27 de setembro de 2012

Todas las mujeres libres de violencia





Exposición itinerante contra la violencia dirigida a la ciudadanía andaluza, tanto mujeres como hombres.

La inauguración del proyecto y de la exposición tendrá lugar el día 2 de octubre, a las 12,30 horas, en la Casa de la Cultura de Beas de Granada.
 
 
 
 

9 de octubre: ESTRENO en Málaga de la película EVELYN (una historia sobre la trata sexual)




World Tourism Day



Many people around celebrate the United Nations’ (UN) World Tourism Day, which is on September 27 each year. The day aims to foster awareness among the international community of the importance of tourism and its social, cultural, political and economic values. 

What do people do?

The United Nations’ World Tourism Organization (UNWTO) invites people worldwide to participate in World Tourism Day on September 27 every year.  The UNWTO Secretary-General annually sends out a message to the general public to mark the occasion. Many tourism enterprises and organizations, as well as government agencies with a special interest in tourism, celebrate the event with various special events and festivities.

Different types of competitions, such as photo competitions promoting tourism, as well as tourism award presentations in areas such as ecotourism, are held on World Tourism Day. Other activities include free entries, discounts or special offers for the general public to any site of tourism interest. Government and community leaders, as tourism business representatives, may make public announcements or offer special tours or fares to promote both their region and World Tourism Day on or around September 27.

Public life

The World Tourism Day is a UN observance and it is not a public holiday.

 Background

Tourism has experienced continued growth and deeper diversification to become one of the fastest growing economic sectors in the world. ‎Modern tourism is closely linked to development and includes more new destinations for tourists. These dynamics turned tourism into a key driver for socio-‎economic progress.‎ Tourism has become one of the major players in ‎international commerce, and represents at the same time one of the main income ‎sources for many developing countries.
The UNWTO decided in late September 1979 to institute World Tourism Day, which was first celebrated on September 27, 1980. September 27 was chosen as the date for World Tourism Day because that date coincided with an important milestone in world tourism: the anniversary of the adoption of the UNWTO Statutes on September 27, 1970.
The UNWTO believes that the date for World Tourism Day is appropriate because it comes at the end of the high tourist season in the northern hemisphere and the start of the tourist season in the southern hemisphere, when tourism is of topical interest to many people worldwide, particularly travelers and those working in the tourism sector. Each year has a different theme – for example, “Tourism – Celebrating Diversity” was designated as the theme for 2009, with Ghana as the event’s host country for that year.




Revista Números Rojos # 4




http://www.revistanumerosrojos.com/

25 de setembro de 2012

DOMINGOS PARA LA INFANCIA



DOMINGOS PARA LA INFANCIA

Así comienza la temporada de OTOÑO 
en Sala Encoarte_Alkimia 130:


ESTRENO EN PALENCIA de
“CASAS Y COSAS DE COLORES”
Con Mercedes y Patxi de la Compañía teatral PEZ LUNA TEATRO

2  PASES EL DOMINGO 30 de SEPTIEMBRE    
::::    
12.00 Y 18.00  horas

Un placer que lo difundas
Un placer que vengas a disfrutarlo
Un placer que apoyes ésta iniciativa cultural en Palencia




SALA ENCOARTE Alkimia130
Ctra. de Santander 112, vía de Servicio. PALENCIA
669896525

No dejes el futuro en sus manos - Cooperación solidaria ante la crisis del capitalismo global



La “Marca España” vista desde el extranjero



Principia Marsupia

O que é que se pode esperar deste anormal?




Mitt Romney não entende por que não se abrem as janelas dos aviões- vídeo | iOnline

Os professores - José Luís Peixoto



O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.

Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.

Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.

Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.

Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.


