27 de setembro de 2013

1 milhão de assinaturas pela Taxa sobre as Transacções Financeiras

 
Esta iniciativa livre de um conjunto variado de organizações europeias, nas quais se inclui a Plataforma Portuguesa das ONGD, pretende reunir 1 milhão de assinaturas a favor da criação de uma Taxa sobre as Transacções Financeiras.
 
 
A criação e aplicação de uma Taxa sobre as Transacções Financeiras (TTF)  vêm sendo discutidas há vários anos a nível internacional, não só no âmbito da UE como também da ONU e do G20. A ideia é criar uma taxa sobre as transacções financeiras à escala global que contribua para ajudar os países mais afectados pela instabilidade financeira.
 
A TTF tem várias vantagens. É uma maneira de obter do sector financeiro e da banca, até agora em grande parte isenta de taxas (por exemplo, isenção de IVA), uma contribuição justa e equilibrada (com taxas muito modestas de aproximadamente 0,01%), tanto mais necessária, considerando que este sector tem sido financiado, em grande parte, pelos contribuintes.
 
Mas mais importante, esta taxa pode criar mais recursos para minimizar os efeitos económicos e sociais muito negativos causados pela crise e pelos cortes sociais em Portugal, na Europa e no Mundo. É essencial que parte das receitas desta taxa sejam canalizadas para financiar prioridades que devem também ser consideradas como um objectivo comum a todos os países europeus, nomeadamente a luta contra a pobreza, o combate às doenças pandémicas e a minimização dos efeitos das alterações climáticas nos países em desenvolvimento.
 
Por último, esta taxa pode contribuir positivamente para mudar o comportamento dos mercados financeiros e da banca, tornando estes mais favoráveis aos investimentos produtivos de longo prazo.
 

ANDREA MOTIS & JOAN CHAMORRO GROUP - FEELING GOOD


26 de setembro de 2013

¿Quién Rescata a Quién?


Llamamiento internacional de apoyo al proyecto

Cómo asumimos los riesgos de los mercados financieros

¡Ayúdanos a hacer posible una película que muestre como los bancos son rescatados a nuestra costa, dejando de lado los principios básicos de la democracia!
Mientras los bancos españoles reciben 100.000 millones de euros, la mitad de nuestros jóvenes están en el paro, y el gobierno, en su empeño por “ahorrar”, desmantela el estado de bienestar. Desde 2008 se han empleado miles de millones de euros en rescatar, primero a determinados sectores de la economía, y después a países enteros. Mientras nuestros políticos hacen malabares con gigantescos fondos de rescate cada vez más personas en Europa trabajan por sueldos miserables.

La película “¿Quién rescata a quién?” contará lo que en realidad está sucediendo: no se rescata a los ciudadanos griegos, españoles o portugueses, si no que los fondos se emplean en mantener el bienestar de los que con la crisis han ganado más: los bancos que especulan en operaciones de riesgo. Mientras tanto, los contribuyentes ¡tenemos que asumir los riesgos y costes millonarios!
 
Los contribuyentes financian patrimonios privadosSe dice que Grecia ha recibido ayudas por 240.000 millones de euros. En realidad estas ayudas no han sido destinadas a los ciudadanos, si no a bancos privados, aseguradoras e inmobiliarias: a estos tres grupos les pertenecían en 2009 casi todos los bonos del Estado griegos. Tres años más tarde, ¡la deuda ha sido transferida casi en su totalidad a los contribuyentes europeos! Como consecuencia, la deuda pública en Europa ha aumentado en casi 300.000 millones. ¿Y para qué? Para que los la élite griega sea todavía más rica, y para evitarles pérdidas a los bancos, Hedge Funds y grandes grupos inversores. Las “ayudas” millonarias de los contribuyentes se han transformado en grandes patrimonios privados. Hans-Werner Sinn, economista neoliberal, asegura que la política seguida de fondos de rescate beneficia al interés de los grandes institutos financieros y del 5 por ciento más rico de la población mundial. Hoy en día, incluso los ciudadanos de los países más desarrollados temen por sus jubilaciones. ¡No pasa nada! lo importante es que los mercados “se tranquilicen”.
 
El poder de los "mercados"
Siempre se dice que los mercados están inquietos, nervosos o desilusionados. Parece que los mercados financieros sean una entidad particular que los políticos deben complacer. Tres agencias de rating parecen tener más poder de todos los parlamentos europeos juntos. Sus propietarios son los más importantes operadores de títulos de estado, los más importantes bancos de inversión y grupos de Private Equity mundiales. Cuando ellos bajan el pulgar, los países están condenados.
 
Comprender el Casino
Muchas personas perciben que algo va mal, pero se sienten impotentes porque no entienden este continuo baile de millones. Frente al poder de los mercados, la única opción que tiene la democracia es que los ciudadanos entiendan dónde están sus propios intereses, y comprendan las estructuras de los mercados financieros. "¿Quién rescata a quién?" será una herramienta para ello.
 
