31 de agosto de 2013

En marcha por la educación pública


Esther Vivas

Son ya ocho días los que llevan caminando decenas de personas en Catalunya en defensa de la educación pública. Se trata de profesores, estudiantes, madres y padres, gentes de luchas diversas... que reivindican, como dice su principal eslogan, "una educación pública, sin recortes, en catalán, inclusiva, democrática, laica y para el pueblo". Y lo exigen para todas las etapas formativas, desde el primer ciclo de educación infantil hasta la universidad. No podemos permitir que la formación se convierta, como ya está sucediendo, en un privilegio sólo accesible a quienes se la puedan pagar.


Des del Prepirineo catalán, en Ribes de Freser, municipio en que comenzó la marcha al albergar la segunda residencia de la consejera de enseñanza de la Generalitat Irene Rigau, hasta Barcelona, donde llega hoy, centenares de personas han participado en una caminata de 135km que ha permitido tejer redes de solidaridad y apoyo mutuo en el territorio. Escuelas a punto de ser desmanteladas, otras que luchaban en solitario... han sentido la fuerza de ser muchos al acoger a los caminantes, y estos últimos han recibido el apoyo de quienes se han ido sumando al recorrido, haciendo tangible esa, tan cierta, consigna del 15-M de: "Juntas podemos". La Plataforma de Afectados por la Hipoteca los recibió en Granollers al grito de "Sí se puede" e historias similares se han dado a lo largo de la marcha, que ha transitado por municipios como Ripoll, Vic, Cerdanyola, Badalona, entre otros.


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Call centers, el regreso



Esther Vivas

El otro día conocí a María en un café en el centro de Lisboa. Llevaba ya algunos años en el país. Había venido con una beca de prácticas que le permitía trabajar en una asociación y una vez finalizada la beca encontró empleo en una ONG. La suerte poco tiempo duró. La ONG vio recortadas sus subvenciones y María perdió su puesto. Nada que aquí no conozcamos.

Después de meses de buscar sin éxito, una ETT la contrató para trabajar en una empresa que a su vez daba servicio a una gran multinacional informática de antivirus. O sea que era contratada para volver a ser contratada para ser contratada de nuevo, al mínimo coste. Su misión: solucionar, vía call center, los problemas que los usuarios de esta marca tenían con su antivirus. "Hola, le atiende María, que desea", pasaba a ser su mantra diario.

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29 de agosto de 2013

Os meus livros de Agosto


O Império dos Homens Bons
de Tiago Rebelo



El milenio huerfano

de Boaventura de Sousa Santos


Os Transparentes

de Ondjaki

20 de agosto de 2013

Dia Mundial da Ajuda Humanitária: Mensagem do Secretário-Geral da ONU



Todos os anos, a 19 de Agosto, assinalamos o Dia Mundial da Ajuda Humanitária em homenagem aos trabalhadores humanitários que perdem a vida no exercício das suas funções.

Comemoramos o seu sacrifício e reafirmamos o nosso compromisso com o trabalho de salvar vidas que os trabalhadores humanitários levam a cabo em todo o mundo, todos os dias, frequentemente em circunstâncias difíceis e perigosas onde outros não podem ou não querem ir.

Este ano, a celebração assinala o 10º aniversário do ataque ao escritório das Nações Unidas em Bagdad, que vitimou o Representante Especial Sérgio Vieira de Mello e outros 21 colegas e parceiros das Nações Unidas. Essa tragédia foi um dos aspectos que inspiraram este Dia.

Sérgio foi um firme defensor dos valores e da missão das Nações Unidas. Tocou a vida de todas as pessoas que o conheceram e ajudou milhões de pobres e pessoas vulneráveis numa vida consagrada ao serviço da Organização em diferentes continentes. A sua morte foi uma grande perda para as Nações Unidas, mas o seu legado motivou muitas pessoas a dedicar-se ao trabalho humanitário.

Este ano, a nossa campanha do Dia Mundial da Ajuda Humanitária pede às pessoas que respondam à questão: “De que é que acha que o mundo necessita mais?”. Exorto as pessoas, em toda a parte, a irem ahttp://worldhumanitarianday.org/ e a dizerem-nos, numa palavra, o que pensam.

