29 de julho de 2014

Sair da CPLP?


"Portugal opor-se interminavelmente à vontade expressa de todos os outros membros? A resposta só pode ser não."

http://www.publico.pt/n1664546

¿Adiós al campesinado?



Esther Vivas

La agricultura ha dejado de ser desde hace años una actividad económica central. Ante un modelo agrario diseñado por y para el agronegocio, cada vez más campesinos se han visto obligados a cerrar sus explotaciones y abandonar el sector. Sin embargo nuestras necesidades alimentarias siguen allí. Sin campesinado, ¿quién nos dará de comer?

La agricultura, en el Estado español, ha pasado de ser una de las principales actividades económicas a una práctica casi residual. En 1900, el 70% de la población activa trabajaba en el sector agrícola; en 1950, ésta había disminuido hasta el 50% del total; en 1980, ya únicamente representaba el 19%; y en 2013, sumaba un escuálido 4,3%. Las explotaciones agrarias, del mismo modo, desaparecen a gran velocidad. En el período de 1999 al 2009, en solamente diez años, éstas disminuyeron un 23%, según el Censo Agrario del Instituto Nacional de Estadística 2009. Pronto no quedarán campesinos en el campo.

Menos explotaciones y más grandes. La concentración empresarial es otra realidad en el mundo agrario. Entre 1999 y 2009, a pesar del cierre de fincas, las que se mantuvieron, en todas las comunidades autónomas, aumentaron su extensión. Aunque los mayores incrementos se dieron en Galicia, La Rioja y Cantabria. En la ganadería, se repitió la dinámica: el número de explotaciones de cada especie de ganado disminuyó, pero aumentó el número medio de cabezas. Castilla y León se situó al frente de la producción de bovino y ovino y Catalunya fue la primera en la producción avícola y porcina, ambas comunidades con el mayor número de ejemplares de cada una de dichas especies. Por cierto, en Catalunya existen prácticamente tantas cabezas de cerdo, como de personas.

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En Cultopias de ENTREPUEBLOS os ofrecemos las últimas noticias que aparecen en portada...


 
 
... y nuevos enlaces, recientemente incorporados a distintas secciones, que creemos puedan ser de interés para conocer y consultar:
 

 

28 de julho de 2014

18 de julho de 2014

Escândalo GES chega à Suíça - ou quando os ricos ficam pobres



Não foram só as Bolsas, outra razão apressou a sucessão no BES: antecipar-se ao iminente colapso do GES. Pois bem, ele começou. Como o Expresso hoje revela, já há "default" na Suíça. Há clientes que não estão a receber o dinheiro aplicado. Há uma minoria do país que vai deixar de ser silenciosa. Pobres ricos.

Não é mau agoiro, é boa informação. O barulho que se ouve não é sequer o da bomba, é ainda apenas o do rastilho. É curioso como o noticiário sobre a insolvência da ES International soou até aqui a coisa abstrata. Como se não tivesse consequências concretas. Tem, chama-se prejuízos. Muitos credores da ES International vão perder dinheiro. Muitos nem sabiam que eram credores.

A Portugal Telecom é um caso muito evidente, porque é uma empresa grande. Mas o veneno do papel comercial da ES International está disperso por centenas de carteiras de investimento. O Banco de Portugal cuidou do subgrupo que considerou mais vulnerável: os clientes de retalho em Portugal. De fora ficaram os clientes institucionais, que têm a obrigação de medir o risco do que andam a comprar. E de fora ficaram os clientes de retalho através de outros países. Através da Suíça. Muitos deles são... portugueses.

