27 de dezembro de 2013

Boas Festas e um feliz Ano Novo...



Feliz Navidad y Próspero Año Nuevo
Bon nadal i feliç any nou
Zorionak eta Urte Berri On 
Merry Christmas and Happy New Year 
Buon Natale e Felice Anno Nuovo 
Joyeux Noël et Bonne Année
Bo Nadal e feliz aninovo
Froehliche Weihnachten und ein gluckliches Neues Jahr

Discurso do filha da puta de Alberto Pimenta, dedicado aos nossos ilustres "governadores"...


Discurso do filho da puta
O pequeno filho da puta
é sempre
um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho da puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta
não se medem aos
palmos,diz ainda
o pequeno filho da puta.
o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.
é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.
II
o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
no entanto,
há filhos da puta
que já nascem grandes
e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho da puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho da puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho da puta.
por isso
o grande filho da puta
tem orgulho em ser
o grande filho da puta.
todos
os pequenos filhos da puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
dentro do
grande filho da puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos da puta,
diz o
grande filho da puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos da puta,
diz
o grande filho da puta.
o grande filho da puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho da puta.
é o grande filho da puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho da puta,
diz o
grande filho da puta.
de resto,
o grande filho da puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho da puta:
o grande filho da puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho da puta.

Ricos são como a cerveja tirada à pressão num instante mas a maior parte é só espuma

Por  Mia Couto
Publicado no dia 20 de junho de 2013


Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

"Novos Ricos angolanos": São nacionais só na aparência porque estão prontos a serem moleques de estrangeiros

Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas.

O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.

Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes.

Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos.

Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.

A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.

São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros.

Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode irás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem criancas que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.

Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida.

Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

25 de dezembro de 2013

¿Feliz Navidad?


Esther Vivas


"Feliz Navidad, feliz Navidad, feliz Navidad, próspero año y felicidad" dice la canción. Y yo me pregunto, ¿feliz Navidad? ¿Seguro? 

Me resulta difícil imaginar unas felices fiestas para los casi seis millones de parados, para esas 532 familias que son desahuciadas diariamente, para los doces millones de personas que viven en situación de pobreza, para los cuatro millones que no pueden pagar ni la luz ni la electricidad. ¿Próspero año nuevo cuándo cuatro de cada diez parados no reciben ningún tipo de ayuda económica? ¿Cuándo se calcula que más de un millón de personas no tienen qué comer o tres millones viven en la calle?

Pero, ¡es Navidad! Olviden su presente: "Aquí está la navidad, pon tus sueños a jugar". Y si no murieron de miedo tras ver el anuncio, qué mejor que comprar un boleto de la Lotería Nacional e invertir su dinero, aunque sea poco, en el juego. Millones de euros en premios. ¿Qué haría usted si le tocara el Gordo? Sueñe, aunque la probabilidad de que eso pase sea la de una entre cien mil. Y si no le tocó, tiene otra oportunidad con la Lotería del Niño o espere al año que viene y juegue de nuevo.


Nos cuentan que la Navidad es amor, compartir, afecto, dicha, reencuentro. Es ese hijo que "vuelve a casa vuelve por Navidad", si puede, como los turrones. O ese otro que aparece por sorpresa tras la puerta, extrañando el olor a café, "el aroma que nos une". Como dice el anuncio: "Desde que empezó la crisis, más de un millón de jóvenes han tenido que abandonar el país". Lo afirma la misma multinacional, que como muchas otras, precariza el empleo, nos deja sin trabajo, pero que ofrece a sus clientes coleccionar tickets de compra y entrar en un sorteo de 600 vuelos para "reencontrarte con tus seres queridos", forzados a emigrar, para que vuelvan a casa porque es... Navidad.


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21 de dezembro de 2013

“El reto es convertir la mayoría social que padece la crisis en mayoría política”


Entrevista a Teresa Forcades y Esther Vivas en motivo de la presentación de 'Sin miedo' en Madrid

Alex Gil Lara | Público.es

La doctora en Salud Pública por la Universidad de Barcelona, Teresa Forcades, monja benedictina en el monasterio de Sant Benet de Montserrat, y la periodista y activista política Esther Vivas conversan en el libro Sin miedo que se presenta este lunes, 16 de diciembre, en el Teatro del Barrio de Madrid.

Las dos coinciden en la iniciativa del Procés Constituent, un movimiento que busca crear una candidatura lo más unitaria posible que concurra a las próximas elecciones autonómicas catalanas. En el libro, repasan las causas de la crisis, la deslegitimación del sistema político y económico, la represión y criminalización de la protesta, la extensión de la desobediencia civil, las alternativas al régimen actual, la nueva política o el auge del nacionalismo en Catalunya.

El libro lleva por título 'Sin miedo', ¿sin miedo a qué?  

Esther Vivas: Bien, lo que hemos visto desde hace tiempo es que el poder quiere una sociedad con miedo, que la gente tenga miedo al cambio y a imaginar que otro sistema es posible. De hecho, la apatía, la resignación, el miedo, representan la gran victoria del sistema capitalista, el hacernos creer que no podemos cambiar las cosas. Es el mensaje, el discurso que nos han inoculado desde siempre. Son esas falsas verdades, esos mitos sobre los cuales se sustenta el sistema: “Nada se puede cambiar, no hay alternativas”. Pero hoy, en el contexto actual de crisis, cada vez más gente se da cuenta de que el sistema no funciona, de que el capitalismo es incompatible con la vida, con la libertad, con la democracia, con la justicia, con los derechos básicos de las personas. El capitalismo hace negocio y la crisis le quita la máscara al sistema. A partir de aquí, se plantea la necesidad urgente de cambiar las cosas. La sanidad, la educación, la vivienda, la comida… todo esto no puede ser un negocio en manos del capital, de las empresas, sino que tienen que ser derechos básicos universales. Ese miedo que nos han querido meter, ahora está empezando a cambiar de bando.