Una película "desde abajo"
"¿Quién rescata a quién?" nace como "película desde abajo" y será financiada por aquellos que quieran que esta película se vea y muestre. Proyectos anteriores de los autores, como "Bahn unterm Hammer" (Ferrocarril a subasta) y "Water Makes Money" demostraron que una película puede facilitar la comprensión y movilización de la ciudadanía.
 
Por esta razón apelamos: ayúdanos a realizar "¿Quién rescata a quién?".
 
Toda contribución es bienvenida.
  • Tu donativo te convierte en promotor/a de la película. A partir de 20 euros recibirás una copia en DVD con licencia de proyección no comercial.
  • A partir de 100 euros recibirás el título de Promotor de oro, y, si lo deseas, tu nombre figurará en los créditos.
  • A partir de 1000 euros recibirás el título de Promotor de sostenibilidad y serás invitado de honor en el estreno.
Los donativos se pueden hacer en la cuenta siguiente:
Titular: Quién rescata a quién, Kernfilm, D-20099 Hamburg,  GLS Bank, IBAN: DE 430609672020346200, BIC: GENODEM1GLS, Asunto: Contribución Quién rescata a quién


Arctic Monkeys - AM


Arctic Monkeys - Straighten the Rudder


EM FOCO: A Agenda pós-2015 para o Desenvolvimento Global


Disponível aqui: IMVF

À medida que se aproxima o fim do prazo acordado para implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), é altura de efetuar um balanço e debater as prioridades e metas para uma nova agenda do Desenvolvimento Global. O IMVF disponibiliza vários recursos sobre este tema em destaque, incluindo informação sobre publicações e debates realizados por várias organizações e atores. 
 
DESTAQUES
IMVF Policy Paper 1/2013 - A Agenda Pós-2015 para o Desenvolvimento: da redução da pobreza ao desenvolvimento inclusivo? | PT

IMVF Position Paper - A Saúde na Agenda do Desenvolvimento Global Pós-2015 |  PT | EN

A OPINIÃO DE   
António Monteiro  – Chairman do BCP, Ex-Embaixador de Portugal na ONU e em Paris
Mónica Ferro
 - Deputada à Assembleia da República, Docente Universitária

DOCUMENTOS DE BASE E OFICIAIS 
 
Council of the European Union (2013); The Overarching Post-2015 Agenda – Council Conclusions. General Affairs Council Meeting, 25 June 2013, Luxembourg.
European Commission (2013); A Decent Life for All: Ending Poverty and giving the world a sustainable future. Brussels, 27.2.2013.
European Commission (2013); Beyond 2015: towards a comprehensive and integrated approach to financing poverty eradication and sustainable development. Brussels, 16.7.2013.
UN (2012); Realizing the Future We Want for All. Report of the UN System Task Team on the Post-2015 Development Agenda, Report to Secretary General, United Nations

UN (2013); 
A New Global Partnership: Eradicate Poverty and Transform Economies through Sustainable Development. The Report of the High-Level Panel of Eminent Persons on the Post-2015 Development Agenda.
UN (2013); Millennium Development Goals 2013 Report. United Nations.
UN (2013); A Life of dignity for all: accelerating progress towards the MDGs and advancing the United Nations development agenda beyond 2015. Report of the Secretary General, United Nations
 
EVENTOS & DEBATES
Conferência internacional | O futuro da agenda global de desenvolvimento: visões CPLP | 17 de Outubro de 2013, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Seminário promovido pela PAR-Respostas Sociais | ODM Desafio Universitário | 23-25 de Setembro de 2013, Sede da CPLP, Lisboa
Special Event towards achieving the Millennium Development Goals
 | 25 de Setembro de 2013, Nações Unidas | Consulte também aqui as reuniões paralelas promovidas pelos Estados Membros e pelo sistema das Nações Unidas.
Advancing Regional Recommendations on Post-2015: A Dialogue between Civil Society, Governments and UN Representatives
|UN Non-Governmental Liaison Service (NGLS)  | 22 de Setembro de 2013
People's Voices Series: Peace-building, Poverty, and Post-2015
 | 3a sessão de debate, World We Want Policy and Strategy Group | 17 de Setembro de 2013, Nova Iorque
Beyond 2015 Global Youth Summit
 | 9-13 de Setembro de 2013, São José, Costa Rica
 