O Grupo Espírito Santo não é dono só um de banco, o BES. É dono também de um banco na Suíça, o Banque Privée Espírito Santo. É um banco que gere grandes fortunas e que tem muitos clientes portugueses. Nos últimos anos, o banco ganhou ainda mais clientes, porque muita gente teve medo do fim da moeda única e tirou dinheiro não só do país como da zona euro. E a velha Suíça, que inexplicavelmente tem boa fama embora preste os mais opacos serviços financeiros da Europa, acolheu fortunas imensas. E sim, também há fortunas imensas portuguesas. Onde investiu o Banque Privée esse dinheiro? Numa série de títulos. Incluindo em papel comercial do GES, que agora está em "default". Em incumprimento. Chama-se calote.

Clientes do Banco Espírito Santo em Portugal transferiram dinheiro para o Banque Privée Espírito Santo na Suíça que foi investido na Espírito Santo International, que está falida.

Repare-se bem no emaranhado: clientes do Banco Espírito Santo em Portugal transferiram dinheiro para o Banque Privée Espírito Santo na Suíça que foi em parte investido em títulos de dívida da Espírito Santo International, que está falida.

Muita gente achará que é bem feito, os ricos que se lixem. É uma visão errada: a frase "a justiça deve ser igual para todos" também se aplica na lógica inversa à habitual. Mas não deixa de ser irónico que quem tenha querido fugir do risco de o euro desaparecer perca agora dinheiro; e que quem veja na Suíça um porto seguro perceba que a Suíça é uma casa onde senhoras de boa fama praticam atos de mulheres de má fama. Como dizia há mês e meio neste jornal Gabriel Zucman, autor do livro "A Riqueza Oculta das Nações", há €30 mil milhões de portugueses na Suíça. 80% desse dinheiro será, estima ele, de evasão fiscal. Se parte do dinheiro que agora for perdido por clientes do Banque Privée foi não declarado, então sim há um certo sentido de justiça: quem o perder nem vai poder reclamá-lo, pois é dinheiro que, para fugir aos impostos (se não a outra coisa), saiu por debaixo da mesa.

Talvez agora se comece a perceber a dimensão do que está a acontecer no GES, que vai avançar para um processo de reestruturação, que inclui a venda de ativos e a consolidação de passivos da ES International e da RioForte. O processo pode ser controlado, o dinheiro aplicado não vai ser todo perdido, mas sê-lo-á em grande parte, num processo que durará tempo. O caso só não é pior porque o Banco de Portugal protegeu os clientes que compraram papel comercial da ESI através do BES (nomeadamente da gestora de fundos ESAF). Senão, já teríamos bidões a arder na avenida da Liberdade. Assim, teremos processos judiciais. E teremos muitas famílias ricas a perder fortunas. Muitas não fizeram nada de mal. Apenas confiaram no nome Espírito Santo.

Ainda hoje não se sabe bem a totalidade do buraco do Grupo Espírito Santo, mas sabe-se que a dívida em papel comercial ultrapassa os seis mil milhões de euros. Os acionistas do GES (família mas não só) perderão muito dinheiro. Credores como a Portugal Telecom, a Venezuela e clientes do Banque Privée com títulos da ESI perderão dinheiro. Muitos ainda desconhecidos também. O próprio BES também perderá crédito concedido ao grupo, mas num valor suficiente para lhe resistir.

A sucessão vira a página no BES, mas a família Espírito Santo enfrenta muito mais que a desonra. Enfrenta prejuízos. No BES e no GES estamos a assistir uma mudança histórica, mas em fases diferentes. No BES é o fim do princípio, no GES é o princípio do fim. O BES gere pela vida, o GES luta contra a morte. Virou massa falida.

14 de julho de 2014

GRANDES EVENTOS DESPORTIVOS: ONDE ESTÁ O DESENVOLVIMENTO?


NO CONTEXTO DO CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL, ORGANIZAÇÕES  ALERTAM  PARA MARGINALIZAÇÃO DE FRANJAS DA SOCIEDADE NA TOMADA DE DECISÃO. APELA-SE À INCLUSÃO PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

RELATÓRIO SOBRE OS ODM 2014


A VERSÃO PORTUGUESA DA AVALIAÇÃO DO PROGRESSO DOS ODM ATÉ 2014 JÁ SE ENCONTRA DISPONÍVEL PARA CONSULTA.