José Luís Peixoto, in revista Visão (Outubro, 2011)

MADRE TIERRA VI





Recuerda: Se trata de…

  • Celebrar una jornada de encuentro para poner en común algunas de nuestras señas de identidad.
  • Dedicar un tiempo a analizar los proble-mas más urgentes que nos afectan en estos momentos tan difíciles y plantearnos alterna-tivas.
  • Intercambiar algunas de las cosas que aún somos capaces de conservar como patrimonio propio.
  • Recordar algunos saberes tradicionales.
  • Seguir compartiendo ideas que mejoren nuestra interacción.
  • Compartir algunos alimentos elaborados como en otro tiempo se hacía. y, en resumen:
    • Sumar haceres y saberes en los que estemos presentes to-dos y todas “DE MAYOR A MENOR”

#25S OCUPA EL CONGRESO!


Fun for a better world!



En Futboling queremos que la mayor parte de la moneda que introduces en nuestra máquina vaya destinada a fines sociales.

Por ello, una vez deducido el IVA que hay que entregar a Hacienda, un tercio de tu moneda se donará a la ONG que selecciones cada vez que juegues una partida.
Inicialmente, atenderemos proyectos de las siguientes organizaciones: UNICEF, INTERMÓN OXFAM, FUNDACIÓN JOSEP CARRERAS CONTRA LA LEUCEMIA, CÁRITAS, FUNDACIÓN VENCER EL CANCER, INFANCIA SOLIDARIA, MANOS UNIDAS, FUNDACIÓN VICENTE FERRER, MEDICUS MUNDI y WWF ESPAÑA.

Otro tercio de la moneda (33%) se donará a la Fundación Fun for a better world
, una organización sin ánimo de lucro que se constituye para servir de motor de desarrollo profesional y personal a diferentes personas y colectivos con discapacidad física o psíquica y que pretende que estas personas puedan encontrar en las diferentes tareas de fabricación, mantenimiento y asistencia técnica de las máquinas Futboling un horizonte real de integración social.

El último tercio o 33% irá destinado al local donde se ubica el estadio
para lo que seleccionaremos emplazamientos que, al menos en una parte, puedan y quieran sumarse a la intención social de Futboling. Por ello vamos a arrancar en un grupo de Universidades españolas a cuyos rectores propondremos que, una vez descontada la factura del alquiler del espacio físico que ocupe la máquina, destinen el resto de este ingreso a becas, biblioteca o adquisición de material didáctico. 


Festival Semibreve 2012 - Braga




2011 assinalou o nascimento do Festival Semibreve, um evento focado no universo da arte digital e da música eletrónica. Durante quatro dias foi possível assistir a espetáculos de alguns dos artistas mais relevantes da atualidade no domínio da música eletrónica, bem como conhecer alguma da produção científica no campo das artes digitais produzida pela Universidade do Minho.

A segunda edição do Festival Semibreve decorrerá em Braga e Guimarães, de 2 a 6 de Outubro de 2012, integrada nos programas da Capital Europeia da Juventude e da Capital Europeia da Cultura 2012. Pretende assumir-se como um evento agregador das duas capitais europeias de 2012, aliando a componente da inovação, investigação e tecnologia ao domínio da cultura e das artes.

O Theatro Circo, em Braga, e o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães albergarão concertos, instalações, workshops e uma mostra de trabalhos produzidos pelo Centro de Computação Gráfica e pelo Departamento de Sistemas da Informação da Universidade do Minho.


Para saber mais:


Facebook




 

22 de setembro de 2012

Queres ajuda, Maria?



Vi chegar a Maria numa tarde de Outono, quando o Sol já se despedia, calcorreando a aldeia, como o sorriso de um gaiato que se esconde em cada esquina, antes de desaparecer atrás do monte, para lá dos pinheiros da Tia Eulália. Chegou com roupas de Verão, indiferente ao frio que, de imediato, se levanta de cada pedra do chão, quando o Sol se vai. Esse frio que percorre as paredes das casas e as veias desta gente que o recebe como um pequeno sobressalto na sua letargia permanente. Como se dele dependesse para abandonar a rua e voltar a casa, ao seu mundo impenetrável, só aparentemente...

A Maria não veio só. Parecia ter uma criança nas costas, agarrada com um trapo, mas não a consegui ver. Juro que era uma criança! E nas mãos levava uma mochila pequena e uma mala grande, com rodas. Quê? Não me viu. Já te disse que não, a Maria, digo, a Maria não me viu. Não, não a fui ajudar. Para quê? Não sei, se calhar já nem me conhece.

