3 de dezembro de 2017

Sobre o Zé Pedro e esta coisa lixada chamada Tempo







O Zé Pedro também já nos deixou. Não, não vou acrescentar mais nada sobre o músico ou a pessoa em si. Não, não tive o privilégio de o conhecer, pelo menos não o suficiente para poder partilhar alguma estória, historieta ou vivência marcante que me fizessem agora aguentar em bicos de pé por efémeros e cibernéticos segundos (há segundos que podem não ser efémeros, incluindo os cibernéticos, como se sabe) perante a sua magnitude. Não, não chega para tanto. Apenas para voltar atrás e pensar nesta coisa lixada chamada «Tempo».
A morte do Zé Pedro, nesta escala muito particular que é a do nosso rectângulo, poderia ser comparada à do John Lennon. Calma, calma, calma... Apenas, no sentido em que o Zé Pedro era a figura mais carismática da banda de rock mais carismática em Portugal.
O que vos quero contar é que na minha vida isto está tudo ligado, mesmo. E nas vossas, também, claro. Até ter a minha primeira cassete, no início de 1986, por altura do meu aniversário, eu só ouvia as cassetes do meu pai que, felizmente, tinha bom-gosto para a música e me permitiu ouvir muita coisa dos Beatles e do Cat Stevens, fundamentalmente. Uns deixaram de existir muito antes de que eu nascera. O outro mudou de nome para Yusuf um ano antes. Também tinha a sorte de ter uns primos mais velhos. Uns que me deram a conhecer, entre outros, R.E.M., U2, Madredeus e Sétima Legião. E outros que me deram a conhecer, por exemplo, Heróis do Mar e Dire Straits. Sim, precisamente o grupo desse maravilhoso álbum chamado Brothers in Arms, que era o da minha primeira cassete, e que me foi oferecida pela minha avó Mercedes, no início de 1986, repito. A minha primeira cassete, porra! Já não se vendem cassetes, como sabem. Guardo-a religiosamente. Sim, porque para estas coisas materiais, sou mesmo muito religioso. A minha avó, que era filha de uma espanhola, aliás galega, chamada Jesusa, também já não está, vai fazer agora 15 anos. Fez-me, fez-nos, faz-nos muita falta. Eu tinha 7 anos e tinha uma cassete dos Dire Straits. Podem imaginar que tipo de avó eu tinha. Alguém que nunca impedia os sonhos dos outros, que eram afinal onde depositava os seus.
Na altura, eu ainda estava na Escola Primária. A Escola Primária da Embra, na Marinha Grande. Era assim que lhe chamávamos. Mais tarde, passou a chamar-se Escola Básica de 1.º ciclo João Beare ou Escola EB1 João Beare da Marinha Grande. Eu era aluno da professora Dolores, também ela com ascendência espanhola, mas que também já não está entre nós, há muitos anos. Também ela fez e faz falta, muita falta, a quem deixou.
A minha segunda cassete, tenho quase a certeza que a comprei com algum dinheiro que pude juntar do Natal, Páscoa ou aniversário. Não me lembro bem em que altura foi, apenas que foi em 1987, já com 8 anos. Fui à mesma loja onde a minha avó me comprou a cassete dos Dire Straits. Comprei o álbum Circo de Feras, dos Xutos & Pontapés. Sim, em 1987, os Xutos & Pontapés eram em Portugal a banda mais importante (no sentido de conhecida, pelo menos) do rock. Não se adjectivava o rock, como alternativo ou independente e mariquices dessas. Sim, havia o hard-rock, o rock progressivo, o punk rock, ou simplesmente punk, e muitos outros tipos de rock. Isso, eu ainda nem sabia. Para um puto como eu, era simplesmente Rock! Nem sequer sabia que os Xutos tinham algo de punk, só mais tarde soube dos seus inícios e influências. Sim, também só mais tarde ouvi Peste & Sida, Censurados, Tara Perdida, entre outras. E, ainda mais tarde, as bandas britânicas e americanas emblemáticas do Punk.