PUBLICAÇÕES
 
2013:
A Million Voices: The World We Want
. Report on the Global Consultations, United Nations Development Group
Post-2015 international Development Goals: Who wants what and why
. Elily Benson, IIED Issue Paper
JOINT STATEMENT ON THE POST-2015 DEVELOPMENT AGENDA: Human Rights for All
. Amnesty International, the Center for Economic and Social Rights (CESR), the Association for Women’s Rights in Development (AWID), and 15 other organizations.
A Second Look on Poverty: An ACP Response to the UN High Level Panel Report on post-2015
. Africa CSO Platform on Principled Partnership & The African Child Policy Forum
A Matter of Justice: Securing human rights in the post-2015 sustainable development agenda
. Center for Economic and Social Rights (CESR), USA.
Post 2015: Global Action for an Inclusive and Sustainable Future
. - European Report on Development 2013. Overseas Development Institute (ODI), German Development t Institute (DIE), European Centre for Development Policy Management (ECDPM), Brussels.
Synthesis Report on the Global Thematic Consultation on Addressing Inequalities
. UN Women & UNICEF.
How to build sustainable development goals: integrating human development and environmental sustainability in a new global agenda
. C. Melamed, e P. Ladd, Overseas Development Institute, London.
The MDGs and Human Rights: Past, Present and Future
, Edited by Malcolm Langford, Andy Sumner and Alicia Ely Yamin. Cambridge University Press
Equity, Inequality and Human Development in a post-2015 framework
. C. Melamed e E. Samman, UNDP Human Development Report Office
Recommendations and key findings for the post-2015 global development framework
. PARTICIPATE: Institute for Development Studies, Beyond 2015, UK aid.
Towards a Post-2015 Development Framework: Position Paper
, EuroNGOs, Countdown 2015 Europe, IPPF EN and ASTRA, Feb.2013
Policy Brief: Priorities for the Post-2015 Development Agenda
, High-Level Task Force for ICPD, Feb.2013
Achieving Gender Equality and Women’s Empowerment in the Post-2015 Framework
, Gender & Development Network, Jan. 2013
 
2012:
Children’s rights and the post-2015 development agenda
, Bond Child Rights Group briefing, 12/ 2012
Jobs and livelihoods at the heart of the post-2015 development agenda
. ILO Concept Note on the post-2015 development agenda
Ending Poverty in our Generation
. Save the Children’s vision for a post-2015 framework.
Youth Consultations for a Post-2015 Framework: A Toolkit
, Restless Development, 11/2012
Climate, Scarcity and Sustainability in the Post-2015 Development Agenda
, Alex Evans, 11/ 2012
Righting the MDGs: contexts and opportunities for a post-2015 development framework
, ActionAid, 09/ 2012
What does the world really want from the next global development goals?: Ensuring that the world’s poor define the post- 2015 framework
, Ben Leo & Khai Hoan Tram, ONE, 09/ 2012
The Post-2015 Development Agenda: Breaking new ground for a global framework
, Heiner Janus and Dr. Stephan Klingebiel, German Development Institute (DIE), 09/ 2012
Approaching post-2015 from a peace perspective
, Saferworld, 08/2012
Security: the missing bottom of the Millennium Development Goals?
, Lisa Denney, ODI, August 2012
Measuring Democracy and Democratic Governance in a post-2015 Development Framework
, UNDP, 08/2012
Africa ready for post-2015 development agenda - MDG report
, UNECA, 07/2012
Emerging perspectives from Africa on the post-2015 development agenda
, UNECA, 07/2012
Post-2015 Millennium Development Goals: What role for business?
, Paula Lucci, ODI, 06/2012
Post 2015: why we need a new development agenda
, Rob Vos, 06/2012
Advancing the UN development agenda post-2015: some practical suggestions
. J. Vandemoortele, Report submitted to the UN Task Force regarding the post-2015 framework for development.
Emerging development challenges for the post-2015 UN development agenda: Employment
, UN Task Team on Post 2015 – ILO, 05/2012
Imagining a world free from hunger: Ending hunger and malnutrition and ensuring food and nutrition security
, UN Task Team on Post 2015 – FAO, IFAD, WFP, 05/2012
Governance and development
, UN Task Team on Post 2015 – UNDESA, UNDP, UNESCO, 05/2012
Health in the post-2015 UN development agenda
, UN Task Team on Post 2015 – UNAIDS, UNICEF, UNFPA, WHO, 05/2012
Towards freedom from fear and want: Human rights in the post-2015 agenda
, UN Task Team on Post 2015 – OHCHR, 05/2012
Addressing inequalities: The heart of the post-2015 agenda and the future we want for all
, UN Task Team on Post 2015 – ECE, ESCAP, UNDESA, UNICEF, UNRISD, UN Women, 05/2012
Science, technology and innovation and intellectual property rights: The vision for development
, UN Task Team on Post 2015 – IAEA, ITU, UNESCO, UNOOSA, WIPO, 05/2012
Macroeconomic stability, inclusive growth and employment
, UN Task Team on Post 2015 – ILO, UNCTAD, UNDESA, WTO, 05/2012
Migration and human mobility
, UN Task Team on Post 2015 - IOM, UNDESA, 05/2012
Peace and security
, UN Task Team on Post 2015 - PBSO, 05/2012
Population dynamics
, UN Task Team on Post 2015 - UNDESA, UNFPA, 05/2012
Social protection: A development priority in the post-2015 UN development agenda
, UN Task Team on Post 2015 - ECA, ILO, UNCTAD, UNDESA, UNICEF, 05/2012
Building on the MDGs to bring sustainable development to the post-2015 development agenda
, UN Task Team on Post 2015 - ECE, ESCAP, UNDESA, UNEP, UNFCCC, 05/2012
Sustainable urbanization
, UN Task Team on Post 2015 - UN Habitat, 05/2012
Beyond 2015: Perspectives for the Future of Education
, Sobhi Tawil, UNESCO, 04/2012
Beyond the Millennium Development Goals. Agreeing to a Post-2015 Development Framework
, Alex Evans and David Steven, 04/2012
The MDGs after 2015: Some reflections on the possibilities
, Deepak Nayyar, 04/2012
Human Security and the Next Generation of Comprehensive Human Development Goals
, Gabriele Koehler, Des Gasper, Richard Jolly, Mara Simane, 04/2012
Poverty, Human Rights and the Global Order: Framing the Post-2015 Agenda
, Thomas Pogge, Yale University, Global Justice Program, 04/2012
The Millennium Development Goals: Milestones or Millstones? Human Rights Priorities for the Post-2015 Development Agenda
, Mac Darrow, 03/2012
 
