27 de fevereiro de 2013

Impressionante!

Oxfam acusa a las multinacionales del chocolate de empeorar la situación en zonas empobrecidas...


eldiario.es

Morreu Stéphane Hessel...



Diplomata, ex-combatente da Resistência, colaborador de DeGaulle, nasceu em Berlim mas tinha nacionalidade francesa. Morreu aos 95 anos, durante a noite.


 Stéphane Hessel teve uma vida recheada e foi quase no fim dela que se tornou um fenómeno editorial, graças ao livro "Indignai-vos!". A obra, lançada em 2010 e editada em Portugal em 2011 pela Objectiva, foi adoptada pelo chamado movimento dos indignados, que se fez ouvir em muitas ruas do planeta, sobretudo em países do Ocidente, onde o capitalismo financeiro entrou em crise.

Foi a viúva Christiane Hessel-Chabry quem anunciou “a morte durante a noite”, escreve a AFP, que lembra o homem de esquerda e europeísta convicto. Hessel nasceu em Berlim em 1917 de uma família de descendência judaica e naturalizou-se francês 20 anos depois, para durante a II Guerra Mundial se juntar ao general Charles de Gaulle e à Resistência contra a ocupação nazi da França.

É depois preso pela Gestapo (polícia política alemã) e enviado para os campos de concentração de Buchenwald e Dora, escapa por pouco à execução, e consegue fugir na transferência para o campo de Bergen-Belsen. Depois do fim da guerra, inicia a sua carreira de diplomata junto Quai d'Orsay em França, deixando na sua actividade a marca muito pessoal de um humanista e defensor das causas humanitários e dos direitos humanos. É essa sua tendência e o contacto com essa realidade que o leva a um envolvimento político, escreve o jornal Figaro.

O Le Monde chama-lhe o “cavalheiro indignado” e pede aos leitores que digam o que, para eles, fica da vida e da obra de Stéphane Hessel. E num artigo de 2011 refere-se ao diplomata e escritor como “o indignado mundializado” que, na altura, com 93 anos, mantinha uma agenda digna de um chefe de Estado, tal era a frequência com que era convidado para grandes eventos, conferências e sessões de lançamento do seu livro Indignai-vos! pelo mundo fora.

Em 1997, já tinha publicado a sua autobiografia Danse avec le siècle (Seuil) na qual retratava a existência de uma criança do século XX, lembra o Figaro, para quem Hessel foi “um homem empenhado até ao fim e que cultivou o optimismo no homem onde outros teriam sucumbido ao cinismo”. Em 2010, Indignai-vos!, prefaciado por Mário Soares, transformou-se num manifesto à escala global.

"A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar", escreveu Hessel, que morreu em Paris, segundo anunciou a viúva, nesta quarta-feira. Numa entrevista concedida ao PÚBLICO em Maio de 2011, Hessel avaliava os riscos desse movimento de indignados que adoptou o livro dele como uma referência, livro que vendeu 3,5 milhões de cópias em todo o mundo.
"Acredito que há um risco, que é o de que as pessoas se indignem, protestem e depois tudo continue na mesma. É preciso que a indignação dê lugar a um comprometimento conjunto." Disse também que acreditava na política, mostrando-se "convencido de que é preciso acreditar para não nos deixarmos desencorajar".

Com Mário Soares que, segundo Hessel, "teve a grande gentileza de escrever o prefácio", de certo modo, se identificava: "Tanto ele como eu estamos à procura de qualquer coisa a que chamamos inventividade política", disse na mesma entrevista ao PÚBLICO. "Não queremos descansar em conceitos já muito usados, como democracia e socialismo, que nos são caros. É preciso interpretar isso à luz do que vem acontecendo nos últimos dez anos no mundo, em que há uma forte dominação por parte do capital, sem regulação, da alta finança económica, que é algo bem diferente da economia e do mercado."