Voltando ao Circo de Feras. Reparem só neste alinhamento: "Contentores", "Sai p'rá Rua", "Pensão", "Desemprego", "Esta Cidade", "Não Sou o Único", "N'América", "Vida Malvada" e "Circo de Feras". Era de cortar a respiração. Toda a gente conhecia estas canções, tocavam em todo o lado. Ou, pelo menos essa era a minha percepção. E eu, esse puto de 8 anos, tinha a cassete. Uma cassete comprada numa loja de música ao fundo do corredor de entrada do Centro Comercial Moderno, situado na Rua Diogo Stephens, mesmo no centro da então Vila da Marinha Grande. Sim, só a 11 de Março de 1988, passou a ser cidade. Na altura, não sei se esse era o único centro comercial da Marinha Grande ou se já existia o Lumar. Hoje, o tal que era Moderno também sofre da mesma sangria que arrasou com o comércio tradicional no centro da Marinha Grande. Em 1987 e 1988, fazíamos aí a nossa vida, tínhamos tudo ali à mão. Esse C.C. Moderno também era onde estava a pastelaria onde me dava vergonha entrar com os meus pais, porque era a pastelaria da mãe da minha namorada (quase imaginária) da Escola Primária, que não sei se ouvia e tinha a cassete dos Xutos & Pontapés. Eu até a tinha, mas nunca lhe mostrei.
E também tive, um ano mais tarde, já com a Marinha Grande a apresentar-se ao país como cidade, famosa por ter sido palco da chapada que contribuiu para a eleição de Mário Soares como Presidente da República dois anos antes, a minha terceira cassete e segunda dos Xutos & Pontapés. O álbum era o 88, com este alinhamento: "As Torres da Cinciberlândia", "À Minha Maneira", "Para Ti Maria", "Nós Dois", "Andarilhos", "Carta Certa", "Doçuras", "Enquanto a Noite Cai", "Botas", "Prisão Em Si", "Sou Bom" e "A Minha Casinha". A loucura total. Era inimaginável que alguém não conhecesse, pelo menos, esta versão deliciosa chamada "A Minha Casinha".
1988. Esse foi o ano em que fui com a minha mãe e irmã a Lisboa «fazer» o Bilhete de Identidade. Não havia outra maneira. Fomos na Primavera de 1998 a Lisboa, de autocarro, sozinhos os três. Já tínhamos ido a Lisboa antes, nalguma excursão escolar ou em família com o meu pai ao volante. Mas, irmos assim de autocarro era outra coisa. Só comparável à primeira viagem de comboio com a minha avó Mercedes, na Linha do Oeste, entre a Marinha Grande e São Martinho do Porto. Mas, o que me marcou realmente foi o passeio pelo Chiado. A minha mãe fez questão de nos levar aí. Caminhámos muito nesse dia, nessas ruas, vimos os armazéns, os Grandes Armazéns do Chiado, e a Loja da Valentim de Carvalho. Não entrámos, só vimos a montra, só porque sonhávamos com a compra de um violino. E atraiam-nos todas essas capas de discos. Foi na Primavera de 1988, já disse. Uns meses mais tarde, noutro fatídico Verão, no dia 25 de Agosto, houve o grande incêndio que queimou quase tudo no Chiado. Mais do que as cinzas e a posterior re(des)construção, ficaram estas memórias guardadas de uma Primavera feliz. De um tempo onde predominavam ainda as cassetes e os discos de vinil e sonhávamos com violinos.
Só uns meses mais tarde, no Natal de 1990, quando o meu pai comprou a nossa primeira aparelhagem completa já com reprodutor de CDs, numa loja de electrodomésticos de Monte Real (Estabelecimentos Mendes), é que pudemos ter outra maneira de poder ouvir música, sem ser em discos ou cassetes (sem contar com a rádio e a televisão). Junto com a aparelhagem Akai, vieram os álbuns (em CD) Deep, do Peter Murphy (sem saber ainda quem era, imaginem), e o acabadinho-de-lançar The Very Best of Supertramp. Os CDs continuaram e ainda perseveram na sua existência, apesar de todas as plataformas e possibilidades que nos deu entretanto a Internet. As cassetes já não (nunca se sabe, há sempre por aí alguma tentativa à espreita), mesmo que eu guarde todas as minhas colectâneas feitas com centenas de horas de paciência, com o dedo indicador nos botões Pause e Rec. Os discos de vinil ainda ressuscitaram anos mais tarde, devido à qualidade, dizem, e o fascínio que levantam entre alguns revivalistas ou pessoas de bom-gosto e carteira condizente, mas com falta de sentido prático, talvez.