A minha resposta é “trabalho de equipa”. Num tempo de desafios globais, as pessoas e os países precisam de trabalhar em conjunto pela causa comum da paz, justiça, dignidade e desenvolvimento. Esse é o espírito humanitário. Esse é o imperativo humanitário das Nações Unidas.

14 de agosto de 2013

Coque Malla - No puedo vivir sin ti (con Anni B Sweet)


Qual Democracia?




“Democracia é um jogo. É uma palavra inventada para aplacar as pessoas e fazê-las aceitar uma dada instituição. Todas as instituições cantam "Somos livres!". No minuto em que ouvires as palavras 'liberdade' e 'democracia', cuidado! Pois numa nação verdadeiramente livre ninguém precisaria de te dizer que és livre.”

Jacque Fresco

'Qual Democracia?' http://bit.ly/11W6d3W

4 minutes that will Change your Life...


O Engraxanço e o Culambismo Português




"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.

Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.

Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.

Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador.

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.

Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing.Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

Acordo Ortográfico - José Manuel Fernandes




Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros. 

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas. É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer ? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade. 

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra. Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ? Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç". Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som . Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s". 

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z" . Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z". 

Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de "k" .Ponha um q. Não pensem qe me esqesi do som "ch" . O som "ch" será reprezentado pela letra "x". Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não? O "x" xama-se "xis". Poix é iso mexmo qe fiqa . Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x". 

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex . Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex . O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural . No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente . Vejamox o qaso do som "j" . Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu? Para qê qomplicar ? ! ? Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j". Serto ? Maix uma letra mud a qe eliminamox. 

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem ! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade? 

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam! Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox . A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra "a" . Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô". Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! qe é qe temux o "u" ? Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil ! Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e" . U mexmu para u som "ê". Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i" . I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a" . Sempre. Simplex i sem qompliqasõex . 

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til" subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur "ainx" i "õix" pur "oinx" . Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux. Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu . Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?...

I porqe naum?...

Os Transparentes III


"...mexem na raiz da árvore e pensam que a sombra fica no mesmo lugar..."

Os Transparentes II


"...não se esquece a língua do nosso coração."

Os Transparentes I


"...a verdade é ainda mais triste, Baba: não somos transparentes por não comer... nós somos transparentes porque somos pobres."

Odonato
Os transparentes (Ondjaki, 2013)

Antes que Seja Tarde




Amigo, tu que choras uma angústia qualquer e falas de coisas mansas como o luar e paradas como as águas de um lago adormecido, acorda! Deixa de vez as margens do regato solitário onde te miras como se fosses a tua namorada. Abandona o jardim sem flores desse país inventado onde tu és o único habitante. Deixa os desejos sem rumo de barco ao deus-dará e esse ar de renúncia às coisas do mundo. Acorda, amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre que existe apenas na tua imaginação. Abre os olhos e olha, abre os braços e luta! Amigo, antes da morte vir nasce de vez para a vida.


Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

11 de agosto de 2013

Entrevista imprescindible con Tarso Genro...


“Hay que crear nuevas formas de participación directa”


Tarso Genro es Gobernador de Río Grande del Sur (Brasil) y una referencia mundial para los que abogan por la 'tecnopolítica'


Los ciudadanos de Río Grande del Sur no estaban contentos con las prestaciones sanitarias. Consideraban que había grandes carencias en la red asistencial de su Estado, de diez millones de habitantes, uno de los 26 que componen Brasil. Tuvieron la suerte de contar con un mecanismo de participación directa para expresarlo. El año pasado, el Gobierno regional les invitó a pronunciarse sobre las prioridades que debían seguir los presupuestos. Mediante Internet, votaron que se destinara un 12% de la recaudación a la sanidad, cuando hasta entonces solo se asignaba un 5,7%. Y así ha sido en 2013.
Tarso Genro esboza una sonrisa de satisfacción al contarlo. El exministro de Justicia y de Educación de Lula, de paso por Lisboa para unas jornadas sobre participación ciudadana, aparece con una insignia del PT, el Partido de los Trabajadores, prendida en la solapa. El político brasileño, de 66 años, es el gobernador de Río Grande del Sur desde 2011 y toda una referencia mundial para los que abogan por la tecnopolítica, por la participación de los ciudadanos en las decisiones mediante tecnologías digitales. Su compromiso con la voz de la ciudadanía arrancó en 1990, cuando era vicealcalde de Porto Alegre. Fue en aquel año cuando puso en marcha los presupuestos participativos, mediante los cuales el ciudadano empezó a influir en la decisión de qué calle se asfaltaba o en cuál hacían falta más farolas.
Leer la entrevista aquí.