Público.pt

22 de fevereiro de 2013

Auto do Relvas





Adaptação do «Auto da Barca do Inferno», de Gil Vicente, feita por Gonçalo, Carolina e Filipe, alunos de 42 anos (14 cada um) da Escola EB23 Dra. Maria Alice Gouveia, de Coimbra, numa aula de Português, que teve direito a uma publicação na biblioteca digital da escola e que merece ser partilhada:


Vem Miguel Relvas conduzindo aos zigue zagues o seu Mercedes banhado a ouro e sai do carro com o seu diploma na mão. Chegando ao batel infernal, diz:
RELVAS – Hou da barca!
DIABO – Ó poderoso Doutor Relvas, que forma é essa de conduzir?
RELVAS – Tirei a carta de scooter e deram-me equivalência. Esta barca onde vai hora?
DIABO – Pera um sítio onde não há contribuintes para roubar!
RELVAS – Pois olha, não sei do que falais… Quantas aulas eu ouvi, nom me hão elas de prestar?
DIABO – Ha Ha Ha. Oh estudioso sandeu, achas-te digno de um diploma comprado nos chineses ao fim de três aulas?
RELVAS – Um senhor de tal marca não há-de merecer este diploma?
DIABO – Senhores doutores como tu, tenho eu cá muitos.
Miguel Relvas, indignado com a conversa, dirige-se ao batel divinal.
RELVAS – Oh meu santo salvador, que barca tão bela, porque nom eu dir eu nela?
ANJO – Esta barca pertence ao Céu, nom a irás privatizar!
RELVAS – Tanto eu estudei, que nesta barca eu entrarei.
ANJO – Tu aqui não entrarás, contribuintes cortaste, dinheiro roubaste e um curso mal tiraste.
Relvas, sem alternativa, volta à barca do Diabo.
RELVAS – Pois vejo que não tenho alternativa. Nesta barca eu irei…Tanto roubei, tanto cortei, não cuidei que para o inferno fosse.
DIABO – Bem-vindo ao teu lar, muitos da tua laia já cá tenho e muitos mais virão. Entra, entra, ó poderoso senhor doutor magistrado Relvas.
Pegarás num remo e remarás com a força e vontade com que roubaste aos que afincadamente trabalharam.

22 Muestra de Cine Internacional de Palencia




Toda la información aquí: http://www.muestradecine.net/

21 de fevereiro de 2013

Contra la corrupción, los recortes y por una verdadera democracia




23 F: Contra la corrupción, los recortes y por una verdadera democracia
 
Ecologistas Ecologistas en Acción Palencia participará en la convocatoria del 23 de febrero
 
La presión de los mercados financieros, la deuda ilegítima creada por el propio sistema financiero especulativo y las brutales políticas de ajuste dirigidas contra los más vulnerables, junto con la corrupción y la pérdida de legitimidad de las instituciones, están causando en nuestro país la mayor crisis de la democracia en las últimas décadas.
 
El creciente desempleo, el ataque a los derechos laborales, sociales y al medio ambiente, nos hará confluir en las calles defendiendo nuestros derechos.
 
Una sociedad justa y viable sólo será posible si la ciudadanía se une para defender sus derechos por encima de los mercados. Exigimos una política honesta y justicia social por encima de los intereses de las élites financieras.
 
En 1981, tras el golpe militar, la ciudadanía se manifestó masivamente en defensa de la Libertad y la Democracia. Ahora, 32 años después, llamamos a toda la ciudadanía, asambleas, organizaciones y colectivos a confluir en una manifestación pacífica que recorrerá Palencia el próximo sábado 23 de febrero a las 18:00 desde el Salón a la Plaza Mayor.
 
¡NO A LA PERDIDA DE DERECHOS! ¡NO A LA CORRUPCION!
 
¡SI A UNA SOCIEDAD JUSTA Y VIABLE EN ARMONIA CON LA NATURALEZA!
 