Teresa Forcades: Sin miedo a que la lucha organizada por una alternativa al capitalismo nos pueda conducir a una situación peor que la que tenemos. Lo más probable es que nos conduzca a una situación que, aunque no tenga nada de ideal, sea mucho mejor que la actual en cuanto al respeto a las libertades y derechos básicos. En Islandia, por ejemplo, no tienen ningún paraíso, pero plantaron cara y ahora no tienen la deuda que tenemos nosotros.

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Adiós electricidad, luz y calefacción



Esther Vivas | Público.es

Nuestra pobreza es invisible. Si en estas fechas no se encendiera el alumbrado navideño porque la administración no pudiese pagar la tarifa de la electricidad, veríamos la noticia en las portadas de los periódicos, en la apertura de los informativos en televisión. Todos pondríamos el grito en el cielo. Si, en cambio, en mi casa no puedo encender la luz, poner el radiador o la lavadora parece ser que esto no importa. Aunque tal situación afecte ya a un 10% de los hogares del Estado, unos cuatro millones de personas. Lo que no se ve, no cuenta.

La pobreza, hoy por hoy, ya no solo implica no tener trabajo, no llegar a fin de mes, no poder pagar la hipoteca o el alquiler sino, también, no poder prender la luz, tomar una ducha o encender la calefacción. Es lo que se llama pobreza energética. Y según la Asociación de Ciencias Ambientales, sus consecuencias son: más problemas de salud, peor calidad de vida y muertes. “Se estima que la pobreza energética es responsable en España de entre 2.300 y 9.300 muertes prematuras”, afirma la asociación. Defunciones que, todo indica, no cuentan.

Y no cuentan porque ante una situación de emergencia social, como la descrita, vemos que el precio de la electricidad no hace sino aumentar. Así se ha anunciado este jueves: el recibo de la luz subirá en enero un 11,5%. El Gobierno, una vez más, agacha la cabeza ante las empresas eléctricas, anteponiendo los intereses económicos de estas a las necesidades básicas de las personas como no pasar frío en invierno, cocinar o encender la luz. La usura del capital no sabe de principios ni tiene moral.

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Las cosechas del futuro




Una verdad cada vez más evidente, solo la agroecología puede alimentar al mundo. Este documental de la directora francesa Marie-Monique Robin insiste en lo evidente: Solo los sistemas agroecológicos tienen ventajas frente a la agroquímica y los Organismos Genéticamente Modificados. Estos últimos producidos y comercializados por Monsanto, Syngenta, Bayer, etc. constituyen la amenaza mas grande que la humanidad haya enfrentado en términos de hambre, enfermedad, destrucción de la biodiversidad y calamidad ambiental.




18 de dezembro de 2013

Mozambique on the edge: violence threatens to reverse progress



As fighting erupts between government and rebel forces international pressure is needed to protect political and economic gains

Tomás Queface in Maputo



A market in Mombane, Mozambique. War threatens to come at a moment when the country has experienced huge discoveries of coal, natural gas and petroleum that could change the lives of a large part of the population who live in extreme poverty. Photograph: Andy Clark/Reuters

In 2012, Mozambique appeared on the list of the 50 most peaceful countries in the world in a report published by UK organisation Global Peace Index.

One year later and it is on the verge of a new civil war that could slow down progress in a country already considered by the UNDP to be the third poorest in the world.

In 1975 Mozambique gained independence from Portugal and the following year witnessed a civil war between government forces led byFrelimo and a rebel movement Renamo that lasted for 16 years. The internationally-brokered 1992 Rome Peace Accords signalled the end of civil war and since then, peace has prevailed for 21 years.

But the peace that Mozambicans tried to preserve, and have so prided themselves on over the years, is at risk of collapsing due to armed conflict between Renamo's ex-fighters and government troops in the Sofala province. Although Renamo does not take responsibility for the violent attacks, dozens have been killed, including many civilians, and hundreds of families have been forced to leave their homes to take shelter in the bush.

In the largest cities in the country, at the end of October and the beginning of November, citizens from all over the country organised marches calling for the end of hostilities and a return to stability. But the voices of citizens appear not to have moved politicians who have demonstrated little interest in putting an end to the political-military crisis in the country.

With the intent of reaching an understanding, the Frelimo government and Renamo have completed 21 rounds of negotiations, but none have produced any real result.
Religious institutions, civil society and the international community have done little to nothing to help end the political crisis in Mozambique. One of the few international figures publicly involved in searching for a way out of armed conflict is Swedish Ambassador to Mozambique Ulla Andrea, who confirmed on Twitter she has been in contact with members of government to discuss a way out of the current situation, but that few had really lent their ears.

The fear of a new war is evident. It threatens to come at a moment when the country has experienced huge discoveries of coal, natural gas and petroleum that could change the lives of a large part of the population who live in extreme poverty. The economy has been boosted by the entry of large projects dedicated to the exploitation of mineral resources, that have employed thousands of Mozambicans. It also comes at a time when the first generation born after the civil war voted for the first time, in November's municipal elections, which were boycotted by Renamo.

Mozambique has been a success story in terms of its preservation of peace, and now it runs the risk of becoming a failed state. Absolute poverty (people living on below $1 per day), which affects 59,6% of the population, could get worse if nothing is done to reduce tensions.

An armed conflict would have major implications at regional and international levels since Zimbabwe, Malawi and Zambia depend extensively on Mozambican ports. An armed conflict would also undermine all foreign investment in Mozambique that has been significant in recent years. The United States has invested billions of dollars in oil exploration in northern Mozambique and there has been a major foreign investment in the heavy mineral sands in Nampula Province . Mozambique could lose all it gained with real effort in recent years.