9 de agosto de 2013

Outro Grande...


Morreu Urbano Tavares Rodrigues, um humanista da escrita


Em Dezembro faria 90 anos, tinha 61 anos de carreira literária.

O escritor, jornalista e militante do PCP Urbano Tavares Rodrigues morreu na manhã desta sexta-feira, no Hospital dos Capuchos, em Lisboa. Estava a poucos meses de completar 90 anos. O funeral realiza-se este sábado, às 18h00, em Lisboa.

O escritor estava internado há três dias. A notícia foi conhecida através da página de Facebook "Urbano Tavares Rodrigues - escritor" e foi publicada pela filha, a escritora Isabel Fraga: "O meu pai acaba de nos deixar. Estava internado nos Capuchos há três dias. Não tenho mais informações. Soube agora mesmo." O PÚBLICO confirmou.

O corpo de Urbano Tavares Rodrigues está em câmara ardente desde as 19h desta sexta-feira, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa. O funeral realiza-se no sábado às 18h, "seguindo para o cemitério do Alto de São João, onde terá lugar a cremação pelas 19h", diz um comunicado da SPA.

Numa entrevista ao Ípsilon, em Outubro do ano passado, Urbano Tavares Rodigues dizia: “Mereço amplamente o Prémio Camões”. A frase saiu a meio de uma conversa sobre livros e política. Reflectia o sentimento de uma justiça por fazer. Não era a primeira vez que deixava cair o desabafo. Fazia, então, 60 anos de obra literária e 89 de uma vida cada vez mais frágil fisicamente devido a uma insuficiência cardíaca. Continuava a escrever e continuou a editar até ser internado.

Urbano Tavares Rodrigues nasceu em Lisboa, a 6 de Dezembro de 1923, filho de uma família de grandes proprietários agrícolas de Moura, Alentejo.  Foi, aliás, em Moura que fez a escola primária. Depois, já em Lisboa ingressou no Liceu Camões, onde foi colega de Luís Filipe Lindley Cintra e do irmão de Vasco Gonçalves, António.

Licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde cursou Filologia Românica. Desde cedo começou a militar na oposição ao Estado Novo. Isso valeu-lhe o impedimento de trabalhar como professor. Passou pela prisão em Caxias e foi para um longo exílio em França. Em Paris, conheceu alguns dos intelectuais da década de 1950, caso de Albert Camus, de quem foi amigo e que era presença frequente nas suas conversas. Foi professor na Faculdade de Letras, crítico literário e esteve sempre ligado ao Partido Comunista Português. 

Ler notícia completa aqui.

2M | Apelo de Urbano Tavares Rodrigues


7 de agosto de 2013

Del Big Mac a la hamburguesa Frankenstein


Esther Vivas

Cuando pensábamos que ya lo habíamos visto todo en el mundo de la hamburguesa, una vez más la realidad nos sorprende. Si hace unos meses, algunos medios de comunicación se hacían eco del hallazgo de una hamburguesa de Mc Donald's en perfecto estado de conservación catorce años después de servirse, anteayer se difundía el lanzamiento de la hamburguesa de laboratorio, a la que también podríamos llamar hamburguesa Frankenstein, diseñada, al igual que el "monstruo" de Mary Shelley, entre probetas.

Una hamburguesa que lo tiene todo: su producción no contamina, gasta poca energía, casi no utiliza suelo y, además, no contiene grasas. Su "carne" es resultado de extraer algunas células madre del tejido muscular del trasero de una vaca. ¿Qué más podemos pedir? Hamburguesa light. Perfecta para el verano.

Aunque su precio no es accesible, aún, a todos los bolsillos. Unos 248.000 euros ha sido su coste. Incluirla en el Happy Meal, parece, llevará algún tiempo. Eso sí, nos dicen que con tal avance científico se acabará con el hambre en el mundo. La gente quiere comer, y quiere comer carne, pues carne les vamos a dar, parece el razonamiento de los "padres" de dicho engendro.