 
 
 

19 de fevereiro de 2013

Exibição do filme "Crianças da Amazónia" (1 de Março no Porto)





A Plataforma Portuguesa das ONGD, o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) e o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto ( ISPUP) têm o prazer de o/a convidar para a exibição do filme “Crianças da Amazónia”, no dia 1 de Março de 2013 pelas 17 horas, no Auditório do ISPUP - Rua das Taipas, nº 135, Porto.

“Crianças da Amazónia” conta a estória do que aconteceu na vida da maior floresta do planeta quando a estrada cortou as terras. Ajuda-nos a entender a relação estreita que existe entre todos nós, a floresta Amazónia e os povos que a habitam. Todos nós somos Crianças da Amazónia, pois respiramos o mesmo ar, caminhamos no mesmo planeta e, apesar de ainda não termos compreendido totalmente, partilhamos o mesmo destino.

A projecção será seguida de um debate que contará com a participação da realizadora, Denise Zmekhol.

Pode ver o trailer do filme aqui.

A entrada é livre. Agradecemos no entanto que se inscreva, enviando um e-mail com o nome do filme e o seu nome para: childrenofamazon@gmail.com.

18 de fevereiro de 2013

Curso Área Cooperación al Desarrollo - Participación e Incidencia


Estas son las fechas definitivas para el curso "Desarrollo y Ciudadanía: participación e incidencia para la transformación social":

El curso son 5 sesiones presenciales más los trabajos online en el Campus Virtual.

campus Soria:
- fecha límite inscripcion: 18 de febrero
- fecha inicio clases presenciales: jueves 21 de febrero, 16.30, Seminario 5 Campus Duques de Soria
https://formacion.funge.uva.es/cursos/desarrollo-y-ciudadania-global-campus-segovia/

campus Segovia:
- fecha limite inscripcion: 20 de febrero
- fecha inicio clases presenciales: lunes 25 de febrero, 16.30, Campus María Zambrano
https://formacion.funge.uva.es/cursos/desarrollo-y-ciudadania-global-campus-segovia/

campus Valladolid:
- fecha límite inscripcion: 25 de febrero
- fecha inicio clases presenciales: jueves 28 de febrero, 16.30. UVasociaciones.
https://formacion.funge.uva.es/cursos/desarrollo-y-ciudadania-global-campus-valladolid/

campus Palencia:
- fecha limite inscripcion: 28 de febrero
- fecha inicio clases presenciales: lunes 4 de marzo, 16.30h, aulario La Yutera.
https://formacion.funge.uva.es/cursos/desarrollo-y-ciudadania-global-campus-palencia/

Programa:
  • Bloque 1: Punto de partida: Nuestra visión de la realidad del mundo.
  • Bloque 2: Herramientas para el análisis de realidad global y local.
  • Bloque 3: Participación y organización social
  • Bloque 4: Experiencias cercanas de acción e incidencia
  • Bloque 5: Educación para el desarrollo: una educación para el cambio


Matrícula: 40 euros
Reconocido con un mínimo de 2 ECTS.

Candela Peña: "He visto morir a mi padre en un hospital público sin mantas ni agua"






 
"Blancanieves", Mejor Película en los Goya 2013

Boa semana!


Monica Belluci

15 de fevereiro de 2013

HUMAN RIGHTS WATCH - WORLD REPORT 2013



This 23rd annual World Report summarizes human rights conditions in more than 90 countries and territories worldwide in 2012. It reflects extensive investigative work that Human Rights Watch staff has undertaken during the year, often in close partnership with domestic human rights activists. 

