encontramos ante un importante punto de inflexión para nuestra democracia. Asegurémosnos de que la balanza se vuelca en la dirección correcta y de que todos permanecemos unidos, firmes en defensa de nuestros derechos fundamentales y por una reforma urgente del sistema político y de la economía en España. ¡Actúa ahora y corre la voz urgentemente!

http://www.avaaz.org/es/spain_protests_c/?vl


Con esperanza,

Luis, Alice, Benjamin, Laura, Ricken y todo el equipo de Avaaz



FUENTES:

El País, "La policía desmonta el campamento en Barcelona'":

http://www.elpais.com/articulo/espana/Mossos/cargan/acampados/bloquean/salida/coches/limpieza/plaza/Catalunya/elpepuesp/20110527elpepunac_1/Tes


El Mundo, "Los Mossos desalojan el campamento de 'indignados' por motivos de 'higiene'":

http://www.elmundo.es/elmundo/2011/05/26/barcelona/1306440444.html



AFP, El Constitucional avala la celebración de manifestaciones en jornada de reflexión:

http://politica.elpais.com/politica/2011/05/19/actualidad/1305809697_618545.html


El País, Reflexión y prudencia:

http://www.elpais.com/articulo/opinion/Reflexion/prudencia/elpepiopi/20110521elpepiopi_1/Tes

26 de maio de 2011

O empobrecimento das famílias entristece-o. A desgovernação do país tira-o do sério.



Manuel Sobrinho Simões, médico, investigador e professor universitário, diz que Portugal continua a ser vítima do conflito de interesses que grassa entre as conveniências dos partidos e dos políticos e as necessidades do país e dos portugueses. Uma análise interessada para ajudar a sair da crise e a permanecer no euro. Nem que tenhamos de fazer o pino.

_ Como é que avalia a nossa relação com o trabalho?




No nosso país, uma pessoa que trabalhe todos os dias e que tenha de  assinar ponto é visto como um falhado. Quando me tornei professor catedrático até os meus amigos de Arouca ficaram decepcionados quando perceberam que a minha vida ia continuar a fazer-se das mesmas rotinas. E mais recentemente, no Hospital de São João (Porto), a maior parte dos professores da Faculdade de Medicina foram contra a fiscalização do horário de trabalho dos médicos através da leitura da impressão digital - o dedómetro - mas eu fui a favor. É humilhante? É. Sobretudo para quem tem funções de direcção. Mas tem de ser assim, porque infelizmente muitos de nós não cumprimos. Caricaturando a coisa, pode dizer-se que em Portugal só quem não sabe fazer mais nada é que trabalha, isto é, tem uma rotina, cumpre horários, produz e presta contas.


_Esses traços são distintivos só dos portugueses?


Não, este problema não é só nosso. A Europa conseguiu garantir boas condições de vida aos seus cidadãos à custa da exploração dos povos e dos países da Ásia, da América Latina e de África. Uma boa parte do Estado Providência assentou na exploração das matérias-primas e do trabalho daqueles países. Com o aparecimento de economias emergentes muito competitivas e a deslocalização das fábricas, a Europa começou a criar menos riqueza e as dificuldades em conseguir manter o chamado estado social começaram a aparecer. Não é por acaso que a França tem de mudar a idade da reforma. É um sintoma.


_Prenúncio do fim do Estado social?


Com o crescimento da Índia, da China e do Brasil, a Europa ressentiuse e as pessoas começaram a perceber que vão ter de mudar de vida, que o tempo das mordomias já passou.


_Mas para nós, portugueses, esse tempo mal começou...


Pois é, mas para nós vai ser ainda pior. Os portugueses, além de europeus, são culturalmente mediterrânicos, o que não nos afasta muito dos gregos, dos italianos e dos espanhóis do Sul, com todas as influências que são ditadas pela geografia, pelo clima e pela religião. Sermos judaico-cristãos é muito diferente de sermos calvinistas e protestantes. Além disso nunca corremos o risco de morrer de frio e estamos na periferia, não tivemos guerras e ninguém nos chateou. Na verdade, somos muito individualistas e estamos mais próximos dos norte-africanos do que dos povos do Norte da Europa. Somos um país mais mediterrânico do que atlântico, com todas as implicações que isso tem até na nossa produtividade.


_Então a diferença entre nós e o resto da Europa, sobretudo os nórdicos, não está nos genes?


Claro que não. A diferença entre nós e os nórdicos não está nos genes, é fruto da cultura e da educação, da geografia, do clima e da religião. Eles tinham frio, era-lhes difícil cultivar cereais e não tinham vinho. Para sobreviverem tiveram de estimular a inovação e a cooperação. Ao contrário de nós, que tínhamos um bom clima, uma agricultura fértil e peixe com fartura. E depois tivemos África, a seguir o Brasil e logo os emigrantes. Não precisámos de nos organizar e não precisámos de nos esforçar. Não era preciso. Não planeávamos, desenrascávamos. Continuamos assim, gostamos de resolver catástrofes.


_É sindicalizado?


Não.


_Fez greve?


Sim, eu e a maioria dos professores de Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina. Fizemos greve e estamos furiosos mas assegurámos o serviço no hospital e demos aulas na Faculdade, onde também não faltámos por causa dos alunos. É uma questão de respeito.


_Estão furiosos com quê?


Com a desgovernação. Não é só com a desgovernação do actual governo, é com o desnorte dos últimos vinte e tal anos. O que nos está a acontecer não resulta apenas da desorientação dos últimos dois anos, já há muito que gastamos acima do que podíamos e devíamos. E o mais grave é que demos sinais errados às pessoas. Agora, vamos ter de evoluir de novo para uma sociedade com capacidade de produção real, com agricultura e pesca.


