22 de março de 2014

La dignidad imprescindible



Esther Vivas

La rabia, el hartazgo, la indignación, pero, también, la solidaridad, el apoyo mutuo, la dignidad son el combustible de las Marchas de la Dignidad, que desde finales de febrero y principios de marzo recorren todo el Estado y que mañana sábado llegan a Madrid. Ante el expolio de nuestros derechos y la supeditación política a los designios de la "santísima" Troika, las Marchas exigen empleo y vivienda digna, que se paren los recortes y no se pague una deuda ilegítima. Sobran motivos para caminar.

Hoy, en el Estado español hay tres millones de personas que viven con menos de 307 euros al mes, el doble que en 2007 justo antes del inicio de la crisis, según datos del último informe del Observatorio de la Realidad Social de Cáritas. La pobreza se convierte en severa y crónica: dos millones de mujeres y hombres llevan más de dos años en paro y 3,5 más de uno. Según la organización, del total de personas que atienden una de cada tres pide ayuda desde hace más de tres años. Cifras que desgarran.


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18 de março de 2014

ENTREVISTA: Em África “é preciso explicar como a democracia traz comida para a mesa”


A imagem de “pai da independência”, as políticas populistas e a falta de credibilidade da oposição são, para o activista dos direitos humanos zimbabweano Arthur Gwagwa, razões da longevidade política de Robert Mugabe.


"Trata-se de ligar os valores da democracia, direitos humanos e estado direito aos assuntos económicos e sociais que afectam às pessoas."


15 de março de 2014

Revista da Plataforma Portuguesa das ONGD analisa as Relações Europa-África




Pode também aceder à Revista em versão PDF.

Una dieta globalizada




Esther Vivas | Público.es

¿Qué tienen en común India, Senegal, Estados Unidos, Colombia, Marruecos, el Estado español y muchos otros países? Que la alimentación es cada vez más parecida, a pesar de las importantes diferencias que aún perviven. Más allá de la McDonalización de nuestras sociedades y el consumo globalizado de Coca-Cola, la ingesta mundial de alimentos depende, progresivamente, de unas pocas variedades de cultivos. El arroz, la soja, el trigo, el maíz se imponen, en detrimento de otras producciones como la del mijo, la yuca, el centeno, la batata, el sorgo o el camote. Si la alimentación depende de unas pocas variedades de cultivos, ¿qué puede suceder ante una mala cosecha o una plaga? ¿Tenemos el plato asegurado?

Avanzamos hacia un mundo con más comida menos diversidad y mayor inseguridad alimentaria. Alimentos como la soja, que hasta hace poco años eran irrelevantes, se han convertido en indispensables para tres cuartas partes de la humanidad. Otros, ya significativos, como el trigo o el arroz se han extendido a gran escala, siendo consumidos hoy por un 97% y un 91% respectivamente de la población mundial. Se impone, asimismo, una alimentación occidentalizada, "adicta" al consumo de carne, productos lácteos y bebidas con azúcar. Mercados alimentarios con intereses empresariales claros. Así lo explica en detalle, el reciente estudio 'Aumentando la homogeneidad en las cadenas alimentarias globales y las implicaciones en la seguridad alimentaria' que afirma caminamos hacia una “dieta globalizada”.

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9 de março de 2014

Não divulgar é cumplicidade!


       É preciso que se saiba que:

      "... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

mas os nossos gestores recebem, em média:
      - mais 32% do que os americanos;
     - mais 22,5% do que os franceses;
      - mais 55 % do que os finlandeses;
  - mais 56,5% do que os suecos"

       (dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

La lucha social, la acción política y el cambio


8 de março de 2014

Mujeres, comida y cuidados



Esther Vivas

Hora de preparar la comida y encender los fogones, de poner la mesa y sacar los cubiertos, de hacer la lista de la compra y acercarse al 'súper' o al mercado. En casa, dichas tareas, han sido realizadas mayoritariamente por mujeres. Un trabajo, el de alimentarnos, imprescindible para nuestra vida y sustento. Sin embargo, una tarea invisible, no valorada. Comemos, a menudo, como autómatas y como tales ni reconocemos qué ingerimos ni quien pone el plato en la mesa.

La alimentación en los hogares continua siendo, con frecuencia, territorio femenino. Así, lo demuestra la última Encuesta de Empleo del Tiempo 2009-2010 del Instituto Nacional de Estadística: en el Estado español un 80% de las mujeres son las que cocinan en los hogares, frente al 46% de los hombres. Y cuando éstas entran en la cocina, le dedican más tiempo, 1 hora 44 minutos al día frente a los 55 minutos de ellos. Asimismo, las mujeres asumen en mayor medida tareas de organización (preparar comidas, previsión de compra de alimentos...), mientras que los hombres apoyan, cuando lo hacen, en la ejecución.