LINKS ÚTEIS
Post2015.org – what comes after the MDGs?
 | Portal para ideias, debate e recursos sobre o que virá após os ODM
The world we want
 | Plataforma criada pelas Nações Unidas e sociedade civil para reforçar a voz dos cidadãos na construção de uma agenda global para o desenvolvimento sustentável.
Beyond 2015
 | Campanha da Sociedade Civil para o pós-2015, que agrega mais de 700 organizações de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
UN Millenium Development Goals
 | Sítio das Nações Unidas sobre os progressos e resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.
Open Working Group on Sustainable Development Goals
 | Plataforma das Nações Unidas de conhecimento sobre o Desenvolvimento Sustentável
UN High-Level Panel
 | Sítio do Painel de Alto-Nível nomeado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas para assistir na definição de uma agenda global pós-2015.
The Broker Online
 | Blogue que permite contribuir para o debate e agrega perspectivas de várias áreas da sociedade civil

A Agenda Pós-2015 para o Desenvolvimento - Entrevista ao Embaixador António Monteiro


Disponível aqui: IMVF

1) Que balanço faz dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio?

Faço um balanço positivo dado muito ter sido alcançado, designadamente em matéria de saúde e, mais limitadamente, na sustentabilidade ambiental. Em contrapartida, preocupam-me os atrasos registados quanto à erradicação da pobreza extrema e da fome, bem como do ensino primário universal, em especial na África Subsariana.


2)  Na sua opinião, o que seria essencial incluir na nova agenda para o desenvolvimento global pós-2015? Se pudesse indicar um novo objetivo de desenvolvimento, qual seria?


Ainda não foi alcançado o objetivo de criar uma parceria global para o desenvolvimento. É essencial e por isso, além de se procurar a sua concretização, acrescentaria um outro que poderia dar um contributo positivo neste contexto: o reequilíbrio da composição das instituições financeiras internacionais que regulam a economia global.


3) Numa época de crise, qual acha que pode ser o contributo de Portugal e da Europa para este desenvolvimento global?


Com poucos recursos financeiros disponíveis, a Europa, e em particular Portugal, devem concentrar esforços no apoio técnico especializado, emprestando o seu know-how às instituições locais públicas e privadas, às ONG e às comunidades, possibilitando-lhes um desenvolvimento autónomo e mais sustentado.


MÓNICA FERRO - Deputada à Assembleia da República, Docente Universitária


1) Que balanço faz dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio?

Os ODM foram a mais mobilizadora de todas as narrativas pró-desenvolvimento de que há memória. Descodificaram o que ser desenvolvido significava, deram-lhe dimensões concretas, estabeleceram quadros temporais e monitorizaram resultados. Claro está que, desde a sua conceção até à sua implementação, há falhas e ausências fortes: a dimensão fundamental de combate à desigualdade perdeu-se na tradução, os jovens ficaram negligenciados nessa agenda global, as alterações climáticas não foram enquadradas, algumas conquistas foram apenas quantitativas e não qualitativas e a saúde sexual e reprodutiva apenas chegou ao elenco principal em 2007. A parceria global para o desenvolvimento avançou em algumas áreas, mas o nível de cumprimento das promessas efetuadas ficou muito aquém daquilo que era percebido como o mínimo necessário. Mas são uma abordagem pragmática e paradigmática que deve ser sustentada, revisitada e reescrita.

2) Na sua opinião, o que seria essencial incluir na nova agenda para o desenvolvimento global pós-2015? Se pudesse indicar um novo objetivo de desenvolvimento, qual seria?