_Mas todos temos na memória os subsídios que foram concedidos aos agricultores para não produzirem.


Foi terrível. E para piorar as coisas, muitos ficaram deprimidíssimos e frequentemente alcoólicos. Destruíram as vinhas, a sua âncora, que lhes dava prestígio e dignidade pessoal nas suas comunidades, e começaram a passar os dias na taberna. Isto aconteceu em todo o Minho. E no Alentejo também.


_Podemos dizer que o nosso super-Estado tem descurado as necessidades reais dos cidadãos e da sociedade?


Desde o tempo do Dr. Salazar que o Estado faz questão de proteger os seus e nós temos aprovado esse amparo. Mas os nossos cidadãos não têm grandes conhecimentos e perguntam pouco, até temos aquela afirmação extraordinária que é «se não sabes porque perguntas?». Ora quando temos dúvidas é que devemos perguntar. Por estas e por outras, nas últimas décadas, dominado por ciclos eleitorais curtos, o Estado passou a viver acima das suas possibilidades e a substituir-se à realidade. E, de repente, a realidade caiu em cima do povo.


_Os portugueses têm razões para se sentirem enganados ou não quiseram ver a realidade?


As duas são verdade. Podemos ofuscar o real durante algum tempo, mas não para sempre. As imagens da Grécia, com reformas aos 55 anos ou até mais cedo para as chamadas profissões de desgaste rápido, permitiram-nos perceber que se eles tinham entrado em colapso também nós corríamos o risco de vir a acontecer-nos o mesmo. Até essa altura, creio que muitas pessoas acreditavam, lá no seu íntimo, que nem os países, nem a segurança social, nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem as câmaras municipais podiam entrar em bancarrota. Agora já perceberam que isto pode mesmo entrar em ruptura. Para já reduziram até dez por cento o ordenado dos funcionários públicos, mas no ano que vem pode vir a ser necessário chegar aos vinte por cento. E que é que adianta andar a papaguear que é inconstitucional e que mexe com os direitos adquiridos? Se não há dinheiro o que é que se faz? Esta questão é que tem de ser respondida.


_Não há dinheiro para o Estado social mas tem havido para obras e infra-estruturas. O que pensa disto?


Eu não sei o suficiente para perceber quando é que é necessário um novo aeroporto em Lisboa ou em Beja. Mas como sou um prático, penso que se não é preciso no imediato e temos falta de dinheiro, então temos de investir na criação de riqueza e de emprego e não em obras que têm um retorno mais longínquo.


_Não quer um TGV para o Porto?


Eu não. O que quero é que a TAP faça voos mais baratos. Um bilhete Porto-Lisboa-Porto custa 283 euros, o mesmo que gasto para ir a Oslo. O comboio que temos, o Alfa e o Intercidades, já é muito cómodo mas para ir a Lisboa não é prático, ou nos levantamos de madrugada ou perdemos metade de um dia. O que também necessitamos é de nos ligar à Galiza com mais eficiência porque o aeroporto do Porto tem condições para ser o grande aeroporto do Noroeste peninsular.


_Se fosse governante imagina-se a discutir tantas vezes os mesmos assuntos?


Não. Falta-me experiência política, não tenho treino de negociação. Mas assusta-me saber que há tantas dúvidas sobre investimentos monstruosos. Não consigo perceber porque se continua a discutir a ligação de Lisboa a Madrid por TGV quando aquilo não tem hipótese nenhuma de ser sustentável.


_Os impactos da crise económico-financeira foram durante muito tempo menosprezados pelos governantes. O que pensa disso?


O que senti e sinto é que se não fosse este governo, se fosse outro,  teria sido exactamente a mesma coisa. Temos uma crise económicofinanceira, mas também temos uma crise de líderes - os políticos portugueses gritam muito contra o estado das coisas e, depois, para ganharem eleições adoptam um discurso demasiado optimista. A primeira coisa que todos os que venceram eleições nos últimos anos fizeram foi, uma vez eleitos, dizer que isto estava uma tragédia. E toda a gente sabe que a maquilhagem do défice foi feita à custa de receitas extraordinárias quer por governos do PS quer do PSD.


_Somos ingovernáveis?


Os nossos líderes e os seus partidos vivem mais para ganhar eleições do que para servir o país e os interesses da nação. Na administração pública até os directores-gerais cessam funções quando há mudança de governo. Ora é óbvio que, assim, qualquer um quer que o seu partido continue no governo, se não corre o risco de ir para a rua. O nosso individualismo militante e a fragilidade organizativa contribuem também
para a ingovernabilidade.


_O Estado é refém da administração pública?


O Estado deixou desenvolver, no seu seio, várias corporações, cada uma mais egoísta do que a outra - juízes, médicos, professores, militares, etc. Além disto, partidarizou a administração pública e passou a fazer concessões despudoradas aos chamados novos poderes, aos construtores, à banca, à comunicação social. Isto já não é culpa do Dr. Salazar.


_O FMI vem aí?


Todos os tipos em quem eu confio dizem que sim, por isso acredito que sim, que está no vir. Ainda há dias estive numa reunião com João Cravinho, António Barreto e Rui Rio e esse foi um dos temas da conversa. A conclusão foi de que a vinda do FMI será provavelmente inevitável.


_Sente o orgulho beliscado por ter de ser o FMI a pôr ordem na nossa casa?