IMPLEMENTAÇÃO LOCAL DA AGENDA PÓS-2015


DECORREU EM MAIO E JUNHO O PROCESSO DE CONSULTA PÚBLICA EM PORTUGAL SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA AGENDA PÓS-2015 QUE CULMINOU COM A APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS PRELIMINARES NO PASSADO DIA 7 DE JULHO EM LISBOA.

ESTIVERAM PRESENTES REPRESENTANTES DO PNUD E DA COMISSÃO EUROPEIA. VER MAIS

Anita Picnic: já não há desculpas para não fazeres um piquenique


http://p3.publico.pt/vicios/em-transito/12888/anita-picnic-ja-nao-ha-desculpas-para-nao-fazeres-um-piquenique

¿Quién tiene miedo de la agricultura ecológica? (II)



Esther Vivas

La agricultura ecológica ha despertado en los últimos tiempos las más variadas "iras", siendo objeto de todo tipo de calumnias. Su éxito y múltiples apoyos han sido proporcionales a las críticas recibidas. Sin embargo, ¿quién tiene miedo de la agricultura ecológica? ¿Por qué tanto esfuerzo en desautorizarla? 

Todas estas preguntas fueron formuladas en un artículo anterior, donde analizábamos las mentiras detrás de afirmaciones como “la agricultura ecológica no es más sana ni mejor para el medio ambiente que la agricultura industrial y transgénica”. Hoy, abordaremos otras en relación a su eficiencia, el precio y la falsa alternativa que significa una "agricultura ecológica" al servicio de las grandes empresas. Como decíamos entonces: ante la calumnia, datos e información.

De la eficiencia y el precio

"La agricultura ecológica es poco eficiente y cara", dicen sus detractores. Quienes realizan esta afirmación olvidan que es precisamente el actual modelo de agricultura industrial el que desperdicia anualmente un tercio de los alimentos que se producen para consumo humano a escala mundial, unos 1.300 millones de toneladas de comida, según datos de la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO). Se trata de una agricultura de "usar y tirar". En consecuencia, ¿quién es aquí el ineficiente? Aunque, más allá de estas cifras, es obvio que el actual modelo de agricultura industrial, intensiva y transgénica no satisface las necesidades alimentarias básicas de las personas. El hambre, en un mundo donde se produce más comida que nunca, es el mejor ejemplo, tanto en los países del Sur como aquí.

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10 de julho de 2014

¿Quién tiene miedo de la agricultura ecológica? (I)


Esther Vivas

La agricultura ecológica pone muy nerviosos a algunos. Así lo constatan, en los últimos tiempos, la multiplicación de artículos, entrevistas, libros que tiene por único objetivo desprestigiar su trabajo, desinformar acerca de su práctica y desacreditar sus principios. Se trata de discursos plagados de falsedades que, vestidos de una supuesta independencia científica para legitimarse, nos cuentan las "maldades" de un modelo de agricultura y alimentación que suma progresivamente más apoyos. Sin embargo, ¿por qué tanto esfuerzo en desautorizar dicha práctica? ¿Quién tiene miedo de la agricultura ecológica?

Cuando una alternativa cuaja socialmente dos son las estrategias para neutralizarla: la cooptación y la estigmatización. La agricultura ecológica es torpedeada por ambas. Por un lado, cada vez son más las grandes empresas y los supermercados que producen y comercializan estos productos para dar cobertura a un floreciente nicho de mercado y "limpiarse" la imagen, a pesar de que sus prácticas no tienen nada que ver con lo que defiende este modelo. Su objetivo: cooptar, comprar, subsumir e integrar esta alternativa en el modelo agroindustrial dominante, vaciándola de contenido real. Por otro lado, la estrategia del "miedo": estigmatizar, mentir y desinformar acerca de la misma, confundir a la opinión pública, para así desautorizar este modelo alternativo.