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Já sabes quem é que chegou ontem, Zé? Pois foi, quem é que te contou? O meu sobrinho Pedro viu-a chegar ao fim da tarde. E disse que está gorda. Grávida? Isso não sei, só me disse que estava gorda e que vinha com uma criança agarrada às costas. Não se falaram, ele diz que ela não o viu, mas já sabes como é o meu sobrinho, sempre tão "conas" para falar com as mulheres. Só espero que não me saia como o filho da Ti Júlia, pobre desgraçada! Se fosse meu, tinha-lhe dado um enxerto de porrada antes de o mandar para fora de casa.
Sim, estudaram juntos na primeira classe, devem ter a mesma idade, já nem sei. Mas, depois ele repetiu o ano. Diz que ela não o viu e ele não a quis estar a incomodar, já sabes como é o meu sobrinho, sempre tão prudente...
Em Outubro sê prudente: por onde sopra o vento, vai atrás o teu dente!

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E não foi a casa da madrinha? Se calhar, já nem se lembra que tem uma madrinha. Com tanto que esta desgraçada ajudou os pais dela, coitada!
Não importa, devia ter ido ver a madrinha, que ainda não era tarde e a velhota não devia estar deitada a essa hora. Ainda por cima, à terça-feira, a mulher vai jogar com as amigas e volta sempre por volta das dez, que eu bem a ouço a subir a rua com a bengala.
Pois, está bem. Isso ela não sabe, claro. Se não andasse lá por não-sei-onde há tantos anos, se calhar agora sabia que a madrinha joga às cartas todas as terças-feiras. Esta gente de agora não quer saber dos velhotes para nada, só querem é o dinheiro. Se calhar, é isso que vem cá fazer ao fim de tantos anos.
Não digo isso, o quê? Tu é que estás mal da cabeça, pá! Então não foi isso que aconteceu à outra velhota, a Dona Manuela. Lembras-te daquele neto dela? Apareceu aqui num dia, vindo sabe-se lá de onde, e limpou tudo o que a mulher tinha. Coitada! E nunca mais se soube nada desse sacana. Nem veio ao funeral da velha, esse bandido! Se fosse comigo, tinha-lhe partido a tromba, mas eu não sou de me meter em assuntos que não me digam respeito, não sou dessas coisas.
Já sabes, dinheiro e santidade, depende da vontade!