Unas tareas "alimentarias" que se sitúan en, lo que la economía feminista llama, "los trabajos de cuidados", esas tareas que no cuentan para el mercado pero que son imprescindibles para la vida: criar, dar de comer, gestionar el hogar, cocinar, atender a quienes lo necesitan (pequeños, enfermos, mayores), consolar, acompañar. Se trata de labores sin valor económico para el capital, "gratuitas", que no son consideradas trabajo, y en consecuencia menospreciadas, a pesar de equivaler al 53% del PIB del Estado español

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4 de março de 2014

Fracking GAS NO Convencional

O"May be Man" - Por Mia Couto


Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é  e o mal que causa. Mas existe o "May be man". E poucos sabem quem é. Menos  ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa  criatura que todos, no final, reconhecerão como  familiar.

O "May be man" vive do “talvez”. Em  português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não  toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a  agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e  o vazio.



A diferença entre o "Yes man" e o "May be  man" não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may  be not”. Enquanto o "Yes man" aposta na bajulação de um chefe, o "May be man"  não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa  bota, o outro engraxa tudo que seja bota  superior.



Sem chegar a ser chave para nada, o "May  be man" ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido.  Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o "May be man" não é exactamente do  partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores  políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da  aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra  amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua  ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para  negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E  vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame  de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma  na­ção muito gaseificada.



Governar não é, como muitos pensam,  tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o "May be Man",  uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer.  Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas  apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima,  patriótica e enqua­dra-se no combate contra a  pobreza.



Afinal, o "May be man" é mais cauteloso  que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda  pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz  nem verde para ninguém.



O "May be man" entendeu mal a máxima  cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o  governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de  oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois,  vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês,  que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do  “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do  eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido  personagem.



O "May be man" descobriu uma área mais  rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa  parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele  complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece  o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a  papelada. Numa palavra, o "May be man" actua como polícia de trânsito  corrup­to: em nome da lei, assalta o  cidadão.



Eis a sua filosofia: a melhor maneira  de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político  sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai  dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E  a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do  chefe. E, à cau­tela, os do chefe do  chefe.



O "May be man" aprendeu a prudência de  não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos.  Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o "May be  man" não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por  via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo.  Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército,  saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a  ignorância absoluta pode  conferir.



Apresentei, sem necessidade o "May be  man". Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles,  do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na  realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do "May be man"  não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas.  Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo  rico, deitaria assim tanto dinheiro para o  vazio.



O "May be Man" é utilíssimo no país do  talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.

3 de março de 2014

¿Comer pescado es tan saludable?


Esther Vivas

Nos dicen que comer pescado es de lo mejor. Nos aporta ácido graso omega 3, vitaminas B, calcio, yodo... Sin embargo, ¿comer pescado es tan saludable? ¿Seguro que es beneficioso para nosotros y el medio ambiente? ¿Qué efectos tiene en los fondos y especies marinas? ¿Y en las comunidades locales? ¿Quién sale ganando con su creciente demanda? Aguas turbias se mueven en las bambalinas de la industria pesquera.

El consumo de pescado va a más. Su producción mundial batió un nuevo récord en 2013 alcanzando los 160 millones de toneladas, con la pesca de captura y la de piscifactorías, frente a los 157 millones del año anterior, segúnla Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación(FAO). Una tendencia que se sustenta en una sólida demanda en los mercados internacionales y en un aumento de la misma en Asia Oriental y el sudeste asiático, especialmente en China. En Europa, el Estado español es uno de los mayores consumidores, con una media de 26,8 kilos de pescado por persona y año, según datos de Mercasa de 2011, a pesar del descenso que su consumo ha sufrido en los últimos tiempos debido a la crisis.

Una demanda creciente que se ha visto satisfecha por la expansión de la acuicultura intensiva, o lo que sería lo mismo “granjas de pescado” o piscifactorías. Calco y copia del modelo de ganadería industrial, aplicado en esta ocasión a la pesca. Hoy, uno de cada dos peces que comemos procede de dicha producción. Se trata de un modelo en auge que, se calcula, en el 2030 suministrará casi dos tercios de todo el pescado consumido en el mundo, según el informe La pesca hasta 2030: Perspectivas de la pesca y la acuicultura del Banco Mundial y la FAO. Sin embargo, el negativo impacto social y medioambiental de este modelo, desde su instalación al “cultivo” y procesado de los peces, es la otra cara de la moneda.

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