Os meus livros de Janeiro/Fevereiro de 2013


Branko Milanovic: "Ter ou não Ter

 

 José Luís Peixoto: "Abraço"

 

 Rita Garcia: "Os Que Vieram de África"

 

V Jornadas Estatales de Acción Humanitaria


iecah. Instituto de Estudios sobre Conflictos y Acción Humanitaria



 

13 de fevereiro de 2013

Exibição do filme "The Light Bulb Conspiracy - A conspiração da lâmpada" (21 de Fevereiro)





A Plataforma Portuguesa das ONGD e o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) têm o prazer de o/a convidar para a exibição do filme “The Light Bulb Conspiracy - A conspiração da lâmpada”, da realizadora Cosima Dannoritzer, no dia 21 de Fevereiro pelas 18 horas, no Auditório da CPLP, Palácio Conde de Penafiel, Rua de S. Mamede (ao Caldas), nº 21, Lisboa. Veja a localização aqui.

O filme será o pretexto para um debate sobre o tema da Justiça Social cujo Dia Mundial se comemora a 20 de Fevereiro.

Sinopse: Antigamente, os produtos eram feitos para durar, mas na década de 1920 surgiu o conceito da Obsolescência Programada, a par do aparecimento de um cartel mundial que visava reduzir o tempo de vida da lâmpada incandescente. Este conceito viria a mudar para sempre a nossa forma de consumirmos. A sociedade do crescimento floresceu, toda gente tinha tudo, o lixo foi-se acumulando (de preferência longe, em lixeiras ilegais nos países em desenvolvimento), até que os consumidores começaram a revoltar-se...

Pode ver o trailer do filme aqui.

A entrada é livre. Agradecemos no entanto que se inscreva, enviando um e-mail com o nome do filme e o seu nome para: info@plataformaongd.pt.

O Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento” é uma iniciativa conjunta Plataforma Portuguesa das ONGD e UNRIC. Tem desde Setembro de 2012 o apoio da CPLP. Para mais informações, poderá contactar-nos através do e-mail cesar.neto@plataformaongd.pt  

12 de fevereiro de 2013

Só não se fala de sementes transgénicas, de uma ainda maior dependência dos agricultores do Sul, etc...

Carlos Slim e Bill Gates anunciam projecto comum para reduzir fome | iOnline

Serviço de música Spotify chega a Portugal...



Finalmente, poderei aceder à minha conta de Spotify em Portugal! 

Como é possível não terem apostado em Portugal ao mesmo tempo que Espanha, que até tem pior acesso à net?
 


Raio atinge cúpula de São Pedro horas depois de Bento XVI renunciar...



Sobre a renúncia de Bento XVI, Angelo Sodano falou de um "trovão em céu sereno", o que viria a acontecer horas depois.


O antigo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Angelo Sodano, classificou a renúncia de Bento XVI como um "trovão em céu sereno" e a meteorologia deu razão ao decano do Colégio Cardinalício quando, no final do dia de segunda-feira, dia em que se soube que o Papa ia renunciar, um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro.

As imagens foram captadas pelo repórter fotográfico Alessandro Di Meo, da agência noticiosa italiana Ansa, que registou o momento em que o raio caiu.

El cambio...


11 de fevereiro de 2013

“Babel” venceu Grammy para melhor álbum de 2012

iOnline

¿Son los banqueros criminales?


La apertura de la Comisión de Economía del Congreso para debatir la nueva proposición de Ley “anti-desahucios” del PP en la que intervino la representante de la Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH), ha servido como catalizador de varias posturas públicas sobre el drama de los desahucios y un debate acerca de cuál es el lenguaje correcto para abordar el tema.

Que la portavoz de la PAH tildara de criminales a los responsables de las entidades financieras desató una polémica. Y no porque supusiera algo nuevo, pues así es como se viene llamando a políticos y  banqueros en las calles durante estos últimos años. Pero que Ada Colau lo dijera en el honorable Congreso parece que ofendió a más de uno, seguramente al sentirse señalados con el dedo acusador.