1990 foi o ano em que, para além de ter caído a União Soviética, o que teve um enorme impacto na comunista Marinha Grande, tivemos também o nosso primeiro computador, um IBM PS1. Não, eu não tive consolas de jogos, nem mesmo a ZX Spectrum da Sinclair. Em minha casa, fomos mais do PC, para o bem e para o mal. Na altura, ainda «trabalhávamos» com um sistema operativo MS-DOS, mas o IBM PS1 já introduziu algumas inovações em termos de menus e opções easy-learning, como agora se diz. Sim, isto foi antes do meu pai ter um telemóvel Technophone 405, fabricado pela Nokia em 1992, ou de termos uma ligação à internet através da linha telefónica com um modem de 56K. E não foi assim há tanto tempo!
Mas, voltando à suposta linha de pensamento que iniciou isto tudo. Se eu tinha um fascínio pelos Xutos & Pontapés, mesmo apesar de ser um puto franzino, aliás um verdadeiro trinca-espinhas (sendo que naquela altura detestava peixe por causa das ditas), devo-a completamente aos meus amigos Henrique e Catarina. Eram uma espécie de irmãos mais velhos, eram os meus amigos de São Pedro de Moel e, mais tarde, da Figueira da Foz. Eram quem me conduzia pelos caminhos do rock dos Xutos & Pontapés, eram quem me guiava através do fascínio comum pelo Benfica. Esse Benfica dos anos 80. O mesmo Benfica que a 14 de Dezembro de 1986 levou 7 do Sporting, mesmo tendo acabado campeão uns meses mais tarde, como era habitual. Lembro-me dessa tarde nefasta para o meu Benfica, precisamente porque estávamos na Figueira da Foz a comemorar o aniversário do Henrique, uma semana antes do dia do seu aniversário, 21 de Dezembro, o mesmo dia de aniversário de outro primo, o mesmo dia de aniversário de uma das «Ritas» da minha vida, o mesmo dia de aniversário de uma agora sobrinha, por intermédio da minha mulher, e o mesmo dia em que morreu a minha avó Mercedes, em 2002. Três semanas antes de viajar a Moçambique, pela primeira vez.
Mas, voltando aos meus amigos, lembro-me que ir a uma festa de anos em casa do Henrique, da Catarina e da Helena, quer fosse em São Pedro de Moel, ou na Figueira da Foz, era uma verdadeira alegria. Devo dizer que Helena foi o nome que dei depois à minha primeira filha. A segunda tem o nome de vários dos meus amores, a Rita da creche Arco-Íris (hoje Centro Infantil Arco Íris), e a Rita da Universidade, que também me deu motivos para regressar à Figueira da Foz, inúmeras vezes. E a breve Rita que conheci antes de encontrar aquela que é a minha Mulher, a Isabel. Voltando aos meus amigos, mais uma vez, as festas, visitas ou os piqueniques com eles eram sempre sinónimo de provar todo o tipo de iguarias, sobretudo as mais doces e inclusive algumas que me pareciam exóticas naquela altura. Eram sinónimo de horas a brincar com Legos e de jogar à bola, imaginando-me um Chalana, um Diamantino, ou um Carlos Manuel, fosse nas ruas de paralelos de São Pedro de Moel (as mesmas onde eles me ensinaram a andar de bicicleta), nas nossas praias ou, mais tarde, no Parque das Abadias, na Figueira.
Eram, juntamente com as poucas palavras que se comentavam em casa dos meus avós paternos, com as suas vidas marcadas por Moçambique, a oportunidade de dar-me conta que havia portugueses nascidos ou que tinham passado por África. Mais concretamente por Moçambique, ou no caso do Henrique, num país outrora chamado Rodésia do Sul, onde nasceu. Na altura, eu não imaginava o que aí vinha e que hoje eu pudesse estar a escrever estas palavras, aqui em Maputo, no mesmo bairro da Polana, onde a Helena, a mãe dos meus amigos, iniciou a sua actividade docente, imagino que no Liceu Dona Ana da Costa Portugal (que era o das raparigas), na cidade outrora chamada de Lourenço Marques. Ou talvez fosse no liceu que está ao lado e que se chamava Salazar (o dos rapazes), não sei dizer com exactidão se foi aqui que ela deu aulas. Hoje ambos formam a Escola Secundária Josina Machel, na cidade que há quase 50 anos se chama Maputo.