Na nova agenda seria fundamental acrescentar o combate às desigualdades, a garantia de sustentabilidade das produções e dos consumos, reconhecer as necessidades e potencialidades dos jovens, a igualdade de género, o acesso universal à saúde. Ou seja é necessário que o novo modelo seja um modelo assente em duas premissas: realização dos direitos humanos e a sustentabilidade dos mesmos.
Acrescentaria um novo ODM de Igualdade de Género. Embora os ODM já tenham esta dimensão horizontalizada e o ODM 3 esteja focado nesta área, falta um Objetivo em que a Igualdade seja vista de uma forma alargada e tratada estruturalmente. Ou seja, com metas relativas à escolarização e à participação das mulheres no mercado de trabalho; mas também à eliminação das violências contra as raparigas e as mulheres, as verdadeiras causas estruturais da desigualdade e discriminação, desde o fim dos casamentos precoces e forçados, passando pelo fim da mutilação genital feminina, dos crimes de honra, da violência doméstica, da violência sexual como arma de guerra, entre outras; metas de universalização do acesso a cuidados, serviços e bens de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planeamento familiar; metas de participação pública, na tomada de decisão política e económica; de eliminação de discriminações, com revisão da legislação e de práticas públicas, onde ainda fosse necessário; de garantia de segurança.  Teria que ser um objetivo universal traduzido nacionalmente.

3) Numa época de crise, qual acha que pode ser o contributo de Portugal e da Europa para este desenvolvimento global?

A Europa enquanto espaço político tem a obrigação de ser proactiva, assertiva e ousada nas metas e nas abordagens que define e defende. Falo de responsabilidade e não de direitos pois quem já usufruiu de um nível de vida digno tem a obrigação de ser solidário com quem ainda não o atingiu. Essa solidariedade, justiça, à escala global chama-se cooperação para o desenvolvimento. A Europa tem que ser não apenas o maior doador de APD mas também a voz mais ativa e mais progressista nestas matérias. O mundo não espera menos de nós.
Portugal é Europa. Participamos nos debates, temos sustentado as visões assentes em direitos humanos, defendido uma abordagem de sustentabilidade dos mesmos, uma agenda de população e desenvolvimento e sido muito proactivos em áreas como a igualdade, o fim das violências contras as raparigas e mulheres, e no acesso à saúde (incluindo e destacando a saúde sexual e reprodutiva).
O nosso papel num momento de crise não é do grande doador, mas sim o de mobilizador, de produtor de conhecimento e de disseminador de boas práticas. Há um lugar na cooperação para o desenvolvimento que conquistamos e teremos que saber redefinir à luz de novas orientações estratégicas, mas sem nunca por em causa os ganhos e as aprendizagens.

25 de setembro de 2013

A nova Agenda para o Desenvolvimento...


Entrevista a Patrícia Magalhães Ferreira

Na sede das Nações Unidas, faz-se esta quarta-feira o balanço dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, um conjunto de metas e prazos fixados pelos países da ONU numa declaração assinada no ano 2000 no âmbito de diferentes áreas, desde a fome à saúde, passando pela educação e pela mortalidade infantil. As bases de uma nova agenda para o desenvolvimento deverão também ser lançadas.

A investigadora Patrícia Magalhães Ferreira, do Instituto Marquês Valle Flôr, uma organização não governamental para o desenvolvimento, explica que o objetivo de reduzir para metade o número de pessoas que vive em pobreza extrema foi uma das metas alcançadas na declaração que foi assinada pelos países da ONU há 13 anos.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista João Vasco, Patrícia Magalhães Ferreira explica que os objetivos que ficaram mais aquém do esperado têm que ver com as taxas de mortalidade infantil e de mortalidade materna. Erradicar a pobreza extrema até 2030 é o grande objetivo proposto na nova agenda que está a ser discutida.

Ouvir Entrevista

Juan Carlos, ¿por qué no te vas?



Esther Vivas

El rey vuelve a ser noticia. Esta vez no se trata ni de amantes, ni cacerías, ni salidas de tono, ni negocios opacos, ni tropezones, ni cuñados imputados, ni elefantes sino de una nueva operación. Los medios llenan portadas, minutos de noticias, declaraciones... sobre la próxima intervención quirúrgica de "su majestad" la cadera real izquierda.

La información coincide con la publicación en el Boletín Oficial del Estado (BOE) de una nueva medida de copago farmacéutico. A partir de ahora, enfermos de cáncer, leucemia o hepatitis crónica, no hospitalizados, tendrán que pagar el 10% de la medicación que recojan en los hospitales. Una decisión que golpea no sólo a quienes menos tienen sino a enfermos graves o crónicos, de cuya vida depende medicarse. Las Asociaciones para la Defensa de la Sanidad Pública afirman que dicha medida aumentará la mortalidad entre los más pobres con problemas agudos de salud. La crisis y la falta de recursos son la excusa perfecta para imponerla.


Las limitaciones presupuestarias, pero, parece que no afectan al rey con quien no se escatiman recursos para su operación. El considerado "número uno mundial" en cirugía de cadera, Miguel Cabanela, venido expresamente de Estados Unidos, donde trabaja en la Clínica Mayo, dirigirá la operación, y es quien lo ha examinado. Tal vez, nos podría pasar su presupuesto. Otros ciudadanos podrían precisar de sus servicios, y sería todo un detalle incluirlo en las prestaciones de la seguridad social.