Pero lo que dijo la representante de la PAH, también es algo que se viene debatiendo desde hace unos años en algunos círculos académicos. Desde algunas ciencias dedicadas al estudio de la desviación como la criminología y la sociología jurídico-penal, se viene analizando lo que se denomina como crímenes estatal-corporativos para explicar ciertos fenómenos como los producidos por la crisis financiera. Esta categorización, que busca estudiar las complejas relaciones entre poder político y corporativo y la producción de crímenes, ha sido fruto de la necesidad de ampliar la estrecha mirada que las ciencias penales, centradas en la delincuencia común, había venido desarrollando hasta ahora, siendo incapaces de explicar los grandes procesos de victimización que se producen en nuestras sociedades.

Por otro lado, la restricción legalista de las definiciones aferradas al Código Penal, ha sido reemplazada en estos estudios por la perspectiva de lo que en los ámbitos anglosajones se viene denominando como social harm, es decir, el estudio de aquellas situaciones, decisiones políticas o medidas que generan un grave perjuicio o daño social.

Así pues, lo que se está  viviendo en el Estado español es un proceso de grave dañosidad social: varios cientos de miles familias han sido despojadas de sus casas y algunas decenas de personas han terminado quitándose la vida. La última, un activista de Stop Desahucios el pasado viernes en Córdoba. Por otra parte, los índices de pobreza no han hecho más que aumentar, España se sitúa a la cabeza de la Eurozona en desigualdad social (índice Gini de 34), arrastrando un paro histórico e insostenible, a lo que se suma la pérdida notable de poder adquisitivo. Hay quienes hablan de una generación perdida.

Ante esta situación, la respuesta de gobiernos y corporaciones ha sido clara: rescate de la banca, indemnizaciones millonarias a sus responsables, aumento de impuestos que afectan en mayor medida a las clases medias y bajas, amnistía fiscal para los grandes defraudadores y, en fin, la implantación evidente del modelo neoliberal que conlleva el desmantelamiento del Estado de Bienestar.

Desde esta perspectiva, la intervención de Ada Colau se ha quedado incluso corta. Además de las entidades financieras, el Estado, empezando por los diferentes gobiernos, tienen una responsabilidad directa en la generación de la crisis, pero sobre todo, en los daños que está generando su gestión. La Ley del Suelo y Ley Hipotecaria son normativas con claros efectos criminógenos. La actitud ciega de las entidades bancarias que continúan solicitando ejecuciones hipotecarias, así como la actuación de las agencias del Estado (gobiernos, jueces, policías) que hasta hace poco continuaron con una actuación banal de cumplimiento burocrático de la ley, nos permiten hablar de la producción de verdaderos crímenes.

Si el Derecho Penal es una ciencia que se encarga de castigar los comportamientos más graves, es evidente que debería encargarse de esto y no, paradójicamente, de criminalizar a quienes protestan por estas injusticias. Fraude, estafa, y otros delitos económicos, pero también homicidio, son probablemente algunos de los tipos delictivos en los que representantes políticos y responsables de las corporaciones financieras podrían estar incurriendo.

En todo caso, discutir sobre la “tipicidad” de estas acciones nos puede llevar a ignorar de manera cómplice a las víctimas. La difícil atribución de la etiqueta de “criminal” a los comportamientos de los poderosos, o por no ser perseguidos cuando están tipificados, genera impunidad. Por tanto, debemos ir más allá y decir, que dejar sin hogar a cientos de miles de familias mientras España es uno de los países que acumula más vivienda vacía (entre 3 y 5 millones de pisos según la PAH) es claramente criminal.

Quienes se rasguen las vestiduras invocando el Estado de derecho habría que recordarles simplemente el contenido de los artículos 43 (derecho a una vivienda digna) 15 (derecho a la vida) y sobre todo 9.2 (obligación de las administraciones públicas de promover las circunstancias para el disfrute real y material de los derechos) de la Constitución Española. Esas mismas normas imponen una aplicación flexible de la ley para impedir que se siga produciendo más daño.