Por isso, estar com eles era também estar com o Senhor Melo, o avô, o senhor do talho de Lourenço Marques que ajudou a que o Eusébio pudesse chegar ao Benfica, ao seu Benfica. E que ajudou, como muitos outros sócios e simpatizantes, a construir, a erguer o Estádio da Luz. De todos os sítios, onde se dizia que era Portugal, saíram toneladas de cimento e o dinheiro possível para que se pudesse construir aquele estádio. Um estádio construído pelos seus sócios e que foi inaugurado sem jogadores no meio do campo de braço direito levantado, imitando uma qualquer saudação romana, nazi, fascista ou o que lhe queiram chamar. O mesmo estádio onde ele me levou uns anos mais tarde numa visita privilegiada a todas as suas entranhas incluindo o gabinete do presidente, dada a sua condição de Sócio de Honra. O presidente (e escrevo com letra pequena) era um tal de Manuel Damásio. Mas, o Senhor Melo não sabia o que aí vinha nesses nefastos anos de escuridão do nosso clube, e proporcionou-me essa visita com a melhor das intenções. Obviamente, não a esqueço, até porque esse estádio, também ele, já não existe.
Estar com os meus amigos de São Pedro de Moel, mais tarde da Figueira da Foz, era, como já disse, redescobrir-me continuamente numa série de gostos comuns e que me faziam sentir parte de um grupo externo ao da minha família e colegas da escola, sobretudo porque eram amigos mais velhos, e que continuaram a sê-lo por esta vida fora, mesmo apesar das distâncias e dos muitos anos sem nos vermos cara-a-cara. Um grupo onde estes meus amigos eram unha e carne com outros que depois prosseguiram as suas vidas na Ilha da Madeira e outras paragens. Todos filhos de professores, colegas da minha mãe na Escola Preparatória Guilherme Stephens, hoje Escola Básica 2/3 Guilherme Stephens. Estes últimos com a curiosidade de terem ido parar a Timor-Leste em Janeiro de 1974, na última viagem do navio Timor para essas paragens, ou seja uns meses antes da Revolução dos Cravos. A curiosidade está em que eles chegaram no mesmo navio que trouxe o meu pai de volta a Portugal, por finalizar o serviço militar obrigatório, e cujo percurso incluiu estadias curtas na então Lourenço Marques e em Luanda. Um ano e meio antes de casar, o que permitiu que eu existisse, obviamente. E tudo isto, antes de que estes casais se conhecessem uns anos mais tarde na Marinha Grande e permitissem que os seus filhos partilhassem tantas horas de pura alegria infantil e memórias.
Muitos anos mais tarde, e agora prometo não perder-me outra vez, já depois de ver alguns concertos dos Xutos & Pontapés - o primeiro que eles deram foi na Sala Apolo, em Lisboa, no dia 13 de Janeiro de 1979, dois dias antes de eu nascer - por esse país fora, nas mais diversas circunstâncias, e já depois de chegar a Maputo pela primeira vez - no dia 13 de Janeiro de 2003 - e de começar a trabalhar no Chapitô em 2004, conheci finalmente o Zé Pedro em pessoa. Sim, esse tipo com ar aparentemente descontraído e normal, mas que nós homens, algum dia na nossa adolescência sonhámos em poder ser, já depois de sonharmos na infância em ser algum jogador da bola suficientemente famoso para poder entrar no Estádio da Luz. O Zé Pedro era o mais parecido a uma «Lenda do Rock» em Portugal. Muito mais do que o próprio Tim, o Rui Veloso ou outros. Sim, lembro-me de uma reunião muito informal com grande parte da equipa do Chapitô e da Companhia e o Zé Pedro, ali naquelas mesas do pátio do Chapitô, por causa dessa ideia genial que era a de vir a ter uma Escola de Rock em Lisboa. Não sei o que aconteceu depois e se chegou a haver essa Escola de Rock. Muitas outras reuniões se seguiram, sem a minha presença, obviamente, porque eu não passava de um mero responsável de Serviços Gerais que trabalhava ali ao lado do gabinete da Teté e onde me mantive só até Novembro de 2005. Uma semana antes de viajar de novo para Maputo, desta vez para ficar aqui a viver quase 4 anos. Nos quais, conheci a minha mulher, que me permitiu ter hoje uma filha chamada Helena e outra chamada Rita, que me esperam lá em Espanha, na nossa Alegre Casinha, a mais de nove horas de distância. Afinal, tinha uma historieta para me pôr em bicos de pés, por breves segundos. E só sei que este tipo chamado Zé Pedro, que ainda agora foi, já nos faz falta.