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Bom dia vizinha! Cá vamos, sabe como é. É da idade. Não perdoa!
Quem? A IDADE, vizinha! A cidade não, A IDADE!
Fui buscar a receita no outro dia e sabe quem é que eu encontrei, vizinha?
Essa, a nova. Nova, nova já não é.
Parece que os anos não passaram por ela, deve ser dos ares lá desses sítios por onde andou. Está jeitosa, a moça!
Sim, também a vi mais gorda. Mas, muito jeitosa! Até me cumprimentou, filha!
É verdade, vizinha, eu também o vi. É pretinho, coitadinho. Levava-o ao Doutor Sampaio para lhe ver a garganta.
Parece que sim, queixou-se do frio. Já sabe, nesses sítios têm Verão o ano inteiro. Deus lhes perdoe!
A criança nem falava, devia estar a arder de febre, o desgraçado! Ouvia-a chamar-lhe Ismael. Bonito nome!
Ó vizinha, não diga isso, então não é melhor estar aqui na nossa terrinha? Sabe Deus o que nos pode acontecer lá por esses sítios. Já me basta com a minha filha Carla. Deus me perdoe, nem gosto de falar nisso vizinha, isto é uma dor que trago no peito todos os dias. Onde é que já se viu? Divorciada, sozinha a cuidar de dois filhos! Com aquele moço aqui da terra que era tão bom rapaz. Até me dá vergonha cumprimentar os meus compadres!
Sim, vizinha. Mas, para mim, serão sempre os meus compadres. Que só a morte nos separa, como a mim e ao meu João, que Deus o tenha bem guardadinho.
Santos da Terra não fazem compadres.
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Estou? Estou? Carlos? Vai lá chamar a tua mãe, filho! Sim, meu Amor, a avó está melhor, minha riqueza. Já chegarás à minha idade, se Deus quiser. Tens tomado o xarope que a avó te enviou com o Senhor Mário? Ai meu sacaninha, vai lá tomar duas colheres e chama a tua mãe, anda! Um beijo, minha ternura! E, porta-te bem!
Está feito um homem, filha! Não digas isso, filha, que há coisas piores na vida.
Estou melhor, filha. Estou melhor... Não te preocupes, filha.
Quando vires o Senhor Mário, pede-lhe que me traga aquelas sementes como da outra vez. Sim, se o vires... Está bem, filha. Se não, já lhe peço à Matilde que também sabe quais são.
Ó filha, não digas isso, eu estou bem aqui. Já sabes que não gosto de deixar aqui a casa abandonada. Nunca se sabe!
Também já te contaram? Quem? A tua prima Odete? Sim, essa sabe sempre tudo. Eu nem sou de contar a vida dos outros, mas é que não se fala de outra coisa, filha!
As notícias correm depressa, mais depressa que a Morte, filha!
Parece que sim, o garoto é adoptado ou lá como se diz. Trouxe-o de África, lá da terra dos pretos, coitadinho.
Já sei, filha. Não tem a culpa, coitadinho! Mas, já sabes como é a gente. E as outras crianças não param de lhe chamar torrado. Torrado para aqui, torrado para acolá. Sim, são más. As crianças são muito más entre elas. Só a Margarida, a filha do António e da tua prima Cristina, é que fala com ele, coitadinho!
Ela nem sai muito de casa, ainda só a vi lá no posto médico. E, de vez em quando, vejo-a subir com a bicicleta. Onde é que já se viu? Com estas ruas, anda sempre com a bicicleta para cima e para baixo. Até leva as compras na bicicleta!
Sim, assim faz exercício, que está gorda, isso dizem! E sem marido...
Quem não tem marido, só tem umbigo.

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Cajó, vem, vem! Olha a gaja da bicicleta, grandes mamas que a gaja tem! Enfiava-o todo entre aquelas mamas!
Vai-te lixar! Queres ver? Tu é o que precisas da lupa, paneleiro!
Sim, está gorda, nem se vê o selim debaixo do cu dela.
É isso, se calhar nem tem selim, prefere outra coisa! Por isso, anda sempre com a bicicleta para cima e para baixo.
É isso, deve ser de ter levado tanto dos pretos. O meu avô que esteve por lá na guerra diz que a têm assim... Assim, pá!
Foda-se, não exagero!? O meu avô é que diz, que esteve lá e viu.
Como é que achas que apareceu o torrado?
Isso diz ela, pá! Achas mesmo que o gajo é adoptado, até é mais clarito, tem a cara dela, porra! Deve ser filho dela, foda-se. Grande vaca! Ou, se calhar, é como a Carla, a fufa que deixou o marido.
Isso não sei, nem quero saber, que eu cá não me chego ao pé deles. O meu avô diz que estão cheios de doenças e que são uns ladrões, piores que os ciganos! Tens que avisar a Margarida, lá na Escola!
Pais galegos, filhos pretos ladrões.

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Boa tarde, Senhor Padre! Boa tarde!
Espere, já sei que não tem tempo...
Mas, tem que saber... a fulana... espere, homem, desculpe, Senhor Padre, por favor!
Já sei que tem nome, coitadinhos dos pais que o puseram... Que Deus Nosso Senhor os guarde em Paz!
Pois, se não quer saber, já nos encarregamos nós de falar com algum superior seu!
Que não vale a pena?
Então, mas não vê que isto é uma vergonha para a terra!?
Eu não, mas aqui a Dona Ermelinda e a Ti São viram-nos várias vezes. Na outra semana, foi o Jorginho que entrou... E agora, parece que anda metida com o marido da Senhora Juliana, coitadinha, que está tão doentinha e nem pode sair de casa.
Mas, como é que não lhe importa? Que estamos mal informadas? Onde é que isto já se viu? Não leva aqui nem dois anos e não se fala de outra coisa. Eu é que não vou ficar quieta à espera que esta puta venha a minha casa roubar-me o homem. Pode estar velho e careca, mas é meu! É uma sem-vergonha, devia voltar para a terra de onde veio, sem-vergonha! Lá é que estava bem, rodeada de tanta imundice.
Estes padres de agora! Se calhar, também está interessado, Deus me perdoe...
De médico, padre e advogado, as putas recebem bocado.