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10 anos depois, o desastre dos estádios do Euro-2004... E ninguém está preso!


Ver reportagem brasileira aqui.

5 de agosto de 2013

Notícia do Verão: Índia declara golfinhos “pessoas não-humanas”


Agora já só falta que a Índia declare como "pessoas humanas" os mais pobres e, sobretudo, as mulheres...

Esta é a notícia:

Ministro do Ambiente proibiu que os golfinhos fossem mantidos em cativeiro e usados em qualquer espectáculo no país.

O ministro do Ambiente da Índia declarou que os golfinhos devem ser vistos como “pessoas não-humanas” e proibiu que estes sejam mantidos em cativeiro ou usados em espectáculos de entretenimento.

O político justificou a decisão com o facto de as investigações científicas mostrarem que os golfinhos possuem um nível de inteligência superior à de outros animais.

“Muitos cientistas que pesquisaram o comportamento dos golfinhos acreditam que eles possuem um nível de inteligência invulgarmente alto”, afirmou o ministro.

Para o responsável pela pasta do Ambiente na Índia, “comparativamente aos restantes animais, os golfinhos deviam ser vistos como ‘pessoas não-humanas’ e, como tal, ter os seus próprios direitos, por isso é moralmente inaceitável mantê-los em cativeiro com objectivos de entretenimento”.

2 de agosto de 2013

Puro teatro


Esther Vivas

Teatro. Nada más y nada menos es lo que parecía el pleno extraordinario del Congreso. Aplausos a favor, abucheos en contra, sobreactuación, público en pie y el guión de una obra dramática, previsible y repetitiva que sonaba a dejà vu. A destacar algunas frases de sus intérpretes principales: “No me voy a declarar culpable porque no lo soy”, “Me engañó, y le creí”, “Váyase por el bien de este país”, “Me equivoqué”. Nada que envidiar a los clásicos.


Mientras, aquellos que hemos seguido, por televisión, el espectáculo nos hemos sentido estafados. Mantenemos con nuestros impuestos dicho teatro, y se nos ríen a la cara. Abanderados de organizaciones mafiosas se erigen como defensores de la honestidad. Sus lacayos les ovacionan. Y quieren que nos creamos el argumento con obras de pésima calidad.


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Grupos de consumo: yo decido



Esther Vivas

Queremos decidir sobre lo que comemos, de dónde viene, cómo ha sido cultivado, por quién, cómo se establece el precio. En un mundo globalizado, donde la distancia entre producción y consumo es cada día más larga, hay muchas personas que se preguntan sobre el origen de los alimentos. Los grupos y las cooperativas de consumo agroecológico, que en los últimos tiempos se han multiplicado en todo el Estado español, son la mejor expresión de esta voluntad de recuperar la capacidad de decidir sobre nuestra alimentación.

Se trata de vecinos de un barrio o de una ciudad que se ponen de acuerdo para comprar directamente a uno o varios agricultores de su entorno, y apostar por otro modelo de agricultura y consumo, organizándose a partir de asociaciones o de sociedades cooperativas. Algunas tienen personal remunerado, la mayoría no. Son experiencias que fortalecen las relaciones sociales en el territorio, que promueven la economía solidaria, que generan nuevos puestos de trabajo en el campo en plena crisis económica.

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1 de agosto de 2013

Sobre A Gaiola Dourada...


Cabem quase todos os clichês previsíveis em apenas 90 minutos, alguns desnecessários ou exagerados, mas percebe-se a intenção comercial. O quadro com o bordado da Amália e a fotografia dos três pastorinhos sobre a cabeceira da cama são absolutamente desnecessários... 

De positivo, as interpretações do Zé, da Maria, da Paula e dos "franciús"... 

Conflito entre culturas e mentalidades diferentes? Conflitos de gerações? Hipocrisia e complexos de superioridade? Subserviência e complexos de inferioridade? Orgulho e saudade? De tudo um pouco... 

Et voilà, vemos os franceses a fazerem auto-retrato na sua relação com os "morues"... e talvez sobre os alicerces do seu próprio desenvolvimento pós-colonial e o bem-estar "premier monde" que invejamos... 

Dá para rir, às vezes sem sabermos muito bem porquê, outras de uma forma tão sentida como genuína. Também dá para chorar. Mas isso, é coisa minha... cara...o!