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3 de julho de 2014

HÁ UMA "DIMENSÃO CLEPTOCRATA" NAS VELHAS ELITES DA FRELIMO


Adriano Nuvunga, director do Centro de Integridade Pública (CIP), organismo moçambicano dedicado à boa governação e transparência, diz que se verifica o ressurgimento de uma Frelimo que tem o Estado ao serviço dos interesses económicos. Para o director do Centro de Integridade Pública, há uma "mescla entre política, poder, e economia" que envolve a Frelimo e favorece o surgimento de novas elites ligadas ao partido no poder, além das famílias tradicionais. Sobre Armando Guebuza, que inicia esta terça-feira uma visita oficial de dois dias a Portugal, Adriano Nuvunga afirma que a sua saída do cargo de Presidente da República, no final do ano, nada irá mudar. 

Acha que a sociedade civil de Moçambique, e até os organismos públicos, têm capacidade para assegurar que a riqueza dos recursos naturais não irá fomentar a corrupção?

 As instituições, formais e informais, do controlo social e público estão em crescendo, mas estão ainda numa fase muito inicial do seu desenvolvimento. A sociedade civil ainda tem muitas fraquezas. Há um espaço de actuação que lhe é restringido pelo poder público. E há instituições de controlo, como o Parlamento, que também estão numa fase inicial de desenvolvimento. Tomando em consideração que temos uma sociedade que está, de certa forma, sob o domínio muito forte da Frelimo, num quadro onde a elite política, libertadora, da Frelimo - e a que vai nascendo - controla o Estado, os negócios, os mecanismos de controlo que são próprios das democracias têm muitos desafios em Moçambique. 

Nota-se um aumento da promiscuidade entre o mundo dos negócios e o partido que detém o poder, a Frelimo? 

O que existe é uma espécie de ressurgimento de uma Frelimo economicamente elitizada que tem a política, o Estado, ao serviço dos interesses económicos. 

Mas tem crescido? 

Penso que se tem consolidado. As velhas elites da Frelimo, que são as principais famílias libertadoras, estão a consolidar-se cada vez mais, numa dimensão até cleptocrática. Mas há também há novas elites da Frelimo que vão surgindo, no meio de uma mescla entre política, poder, e economia. 

Verifica-se um maior acumular de riqueza? 

Da parte da velha elite da Frelimo, das principais famílias, elas estão a tornar-se cada vez mais sólidas, através da acumulação, utilizando o Estado, obviamente, e há também uma nova elite emergente. 

Quais são os cenários mais óbvios dessa consolidação, do cruzamento entre os negócios e a política? 

Os elementos de ostentação a que assistimos hoje em dia não reflectem bem a riqueza que essas pessoas já acumularam. 

Ela está escondida? 

Eu penso que sim. As principais elites que acumularam riqueza são, na sua maior parte, ainda, cobertas pelas mordomias do Estado por terem participado no poder público. Têm Mercedes do Estado, têm guardas do Estado, têm uma casa.mas ainda não começaram a ostentar a riqueza acumulada. 

A corrupção pode ameaçar o futuro de Moçambique? 

Moçambique é um país que vem de uma guerra civil. Isso significa que havia um grupo de moçambicanos que não se sentia bem com o status quo, combateram, fizeram a guerra civil, e estão agora a participar do quadro democrático. A teoria diz que a estabilidade política só acontece quando essas pessoas que combateram, que utilizaram as armas em tempo de guerra, têm de ter uma relativa acomodação socioeconómica em tempo de paz. Se a corrupção continuar da forma em que está, essas pessoas, que encabeçaram a guerra no passado e que voltaram à Renamo para fazer a guerra, não vão estar acomodadas e vão provocar instabilidade. Mas, sobretudo, por parte da sociedade não haverá a distribuição que se espera que ocorra, e isso conduz também a instabilidade. 