Impedir más desahucios y suicidios por problemas económicos es una responsabilidad del gobierno. Las medidas paliativas, de parche, insuficientes que han tomado hasta ahora (Código de buena prácticas, RD-Ley 27/2012 y el Fondo Social de Viviendas) son una ofensa para la ciudadanía. La reforma profunda del sistema, empezando por la Ley Hipotecaria, y si Ada Colau tiene razón, debe seguir con la exigencia de indemnización de las víctimas que ha dejado la crisis, de los desahuciados, y porque no, de las familias de quienes se han quitado la vida.

Los suicidios debidos a la promoción de alzamientos por parte de los bancos y la inacción del gobierno son un claro ejemplo de crímenes estatal-corporativos. Desde la universidad, el estudio de estos fenómenos y de la relación simbiótica entre poder político y corporativo y entre corrupción y crisis financiera es una obligación. La criminología no puede (una vez más) mirar para otro lado.

Passos Coelho espera que Ano da Serpente traga prosperidade, saúde e bem-aventurança...


E que a China acabe de comprar as empresas portuguesas que restam...


Público.pt

Grupo de Carnaval brasileiro usa urina para gerar energia de carro de desfile


Público.pt

Black Keys e Mumford and Sons, os melhores do ano, tal como se esperava...


8 de fevereiro de 2013

Quando você perceber...


"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".
 
Ayn Rand
(filósofa russo-americana, judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920

3 Amálias


Depeche Mode - Personal Jesus


Velvet Underground - Venus in Furs


McENROE - Las Mareas


Beak - Mono


Ornatos Violeta - Capitão Romance


Rádio Macau - O anzol


HERÓIS DO MAR - PAIXÃO


The Black Keys - Lonely Boy


7 de fevereiro de 2013

Yo La Tengo - Ohm


IV Mercado Agroecológico de Palencia



El próximo sábado 9 de febrero, Ingeniería Sin Fronteras Castilla y León participará en el IV Mercado Agroecológico de Palencia.

Ingeniería Sin Fronteras Castilla y León presentará durante la mañana del sábado los dos proyectos de Soberanía Alimentaria en los que se encuentra trabajando en la actualidad.
Para presentar el proyecto "Con la comida no se juega", plataforma web que incluye un juego interactivo, pondrá ordenadores a disposición de los niños y las niñas que quieran aprender sobre consumo de cercanía y las verduras y frutas de temporada.


Además, toda persona interesada en el proyecto "Huertos Ecológicos Universitarios en el Campus de La Yutera", podrá recibir información y preguntar a las personas que participan en el mismo.


La asociación también expondrá un horno solar, dando así a conocer alternativas para cocinar de manera sostenible.


Fecha: 9 de febrero de 2013
Hora: 10:00 a 15:00
Lugar: Plaza Mayor. Palencia


Os esperamos.

Presentacion Attac Castilla y León, Palencia. Os invitamos al debate.



¡OTRA ECONOMÍA ES POSIBLE!

MIÉRCOLES 27 de FEBRERO. 19:00 horas.
Biblioteca Pública de Palencia
C/ Eduardo Dato, 4 - Palencia

Presentación de Attac CyL

PROGRAMA

· Daniel Vila Garda:

“Crisis financiera global y destrucción social. Tenemos alternativas”

· Carlos Sánchez Mato:

“Por una Banca Pública. Una salida social de la quiebra bancaria”


Luis Dominguez Rodriguez

“El problema más grave que se plantea a los espíritus contemporáneos: el conformismo, y la pasión más funesta del siglo XX, la servidumbre. Más que el equilibrado, el hombre normal es el hombre domesticado.”

Albert Camus
 
 

No, no es broma...



CARTA A MINHA MÃE SOBRE O SNS E OUTRAS COISAS EM PORTUGAL




CARTA DE TERESA BELEZA À SUA MÃE

Esta carta foi publicada no jornal Público de 5ª feira, 10 de janeiro de 2013. A Profª Teresa Beleza é irmã de Leonor Beleza e
Miguel Beleza.


