5 de dezembro de 2013

Fórum “Gestão do Voluntariado para a Cooperação”




O Grupo de Trabalho dos Recursos Humanos para a Cooperação realizou no dia 28 de Novembro, na Fundação Gulbenkian, o primeiro Fórum sobre Gestão do Voluntariado para a Cooperação. Seguindo o modelo de debate do World Cafe, este fórum pretendeu reunir com organizações da sociedade civil que desenvolvem programas de voluntariado internacional para a cooperação, para partilhar práticas e debater questões relacionadas com a gestão dos voluntários.


Foram abordadas as fases genéricas de um programa de voluntariado: recrutamento e selecção, preparação e formação, acompanhamento no terreno e regresso. Como forma de complementar e enriquecer o debate nas mesas de World Cafe, foram convidados alguns técnicos de ONGD com reconhecida experiência na gestão de programas de voluntariado, que partilharam a sua experiência e modo de gerir os voluntários ao longo destas fases.

Estiveram presentes 27 participantes, representantes de 13 organizações, que concluíram de facto existirem vários pontos comuns na gestão dos seus programas. Na fase inicial de recrutamento e formação, todos reconheceram ser fundamental dar a conhecer aos voluntários a organização, seus valores e missão para que se crie uma ligação efectiva destes, bem como desenvolver estratégias que permitam à organização conhecer bem a pessoa que vai irá colaborar voluntariamente no seu projecto. O próprio processo de formação dos voluntários permite a obtenção deste conhecimento. Já o momento e os critérios de selecção variam bastante de organização para organização, sendo que muitas vezes existe um paralelismo entre a fase de preparação e recrutamento. Todas as organizações reconhecem a importância de uma preparação sólida e que capacite o voluntário não só em áreas mais técnicas, mas também que reforce o seu desenvolvimento interpessoal. O acompanhamento dos voluntários no terreno implica sempre uma comunicação próxima entre voluntário, organização e parceiro local, podendo tomar diversas formas consoante a duração do programa de voluntariado. Já no que diz respeito ao regresso, as organizações reconhecem a importância de reintegrarem os seus voluntários nas actividades da organização, como forma de valorizar o seu trabalho e experiência adquirida.


As conclusões deste Fórum  indicam algumas pistas para o trabalho futuro do GTRHC: definir e partilhar os pontos comuns e transversais a qualquer programa de voluntariado, e disponibilizar, por exemplo através de uma plataforma online, exemplos práticos ou recomendações para cada fase do programa de voluntariado. Sugeriu-se ainda estudar o impacto, no financiamento dos projectos, do recrutamento de voluntários para a cooperação e, como desafio futuro, promover a realização de programas de voluntariado em parceria entre as diversas organizações, como forma de criação de sinergias e potencialização de financiamentos para o voluntariado para a cooperação.

http://plataformaongd.pt/noticias/noticia.aspx?id=795