Seguir leyendo el artículo en Publico.es aquí.

23 de setembro de 2013

O Botequim da Liberdade - Fernando Dacosta



«Quando a crise não é geradora de grandes audácias, mais indicado é dar-lhe o nome de agonia.»Natália Correia 13 de Setembro – 90º aniversário nascimento de Natália Correia A última grande tertúlia de Lisboa – que marcou culturalmente, politicamente várias décadas portuguesas – teve lugar no Botequim, bar do Largo da Graça criado e projectado por Natália Correia. Nele fizeram-se, desfizeram-se revoluções, governos, obras de arte, movimentos cívicos; por ele passaram presidentes da República, governantes, embaixadores, militares, juízes, revolucionários, heróis, escritores, poetas, artistas, cientistas, assassinos, loucos, amantes em madrugadas de vertigem, de desmesura. A magia do Botequim tornava-se, nas noites de festa, feérica. Como num iate de luxo, navegava-se delirantemente (é uma viagem assim que neste livro se propõe) em demanda de continentes venturosos, de ilhas de amores a encontrar. O futuro foi ali, como em nenhuma outra parte do País, festivamente antecipado - nunca houve, nem por certo haverá, nada igual entre nós.


«- A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista.

- Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente.

- Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica.

- Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão.

- Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?

- As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir.»

Frases com 30 anos por Natália Correia no novo livro de Fernando Dacosta «O Botequim da Liberdade».

9 de setembro de 2013

George Carlin dixit...



Portugal perde pontos no ranking da felicidade mundial


País ocupa 85.ª posição, menos 12 que no ano passado. Instabilidade económica apontada como causa. Ver artigo completo em: publico.pt

Joseph Stiglitz: "É necessário haver mais Europa"



O Nobel da Economia Joseph Stiglitz, considera que se a política de austeridade não for abandonada, a zona euro poderá demorar longos anos a recuperar da crise.
Em entrevista ao Expresso, o professor da universidade de Columbia diz que, no caso português, sem crescimento e sem juros mais baixos, um cenário de reestruturação de dívida pode ser inevitável. 

E defende que o Governo de Pedro Passos Coelho deve tentar evitar mais austeridade reconhecendo, no entanto, que, no atual contexto, a margem é bastante reduzida.

Ler mais: 


Ver também em Publico.pt
 
O professor da Universidade de Columbia nos Estados Unidos e Nobel da Economia em 2001 Joseph Stiglitz considera que “num cenário extremamente optimista, a recuperação na zona euro pode acontecer em cinco anos” e acrescenta que “uma perspectiva mais razoável “ o leva pensar numa recuperação daqui a “dez ou 15 anos”. Numa entrevista ao semanário Expresso publicada neste sábado, defende uma "união monetária completa" da Europa que contribua para resolver o problema da dívida e pôr fim à "dor desnecessária" e "auto-infligida" da austeridade.

Stiglitz é um conhecido crítico das políticas de austeridade, caminho que mais uma vez desaconselha o Governo português a seguir. Nesta entrevista, diz que é mais provável os países regressarem aos mercados por si só, do que com apoio.

“O consenso geral é que a maior parte dos países europeus não vão conseguir regressar aos mercados”, nota, explicando que só uma melhoria da sustentabilidade da dívida, que é medida pelo peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB), facilitaria um regresso aos mercados. No entanto, aponta, a troika subestimou a gravidade do impacto das suas políticas e as recessões causadas. Estas, ao fazerem cair o PIB, aumentaram o peso da dívida.

O economista e professor da Universidade de Columbia nos Estados Unidos não está necessariamente mais optimista em relação às economias da zona euro agora que a recessão terminou. A única notícia boa é que a economia deixou de cair. Mas enquanto houver austeridade, será muito difícil haver uma recuperação, explica. "A economia estabilizou num nível muito baixo. A este ritmo, a recuperação está a anos de distância. A perda de capital humano e o desperdício de recursos é enorme." 

Stiglitz evoca o célebre lema de Keynes de que, no longo prazo, as economias recuperam, mas isso “quando estivermos todos mortos”. A austeridade “é uma dor desnecessária”, defende, e “auto-infligida”.

Para resolver o problema da dívida, Stiglitz defende "eurobonds ou um mecanismo semelhante de contracção de empréstimos a nível europeu”. “A Europa precisa de uma união bancária completa, não apenas uma supervisão, mecanismo de resolução e garantia de depósitos comuns”, diz ainda ao Expresso. E conclui: “É necessário haver mais Europa.”

E isso não apenas no orçamento disponível em Bruxelas, que deveria ser “mais do que o valor minúsculo que tem hoje” mas também, por exemplo, na política industrial. Aqui, diz Stiglitz, “devia ser permitido aos países mais atrasados recuperar e a directiva da concorrência torna isso muito difícil”.