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Se não há mais perguntas, quero agradecer a todos a vossa presença nesta assembleia e dou por terminada a sessão. Muito obrigado!
Ah, outra coisa, aqui a Sara vai redactar a acta da assembleia e podem vir aqui consultá-la à Junta... Quê? A partir de segunda-feira, Sara? Obrigado, Sara!
Pronto, se não há mais... Sim? Joaquim?
Diga lá, homem!
Mas, se não o diz, não podemos saber se é assunto ou não para trazer aqui à assembleia. De quem?
Desembuche, homem!
Vamos lá ver, vamos ter calma. Deixem o Joaquim falar, que foi ele que começou!
Se falam todos ao mesmo tempo, acabou-se já aqui a reunião. Vamos lá, que eu tenho pressa, tenho ainda muito que fazer, que por isso sou eu o Presidente!
Mas, o que é que me está a contar? Mas, isso é tema para se discutir aqui na Junta? Vamos lá ver, não admito que me fale assim nesses termos. Vamos lá ver, um de cada vez... A vida privada dessa senhora não me diz respeito, nem é assunto de uma Assembleia da Junta! Mas, onde é que isto já se viu?
Mas, o que é que está a dizer? Tenha um pouco mais de respeito, se faz favor! Cuidado com o vocabulário, que isto aqui não é a rua! Já lhe disse, não é assunto para se discutir aqui. A senhora está no direito dela de ver quem quiser, isso são tudo assuntos de alcovas, que não são para aqui chamados, por amor de Deus!
COPULANTE!? Não, homem! Essa é boa... COOPERANTE... em África, até apareceu na televisão, não se lembram? Já sei que não vêem essas coisas, mas deviam ver.
Já lhe disse, não posso fazer nada. Não me diz respeito, nem tenho autoridade para essas coisas. A casa é dos pais dela, foi herdada, e ela está no direito de ali viver, ou onde quer que lhe apeteça. Ora essa, era o que mais faltava! E não serei eu, nem vocês, ouçam-me bem... que a vão mandar de aqui para fora! Não quero passar por essa vergonha. Queremos aqui gente nova, com ideias, porra! Desculpem... com ideias!
Terminou, quero-vos todos daqui para fora. Sara, isto não ponhas isto na acta!
Não, mulher, toda esta conversa que tivemos aqui sobre a… Sim, essa! Espere, o que eu disse sobre as ideias, sim!
Bom político, pouco tostão...


.....................

Bom dia!
Bom dia! Sim? Posso entrar? Venho trazer uma encomenda e recolher uma outra aqui nesta aldeia. Na mesma casa. Ando à procura da Senhora... Sim, essa, exactamente, como sabe?
É verdade, já não é a primeira vez, mas das outras vezes vinha um colega meu e eu ainda não sei onde vive, é a primeira vez que cá estou.
Ah, obrigado, mas não é necessário. Se é aqui perto, eu dou com a casa e não preciso ajuda, que para isto me pagam. Obrigado, na mesma.
Ou seja, viro na próxima à direita e meto-me pela ruela que está por trás da mercearia. Obrigado... Sim... Já estou a ver, obrigado! Não se preocupe, obrigado! Cuidado!? Então, mas porquê?
Não, minha senhora, não a conheço! Sou só quem distribui as encomendas da empresa.
Não, minha senhora, não a conheço... Desculpe? Não, não sei o que é e... se soubesse, não lhe poderia dizer nada... Nada, não quis dizer isso, desculpe! Não sei se é hippie, minha senhora! Tenho pressa, que tenho que entregar mais encomendas aqui pela zona, antes de voltar à cidade.
Não, minha senhora, nós só transportamos as encomendas, não sabemos o que está dentro. Não, minha senhora... Asseguro-lhe que não transportamos essas coisas!
Desculpe, tenho que ir!
Raio da velha, eu quero lá saber se esta fulana se droga! Drogada anda a velha!
Pouco a pouco fia a velha o troco...