Não, de todo. Mas não sei o suficiente de economia para perceber o que é que a intervenção do FMI vai implicar. Vão mudar o sistema das reformas, as pensões, os impostos? Nós já temos uma carga fiscal enorme, tenho assistido com muita tristeza ao empobrecimento da classe média portuguesa. Se a intervenção do FMI empobrecer ainda mais a nossa classe média e as famílias mais desfavorecidos ficarei muito triste.


_Pensa que esta crise vai ser pior do que as outras?


Penso, infelizmente sim. E quando ouço os economistas falarem ainda fico espantado. Como é que eles não se aperceberam de que aumentando progressivamente o défice tínhamos uma receita para o desastre? Sei que vamos ter de mudar de vida. Se tivermos de o fazer num contexto de protecção da Europa e do euro prefiro a solução FMI a ter de saltar do euro e ir para soluções do domínio da magia, com a desvalorização da moeda, altivos e sós.


_Afirmou várias vezes que o que de melhor nos aconteceu foi a entrada do euro. Foi uma oportunidade perdida?


Foi uma oportunidade muito mal aproveitada, mas teria sido muito pior para o país e para os portugueses se não tivéssemos entrado. Desbaratámos as vantagens da entrada no euro sem que os cidadãos tenham sido alertados para as fragilidades que vieram com a moeda única. Limitámo-nos a ser os recipientes líquidos de uma quantidade enorme de dinheiro em vez de aproveitar esses fundos para desenvolver e inovar. Não é por acaso que temos automóveis de luxo, iates e terceiras casas numa quantidade que é obscena relativamente ao nível de vida da população. Ainda assim, defendo que, se for preciso, devemos fazer o pino para nos mantermos no euro. Prefiro ficar sob o domínio da Europa do que ficar apenas entregue aos jogos políticos portugueses. Estamos na pontinha da Europa, se isso acontecesse, connosco sozinhos e em roda livre, seria mortal.


_Acha que os países europeus mais fortes, nomeadamente a Alemanha, vão continuar a tolerar os nossos esquemas?


Não. Vão ser implacáveis porque é a Europa e o projecto União Europeia que estão em causa. Este ano, só a Índia vai pôr no mercado mais engenheiros do que todos os 27 países da Europa. O que é que a França ou a Alemanha representam na competição com a Índia? As pessoas não têm consciência da nossa dimensão. Eu dou aulas na China, em Chengchow, uma cidade que ninguém conhece a sul do rio Amarelo, na província de Henan, onde fica o templo de Shaolin. Só esta província tem cem milhões de habitantes e a cidade de Chengchow tem sete milhões. É outra escala. O campus universitário de Chengchow, onde
estão sempre uns guardas de metralhadora em riste, é simplesmente enorme. Os hospitais não são apenas maiores, são melhores do que o São João, aqui no Porto, ou o Santa Maria, em Lisboa. Não estamos a falar de Xangai, de Hong Kong ou de Pequim, essas são cidades extraordinárias. Estamos a falar de uma cidade de que não se ouve falar mas que tem uma universidade que é uma coisa de um mundo que já não é o nosso. Isto para dizer que a Europa ou se enxerga ou desaparece.


_O estado a que isto chegou era evitável?


Fomos sempre muito bons a avaliar meios, mas nunca quisemos avaliar os resultados. Nos hospitais vejo muita gente preocupada em discutir o número dos médicos, enfermeiros, consultas e exames realizados. E não se discute o mais importante que é a frequência das complicações e da mortalidade dos doentes, os reinternamentos, a sobrevida dos doentes com cancro aos 5 anos, etc. O que precisamos de conhecer é a quantidade e a qualidade de vida dos doentes que são tratados em cada um dos nossos hospitais, mais do que avaliar os meios. O mesmo sobre os blindados da PSP. Não quero saber se comprámos dois ou seis. O que precisamos de saber é como e quanto é que a eficiência da PSP aumenta com os ditos blindados. Nós fugimos aos «finalmente». Não temos cultura de avaliação.


_Entretanto as universidades formaram muitos jovens. Eles não têm lugar em Portugal?


Pois não. Nesta altura não há espaço para os jovens. Os muito bons vão logo para fora e os outros também vão, ou como bolseiros ou já como profissionais. E eu acho que é uma boa solução para o país - por exemplo, entre enfermeiros, médicos e médicos dentistas temos uma leva de emigrantes diferenciados em Inglaterra de que nos devemos orgulhar.


_Precisamos dos povos do Sul ou temos de rumar para sul?


África oferece imensas oportunidades mas ainda tem problemas com a segurança, a política, a organização. Há muitas oportunidades de negócio no retalho, na construção, nas energias, até na saúde, um sector que não tem um retorno tão imediato mas que também é rendível e socialmente muito importante. A América do Sul também é um destino a equacionar, embora os estados do Sul do Brasil sejam muito desenvolvidos e também tenham jovens com muito boa formação universitária.


_Se fosse governante o que é que mudava?


Melhorava a educação, mas fazia-o com seriedade. Temos os miúdos na escola, e bem, mas não acautelámos a qualidade do ensino. Vejam-se os resultados dos estudos PISA, onde os nossos alunos, comparados com outros da mesma idade e de outros países da OCDE, revelam competências muito baixas nos conhecimentos da língua materna, da matemática e das ciências, três instrumentos básicos. Isto é um problema gravíssimo.


_Defraudámos as expectativas das famílias?