Microalga "protege" antiga reserva natural das Selvagens das incursões de pescadores espanhóis


Ler artigo completo aqui.

Franz Ferdinand - Evil Eye


Elvis Costello & The Roots - "Walk Us Uptown"


¿Por qué el 11 de septiembre rodearemos La Caixa?


Esther Vivas

El 11 de septiembre se espera una gran movilización social en Catalunya a favor de la independencia. La Asamblea Nacional Catalana cuenta ya con más de 300 mil personas apuntadas a La Via Catalana per la Independència, la cadena humana que unirá Catalunya de norte a sur, a lo largo de 400km, y que tiene por objetivo, junto con la demanda de independencia, presionar a las fuerzas políticas para que la consulta del 2014 sea una realidad y se establezca, de una vez por todas, su fecha de celebración.


En el marco de esta iniciativa, el Procés Constituent, impulsado por Teresa Forcades i Arcadi Oliveres, ha convocado a rodear La Caixa, la máxima expresión del capital financiero catalán. Se trata de una acción que se suma a La Via Catalana, con sus propias especificidades, señalando que derechos sociales y nacionales son indisociables. Para muchos, una Catalunya en manos de los mismos de siempre, no nos sirve. Queremos decidir, pero decidir sobre todo.


Seguir leyendo el artículo en Publico.es, aquí.

Una taxonomía alternativa del desarrollo internacional


Estimada/o amiga/o:

¿Alguna vez te has preguntado por qué perdura una clasificación internacional del desarrollo tan incongruente como la clasificación por niveles de renta?

Si te interesa este tema, te adjunto un link al artículo que Andy Sumner y yo acabamos de publicar en la revista británica Journal of Development Studies, con el título “Revisiting the Meaning of Development: A Multidimensional Taxonomy of Developing Countries”.

Nuestro estudio parte del cuestionamiento –ya arraigado en los Estudios del Desarrollo– del uso de la renta per capita como indicador principal de desarrollo, en unos momentos en los que la mayor parte de la población pobre mundial no vive ya en los denominados “países de ingreso bajo”. En nuestra investigación utilizamos la técnica estadística del análisis de conglomerados para identificar cinco tipos de países a partir de un conjunto de indicadores que cubren una definición multidimensional del desarrollo, basada en las cinco últimas décadas de historia del pensamiento sobre ”desarrollo”. En concreto, incorporamos cuatro enfoques conceptuales del desarrollo: “desarrollo como transformación estructural”; “desarrollo como desarrollo humano”; “desarrollo como participación democrática y buen gobierno”; y “desarrollo como sostenibilidad medioambiental”.

Esta “taxonomía del desarrollo” difiere notablemente de la clasificación del Banco Mundial puesto que sugiere que no existe una representación lineal de los niveles de desarrollo (desde bajos hasta altos niveles de desarrollo), sino que cada conglomerado de desarrollo tiene sus propios retos y potencialidades de progreso. Así, en nuestra propuesta de taxonomía ninguno de los grupos reúne los mejores (o los peores) registros en todas las dimensiones del desarrollo. Por eso, sugerimos que sería más apropiado construir taxonomías “complejas” del desarrollo para periodos de cuatro o cinco años, en vez de establecer rankings de países en relación con sus rentas per capita, puesto que este nuevo procedimiento ofrecería una imagen más matizada de la diversidad de los retos del desarrollo mundial, y permitiría guiar el diseño de políticas apropiadas para los distintos tipos de países.

Si quieres leer este artículo, puedes descargarlo desde http://www.tandfonline.com/eprint/RpPKYZdSvSG9yih2D5fF/full

Salud,

Sergio Tezanos Vázquez

Sigue mi trabajo en:
http://unican.academia.edu/SergioTezanosVazquez

5 de setembro de 2013

The Civil Wars - Dance Me to the End of Love


Morphine - The Night


O que são swaps?


Tudo explicado em: aqui.

Prémio Miguel Portas 2013



Mais informação em:  

The National - Graceless


Bloc Party - Ratchet


Arctic Monkeys - I Want It All


Nine Inch Nails - Everything


Duncan Dhu - Los días buenos


4 de setembro de 2013

Portugal conquista nove «óscares» do turismo europeu


Ver artigo aqui.

Why not!?



A Life of Dignity for All


On 25 September, the President of the 68th session of the General Assembly will host a Special Event on the MDGs, during a week of high-level events at UN Headquarters in New York. At the event, Secretary-General Ban Ki-moon will present to UN Member States his new report on MDG acceleration and the post-2015 development agenda – “A Life of Dignity for All”.

“Ours is the first generation with the resources and know-how to end extreme poverty and put our planet on a sustainable course before it is too late”, says the Secretary-General, in the report.