.....................

É outra vez numa tarde de Outono que a vejo. Desta vez, com o filho pela mão e uma série de malas e caixas que aguardam a sua vez para serem enfiadas na bagageira do velho Panda 4x4 que a trouxe há cinco anos. Sei que se vai, desta vez para sempre. Conseguiu vender a casa a uns alemães que querem montar um turismo rural ou coisa parecida. Nestes anos, fomos íntimos amigos, como agora se diz. Fui várias vezes a sua casa. Mas, juro por Deus, que só fui lá conversar, jantar, passar o tempo. Contou-me como era a vida em África e noutros sítios por onde andou. E o catraio dela, como delirava com as estórias que a sua mãe contava! Punham-se-lhe os olhos brilhantes. E a mim também... Eu chamava-a “coleccionadora de estórias”, porque tinha sempre umas quantas, todas diferentes, que me contava, acompanhadas de uns doces maravilhosos, que ela própria fazia e vendia desde casa por internet e também para uma loja gourmet lá da cidade, dizia-me ela. E pedia-me que lhe contasse estórias da aldeia e eu contava o que sabia, como era a vida presente, como tinha mudado. Ela dizia que não tinha mudado assim tanto, mas eu não percebia. Eu insistia que agora tínhamos até rotundas, não-sei-quantos canais de televisão e até internet. Também lhe contava o que diziam dela por toda a aldeia. E ela dizia-me que não se importava com essas coisas. Que o único que lhe importava é que não tratassem mal o Ismael e que ele fosse feliz. O resto, dizia-me ela, são coisas sem importância, em comparação com tudo o que viu nos anos em que foi cooperante. E até me dizia que lhe chamasse “coleccionadora de homens”, e não de estórias, que assim as mulheres andariam mais arranjadas e preocupadas consigo próprias. E os homens, andariam de sorriso de orelha a orelha, porque poderiam inventar as suas façanhas com a Maria, para dar inveja aos amigos. Seria bom para toda a aldeia, afinal! Mais importante que criar projectos para atrair os “novos rurais”, os deserdados das cidades falidas, os líricos do decrescimento; mais importante que o ecoturismo ou o turismo rural e afins; mais importante que estar no mapa, inclusivé! Ah, como se divertia, quando me dizia estas coisas. Ainda por cima, parece que se entretinha a escrever. Escrevia contos para se alimentar e manter-se sã, dizia-me. E, também os punha na internet. E eu não entendia porquê, se os contos só servem para contar. 
Se calhar, a Vida é afinal esse conto onde cada qual (se) acrescenta (n)um ponto...
Queres ajuda, Maria?

Por Vasco Coelho

Pires supporte Benfica...



‎"Pourquoi?"!? Mais, monsieur "journaliste", t'es bête ou quoi? "Pourquoi?" C'est n'importe quoi...



21 de setembro de 2012

Alzheimer Café - Lisboa

Alzheimer Café - Lisboa
Um Espaço de Partilha de Vivências
21 de Setembro de 2012
16:30h - 19:00h
Sede Lisboa

O Alzheimer Café é um espaço onde as pessoas com demência, os seus familiares e cuidadores se podem reunir para uma partilha única de vivências, informações e apoio.

INSCRIÇÕES (Participação Gratuita)
Por email: informacao@alzheimerportugal.org
Por telefone: 213 610 460 / 967 220 658
Limitado a 30 participantes

O Alzheimer Café terá lugar na Sede da Alzheimer Portugal:
Av. Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3
Quinta do Loureiro - 1300-125 Lisboa
Alzheimer Café - Lisboa
ampliar imagem
ALZHEIMER CAFÉ - Um Espaço de Partilha de Vivências
O Alzheimer Café é um espaço relaxante e descontraído, onde as pessoas com demência, os seus familiares e cuidadores se podem reunir para uma partilha única de vivências, informações e apoio. Um espaço onde as pessoas podem trocar experiências com outros que se encontram nas mesmas situações e falar sobre variados assuntos relacionados com a Demência.
O Alzheimer Café é, assim, uma plataforma para apoio, informação, capacitação e inclusão.