One of the first measures needed to overcome the crisis is a serious dialogue and a commitment by the two sides. Inclusive political dialogue, where representatives of civil society and religious institutions can take part, is needed.
The international community, that contributes more than 40% to Mozambique's state budget, can exert pressure on the government to propose an urgent solution for the conflict. The Southern African Development Community (SADC), the African Union, the European Union, the UN and so many other international organisations can equally play an important mediating role in negotiations between the government and Renamo.

These organisations cannot just sit by and watch the country that is considered the "pearl of the Indian Ocean" to sink into a new civil war. Mozambique is not a country isolated from the rest of the world, and the need to consider international intervention in mediation stems from this. A new war would have regional and continental implications, causing a flux of refugees to neighbouring countries and forcing Africa to shift its attention from fighting poverty and promoting economic development to solving yet another armed conflict. The world would witness yet another sad episode of civil war in the 21st century.

So there is a great and urgent need for intervention not only from national actors and institutions, but from international ones, to find a solution to the political and military crisis that comes from dialogue and not military action.

16 de dezembro de 2013

Franz Ferdinand - Love Illumination


“El miedo, la resignación y la apatía son la gran victoria del capitalismo”



La monja benedictina Teresa Forcades y la periodista Esther Vivas conversan sobre la crisis, el capitalismo, la violencia del Estado, el miedo, la nueva política, la desobediencia civil y las alternativas.

Un fragmento en vídeo de la conversación que tuvo lugar en mayo del 2013 en Montserrat y que ha quedado recogida en el libro Conversación entre Teresa Forcades y Esther Vivas. Sin miedo (Icaria ed., 2013).


Vídeo (PúblicoTV)

¿Qué Catalunya necesitamos?


Esther Vivas
Tras unas semanas y días de intrigas palaciegas en el Parlament de Catalunya, finalmente "Habemus Pregunta" y "Habemus Fecha". Al estilo de nuestros tiempos, se trata de un pack dos en uno: "¿Quiere usted que Catalunya sea un Estado? Y si es así, ¿independiente?". Una fórmula que da cabida a distintas sensibilidades y que pone sobre la mesa el derecho democrático del pueblo catalán a decidir su futuro.

A pesar de que Artur Mas se ha erigido, una vez más, como el artífice de dicho acuerdo, el "mesías", la Catalunya que quiere "el president" dista mucho de la que necesitamos la mayoría. La Catalunya de CiU és la Catalunya de la miseria, los recortes, los desahucios, el hambre, la pobreza y la represión. Y su derecho a decidir se enmarca en una encotillada visión de un soberanismo políticamente correcto que solo permite decidir si "Estado propio sí o no" o "Estado independiente sí o no". El cómo queremos que sea dicho Estado, parece ser, como diría el ex-muy honorable Jordi Pujol, "hoy no toca".

Nosotros, los de abajo, necesitamos una Catalunya republicana y del 99%, esa que no debería saber ni de papeles, ni banderas, ni DNIs. La que construimos en nuestro día a día, a partir de la solidaridad, la ayuda mutua, la cooperación y la desobediencia. La Catalunya de los sin trabajo, sin casa, sin educación, sin sanidad, sin papeles, porque nos lo están robando todo. La Catalunya a quien espían, golpean, detienen, quitan un ojo, a la que quieren silenciar y se resiste, aunque les pese.

Seguir leyendo el artículo en Público.es, aquí.

11 de dezembro de 2013

Derecho a la Salud en África. Salud para los Derechos Humanos



Medicus Mundi Catalunya y Farmacéuticos Mundi presentamos la nueva edición de Derecho a la Salud en África, una campaña de sensibilización para informar a la ciudadanía y ofrecer conocimiento sobre la situación de la salud en el mundo, visibilizando las ONG y movimientos sociales que trabajan para el acceso universal a una sanidad pública, gratuíta y de calidad.

Para acercaros a los contenidos de la campaña, podéis seguir toda la información a través de nuestra web, así como de Facebook i Twitter, con el hashtag #SALUDparalosDDHH, o contactar con nosotras en info@dretalasalutalafrica.org.

10 de dezembro de 2013

Un menú con alimentos kilométricos para Navidad


Esther Vivas

Llega la Navidad y también las comidas familiares, con amigos... La Navidad es una fiesta eminentemente gastronómica. Junto a los clásicos de estas fechas, como los canalones, la escudella, los polvorones y los turrones, encontramos, cada vez más, platos como los langostinos, la ensalada de piña, el foie gras, entre otros. Pero, ¿de dónde vienen estos alimentos? ¿Cuántos kilómetros han recorrido antes de llegar a nuestro plato? ¿Cómo han sido elaborados?

Un informe de Amigos de la Tierra señala que la media de kilómetros que hace un alimento del campo a la mesa es de más de cinco mil, con el consiguiente impacto medioambiental. Si contamos que algunos de estos productos vienen de cerca, significa que otros llegan de muy lejos. Pero lo más paradójico es que una parte importante de los mismos los podemos encontrar producidos, también, a nivel local. ¿Por qué, entonces, los consumimos de lugares tan remotos? Los salarios bajos, la persecución sindical, la legislación medioambiental flexible en numerosos países del sur que da beneficios  importantes a las empresas del sector son la respuesta. Que este modelo genere gases de efecto invernadero, explotación laboral y alimentos de baja calidad, parece que no importa.