Completamente. Há muitas famílias cujos pais fizeram sacrifícios enormes para custear os estudos dos filhos, inscritos em universidades privadas e em cursos que não têm saída. As pessoas não entendem. Disseram-lhes que o diploma era importante. Por outro lado, não faz sentido que tenhamos 28 cursos de arquitectura em Portugal. E outros tantos de tecnologias da saúde. Aqui no Porto, em instituições privadas, os enfermeiros estão a ganhar cerca de quatro euros por hora.


_Já os seus alunos têm boas perspectivas, pois faltam médicos.


Os alunos de medicina também estão assustados com o futuro. Já não sabem se vão poder fazer a especialidade que gostariam, ou se serão forçados a adaptar-se às vagas que existirem e às condições de trabalho e de remuneração que lhes forem impostas.


_O SNS está ameaçado?


Em termos de sustentabilidade, está. Mas o último relatório do Tribunal de Contas vem dizer que as soluções de gestão que foram introduzidas nos hospitais-empresa, muitas vezes à revelia dos profissionais, não funcionaram. A saúde é um bem imaterial, não é um bem que se venda a retalho. Como a educação. Os serviços assistenciais também vivem da manutenção do respeito pelos pares, e as hierarquias não são apenas funcionais, são também de competência.


_Ainda defende a regionalização?


Sim.


_E não teme que sirva sobretudo para criar mais uma casta de burocratas?


Defendo-a mas confesso que tenho muito medo, precisamente por causa disso.


_E defende a criação de mais estruturas, para além das que existem?


Não, isso não. Para já defendo que se avance com as regiões que temos e à experiência, com líderes e profissionais que já deram provas e sem cargos de confiança política. As regiões precisam de autonomia e não podem ser extensões de outros poderes. Sou a favor da regionalização dos serviços de saúde e de ensino, incluindo as universidades.


_Com a crise corremos o risco de nos tornar um país mais desigual?


Em relação à Europa já somos dos piores e agora a desigualdade vai agravar-se. Quer o número de pobres, quer a diferença entre eles e os muito ricos, não cessam de aumentar. Vamos ter de criar alguns mecanismos de suporte para ajudar as pessoas que estão aflitas e eu tendo a valorizar os mecanismos da sociedade civil, por exemplo o papel das misericórdias. A filantropia social está desaproveitada - há muito boa gente com competências, vontade e redes sociais a funcionarem bem. Não podemos deixar pessoas morrer à fome e ao frio e não podemos deixar de dar leite às crianças.


_Taxar mais a riqueza pode fazer parte da solução?


Taxar mais a riqueza não resolve nada, primeiro porque calculo que os poucos milhares de muito ricos que temos em Portugal não têm cá a massa e, se tiverem, não serão facilmente taxáveis. Mais impostos também não. Para aumentar a produtividade temos de ser mais competitivos e receio que, a curto prazo, com ou sem FMI, tenhamos de baixar ainda mais os salários. Uma coisa é certa: temos de pagar as nossas dívidas porque se não o fizermos ninguém nos empresta dinheiro.


_Contacta com muitos cientistas e investigadores estrangeiros. Como é que eles nos vêem?


Na ciência não há grandes diferenças entre nós e eles. Em algumas especialidades médicas também não. Por exemplo, os patologistas que conheço têm vidas muito parecidas com a minha, não há grandes diferenças sociais. Já um reumatologista ou um cirurgião português que tenha actividade privada ganha bastante mais do que um colega do centro da Europa.


_E na sociedade?


Na sociedade há bastantes diferenças. Nós não fomos eficientes em criar riqueza, nem conseguimos deixar de gastar mais do que produzimos. Há mais de trinta anos que vou com frequência à Noruega e lembro-me de eles serem relativamente pobres quando nós éramos razoavelmente ricos. Um médico norueguês vivia pior do que um médico português, um advogado também. Nunca conheci um casal norueguês da classe média que tivesse dois carros e muito menos uma empregada de limpeza. Eles agora vivem com algum conforto mas nunca gastaram mais do que aquilo que produzem. As receitas das reservas de petróleo e de gás estão aplicadas num Fundo, não estão a ser gastas e muito menos ao desbarato.


_Enquanto nós desperdiçamos o que pedimos emprestado...


Nós somos mal governados em parte por culpa própria, em parte pela scassez de líderes exemplares. Gosto muito dos países nórdicos, aprendi imenso lá, toda a minha família aprendeu. Na Noruega, na Suécia, na Finlândia, não corremos o risco de ser atropelados quando atravessamos a rua. Eles quando bebem não conduzem, vão para casa de táxi. E um ou outro que o faça é alvo de medidas sérias de repreensão económica e social e vai para a prisão. Nos países nórdicos, o exemplo conta e quem não é exemplar é punido socialmente.


_Os portugueses são condescendentes?


Pior, nós admiramos o sucesso do aldrabão. Em Portugal não há censura social para a esperteza saloia nem para a corrupção a que passámos a chamar informalidade. Pelo contrário, admiramos os esquemas, os expedientes. Vivemos deles.


_Mas depois queixamo-nos.


A nossa tragédia é que somos um povo pré-moderno. Não perguntamos, não responsabilizamos, não exigimos nem prestamos contas. Não temos a literacia nem a numeracia necessárias. Outro problema é a falta de transparência, a opacidade. Olhe o que se passou com o BPP e com o BPN, histórias tão mal contadas.


_A evasão e a fraude fiscal são duas das grandes marcas nacionais. 