Objectivos do Alzheimer Café:
• Promover o contacto informal entre cuidadores de pessoas com Demência;
• Promover um espaço relaxante e informal para que pessoas com Demência e seus cuidadores possam partilhar experiências com outras pessoas na mesma situação;
• Promover um espaço de partilha de informações e esclarecimento de dúvidas
• Reduzir o estigma e preconceito existente em torno da Doença de Alzheimer e outras Demências.

INSCRIÇÕES
Por email: informacao@alzheimerportugal.org
Por telefone: 213 610 460 / 967 220 658
Limitado a 30 participantes

O Alzheimer Café terá lugar na Sede da Alzheimer Portugal:
Av. Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3
Quinta do Loureiro - 1300-125 Lisboa

20 de setembro de 2012

John Perkins. “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram”

iOnline

Novos talentos FNAC Literartura






Exibição do documentário "Kilombos" (25 de Setembro de 2012)





A Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) convidam para a exibição do documentário “Kilombos” a realizar no dia 25 de Setembro pelas 18 horas no Auditório da CPLP, Palácio Conde de Penafiel, Rua de S. Mamede (ao Caldas), nº 21, 1100 - 533 Lisboa.

O documentário “Kilombos”, do realizador Paulo Nuno Vicente, transporta-nos pela memória oral das raízes africanas das comunidades quilombolas, cruzando-as com o território das suas manifestações culturais contemporâneas.
     
A projecção será seguida de um debate que contará com a participação de Paulo Nuno Vicente, jornalista e realizador, Hermínia Ribeiro, Coordenadora do IMVF para o projecto “O Percurso dos Quilombos”, Diana Andringa, membro do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, jornalista e realizadora, e um representante da CPLP. Será moderado por Júlia Galvão Alhinho, Responsável pela Comunicação para Portugal do UNRIC.

A entrada é livre. Contudo, devido ao número limitado de lugares, agradecemos que se inscreva enviando um e-mail com o nome do filme e o seu nome para: info@plataformaongd.pt

Esta é a quarta sessão do Ciclo de Cinema “Direitos e Desenvolvimento”, desenvolvido em articulação com a iniciativa Cine-ONU realizada pelo UNRIC em Bruxelas e com o apoio da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Para mais informações, poderá contactar-nos através do e-mail info@plataformaongd.pt

Para saber un poco más sobre Pobreza, Cooperación al Desarrollo, ONGD, recortes, etc...


Informes / Planes

Informe ONGD España 2011











Artículos







18 de setembro de 2012

¡Adiós, Camarada!




Santiago, tu has sido uno de los Grandes, un político distintos a todos los demás. Tu ejemplo de resistencia nos hace mucha falta en estos momentos en que todo vuelve atrás...





"(...) Más tarde, a medida que la guerra del 36-39 fue pasando a la categoría de acontecimiento histórico, trágico, pero, pasado ya, cuando la necesidad de rehacer el país y superar aquella tragedia nos condujo a pensar la política de reconciliación nacional, los comunistas explicamos públicamente que las diferencias sobre la forma de gobierno no debían ser obstáculo para esa reconciliación; que lo decisivo era obtener, con el consenso más amplio, un sistema de libertades democráticas, lo decisivo era la democracia, y que una vez instaurada ésta sería llegado el momento de decidir, sin dramas ni rupturas, la cuestión de la forma de gobierno. (...)"

(Discurso de Santiago Carrillo, en la Comisión Constitucional, 4 de julio de 1978.), in "Carrillo, Santiago: La difícil reconciliación de los españoles - De la dictadura a la democracia" (2011)







 

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17 de setembro de 2012

"¿Donde está la pasta?", o el porque y como de la fuga de capitales en España


ESPAÑA: El último que cierre la puerta...

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