A má redistribuição de riqueza levou ao reacender dos conflitos entre a Frelimo e a Renamo? 

É um elemento importante, a forma como as elites da Renamo foram tratadas pela sociedade e pelo Estado. Não tiveram o acolhimento que era de esperar. Afonso Dhlakama [líder da Renamo] é um signatário do acordo de paz, teve um contributo importante e merecia outro tipo de tratamento. 

Vai haver mudanças com a saída de Armando Guebuza do cargo de Presidente da República? 

Penso que não. Vai haver uma mudança do presidente, mas o regime vai continuar. O aumento do fluxo de investimento directo estrangeiro, por causa dos recursos naturais de Moçambique, requer, como já afirmou a CIP, uma maior capacidade fiscalizadora. 

Nota uma tendência nesse sentido? 

Formalmente, as estruturas podem ser montadas, mas o problema é que a elas está subjacente a Frelimo. E as coisas acontecem um pouco ao ritmo do que pode ou não pode ser feito no quadro dos interesses da liderança política da Frelimo. 

O facto de a Frelimo estar tão ligada ao Estado não conduz a uma espécie de perpetuação do regime, sem alternância? 

Neste momento, a Frelimo, como qualquer outro partido dominante, tudo faz para se manter perpetuamente no poder. Mas há o surgimento de outras forças políticas, como o MDM, e a Renamo tem agora uma oportunidade para se renovar. Está a haver um certo desenvolvimento na sociedade, e tende a haver uma maior capacidade de questionar a qualidade da governação. 

Os países dadores, que ainda contribuem com grande parte do dinheiro do Orçamento do Estado, deviam ter um papel mais interventivo? 

Parte importante do que tinham a fazer já fizeram, ao garantir a ajuda necessária ao país. Agora, a complexidade da fase que se segue, com os recursos naturais e os interesses que isso gera, põe os dadores numa posição delicada. Já se começa a sentir que falta um unanimismo que lhes era característico. Penso que começam a compreender que parte do que tinham para fazer já está feito, como ao nível das reformas. Agora cabe aos moçambicanos pôr as instituições a andar. 

Entrevista publica no jornal português, Público. Para aceder siga o link:

http://www.publico.pt/economia/noticia/ha-uma-dimensao-cleptocrata-nas-velhas-elites-da-frelimo-1660964?page=-1#/0

Clique para ler o artigo:


HÁ UMA "DIMENSÃO CLEPTOCRATA" NAS VELHAS ELITES DA FRELIMO 

2 de julho de 2014

TRATADO TRASATLÁNTICO de COMERCIO e INVERSIÓN, TTIP ¿Están nuestros derechos en peligro de extinción?



Charla coloquio en Palencia

Martes 8 de julio – 19h
ASOCIACIÓN VECINOS EL CARMEN
(C/ STA MARÍA DE LA CABEZA, 23)
Palencia

Charla-debate
MARIO ESPAÑA CORRADO
Vicepresidente de ATTAC CyL

“El problema más grave que se plantea a los espíritus contemporáneos: el conformismo, y la pasión más funesta del siglo XX, la servidumbre. Más que el equilibrado, el hombre normal es el hombre domesticado.”
Albert Camus

Impacto de la crisis en el derecho a una alimentación sana y saludable



Josep Maria Antentas y Esther Vivas | Informe SESPAS 2014

El artículo analiza el impacto de la crisis en los hábitos alimentarios de la población española, a qué perfiles sociales afecta y qué consecuencias tiene para la salud, basándose en informes oficiales y en la revisión de estudios empíricos. 

La crisis tiene consecuencias en la alimentación y modifica el comportamiento alimentario. Las familias buscan ahorrar en alimentación. Aumenta la inseguridad alimentaria y los grupos más proclives a verse sumidos en ella son aquellos que dedican una mayor proporción de sus ingresos a la comida. El recorte en el gasto alimentario va acompañado también de hábitos alimentarios poco saludables que favorecen la obesidad. En consecuencia, puede afirmarse que la crisis contribuye a la vulneración del derecho a una alimentación sana y saludable.