A corrupção é outro crime sem castigo. Não metemos ninguém na cadeia, deixamos os problemas eternizarem-se sem punições, mas também não recompensamos ninguém. O Estado é burocrático, não nos deixa avançar, mas dá-nos segurança. A nossa tradição é empurrar os problemas com a barriga esperando que se resolvam por si. Quando as coisas dão para o torto somos injustos ou por excesso ou por defeito. Quem tem muito poder económico pode recorrer a expedientes e a mecanismos dilatórios que são usados de maneira desproporcionada. Quem não tem esse poder é totalmente vulnerável. Somos demasiado tolerantes, somos condescendentes, no mau sentido, aderimos mais ao tipo que viola a lei do que ao polícia. Temos afecto pelo fulano que faz umas pequenas aldrabices, admiramos secretamente os grandes aldrabões, não punimos os prevaricadores. Na verdade somos contra a autoridade.


_Tem 63 anos e é funcionário público. Já meteu os papéis para a reforma?


Não, não sei fazer mais nada além de trabalhar. E fui sempre funcionário público, não me imagino a trabalhar numa actividade privada. O meu pavor é pensar que um dia talvez não possa trabalhar. Às vezes sinto-me um pouco desconfortável por ter de responder a tantas solicitações burocráticas no dia-a-dia, mas pior será quando deixar de trabalhar.


_Continua a ser leitor compulsivo de jornais?


Fico nervoso se não tiver jornais. Leio muitos, sobretudo semanários e estrangeiros. Infelizmente gasto cada vez mais horas diárias a ler revistas científicas. Não tenho tempo para ler literatura de novo isto é, quase só releio. A falta de tempo é o meu maior problema.


_O que é que o faz perder a paciência?


A irresponsabilidade e a incompetência, não sei o que é pior. Sou um exaltado mas já não tenho idade para fazer fitas. Disfarço melhor, mas se sou apanhado de surpresa é tramado.


_E o que é que o faz dar uma boa gargalhada?
Sorrio mais do que rio e acho uma graça especial aos meus netos.






BI




Médico, investigador, professor, contador de histórias. O Norte e o Porto são o seu território, o Hospital de São João e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a sua casa, o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular) a sua ilha. Uma ilha que está ligada aos cinco continentes através da ciência e do ensino. Manuel Sobrinho Simões, 63 anos, prémio Pessoa em 2002, recebeu muitas outras distinções nacionais e internacionais e é um dos mais consagrados peritos do mundo em oncologia, sobretudo em cancro da tiróide. Sobrinho Simões é um português ao serviço da humanidade.


Arquitectura Terapéutica en Alzheimer



Numerosos estudios afirman que  la interacción con el ambiente físico puede minimizar algunos efectos negativos propios de la enfermedad relativos a su estado cognitivo, conductual y emocional


La arquitectura terapéutica está concebida como la unión entre el arte y la técnica,  ha de ser capaz de provocar en el paciente un sentimiento de bienestar y calidez mediante recursos estéticos


Los arquitectos Manuel del Río y Carlos Lamela han sido innovadores aplicando la arquitectura terapéutica a la enfermedad de Alzheimer
¿Qué ingredientes  nuevos se utilizan? ¿Cómo se desarrolla un proyecto de arquitectura en función de la enfermedad de Alzheimer?

En la segunda parte del programa hablaremos de Domótica, la aplicación de nuevas tecnologías que permiten cuidar al paciente de alzheimer y minimizar los riesgos a los que se enfrenta día a día 


 A las 10h, y cada dos horas en:

24 de maio de 2011

Sabiam que o voto em BRANCO é o mais eficiente?

Sabiam que o voto em BRANCO é o mais eficiente?



SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.

Nenhum politico fala nisto... porquê?


Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.


Imaginem só a bronca!


A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.


Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.


VOTEM EM BRANCO.


A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que não queremos ESTES políticos!!!

23 de maio de 2011

Nouvelle Vague Music Playlist, Nouvelle Vague Songs at uWall.tv a Wall of Music

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Arcade Fire Music Playlist, Arcade Fire Songs at uWall.tv a Wall of Music

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RELANÇAMENTO DA OBRA “MARIA”



O Centro Cultural Brasil-Moçambique e a família Craveirinha assinalam o 89º aniversário natalício do poeta,  promovendo o relançamento da obra “Maria’’,  na próxima quinta-feira, dia 26 de Maio, às 18 horas, neste Centro Cultural.


RELANÇAMENTO DA OBRA “MARIA”

ASSINALA 89° ANIVERSÁRIO DE CRAVEIRINHA



José Craveirinha é considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa e um dos maiores vates de toda África, tendo sido galardoado, em 1992, com o “Prémio Camões’, sendo que a sua obra Karingana wa Karingana considerada uma das cem melhores do século XX.

Em sua memória, o Centro Cultural Brasil-Moçambique e a família Craveirinha assinalam o 89º aniversário natalício do poeta, promovendo o relançamento, na próxima quinta-feira, dia 26 de Maio, às 18 horas, da obra “Maria’’, uma das mais líricas deste vate moçambicano.

Fazendo uma incursão por Maria constata-se que é uma obra resultante do que Craveirinha foi anontando ao longo do tempo, marcando a diferença pelo elevado grau de subjectividade, pelas formas poéticas breves e densas nas quais se ia construindo um lugar em que o “eu” encena a sua dor, prestando a sua veneração à esposa desde a sua lancinante partida, em Outubro de 1979.

Nesta perspectiva, pode-se considerar que a obra poética Maria se aproxima de um discurso autobiográfico e confessional, na medida em que traduz com sinceridade e retrospectivamente situações da vida íntima e familiar do poeta. Segundo Eugénio Lisboa,”Maria é uma incontestável obra-prima do lirismo (conjugal) em língua portuguesa”. De facto, a obra Maria oferece grandes momentos da poesia e de acordo com o poeta Craveirinha “se há um grande rigor na poesia de Maria, é porque ela vem de dentro”.