Si analizamos el menú de Navidad, nos damos cuenta de que un buen número de los productos que consumimos han viajado miles kilómetros antes de llegar a la mesa. Los langostinos, habituales en esta época del año, son un buen ejemplo. La mayoría provienen del trópico latinoamericano o asiático. Además del largo viaje hasta nuestras mesas, su producción tiene un impacto muy negativo socialmente (sueldos de miseria y uso sistemático de químicos y antibióticos para conservarlos) y medioambiental (destrucción de fondos marinos por la pesca de arrastre y de manglares talados para construir piscifactorías). El Estado español es el principal importador de langostinos de la Unión Europea.

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We Are Your Friends - Estes holandeses são nossos amigos

We Are Your Friends - Guia do Lazer

Remembering the Universal Declaration of Human Rights...



PREAMBLE

Whereas recognition of the inherent dignity and of the equal and inalienable rights of all members of the human family is the foundation of freedom, justice and peace in the world, 

Whereas disregard and contempt for human rights have resulted in barbarous acts which have outraged the conscience of mankind, and the advent of a world in which human beings shall enjoy freedom of speech and belief and freedom from fear and want has been proclaimed as the highest aspiration of the common people,
Whereas it is essential, if man is not to be compelled to have recourse, as a last resort, to rebellion against tyranny and oppression, that human rights should be protected by the rule of law, 

Whereas it is essential to promote the development of friendly relations between nations,
Whereas the peoples of the United Nations have in the Charter reaffirmed their faith in fundamental human rights, in the dignity and worth of the human person and in the equal rights of men and women and have determined to promote social progress and better standards of life in larger freedom, 

Whereas Member States have pledged themselves to achieve, in co-operation with the United Nations, the promotion of universal respect for and observance of human rights and fundamental freedoms, 

Whereas a common understanding of these rights and freedoms is of the greatest importance for the full realization of this pledge,

Now, Therefore THE GENERAL ASSEMBLY proclaims THIS UNIVERSAL DECLARATION OF HUMAN RIGHTS as a common standard of achievement for all peoples and all nations, to the end that every individual and every organ of society, keeping this Declaration constantly in mind, shall strive by teaching and education to promote respect for these rights and freedoms and by progressive measures, national and international, to secure their universal and effective recognition and observance, both among the peoples of Member States themselves and among the peoples of territories under their jurisdiction.


Read its articles here.

Presentación del libro 'Sin miedo. Conversación entre Teresa Forcades y Esther Vivas'




... y debate sobre crisis de régimen y procesos constituyentes

con:
Esther Vivas
Teresa Forcades (vía skype)
Alberto San Juan, actor
Olga Rodríguez, periodista
Pablo Iglesias, director de La Tuerka

Lunes, 16 de diciembre, a las 19h.

En el Teatro del Barrio, c. Zurita, 20 ( Lavapiés) Madrid

McDonald’s: de la comida basura al trabajo porquería



Esther Vivas | Público

En McDonald’s, la calidad de su comida es tan baja como los salarios que paga. Alimentos low cost para consumidores con ingresos bajo mínimos. La misma mano de obra que explota, a quien paga un salario de miseria, es la misma que, con tan pocos ingresos, solo le quedan los McMenús de 4,90€. Una legión de trabajadores pobres, que salen muy baratos, pero con retribución suficiente para pagarse un Big Mac o una Cheeseburguer. Negocio redondo.

Lo que comemos, aunque no lo parezca, viene condicionado por la clase social. Quién más tiene, puede optar a una comida de mayor calidad. Quién estudia, porque se lo puede permitir o mediante becas, tiene más criterio a la hora de juzgar el actual sistema agrícola y alimentario. Cuando, hoy, nos quieren ignorantes y buscan convertir la educación en un privilegio, esto implica condenarnos a la pobreza, a trabajos precarios y a una alimentación deficiente. Unas pocas empresas, como McDonald’s, están dispuestas a aumentar sus beneficios con ello.

Seguir leyendo el artículo aquí.

Nymphomaniac: "Es una mala película porno, incluso si la pasas rápido"



La última provocación de Lars von Trier contiene tríos, gang-bangs, anales y todas las combinaciones habituales en una película porno, pero no es una película porno. Sus actores explican por qué...

5 de dezembro de 2013

Mia Couto lança livro infanto-juvenil que critica Natal de consumo

iOnline

Um em cada quatro portugueses em risco de pobreza...

iOnline

Cinco anos após o início da crise financeira, a ajuda ao desenvolvimento global continua a diminuir


O Euromapping 2013, lançado a 26 de Novembro pela DSW (Deutsche Stiftung Weltbevoelkerung) e EPF (Fórum Parlamentar Europeu sobre População e Desenvolvimento) nas Jornadas Europeias do Desenvolvimento, apresenta uma mensagem clara: Cinco anos após o início da crise financeira, a ajuda ao desenvolvimento global continua a diminuir. Existe o perigo real de a comunidade internacional não cumprir os objectivos de financiamento estabelecidos pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

A APD a diminuir
 
O total global de Ajuda ao Desenvolvimento (APD) dos países da OCDE caiu 4%, atingindo os níveis de 2007. A maioria dos doadores internacionais e europeus continua a esquecer os compromissos estabelecidos de aumentar a ajuda pública ao desenvolvimento para 0,7 % do RNB até 2015, apenas a Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia atingiram ou ultrapassaram esta meta em 2012.

O orçamentos de desenvolvimento foram reduzidos em 15 países em 2012, estando os mais duramente atingidos pela crise entre aqueles que implementaram os cortes mais severos: Espanha (49,7%), Itália ( até 24,7% ), Grécia ( 17%) e Portugal ( 13,1%). No entanto, a Comissão Europeia e os Estados-Membros da UE permanecem colectivamente como os maiores doadores (50% de toda a APD mundial em 2012).