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Telefónica-Movistar: compartida la lucha es más



Esther Vivas

Los tentáculos de Telefónica-Movistar son inescrutables. Y no me refiero solo a las participaciones de sus accionistas, como el BBVA o La Caixa, o a los estrechos vínculos con el poder político, y sus "representantes" en el consejo de administración, sino al "ejército" de trabajadores con el que cuenta. En el Estado español, la empresa afirma tener contratadas a 20 mil personas. La realidad es que 100 mil más trabajan para la compañía, en la sombra, a través de empresas subcontratadas. O lo que es lo mismo en condiciones de mayor precariedad. Ayer, en una huelga histórica, trabajadores en plantilla y subcontratados plantaron cara conjuntamente a la multinacional.

Divide et impera, divide y vencerás, decía, según parece, Julio César. Telefónica-Movistar así lo ha hecho, dividiendo a sus trabajadores hasta el infinito: empleados fijos en plantilla, otros en empresas proveedoras de telemarketing como Atento o en múltiples contratas de operaciones y mantenimiento como Cotronic, Elecnor, Abentel, Itete, Cobra..., quienes a su vez subcontratan a otros, algunos más como "falsos autónomos". Todos rindiendo cuentas al final a la misma compañía: Telefónica-Movistar. Su "enemigo", en cambio, ya no es la multinacional, sino ese trabajador precario que le puede quitar el empleo y, en consecuencia, su salario. Sin embargo, la ofensiva de la empresa ha topado, muy a su pesar, con una resistencia inesperada, la de un puñado de sindicalistas incombustibles, que llevan años en la batalla, capaces de convertir la adversidad en una oportunidad única.

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1 de julho de 2014

Pinhal das Artes 2014



O Pinhal das Artes regressa ao Lugar das Árvores, em S. Pedro de Moel, com  mais de 500 performances para crianças dos 0 aos 5  anos e seus familiares. Esta sétima edição, a realizar entre 1 e 6 de Julho, tem mais artistas, mais espetáculos, mais tendinhas e maiscantinhos, esperando este ano cerca de 10 mil visitantes.

O Festival Pinhal das Artes é um evento que pretende incentivar à criação e produção artística, promovendo a criatividade em família e o diálogo entre a arte e a natureza. Além de inúmeros espetáculos de teatro, dança e música, a cargo de companhias portuguesas e estrangeiras, de Itália e Bélgica, o festival vai contar com inúmeras atividades lúdicas e pedagógicas: observação de pássaros; passeios de carroça; brinquedos da floresta; construção de instrumentos com materiais reciclados; cantinho de sons, permacultura, entre muitas outras que vão preencher seis dias de encantar bebés e suas famílias. 

Os 3 primeiros dias foram especialmente pensados para as creches e jardins de infância, mas nas noites de todo o festival e sexta, sábado e domingo o dia todo, venham os bebés, os papás, as mamãs, os manos, as primas, os avós e os tios! Todos são bem vindos! Há bilhetes diários, há bilhetes só para a noite, há bilhetes para três dias e bilhetes para todo o festival! Estes estarão à venda nas duas bilheteiras do festival. Não há desculpa para não vir a este grande espetáculo a que a SAMP nos tem habituado no início de cada Verão!