Esta obra é relançada pela “Alcance Editores” e vai ser apresentada pelo Prof. Doutor Calane da Silva, docente de Literaturas Africanas da Universidade Pedagógica e director do Centro Cultural Brasil-Moçambique, sendo que alguns poemas deste livro serão declamados por Cremilda Massingue, conhecida jornalista da rádio e televisão de Moçambique. Oscar Cravalho, membro da família, irá também tecer algumas considerações sobre Maria. E em homenagem à data natílicia de Craveirinha, o Grupo Cultural Kuphaluxa, constituído por jovens amantes da literatura, leva a efeito no sábado, dia 28 de Maio (no próprio dia do nascimento do poeta) um sarau de poesia ao ar livre no Jardim dos Poetas, na Matola.


19 de maio de 2011

Jornal espanhol "ABC" desfaz Sócrates!



Jornal espanhol "ABC" desfaz Sócrates!

Aqui está um perfil de Sócrates feito por quem lhe tirou muito bem a fotografia! Um antipático contra todos...Se fosse só antipático, não era nada mau.

Vale a pena ler, para se ter a ideia de como o fulano é desrespeitado também lá fora:

19 de Maio: Dia de Malcom X


17 de maio de 2011

Curso de derechos humanos para jovenes


Nos gustaría compartir con vosotros el resultado de un proyecto que estamos a punto de concluir. Se trata de un curso de formación en derechos humanos para jóvenes que nuestra ONG, RESPECT Refugiados, ha desarrollado junto con otras cinco organizaciones (InformaGiovani - Italia, Global Youth Union Foundation - Armenia, Student-Youth Council - Georgia, FLARE Network - Italia e International Peace Bureau - Suiza).

El objetivo de este curso es proporcionar una formación en materia de derechos humanos a miembros y voluntarios de organizaciones juveniles, mejorar sus conocimientos y la sensibilización sobre este tema. El curso trata temas como los principios y valores de la Declaración Universal de los Derechos Humanos, la universalidad de los derechos humanos, género y derechos humanos, discriminación, integración social, refugiados, inmigración, los derechos de los niños, educación para la paz, ciudadanía democrática, etc.

El material del curso está disponible en inglés y se puede descargar de manera gratuita de la página web del proyecto http://humanrightsforyouth.org/training-course/

Este proyecto ha sido posible gracias a la ayuda del Consejo de Europa y la Fundación Europea de la Juventud.

No dudéis en enviar esta información a quien pueda estar interesado.

Bem-vindos à Idade Média


"Na última semana foi beatificado um papa,

casou-se um príncipe,
houve uma cruzada e foi morto um mouro.

Bem-vindos à Idade Média!"


(autor desconhecido)

¿Sigue la Mujer excluida de la investigación en nuevos fármacos?


¿Sigue la investigación de fármacos excluyendo a la mujer de los ensayos clínicos?¿Cómo afecta a su salud esta exclusión?¿Por qué los maniquíes con los que se ensayan diseños tan básicos como el del cinturón de seguridad se basan en el cuerpo masculino? ¿Sucede lo mismo con las rutas de transporte público?


DOCUMENTALES



De 10.30 y cada dos horas


Esta Semana, del 16 al 20 de Mayo






“Amazonía, última llamada: Planeta Amazónico” : Serie que recorre la ecología, el medio ambiente, la antropología y evolución del Pulmón del Planeta. 6000 kilómetros cuadrados que albergan un complejo ecosistema, de los más ricos en biodiversidad y de los más amenazados.
 
 
 
Puedes consultar nuestra programación en


Todo esto y más en

 


13 de maio de 2011

Na Sombra do Embondeiro. Show de Contos Musicalizados




Na Sombra do Embondeiro.
Show de Contos Musicalizados

Num esforço por oferecer, alternativas de entretenimento para as famílias, na agenda cultural da cidade de Maputo; Luka Mukhavele, professor e pesquisador de música tradicional de Moçambique, e Rafo Díaz, reconhecido narrador de histórias, de nacionalidade peruano, juntaram-se, para criar um espectáculo de contos, poemas e música tradicional.

Acompanhados dos músicos Amminadab Jean no violino e na Viola, Simas na bateria, Laurent Roquier na Trompete e Mafir no baixo electrico. Luka e Rafo, convidam ao público de Maputo, a realizar uma viagem, pelos extravasados reinos da imaginação popular.

A temporada esta a se desenvolver no local:

Cena Loca. (Av. Marginal 60.Frente a praia das acácias. Paragem do mercado
          do Triunfo).

Sábados 14, 21, 28 de Maio.

18h30.

Valor das entradas:

200mt adultos - 100mt. Crianças

Informação e contacto para entrevistas do grupo:

Rafo Diaz.
Produtor geral.
Telefone. 828 897 805.
RAFO DIAZ

6 de maio de 2011

Maputo: Agenda cultural para o fim-de-semana




Hoje, Sexta-Feira, 6 de Maio

 • Roteiro turístico. 9h-11h Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314/ 824151580


• Literatura. 14h. Lançamento do livro “Antologia poética II”, poesia escrita por alunos das escolas secundárias de Kamavota. Escola Secundária Eduardo Mondlane.


• Cinema. 15:30h II Ciclo de Cine Hispanwood: “Voces Literarias de Guinea Ecuatorial”. Anfiteatro 1502. FLCS. UEM.