Source: http://www.un.org/millenniumgoals/

33 novelas que marcarán el otoño en España


Tras la publicación que hicimos ayer en EL PAÍS de una entrevista con Ricardo Piglia, que con la novela El camino de Ida ha abierto la temporada de autores en español que acompañamos con un listado de otros escritores hispanohablantes clave, hoy dedicó este post a la narrativa traducida.
El derrumbe de mundos totales, la búsqueda, la familia, la amistad, la identidad y el misterio son seis de los grandes temas que abordarán las novelas del otoño procedentes de otros idiomas. Por lo menos 33 escritores muy destacados pelearán en las librerías por llamar la atención de los lectores. Hoy me detengo en seis títulos representativos, de los otros daré, por ahora, solo la ficha como guía:




1- La caída de mundos conocidos se aprecia en obras como 14 (Anagrama) de Jean Echenoz. Con prosa exquisita, el autor francés se adentra en las sombras de la Primera Guerra Mundial a través de la vida de cinco jóvenes amigos. (Traducción de Javier Albiñana)








2- La búsqueda o las búsquedas se encuentran en La infancia de Jesús (Mondadori), de J. M. Coetzee. El autor surafricano invita a reflexionar sobre la fuerza y necesidad de los lazos familiares cuando un hombre y un niño llegan a otro país en busca de la madre del menor y descubren que la gente de allí ha borrado sus recuerdos. “¿Nunca te has preguntado si el precio que pagamos por esta nueva vida, el precio del olvido, no será demasiado alto?”, dice uno de los personajes de la historia. (Traducción de Miguel Temprano García)




3- De búsquedas más terrenales habla Yasmina Khadra en Los ángeles mueren por nuestras heridas (Destino). Un muchacho se ve obligado a huir con su familia a otro poblado donde le espera el lado más bajo de la condición humana: asesinos, violadores, traficantes… (Traducción de Wenceslao-Carlos Lozano)






4- La tradición y la modernidad, el desdén y la esperanza, es lo que aparece en  Cuando silbo (Ático de los Libros), de Shusaku Endo. La prosa sutil y profunda del japonés relata la vida de un hombre  y su hijo médico que quiere sacar adelante un hospital con todas las herramientas modernas, pero en medio de ese duelo aparecerá un antiguo amor de su padre que está enfermo.


5- El cruce de suertes, azares y destinos diversos aparece en Noroeste (Salamandra), de Zadie Smith. Londres y su barrio del noroeste donde está representado buena parte del mundo vuelve a ser su escenario. Cuatro amigos que crecieron en edificios de protección se encuentran en la treintena y sus charlas sacarán a relucir heridas no solo sobre su diversidad racial sino también la posición hasta donde han llegado en lo social, profesional y emocional.




6- ¿Hasta dónde somos capaces de llegar en la defensa de los valores occidentales? Esa es la pregunta que habita en el último libro de John Le Carré: Una verdad delicada (Plaza y Janés). Una novela, marca de la casa,  con misterio y conspiración y muchos secretos y dudas de todo tipo que asaltan a sus personajes, en esta ocasión a partir de una acción militar.





7- Nadine Gordimer: Mejor hoy que mañana (Acantilado)
8- Haruki Murakami: Los años de la peregrinación del chico sin color (Tusquets)
9- Joan Harris: El perfume secreto del melocotón (Duomo)
10-  Stephen King:  Doctor sueño (Plaza y Janés)
11- Hiromi Kawakami: Manazuro (Acantilado)
12- Andrea Camilleri: La joven del cascabel (Destino)
13- Richard Ford: Canadá (Anagrama)
14- Ian Mc Ewan:  Operación dulce (Anagrama)
15- Timur Vermes: Ha vuelto (Seix Barral)
16- Jérôme Ferrari: El sermón de la caída de Roma (Mondadori)
17- Peter Cameron: Coral Glynn (Libros del Asteroide)
18- Dave Eggers: Un holograma para el rey (Mondadori)
19- Jean-Michel Genassia: La vida soñada de Ernesto G (RBA)
20- Franz Kain: El camino al lago desierto (Periférica)
21- Khaled Hosseini: Y las montañas hablaron (Salamandra)
22- Banana Yoshimoto: El lago (Tusquets)
23- Graham Swift: Ojalá estuviera aquí (Galaxia Gutenberg)
24- David Nobss: El regreso de Reginald Perrin  (Impedimenta)
25- William Boyd: Solo. Una novela de James Bond (Alfaguara)
26- Philip Hoare: El mar interior (Ático de los Libros)
27- Tracy Chevalier: El último refugio (Lumen)
28- Jo Nesbo: El muñeco de nieve (RBA)
29- Neil Gaiman: El océano al final del camino (Roca)
30- Marco Messiroli: El destino del elefante (Siruela)
31- Nell Leyshon: Del color de la leche (Sexto Piso)
32- Jesmyn Ward: Quedan los huesos (Siruela)
33- Sofi Oksanen: Cuando las palomas desaparecieron (Salamandra)

Fuente: El País