 



CARTA A MINHA MÃE SOBRE O SNS E OUTRAS COISAS EM PORTUGAL

por Teresa Pizarro Beleza*


"Mãe, sabes que agora em Portugal mandam uns senhores que estão a dar cabo do Serviço Nacional de Saúde? E que dizem que é por causa de uma tal de troika, que agora manda neles? Lembras-te da "Lei Arnaut", que, segundo ele mesmo diz, tu redigiste, depois de muito pensares e estudares sobre o assunto, com a seriedade e o empenho que punhas em tudo o que fazias?

Lembras-te das nossas conversas sobre a necessidade de toda a gente em Portugal ter acesso a cuidados de saúde básicos de boa qualidade e de como essa possibilidade fizera em poucos anos baixar drasticamente a mortalidade materna e infantil, flagelos nacionais antigos, como uma das coisas boas que se tornaram realidade depois de 1974 e com a restauração da democracia?

Lembras-te de quando eu te dizia que eras tão mais socialista do que "eles", os do Partido Socialista, e tu te zangavas porque não era essa a tua imagem e a tua crença?

E quando eu te dizia que o ministro António Arnaut era maçon e tu não acreditavas, porque ele era (e é) um homem bom - e para ti a Maçonaria era a encarnação do Diabo...

Mãe, tu, que te dizias e julgavas convictamente monárquica, católica, miguelista, jurista cartesiana (isso era o que eu te dizia e que penso que eras, também), que conhecias a Bíblia e Teilhard de Chardin como ninguém e me ensinaste que Deus criara o homem e a mulher à Sua imagem, quando pronunciou o fiat, porque assim se diz no Génesis...

Tu que dizias que o problema dos economistas era que não tinham aprendido latim... e me tiravas as dúvidas de português e outras coisas, quando me não mandavas ir ao dicionário, como agora eu mando o meu Filho...

Tu que foste o meu "Google", às vezes renitente, quando este ainda não existia... Sabes que agora manda em Portugal gente ignorante e pacóvia, que nem se lembra já de como se vivia na pobreza e na doença, que julga que o Estado se deve retirar de tudo, incluindo da Saúde, e confunde a absoluta e premente necessidade de controlar e conter o imenso desperdício com a ideia de fechar portas, urgências claramente úteis social e geograficamente...

Sabes que fecharam o Serviço de Urgência e o excelente Serviço de Cardiologia do Hospital Curry Cabral sem sequer prevenirem ou consultarem o seu chefe? Onde irão agora todas aquelas pessoas tão claramente pobres, vulneráveis e humildes que tantas vezes lá encontrei e que não pareciam capazes de aprenderem outro caminho, outro destino, de encontrarem outros dedicados e pacientes "ouvidores"?

Sabes que um ministro qualquer disse que o edifício da Maternidade Alfredo da Costa não tinha qualquer interesse urbanístico ou arquitectónico, para além de condenar ao abate essa unidade de saúde, com limitações já evidentes, mas que tão importante foi para tanta gente humilde ter os seus filhos em segurança? Será mesmo que não a poderiam "refundar", como agora se diz? Ou quererão construir um condomínio fechado, luxuoso e kitsch, no meio de uma das minhas, das nossas cidades?
Lembras-te de me ires buscar à MAC quando nasceu o meu Filho e de como te contei da imensa dedicação do pessoal médico e de enfermagem e da clara sobre-representação de parturientes de origem social modesta, imigrantes, ciganas, ou simplesmente pobres?

Sabes que há muita gente que pensa que a iniciativa privada, incontrolada e à solta, é que vai salvar Portugal da bancarrota, e que ignora o sentido das palavras solidariedade, justiça, igualdade, compaixão?