16 de outubro de 2017

Pinhal do Rei


Catedral verde e sussurrante, aonde
a luz se ameiga e se esconde
e onde ecoando a cantar
se alonga e se prolonga a longa voz do mar,
ditoso o Lavrador que a seu contento
por suas mãos semeou este jardim;

ditoso o Poeta que lançou ao vento
esta canção sem fim...

Ai flores, ai flores do Pinhal louvado,
que vedes no mar?
Ai flores, ai flores do Pinhal louvado,
são as caravelas, teu corpo cortado,
é lo verde pino no mar a boiar,

Pinhal de heróicas árvores tão belas
foi teu corpo e da tua alma também
que nasceram as nossas caravelas
ansiosas de todo o Além;
foste tu que lhes deste a tua carne em flor
e sobre os mares andaste navegando,
rodeando a Terra e olhando os novos astros,
oh gótico Pinhal navegando,
em naus erguida levando
tua alma em flor na ponta alta dos mastros!...

Ai flores, ai flores do Pinhal florido,
que vedes no mar?
Ai flores, ai flores do Pinhal florido,
que grande saudade, que longo gemido
ondeia nos ramos, suspira no ar.


Afonso Lopes Vieira

8 de agosto de 2017

Carta a Frank Cuesta (y a todos los que piensan como él): la memoria histórica se respeta


Vagando por Facebook me he encontrado esta vergonzosa reflexión de uno de los personajes televisivos más conocidos de este país. Sus palabras no solo muestran un nivel alto de ignorancia, sino que también atentan contra la memoria histórica –en el sentido más amplio del término– al querer ocultar una realidad histórica bajo el paraguas de que “eso es el pasado”.

Permíteme Frank Cuesta que te dé mi opinión. Soy historiador y tengo 26 años. Desde que era adolescente he estado interesado en los procesos políticos del siglo XX y, como es lógico, he leído y tratado mucho temas relacionados con la II República y la dictadura franquista. Déjame que te diga, desde mi más humilde opinión, que lo que estás diciendo es una barbaridad.

Tu argumento se basa en que, como muchas de nosotras y nosotros no hemos vivido el franquismo, no tenemos por qué hablar de él. Dices además –y esto me sorprende aún más si cabe– que no entiendes “porqué seguimos con el tema de bandos, abuelos, etc…” si, según tu reflexión personal, los que nacimos después de 1975 no hemos vivido la dictadura. Afirmas –y sigo alucinando– que alguien de mi edad “pierde el tiempo” al estudiar o al debatir sobre los procesos políticos que se vivieron durante y posteriormente a la dictadura franquista. Te intentaré explicar en un pequeño resumen que puedas entender por qué creo que estás equivocado.