Financiamento para a Assistência à População estagnou
 
O financiamento para o planeamento familiar, saúde reprodutiva e HIV/SIDA, conhecidos colectivamente como a assistência da população, têm sido severamente afectados pelos cortes nos orçamentos, os valores estagnaram desde 2007. A maioria dos doadores internacionais, incluindo todos os Estados membros da UE, não estão a honrar o seu compromisso de reservar 10% de toda a APD para a assistência da população. 

Lacunas no financiamento
 
"Ao não cumprir os seus compromissos de ajuda internacional, os países estão a esquecer as pessoas mais vulneráveis do mundo", disse Neil Datta, Secretário EPF. "O financiamento insuficiente tem consequências reais para as pessoas nos países mais pobres do mundo. Verirfica-se, por exemplo, que o uso do preservativo está em declínio na África subsaariana." 

O Euromapping 2013 conclui que os doadores devem honrar os compromissos de assistência à população até 2015, é necessário compensar as deficiências actuais - particularmente para os serviços de saúde reprodutiva e de planeamento familiar.

Fórum “Gestão do Voluntariado para a Cooperação”




O Grupo de Trabalho dos Recursos Humanos para a Cooperação realizou no dia 28 de Novembro, na Fundação Gulbenkian, o primeiro Fórum sobre Gestão do Voluntariado para a Cooperação. Seguindo o modelo de debate do World Cafe, este fórum pretendeu reunir com organizações da sociedade civil que desenvolvem programas de voluntariado internacional para a cooperação, para partilhar práticas e debater questões relacionadas com a gestão dos voluntários.


Foram abordadas as fases genéricas de um programa de voluntariado: recrutamento e selecção, preparação e formação, acompanhamento no terreno e regresso. Como forma de complementar e enriquecer o debate nas mesas de World Cafe, foram convidados alguns técnicos de ONGD com reconhecida experiência na gestão de programas de voluntariado, que partilharam a sua experiência e modo de gerir os voluntários ao longo destas fases.

Estiveram presentes 27 participantes, representantes de 13 organizações, que concluíram de facto existirem vários pontos comuns na gestão dos seus programas. Na fase inicial de recrutamento e formação, todos reconheceram ser fundamental dar a conhecer aos voluntários a organização, seus valores e missão para que se crie uma ligação efectiva destes, bem como desenvolver estratégias que permitam à organização conhecer bem a pessoa que vai irá colaborar voluntariamente no seu projecto. O próprio processo de formação dos voluntários permite a obtenção deste conhecimento. Já o momento e os critérios de selecção variam bastante de organização para organização, sendo que muitas vezes existe um paralelismo entre a fase de preparação e recrutamento. Todas as organizações reconhecem a importância de uma preparação sólida e que capacite o voluntário não só em áreas mais técnicas, mas também que reforce o seu desenvolvimento interpessoal. O acompanhamento dos voluntários no terreno implica sempre uma comunicação próxima entre voluntário, organização e parceiro local, podendo tomar diversas formas consoante a duração do programa de voluntariado. Já no que diz respeito ao regresso, as organizações reconhecem a importância de reintegrarem os seus voluntários nas actividades da organização, como forma de valorizar o seu trabalho e experiência adquirida.


As conclusões deste Fórum  indicam algumas pistas para o trabalho futuro do GTRHC: definir e partilhar os pontos comuns e transversais a qualquer programa de voluntariado, e disponibilizar, por exemplo através de uma plataforma online, exemplos práticos ou recomendações para cada fase do programa de voluntariado. Sugeriu-se ainda estudar o impacto, no financiamento dos projectos, do recrutamento de voluntários para a cooperação e, como desafio futuro, promover a realização de programas de voluntariado em parceria entre as diversas organizações, como forma de criação de sinergias e potencialização de financiamentos para o voluntariado para a cooperação.

http://plataformaongd.pt/noticias/noticia.aspx?id=795

Eurobarómetro: Cidadãos Europeus continuam a ver o apoio aos países em desenvolvimento como uma prioridade



No âmbito dos Dias Europeus do Desenvolvimento, que decorreram a 26 e 27 de Novembro em Bruxelas, foram divulgados os resultados do Eurobarómetro Especial “Ajuda ao desenvolvimento da União Europeia e Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”.
Segundo este Eurobarómetro, 66% dos cidadãos da União Europeia (UE) consideram que a luta contra a pobreza nos países em desenvolvimento (PED) deve ser uma das principais prioridades da UE e 48% pensam que esta deve ser uma das principais prioridades do governo do seu país. De realçar ainda que 83% das pessoas inquiridas entendem que é importante ajudar as populações destes países. Outros dados relevantes a nível europeu:
  • Sete em cada dez pessoas (69%) consideram que ajudar os países em desenvolvimento é também positivo para a UE e beneficia os seus cidadãos.
  • Em relação ao último Eurobarómetro, aumento do número de pessoas dispostas a pagar mais por produtos alimentares e outros produtos que apoiam os países em desenvolvimento (quase 50%).
  • 61% das pessoas inquiridas são favoráveis ao aumento da ajuda ao desenvolvimento.
Em Portugal, são 86% os que defendem que é importante ajudar as pessoas nos países em desenvolvimento (mais 3% que a média europeia) e 56% concordam que podem ter um papel no combate à pobreza nos países em desenvolvimento (mais 4% que a generalidade dos cidadãos europeus). De realçar ainda que 50% consideram que a UE e os Estados-membro devem manter a promessa de aumentar a ajuda aos países em desenvolvimento.
Apesar de os resultados serem positivos, verifica-se que ainda há algum trabalho a fazer para termos um maior envolvimento da população europeia em relação às questões do Desenvolvimento. Estes resultados são também uma mensagem para os governos numa altura em que os cortes no financiamento ao Desenvolvimento têm sido uma constante.
Pode consultar online:
 
* O Eurobarómetro baseia-se nos resultados de uma consulta pública através de questionários junto cidadãos da União Europeia.

http://plataformaongd.pt/noticias/noticia.aspx?id=798

SEMINARIO "MEDITERRANEO Y DEMOCRACIA. LA TRANSICION DEMOCRATICA EN EL MUNDO ARABE"




El Servicio de Cooperación Universitaria/Institut Français de la Embajada de Francia en Madrid organiza el Seminario “Mediterráneo y democracia. La transición democrática en el mundo árabe", que se celebrará los 10, 11,12 y 17 de diciembre en el Circulo de Bellas Artes de Madrid, Sala María Zambrano (C/ Alcalá, 42).

