10 de agosto de 2014

O deslustre da antropologia (em Moçambique)


Sinopse: Abordo a prática da antropologia no país, considerando-a marcada pela sua imagem pública, as noções sociais sobre o conteúdo e os limites da disciplina. Considerando que esse contexto deriva, em grande parte, das perspectivas sobre a antropologia que vigoraram logo após a independência. Nelas se enfatizando a proveniência colonial da sua parafernália metodológica, algo habitual nos debates reflexivos daquela época. E também vigorando, desde cedo, uma expectativa utilitária face às ciências sociais.

Reflectindo sobre a pertinência e as causas da continuidade dessa visão sobre a disciplina, ainda agora vulgar no campo intelectual nacional, procuro também articulá-la com o espartilho utilitário a que é votada, ainda hoje, a prática das ciências sociais.

Constato a possibilidade da prática antropológica desgarrada dos imperativos “aplicados” à administração de políticas, procuro apresentar um quadro para a actividade disciplinar, associada a um perspectiva de desenvolvimento e de organização democrática da sociedade.

Para quem tiver interesse no texto base da apresentação encontra-o aqui: O deslustre da antropologia (em Moçambique).