Francisco Franco dio un golpe de Estado en 1936. Como sabrás, un golpe de Estado es la toma del poder político de una forma repentina y violenta vulnerando la legitimidad institucional establecida en un Estado. En España, querido Frank, había desde 1931 una República elegida democráticamente por el pueblo español que fue asaltada por la fuerza por un grupo de militares y que dio lugar a una guerra que supuso la muerte de cientos de miles de españoles. No sé si sabes que durante los años posteriores se produjo eso que llaman “represión franquista”, que fue la persecución llevada a cabo por los ganadores de la guerra civil (los golpistas que habían atentado contra un gobierno democrático) contra los derrotados, en este caso los demócratas republicanos.

Como también sabrás, muchos españoles que habían luchado por la democracia se exiliaron a Francia donde, tras luchar contra el nazismo durante la Segunda Guerra Mundial, fueron enviados a campos como el de Mauthausen, donde se calcula que murieron más de 5.000 españoles. También deberías saber que Franco impuso en nuestro país un régimen fascista y que venció en la Guerra Civil gracias al apoyo económico y militar de Adolf Hitler y Benito Mussolini, dos de los mayores genocidas del siglo XX. ¿Acaso nunca te has parado a pensar qué fue el Bombardeo de Guernica o la Legión Cóndor?

No sé si sabrás también, querido Frank, qué es la Ley de Sucesión en la Jefatura del Estado de 1947 (te recomiendo buscarla) o que fue el propio dictador quien nombró a Juan Carlos de Borbón sucesor a su muerte. Déjame que te transcriba un fragmento del juramento de fidelidad de Juan Carlos de Borbón al régimen franquista el 22 de julio de 1969: “En nombre de Dios y sobre los santos evangelios ¿Juráis lealtad a su excelencia el jefe del estado –F. Franco– y fidelidad a los principios del movimiento nacional y demás leyes fundamentales del reino?” Respuesta de Juan Carlos de Borbón: “Si, juro lealtad al jefe del estado –F. Franco– y fidelidad a los principios del movimiento nacional y demás leyes fundamentales del reino”.

Como verás querido Frank, la monarquía es la heredera del régimen franquista y fue impuesta por el gabinete más cercano al dictador tras la muerte de este. Cuando dices que “los políticos de ambos bandos llegaron a un acuerdo para no remover la mierda más”, estás errando. Lo que en realidad pasó fue que el régimen franquista se perpetuó a través de la monarquía y una democracia centralista y neoliberal que daba todo el poder a los partidos políticos. Manuel Fraga, fundador de Alianza Popular (ahora Partido Popular) fue ministro franquista durante más de un lustro y Adolfo Suarez, gran héroe de la “transición”, formó parte de las altas esferas del régimen franquista durante más de veinte años. Pero seguro que esto ya lo sabías…

Todo esto te lo digo por una razón. Hablas de que no tiene sentido hablar del pasado, que perdemos el tiempo al hablar de bandos y abuelos, pero hablas sin conocimiento. No has entendido que el actual régimen democrático es heredero de la dictadura franquista. No has entendido que sigue habiendo bandos porque no hubo ningún tipo de condena para los asesinos, torturadores y perpetuadores de la dictadura. Tampoco has entendido que en este país, a nuestros padres y abuelos, se les mintió y se les obligó a callar con el miedo a la vuelta de una dictadura mediante la manipulación política y mediática. ¿Tampoco recuerdas el intento de golpe de estado de 1981?

Hablas de que olvidemos, pero aún hay miles de fosas comunes en nuestro país. Le pides que olvide a Ascensión Mendieta, que se pasó 80 años esperando para enterrar dignamente a su padre. Le pides que olviden a los que fueron torturados por Billy el Niño – aún impune. Nos pides que olvidemos los miles de asesinatos de un régimen fascista. Nos pides que olvidemos a Federico García Lorca, Miguel Hernández y Antonio Machado. Nos pides que olvidemos tantas cosas… Fíjate que lo que más me duele de tu publicación es que lo hagas en el aniversario del asesinato de las Trece Rosas. Las Treces Rosas sí, trece jóvenes de entre 18 y 29 años fusiladas en una tapia junto al Cementerio de la Almudena. Me duele porque también nos pides que las olvidemos.