Contará con la participación de varios filósofos, politólogos, profesores y cineastas españoles, franceses, egipcios y tunecinos.

Mas información: http://www.circulobellasartes.com/evento.php?s=humanidades&id=283

Carlos Mataix: "La Cooperación al desarrollo como oportunidad para la innovación y la internacionalización de las universidades"



Ponencia disponible aquí.

La cooperación, hoy y mañana




Desigualdades crecientes, productivismo, insostenibilidad medioambiental, democracias de baja intensidad, recortes en prácticamente toda iniciativa pública dirigida a la igualdad y a la lucha contra la pobreza y la exclusión... La cooperación internacional viene siendo en los últimos tiempos una víctima más de la ideología actual predominante, quien cacarea las bondades de recortar en políticas públicas e incrementar el apoyo al sector privado como vías para “salir de la crisis”.

En este número de Pueblos – Revista de Información y Debate, elaborado con el Observatorio de Multinacionales en América Latina (OMAL) – Paz con Dignidad y el apoyo del Instituto Hegoa, se pretende ofrecer una panorámica general sobre el duro momento que vive la cooperación internacional en el Estado español, reflejar algunos de los debates actuales desde un punto de vista crítico y proponer agendas alternativas para la transformación social. 

Estructurado en cuatro bloques, abre con tres artículos que reflexionan sobre el futuro más inmediato de la cooperación y los impactos de la crisis en cuanto a presupuestos, objetivos y actores. El desarrollo es, como no podría ser de otro modo, una de las palabras clave en estos debates. Según el análisis de Gonzalo Fernández Ortiz de Zárate, el “mantra civilizatorio” hegemónico apuesta por tres cuestiones clave (progreso, crecimiento capitalista y democracia liberal-representativa) que se encuentran totalmente enfrentadas a las defendidas por los movimientos emancipadores (confrontación con el statu quo, centralidad de la vida, diversidad, democracia participativa, sentido de comunidad y politización de lo cotidiano).

El segundo bloque profundiza en el análisis de las relaciones entre empresas e instituciones, destacando el gran peso que han logrado las multinacionales. Las empresas, consolidadas ya como “agentes de desarrollo”, reciben cada vez más fondos públicos a través de diferentes mecanismos financieros, como el Fondo para Promoción del Desarrollo (FONPRODE). Elisa Pintado nos acerca tres casos de estudio: la fundación de la editorial SM, la del grupo hotelero Barceló y la del Real Madrid.

Los encuentros y desencuentros entre la cooperación y las políticas públicas centran el tercer bloque de contenidos de este número especial. Marco Gordillo nos muestra los últimos pasos del Gobierno español en cuanto a cooperación internacional; mientras Ignacio Martínez habla acerca del panorama nada alentador de la cooperación descentralizada. Completa este bloque una entrevista a Arantzazu Santos directora de Cooperación en una de las pocas administraciones, la Diputación de Gipuzkoa, que por el momento continúan apostando por las políticas públicas de cooperación.

Internacionalismo y movimientos sociales es el último bloque de contenidos de este número. En uno de los artículos, y desde la experiencia de la Vía Campesina y la Marcha Mundial de las Mujeres, Silvia Piris y Beatriz Casado nos hablan de movimientos sociales, sostenibilidad y cooperación. Este especial se cierra con algunas referencias bibliográficas para continuar ampliando conocimientos sobre los temas abordados y con el manifiesto por una cooperación internacional vinculada al fortalecimiento de los movimientos sociales emancipadores.

Impulsado por el Grupo de investigación Movimientos Sociales y Cooperación Crítica (un grupo mixto conformado por profesorado universitario, personal técnico del Instituto Hegoa, militantes de La Vía Campesina y la Marcha Mundial de las Mujeres y personas pertenecientes a diferentes organizaciones sociales), este manifiesto aboga por una agenda alternativa de cooperación internacional que, entre otras cuestiones, asuma como ámbito de actuación la reducción de las asimetrías globales y centre sus esfuerzos en el fortalecimiento de los movimientos sociales emancipadores.


Introducción del número 59 de Pueblos – Revista de Información y Debate, especial cooperación, noviembre de 2013.

3 de dezembro de 2013

As secas e os tufões...



por MÁRIO SOARES


1- Há meses li um livro que depois comentei num artigo, por me ter impressionado muito. Intitulava-se: "Dez mil milhões, enfrentando o nosso futuro", cujo autor Stephen Emmott, é um reputado cientista que chefia um grupo de novos cientistas que trabalham em Cambridge num laboratório sobre a Terra. E que chegaram à conclusão de que em cerca de cinquenta anos, a Terra pode implodir, por culpa dos humanos.

Curiosamente, na quinta-feira última, a Televisão TVI 24/7 passou um longo e muito interessante documentário sobre o que está a acontecer no nosso planeta, com os mais variados desastres climáticos. Têm dado origem a tsunamis, secas, tufões e inundações. Estão a destruir o Ártico e o Antártico, a perder o gelo e, em consequência, a aumentar o nível dos oceanos.