• Poesia e letras. 18h Festival Showesia 2011. Centro Cultural Brasil-Moçambique


• Concerto. 18h. Waterfront. Consumo mínimo de 200 Mt.


• Comedia. 18:30h. ImproRiso. Gil Vicente Bar


• Teatro. 18:30h “ Vida Dura”. Cine-teatro Gilberto Mendes.


• Espectáculo. 19:30h. Dj Sound System. Campo de’fiori


• Concerto. 20h. VII Festival internacional de Música: Feliciano Castro, Moreira Chonguiça, Kenneithia Mitchell... Conselho Municipal de Maputo.


• Concerto. 21h. TP50 interpreta “Cantoras do Brasil”. Centro Cultural Franco-Moçambicano.


• Concerto. 22:30h. AZGO FESTIVAL: Asanda Bamfeat/ Isabel. Afro Jazz. Mafalala Libre. 300 Mt.


• Concerto. 22:30h. Michael Gerson. Gil Vicente Bar



 Amanhã, Sábado, 7 de Maio




• Roteiro turístico. 9h-11h. Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314/ 824151580


• Crianças. 9h-13h. Aula de pintura para crianças na Pérgola. FEIMA


• Relax. 16h. Sahaya Yoga, todos os sábados na FEIMA. FEIMA. Gratuito.


• Espectáculo. 16:30h. Dj sound system. FEIMA.


• Espectáculo. 18:30h. Na Sombra do Embondeiro, com Rafo Diaz e Luka Mukavele. Núcleo de Arte.


• Teatro. 18:30h. “ Vida Dura”. Cine-teatro Gilberto Mendes.


• Concerto. 18:30h. Música ao vivo. Núcleo de Arte.


• Concerto. 18:30h. Waterfront. Consumo mínimo de 200 Mt.


• Concerto. 19h. Inauguração X Edição do Ciclo de Cinema Europeu e projecção do filme de Fatih Akin “Solino”. Centro Cultural Franco Moçambicano. Gratuito.


• Concerto. 19:30h. VII Festival internacional de Música: Soul, Jazz, Gospel,... Teatro Avenida.


• Concerto. 19:30h. Banda Brakutsa, afro jazz fussão e afro bossa nova. Casa Blanca.


• Concerto. 22h. Música ao vivo Xima Bar.


• Concerto. 22h. “Só Moçambique, só nós” com Azagaia, Trio Fam, Dama do Bling…Coconuts.


• Concerto. 22:30h. AZGO FESTIVAL: Asanda Bam/ Lena Baule. Afro Jazz. Mafalala Libre. 300 Mt.


• Jam Session. 23h. Gil Vicente Bar.






Domingo, 8 de Maio




• Roteiro turístico. 9h-11h. Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314/ 824151580


• Cinema. 17h X Edição do Ciclo de Cinema Europeu” Mr. Nobody”, Bélgica. Centro Cultural Franco Moçambicano. Gratuito.


• Teatro. 18:30h. “ Vida Dura”. Cine-teatro Gilberto Mendes.


• Concerto. 18:30h. Música ao vivo. Núcleo de Arte.


• Concerto. 19h. Jam Session. Xima Bar.


• Concerto. 20h. VII Festival internacional de Música: Moreira Chonguiça, Western jazz Quartet e Chude Mondlane. Teatro Aveinida




(por Alba Martín Luque, da Embaixada de Espanha em Maputo)



4 de maio de 2011

Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP


Programação do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, a realizar-se no dia 5 de Maio, às 18H00, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (clicar na imagem).



3 de maio de 2011

48 - Os crimes da PIDE (porque muitos energúmenos, incluindo alguns que me escrevem, tentam negar que houve 48 anos de fascismo e de crimes)

“Pela Arte Recriar a Vida” - Um Projecto de Arte para Pessoas com Demência



A Alzheimer Portugal e a Fundação Calouste Gulbenkian iniciaram um projecto-piloto na área das demências. O grande objectivo é tornar a arte acessível a pessoas com Doença de Alzheimer, proporcionando-lhes momentos de estimulação cognitiva e de bem-estar. 

O projecto-piloto está a ser testado com 8 utentes do Centro de Dia e Apoio Domiciliário da Alzheimer Portugal, esperando-se que, num futuro próximo, se possa alargar a actividade a mais pessoas com demência e seus cuidadores. 

“Este é o primeiro projecto concebido em Portugal em que se visa uma aproximação de doentes de Alzheimer à arte. Uma abordagem inovadora com o qual pretendemos não só proporcionar momentos agradáveis e de estimulação a doentes e seus cuidadores, como também demonstrar que existem actividades agradáveis que podem ser desenvolvidas com pessoas com demência.” afirma António Oliveira Costa, Director Executivo da Alzheimer Portugal. “De alguma forma, é também a replicação de algumas práticas internacionais, que têm obtido bons resultados, e que se torna agora possível graças ao empenho da Fundação Calouste Gulbenkian e, concretamente, do seu Museu de Arte Clássica.”. 


A Arte e a Pessoa com Demência 

O envolvimento com a arte pode ter benefícios significativos para a pessoa com demência e seus cuidadores, quer essa experiência inclua observar e discutir arte, quer criá-la. Em ambos os casos, a arte pode ser utilizada como um veículo para uma auto-expressão significativa. O envolvimento com a arte, através de uma observação cuidada e através de discussão oferece à pessoa com demência uma oportunidade para: 

• Explorar e trocar ideias sobre arte e artistas; 

• Experienciar uma estimulação intelectual; 

• Fazer ligações entre as suas histórias pessoais e o mundo; 

• Aceder a experiências pessoais e a memória de longo-termo; 

• Participar numa actividade significativa que promove um crescimento pessoal. 


