23 de novembro de 2014

Convite para a participação neste painel do ECAS 2015 [Call for proposals ECAS 2015]



Streets of fire : African urban musics between resiliencies and insurgencies




José Pimentel Teixeira (Universidade Eduardo Mondlane)
Maurício Barros de Castro (Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Pedro Pereira Leite (Universidade de Coimbra)



Apresentação do painel:

A construção das narrativas identitárias nas cidades africanas contemporâneas lida de modo ambivalente com as suas sonoridades. De um modo aparentemente paradoxal, a destradicionalização do sensível nos processos de nacionalismo e globalização vem vindo a afirmar a dimensão das especificidades locais. Dessa perspectiva resulta o papel de resistência e cooptação de ritmos e grupos musicais em África.

Partindo da hipótese de que a música é um elemento activo na construção de uma experiência colectiva e na ressignificação do espaço, o objectivo deste painel é analisar os significados dos discursos e das práticas nas músicas urbanas africanas para identificar processos identitários e dinâmicas culturais de afirmação política e social.

Propomos olhar para as gramáticas performativas de resistência e os seus ajustamentos patrimoniais, a partir da sua construção erudita, etnográfica e sociológica, para interrogar a dimensão política das expressões musicais africanas e da diáspora como processo de acção da afirmação e relação geracional, da catalização de modos de estar e de construção de saberes. Procuramos analisar os limites dos processos de afirmação cultural e política, de luta anticolonial e de patrimonialização como produtores de inovação cultural na construção das identidades urbanas em Africa.


Streets of fire : African urban musics between resiliencies and insurgencies

La construction des récits identitaires dans les villes africaines contemporaines entretient un rapport ambivalent avec leurs sonorités. D’une façon apparemment paradoxale, la « détraditionnalisation » du sensible dans les processus de nationalisme et de mondialisation a affirmé la dimension des spécificités locales. Le rôle de résistance et de cooptation des rythmes et des groupes musicaux en Afrique découle de cette perspective.

En partant de l’hypothèse que la musique est un élément actif dans la construction d’une expérience collective et dans la redéfinition de l’espace, ce panel a pour but d’analyser les significations des discours et des pratiques dans les musiques urbaines africaines, afin d’identifier des processus identitaires et des dynamiques culturelles d’affirmation politique et sociale.

Nous proposons d’examiner les grammaires performatives[VMG1]  de résistance et leurs ajustements patrimoniaux, à partir de leur construction érudite, ethnographique et sociologique, pour interroger la dimension politique des expressions musicales africaines et de la diaspora, en tant que mode d’action de l’affirmation et de la relation intergénérationnelle, de la catalysation de façons d’être et de construction de savoirs. Nous voulons analyser les limites des processus d’affirmation culturelle et politique, de lutte anticoloniale et de patrimonialisation, en tant que producteurs d’innovation culturelle dans la construction des identités urbaines en Afrique.