Sabes, Mãe, eu lembro-me de ver pessoas que partiram de Portugal para o mundo em busca de trabalho e rendimento a viver em "casas" feitas de bocados de camioneta, de restos de madeira, de cartão e outros improváveis e etéreos materiais, emigrantes portugueses que foram parar ao bidonville em St Denis, nos arredores de Paris, num Inverno em que a temperatura desceu a 20 graus Celsius abaixo de zero (1970). Nas "paredes", havia toda a sorte de inscrições contra a guerra colonial e contra o regime que então reinava em Portugal.

O padre Zé, o nosso amigo da Mission Catholique Portugaise que me acompanhava e me quis mostrar o bairro, proibiu-me de falar português e de sair do carro enquanto ali passávamos... e aqui em Portugal eu vi tanta miséria envergonhada, homens de chapéu na mão a pedir emprego, mulheres e crianças a pedir esmola, apesar de todas as leis e medidas que o Estado Novo produziu para as esconder, como já fizera a Primeira República.

A pobreza e a vadiagem não se eliminam com Mitras e medidas de segurança, mas com produção e distribuição de riqueza e de justiça social. Com a promoção da igualdade e da solidariedade, como manda a Constituição.

E a Saúde, Mãe, que vão fazer dela? Da saúde dos pobres, dos velhos, das crianças, dos que não têm nem podem ter seguros de saúde de luxo, porque não têm dinheiro, porque já não têm idade, ou porque não têm saúde?

E as crianças, Mãe? Vão de novo morrer antes do tempo porque o parto foi solitário ou mal assistido, porque a saúde materno-infantil passou a ser de novo um bem reservado a alguns privilegiados, ou porque a "selecção natural" voltará a equilibrar a demografia em Portugal, recolhidas as mulheres a suas casas, desempregadas e de novo domesticadas, e perdida de novo a possibilidade de controlo sobre a sua própria fertilidade?

O planeamento familiar, que tu tão bem explicaste que deveria segundo a lei seguir a autonomia que o Código Civil reconhece na capacidade natural dos adolescentes - tu, católica, jurista, supostamente conservadora (assim te pensavas, às vezes?)...

Sabes que aqui há tempos ouvi uma jurista ignorante dizer em público que só aos 18 anos os jovens poderiam ir sozinhos a uma consulta de planeamento familiar, quando atingissem a maioridade, sem autorização de pai ou mãe? Ai, minha Mãe, como a ignorância é perigosa... Será que nos espera um qualquer Ceausescu ou equivalente, dado o progressivo estrangulamento político e social a que a necessidade económica e a cegueira política nos estão levando?

Os traços fascizantes que são visíveis na repressão da liberdade de expressão e de manifestação, em tudo tão contrários à Constituição da República, serão só impressão de uns "maníacos de esquerda", como dizem umas pessoas que há tão pouco tempo garantiam que essa coisa de esquerda e direita era coisa do passado?

Mas as crianças são o futuro, Mãe, que será deste país sem elas, sem a sua saúde e sem a sua educação, sem o seu bem-estar, sem a sua alegria? Eu lembro-me tão bem dos miúdos descalços e ranhosos nas ruas da minha infância... e da luta legal, tão recente ainda, quem sabe se perdida, contra o trabalho clandestino, ilegal e infame das crianças a coserem sapatos em casa, a faltarem à escola, a ajudarem as famílias, ainda há tão pouco tempo, ou dos miuditos com carregos e encargos maiores que eles, à semelhança das mulheres da carqueja a subirem aquela rampa infame que Helder Pacheco, o poeta-guia do nosso Porto, tão bem descreve...

"Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!..."

Mãe, se agora cá voltasses, ao mundo dos vivos, acho que terias uma desilusão terrível. Melhor que não vejas o que estão fazendo do nosso pobre país.

Da tua Filha, com muita saudade,

Maria Teresa"

Ericeira, Portugal, Europa, dia 31 de Dezembro de 2012


* Professora de Direito Penal, directora da Faculdade de Direito da
Universidade Nova de Lisboa. tpb@fd.unl.pt