Os cuidadores beneficiam também da experiência da arte ao explorarem os seus próprios interesses, enquanto as pessoas a quem estão a prestar cuidados estão presentes, seguras e envolvidas. Assim, a sua relação com os doentes pode ser melhorada, uma vez que os programas de arte fornecem oportunidades singulares de comunicação e ligação. 


De uma forma geral, pretende-se nestas sessões: 

• O usufruto dos espaços, do Parque Gulbenkian repleto de lagos e pequenos jardins, dos átrios e das galerias do Museu; 

• O usufruto do encontro, nesses espaços, com as pessoas e as obras de arte; 

• O estímulo de ver, ouvir e sentir, para recordar, reflectir, exprimir-se, aprender e sentir-se bem; 

• A elevação da auto-estima pela afirmação de si, dos seus gostos, das suas experiências, do seu saber e das suas recordações. O participante ouvirá o seu nome misturado com os de reis, artistas e sábios. Escutará a sua voz conversando sobre coisas importantes da vida; 

• A observação da obra e consequente estímulo físico, emocional e intelectual; 

• Estimular a curiosidade e o diálogo através das histórias que contam as obras ou da sua relação com os artistas e/ou com a cultura que as produziu; 

• Evocar memórias e experiências antigas e relacioná-las com o presente; 

• Estabelecer relações entre o “eu” e o mundo; 

• Fazer participar cada um numa actividade estimulante, do ponto de vista social e cultural, que contribui para o desenvolvimento global da pessoa; 

• Abrir a possibilidade a outros estímulos e realizações através de trabalhos de oficina (pintura, desenho, escultura, colagem, entre outros); 

• Abrir estas actividades à participação de cuidadores e/ou familiares para suscitar temas de conversa posteriores, levando para casa, prolongando e enriquecendo no tempo as vivências do Museu. 

Destinatários 

Os destinatários deste projecto são pessoas com demência em fase inicial e fase moderada. Numa primeira fase leva-se a cabo um “programa piloto” com um conjunto de procedimentos que serão instalados e que servirão como teste para uma avaliação posterior da actividade e correcção de alguns pormenores, visando no futuro uma implementação de uma actividade mais estruturada e que vá mais aprofundadamente ao encontro das necessidades das pessoas com demência. 

Deste modo, neste programa piloto existirá apenas um grupo, que incluirá quer utentes do Centro de Dia da Alzheimer Portugal que se encontrem em regime total e/ou parcial, quer utentes que se encontrem a frequentar apenas as actividades de intervenção dos Serviços Externos da Alzheimer Portugal. Este grupo terá um número máximo de 8 pessoas, tendo em conta as alterações cognitivas, emocionais e comportamentais que um quadro demencial acarreta, satisfazendo, assim, todas as necessidades biopsicossociais dos utentes no decorrer da actividade. 


Local 

As actividades têm lugar no Museu de Arte Clássica, situado na Fundação Calouste Gulbenkian e, também, nos jardins contíguos à Fundação. 


Descrição da Actividade 

Esta actividade terá uma frequência de carácter quinzenal, com duração de 1.30h, sendo 1 hora afecta à dinâmica de observação e discussão das obras de arte, e 30 minutos afectos à realização de Oficinas de Arte ou de actividades de lazer (por exemplo, momentos de relaxamento nos jardins da Gulbenkian, onde o Museu de Arte Clássica se encontra inserido). 

A actividade iniciar-se-á por uma visita guiada de uma hora a algumas das galerias do Museu de Arte Clássica, onde os participantes irão observar obras de arte previamente seleccionadas, ouvindo a sua história e contextualização no tempo, bem como sendo colocadas algumas questões quer de observação geral quer de evocação de sentimentos e emoções. Apesar das obras terem sido previamente seleccionadas, existirá sempre espaço para incluir outras ou excluir algumas, caso tal se proporcione no momento. 


Após a visita guiada de 1 hora, onde os participantes terão a oportunidade de se envolver em discussões sobre as diferentes obras de arte referente aos blocos temáticos, existirá ainda um espaço de 30 minutos dedicado à realização de Oficinas de Arte ou, então, a um momento de relaxamento e lazer. 

As Oficinas de Arte serão realizadas no Museu de Arte Clássica e, caso os utentes desejem participar, é-lhes oferecida a oportunidade de criar arte, favorecendo assim a expressividade através do desenho, pintura, artes plásticas, entre outras. 

No que concerne os momentos de relaxamento e lazer, estes terão lugar dos jardins da Fundação Calouste Gulbekian, que circundam o Museu de Arte Clássica, proporcionando um espaço calmo e apaziguante, com estímulos relacionados com a natureza (plantas, vegetação, lago, patos, entre outros). A decisão desta segunda parte da actividade, será tomada a cada sessão, dependendo dos participantes da mesma, da forma como se encontram e dos seus desejos. 

É igualmente importante ter em consideração que este é um “programa piloto”, pelo que poderão existir alterações ao desenrolar da actividade após as primeiras sessões, na tentativa de a adaptar da melhor forma às necessidades dos utentes. Desta forma, visamos melhorá-lo continuamente, para que no futuro se possa criar uma actividade especializada para pessoas com demência, oferecendo os maiores benefícios possíveis, contribuindo assim para a participação social e socialização, aumento da auto-estima e, em última análise, uma melhoria da qualidade de vida. 




Bulletin from the cause: ALZHEIMER PORTUGAL - Não Há Memória de Uma C@usa Assim