E mais: a revista Courrier International na sua última edição de 24 de novembro de 2013, intitula-se: "O tempo das catástrofes", sublinhando: tufões, secas, inundações e interrogando-se: "Em que medida o aquecimento da Terra é responsável por tudo o que está a acontecer?"
Mas ficou-se pela capa sem ir mais longe. Os mercados usurários não deixam, nem isso lhes importa... 

No final do século passado falou-se muito do perigo do aquecimento da Terra. A ONU organizou sessões entre os grandes Estados do nosso planeta - da América do Norte à China, ao Japão à Rússia, ao México, ao Brasil e América do Sul, à União Europeia e mesmo ao Universo Muçulmano e à África.

Mas de repente, depois do fracasso da última reunião da ONU, que teve lugar na Dinamarca, e que foi totalmente sabotada pelas grandes potências - os Estados Unidos, a China, a Rússia e o Japão - os mercados usurários calaram a comunicação social, que em grande parte dominam, e a ONU com o atual presidente, que não gosta de sarilhos, calou-se igualmente.

Entretanto, as desgraças climáticas surgem e desenvolvem-se por toda a parte. O que se passou recentemente nas Filipinas e também nos Estados Unidos devia obrigar-nos a refletir. Mas não. A comunicação social é cada vez mais dominada pelos mercados e os jornalistas e os políticos independentes, que deviam dizer o que pensam, e não o que lhes mandam, têm vindo a diminuir. Por isso, os jornais e as revistas vendem-se cada vez menos...

Claro que a internet é uma poderosíssima rival, visto que as pessoas escrevem no Facebook e noutras redes sociais e dizem o que pensam. É o que de algum modo nos vale. Embora para os velhos, como eu, o hábito da leitura dos jornais e das revistas continue a impor-se, ao contrário dos mais novos.

Voltando a este nosso tempo das catástrofes climáticas - e o que dizem os cientistas acerca do que pode acontecer ao nosso planeta -, impõe-se-nos a necessidade de refletir a sério. São os nossos filhos e netos que vão pagar mais duramente aquilo que de pior pode vir a acontecer.
Para que serve hoje a ONU, se continua a calar-se perante os desastres climáticos, cada vez mais graves, que o nosso planeta está a viver, por culpa exclusiva dos humanos e que está já a refletir-se nas várias espécies animais, nas árvores e em certos vegetais? Para que serve o dinheiro - que é hoje o que conta - perante as catástrofes ecológicas a que hoje impunemente estão a assistir?

Temos hoje dois homens de excecional qualidade, de inteligência e de ética, que nos dão alguma esperança para o futuro: Sua Santidade o Papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Têm atacado a crise financeira, social, ética, política e ambiental, bem como a famigerada austeridade, de que tantos países, como Portugal, têm sido as grandes vítimas. O capitalismo selvagem e a ganância de certos políticos que só falam do que lhes interessa: do dinheiro. Mas, atenção, é importante que pensem também no destino da Terra e dos humanos que podem desaparecer, bem como os filhos e netos, uma vez que estão a destruir o nosso planeta. Serve-lhes para alguma coisa o dinheiro a que estão tão agarrados? Porque fecham os olhos ao que dizem os cientistas sobre o que pode acontecer ao nosso planeta? Como fizeram ao aquecimento da Terra, em que nunca acreditaram e que parece agora ser já uma evidência?

Reparem nos oceanos, que vão crescer muito - e inundar a Terra - dada a situação de degelo do Ártico e do Antártico que, por causa do aquecimento, estão a ser destruídos... Como é possível que os humanos, de tantos Estados, que parecem cultos e inteligentes, fechem os olhos, cegos, ao que se passa hoje na Terra, que a sua inteligência tanto desenvolveu e agora, pela ganância, estão, sem se aperceberem, a destruir?

Atenção. A nossa Madeira está a ter frequentes chuvadas que arrasam casas e estradas. É urgente estudar esse fenómeno e tomar as devidas precauções.

2 - A AFLIÇÃO DE VIANA DO CASTELO

Não era minha intenção escrever hoje qualquer texto de natureza política. A política portuguesa vai péssima, todos o sabemos, mas não é do meu agrado repetir-me, insistindo no já dito.

Claro que, com o atual Governo, todos os dias há novas políticas desastradas, que empobrecem mais os portugueses e os levam ao desemprego e ao desespero por não terem dinheiro sequer para dar de comer aos filhos.

Com a chamada austeridade e enquanto a mesma subsistir, como é o caso, tudo será cada vez pior. 

Desta vez a culpa voltou a ser do ministro da Defesa, Aguiar-Branco, que só tem criado problemas e nada feito. Que o digam os militares do Exército, da Força Aérea ou da Marinha, que o têm aturado, com muita paciência, mas começam a estar a fartos, como se tem visto...

Agora resolveu atacar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e pôr na rua, como se fossem coisas, 600 trabalhadores. Fez isso de um jato, depois de lhes ter prometido salvar os Estaleiros e garantir o maior número possível de postos de trabalho. Mas, claro, não cumpriu.

Conheci os Estaleiros de Viana do Castelo na altura em que tive responsabilidades de Estado e, depois de ser deputado ao Parlamento Europeu, quando, a pedido dos trabalhadores, fui com o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, visitar os Estaleiros em que ele estava muito interessado. Depois disso a Venezuela enviou barcos para reparação e manifestou a intenção de encomendar a construção de novas unidades.
Mas agora, subitamente, Aguiar-Branco foi dizer aos trabalhadores que os Estaleiros vão ser entregues a uma empresa, que dizem falida, que eles serão despedidos e depois se verá se alguns poderão voltar a trabalhar.