Mais informações para a comunicação social: 
ou 962406089

Organização: SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos
Parceria Estratégica: Fundação EDP



"A Fundação EDP associa-se com intensidade ao Pinhal das Artes, por acreditar profundamente na capacidade transformadora das artes e do mundo mágico do imaginário, para a vida de cada criança. A SAMP tem uma excelente tradição de levar estímulos emocionais a crianças doentes, e nessa ponte entre a inserção social e a doença, a FEDP constrói um dos seus mais expressivos eixos de actividade. É por isto fácil de entender este apoio e este alinhar de Valores e Vontades entre as duas instituições. Levaremos para o Pinhal outros exemplos deste nosso eixo, como a Operação Nariz Vermelho, a Turma do Bem e a Fundação do Gil, para que fique clara a nossa aposta nesta área e na qualidade de vida das crianças através da sua justa reinserção na sociedade. E para que prevaleça em todos a capacidade de acreditar na mudança, Inovando."
Margarida Pinto Correia – Diretora Inovação Social da Fundação EDP


“Havia passado um ano!

Que saudades tinha do Pinhal das Artes.
Era chegada a hora, e sem olhar a agenda serpenteei de novo os pinheiros do rei, tendo o aroma do Atlântico como GPS. Entre as acácias e o mar continuava o solitário farol de São Pedro, que eu deixei para segunda visita querendo ir primeiro ao lugar das árvores. Era ali que tudo estaria a acontecer.
Mas não estava.
...
Veio o vento e derrubou os mais majestosos dos eucaliptos. Vieram as fúrias divinas e derrubaram as acácias mais nobres e antigas do éden de São Pedro de Moel. Vieram as máquinas para levar os eucaliptos caídos e levaram também a doçura e o veludo dos caminhos. Vieram os homens para levar as acácias derrubadas e as máquinas, e levaram toda a poesia e todos os sons que milhares de bebés e suas famílias ali haviam deixado a ressoar ao longo dos últimos anos. Até as mães carpas viram chegar aos seus tanques inesperados e desconhecidos predadores selvagens que as devoraram, dizimando parte da família das Koi que no aquário gigante do Pinhal das Artes se habituou a contemplar os bebés e suas famílias. Parecia que todos os amigos do pinhal haviam desaparecido por completo. Quis sair dali depressa. Meti-me no carro e corri para o mar para ver se lavava a minha memória. Fui ver o farol.

O que faz aqui este farol?
Interrogava-me sobre quem pode ter hoje interesse num farol, na era de todos os GPS, quando vejo nascer ao fundo uma onda um pouco maior que as anteriores. Por perto andava na faina uma traineira, que o meu olhar mal discriminava. Mas para meu espanto, a traineira vinha afinal com a própria onda e temi o pior em semana de naufrágios na costa ibérica. Ao aproximar-se dos perigosos rochedos, verifico que não se trata de uma traineira, mas de um enorme animal que eu via pela primeira vez. Era gigante, entre o gafanhoto e a lagosta. Não tive medo, e ali fiquei imóvel a vê-lo subir a escarpa em direcção ao farol. Ao aproximar-se do farol, e de mim, percebi que era mesmo muito grande. Com uma voz de tenor especialmente doce, perguntou ao farol onde era o Lugar das Árvores em que havia de nascer o Pinhal das Artes. O farol apontou o seu olhar para terra, e em pleno dia fez brilhar um feixe de luz que beijava a clareira onde eu havia estado uma hora antes. O estranho mas simpático animal de imediato se dirige ao pinhal subindo a duna, com as suas muitas patas a pisar cardos, entre as quais levava cuidadosamente uma harpa que ainda escorria água da longa viagem que deve ter feito. Ao passar por mim, olhou-me com o carinho que pode ter o olhar de um gafanhoto ou de uma lagosta, e disse-me: Vai para casa depressa que já nasceram as Koi do Pinhal das Artes.

Meti-me no carro e vim para casa como um pai em stress. Não queria acreditar em gafanhotos gigantes que saem do mar e falam para faróis. Mas era verdade, haviam mesmo nascido os bebés KOI de 2014. Se era verdade com as carpas, também o será com o Pinhal das Artes.

De 1 a 6 de Julho de 2014.”

Paulo Lameiro

¡Estreno en Maputo! El próximo 4 de julio, a las 19h, en el CCFM – Centro Cultural Franco Mozambiqueño