Sin embargo hablas de aceptar la democracia. Una democracia corrompida hasta las entrañas desde sus orígenes: una democracia incapaz de dar respuesta a la necesidad histórica y social de cerrar de manera justa uno de los periodos más dolorosos de nuestra historia reciente. Una democracia de vencedores y vencidos. Una democracia precaria y empobrecida que deja sin servicios públicos a su pueblo mientras un presidente de gobierno no sabe o no contesta en un juicio por corrupción y donde un rey votado por nadie veranea en un lujoso palacio a costa de nuestros impuestos. Pero chistes de Carrero los justos…

Acabo ya, que supongo que tendrás cosas que hacer. Todo esto te lo digo porque con tus afirmaciones estás negando el derecho a varias generaciones a conocer su pasado. Pero no solo eso. También estás negando a esas generaciones a tener capacidad crítica y memoria histórica. Nos estas diciendo que no hagamos preguntas, que no nos preguntemos porqué el Partido Popular no invierte ni un euro en la Ley de Memoria Histórica, que no nos preguntemos porqué vivimos en una monarquía, que no nos preguntemos por qué no llegamos a fin de mes mientras Felipe de Borbón veranea en Mallorca.

En definitiva nos pides que olvidemos, que no conozcamos nuestro pasado, que seamos marionetas de aquellos que hace ochenta años ganaron una guerra y que a día de hoy siguen gobernando las instituciones, monopolizando los medios de comunicación y estrangulando nuestras cuentas bancarias desde cada gran sector empresarial. Nos pides que sigamos siendo esclavos.

Alguien dijo una vez: “Quien no conoce su historia está condenado a repetirla”. No sé si tanto como llegar a repetirla, pero lo que si tengo claro es que mientras que no seamos capaces de mirar a la cara al pasado y hacer justicia de él, mientras que no seamos capaces de entender el porqué de nuestra realidad histórica y social, no seremos una sociedad libre.

Como te he dicho tengo 26 años y aquí estoy, un sábado de agosto a las diez de la noche contestándote a un post de Facebook. Creo que era lo menos que podía hacer ante tu falta de respeto hacia la memoria histórica y hacia los que hemos nacido después de 1975. Espero que intentes reflexionar sobre lo que te he dicho.

Para terminar déjame pedirte perdón en nombre de mi generación por ese chico de 27 años que dices que te ha llamado facha y franquista. Sinceramente no creo que lo seas. De hecho, no creo que sepas ni lo que significan ambos términos. En mi opinión eres más bien un ignorante. Alguien que debido a la educación recibida –por otra parte la habitual en un país gobernado por los herederos de una dictadura y subyugado por el capitalismo– desconoce su pasado y el de su país, así como su identidad histórica. No creas que me sorprende. Para nada. Lo que si te pediría es que reflexionaras bien antes de emitir una opinión como está a través de las redes sociales. El problema no es que tu estés equivocado, si no que debido a tu popularidad otra gente que tampoco tiene una opinión formada sobre este tema acepte tus opiniones como ciertas.

Respeta la historia Frank pero, sobre todo, respeta la memoria.

Hermán Pinedo Sánchez
Twitter: @hermanpinedo90

Fuente: http://reflexionesdeunhistoriador.wordpress.com/

16 de junho de 2017

MAPUTO: APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO 'LA FIEBRE DEL ORO'


FALTAM APENAS CINCO DIAS!

Medicus Mundi tem o prazer de te convidar à apresentação  em Maputo do Filme-Documentário  
A Febre do Ouro.

Para informação www.lafiebredeloro.org


16 de maio de 2017

Radio Colores, Programa "Sentirnos Vivos": Cooperación y Desarrollo


Contento de haber participado en el programa "Sentirnos Vivos" de Radio Colores, en la Universidad Popular de Palencia, para hablar sobre Cooperación y Desarrollo. 