Imagine-se o impacto negativo que as palavras de Aguiar-Branco tiveram nos trabalhadores dos Estaleiros e nas suas respetivas famílias e amigos. Toda a Viana do Castelo se está a manifestar contra, a começar pelo presidente do Município, José Maria Costa, que é um socialista muito moderado e respeitado. Mas sabe, como poucos, a desgraça que tudo isso representa não só para a população de Viana do Castelo mas sem dúvida também para toda a região do Minho.

O presidente da central sindical CGTP, Arménio Carlos, com o seu dinamismo habitual, foi logo a Viana, para se informar e valer aos trabalhadores. Os jornais pouco escreveram, mas algumas televisões e rádios deram em direto as suas palavras. Ouvi-o e gostei do que disse. Não se pode, com tanta incompetência - e sem qualquer critério válido - tentar destruir uma cidade capital. Seria mais um caso de incapacidade e de impotência em que por causa de uns milhares de euros, se destruiria um distrito, que está na origem da nossa nacionalidade... Será que o ministro terá consciência disto? Desconfio que não! 

3- A VIZINHA ESPANHA

Sou um amigo de Espanha, de que sempre gostei e conheço bem. Desde jovem vivi a guerra civil de Espanha, que segui, pela Rádio Madrid, e assisti (lembro-me bem) à entrada dos nacionalistas, como eram chamados os fascistas, ou franquistas e os próprios marroquinos trazidos por Franco para lutar contra os espanhóis republicanos.

Meu pai foi um amigo e admirador de Azaña e, durante a segunda República espanhola, foi muito ajudado pelos republicanos espanhóis na luta contra a ditadura salazarista. Apesar de Salazar e Franco nunca se terem dado bem. Sentiu-se isso nos poucos encontros que tiveram e, sobretudo, depois do 25 de Abril.

Espanha sempre me encantou pela sua cultura e pintura. A cultura é o que faz uma Nação. O Museu do Prado, que visitei muitas vezes, sempre me fascinou, mas autores como Miguel de Unamuno, José Ortega y Gasset, Salvador de Madariaga, García Lorca, António Machado, Tierno Galván, e tantos outros, para não falar de Cervantes e outras grandes figuras do passado, cujos livros me honro de ter, foram para mim um alimento cultural de primacial importância. Como aliás a História de Espanha. A música, em que sempre fui fraco, por falta de ouvido, nunca me deslumbrou particularmente. À exceção do flamenco, de que sempre gostei.

Aliás foi a literatura espanhola que me conduziu a ler e a conhecer excelentes e grandes escritores latino-americanos. Conheci alguns pessoalmente, como: Jorge Luís Borges, Gabriel García Márquez, Vargas Llosa, Octavio Paz, Isabel Allende, etc.

Conheci o conde de Barcelona, pai do Rei Juan Carlos, que Franco nunca deixou entrar em Espanha e que viveu muitos anos exilado em Portugal. E sempre espiado por Salazar, porque dele desconfiava.
Depois do 25 de Abril e da transição democrática espanhola, as coisas mudaram radicalmente. Fui amigo de Adolfo Suarez e dos líderes dos diferentes partidos que então vieram à luz do dia, como os comunistas. Por exemplo a Pasionaria (que conheci em Milão) e Santiago Carrillo, um eurocomunista que se tornou um querido amigo, Tierno Galván e Raul Morodo, que foi um grande embaixador em Lisboa, e para mim como um irmão, e Felipe Gonzalez, que aliás conheci numa reunião da Internacional Socialista quando tinha o pseudónimo de Isidoro.

Quando era primeiro-ministro fiz uma grande amizade com Adolfo Suarez, que também o era. Mudámos o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso-Espanhol e estabelecemos o Tratado de Amizade e Cooperação entre os dois Estados democráticos ibéricos (1977).

Foi nesse tempo que conheci, em Londres, pela mão de Fernando Morán, um grande amigo, galego como Franco, Manuel Fraga Iribarne, que era embaixador. Eu era então ministro dos Negócios Estrangeiros e tinha receio de que pudessem surgir de novo as incursões militares, apoiadas por Espanha, como houve na I República portuguesa (1910-1926). E foi isso que lhe perguntei. Respondeu-me, sem pestanejar: "Será algo que Franco nunca consentirá. Não se esqueça que ele é galego como eu." 

Realmente quando, bastante tempo depois, Ford, o presidente dos Estados Unidos, e Kissinger, com medo do comunismo, vieram a Espanha, para pedir a Franco autorização para que marines americanos atravessassem a Espanha para acabar com o comunismo em Portugal, país da NATO, Franco, não hesitou e disse: "Nem pensar." O texto dessa conversa está hoje à disposição. Como se sabe, trinta anos depois, é aberto ao público.

Mas tudo isso pertence ao passado e a Espanha de hoje - como Portugal - estão mal com a crise europeia, financeira, económica, ética, social, política e ambiental que ambos os países sofrem, porque ambos aderiram, por serem Governos da direita populista, à austeridade que, por onde passa, destrói os países que dela são vítimas. Rajoy, é verdade, teve a lucidez de não deixar entrar a troika em Espanha, mas adotou também a famigerada austeridade, o que veio a dar no mesmo.

Amigo de Espanha e da sua cultura, a que tanto devo, tenho uma grande vergonha que os dois Estados ibéricos, estejam como estão, perto de ditaduras, enquanto todos os Estados latinos e o nosso querido Brasil são hoje democracias consolidadas. É triste para a Ibéria e, em especial, para Portugal, Estado independente desde 1143, sempre com as mesmas fronteiras, mas também para Espanha, com as suas 17 autonomias, numa situação que para os dois Estados ainda não é de ditadura, mas estão próximos. Porque os Estados sociais estão a desaparecer e os sindicatos a não serem ouvidos, como nas democracias é de regra.

Uma desgraça contra a qual é necessário lutar. Claro, pacificamente.