El sonido tiene algún problemilla, pero habrá otras oportunidades. Queda mucho aún por hablar en otro programa, espero. ¡Gracias, Pilar!

14 de maio de 2017

Celebremos, irmãos.



Sim, "o futebol é o circo dos tempos​ modernos". Sim, "a religião é o ópio do povo". Sim, "o Festival da Eurovisão é uma fantochada". Sim, hoje ou amanhã, muitos terão que voltar a pensar no que fazer para conseguir pão, para chegar ao fim do mês, para ter um salário.

Sim, enquanto andamos alienados, não pensamos e não actuamos para lutar contra as injustiças, a começar pelas que obrigam milhares de seres humanos a morrer nas águas do Mediterrâneo todos os anos; milhões de seres humanos que morrem de fome, de falta de água potável ou cuidados médicos básicos; milhões de seres humanos que são traficados, escravizados e explorados de todas as maneiras possíveis.

Não pensamos e não actuamos para salvar este planeta, as nossas terras, sementes, rios, mares, bosques e fauna.

Não pensamos e não actuamos para salvaguardar a nossa diversidade cultural, para lutar contra todos​ os​ tipos​ de descriminação, para ensinar valores às nossas crianças, que não passem pelo materialismo e consumismo desenfreados, o mecanicismo e o reducionismo científicos, a perpetuação do capitalismo e dos seus derivados, o classismo, o patriarcalismo, o racismo, a xenofobia, a homofobia, entre outras doenças que destroem a Humanidade.

Tudo isso é verdade, mas, permitam-me o "Porra!", a vida também é feita das pequenas ou grandes celebrações, de pequenos interstícios de pura felicidade, paixão, irracionalidade, fé no que não podemos explicar, mas apenas sentir. A nossa mente não pode abarcar tanta complexidade, mesmo que possa evoluir na mesma medida (será?) que evolui o conhecimento. A nossa mente também é participativa, no sentido em que também é comunhão, comunhão com o outro, mesmo que por breves instantes, comunhão entre o racional, o espiritual, o carnal e o emocional.

Hoje é domingo e, celebremos o Senhor ou a Senhora, o Sol ou a Lua, a Mãe-Terra ou o Universo, os muitos messias anunciados e por anunciar, o Jonas, o Salvador, o Francisco, celebremos, porra! Porque nem todos os dias o podemos fazer...

E, sobretudo, porque precisamos de muita e renovada energia para continuar a lutar.

#Futebol #Fátima #Festival

25 de abril de 2017

25 de Abril, sempre!

Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril



Thomas Pesquet viaja a bordo da Estação Espacial Internacional a 28 mil quilómetros por hora, mas nem por isso se esqueceu de celebrar "a mensagem democrática" dada pela Revolução dos Cravos.

Ler aqui.

Lápis Azul: o documentário


A censura durou em Portugal 48 anos: através de uma ação seletiva, “criou uma mentalidade de respeito e consenso pelas autoridade que ainda se repercute na nossa sociedade”. Quem eram os homens que mantinham a censura? Quem eram os homens e mulheres que lutaram contra ela? Qual é a importância da liberdade de expressão nos dias de hoje? O documentário “Lápis Azul” lida com os factos reais sobre a censura, contados na primeira pessoa pelos jornalistas, escritores e colaboradores dos jornais e rádios que os viveram.


Ver aqui.

La tierra esclava. Así se planta en países pobres para consumir en países ricos.


Gran reportaje de eldiario.es: http://latierraesclava.eldiario.es/

Ôi 25!



Já não trago as utopias nos bolsos:
– trago-as debaixo da língua.
Ranjo os dentes e o medo limpa
as lágrimas dos olhos...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não levo os desejos na carteira:
– levo-os no fundo do peito.
Fecho a boca e o espanto varre
as marcas na areia...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não ponho as dores à cabeceira:
– ponho-as no saco do ventre.
Esfrego as mãos e o frio ri
mas (já) doutra maneira...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

(Teresa Muge)

24 de abril de 2017

Gostam muito do novo? Aqui têm o novo (José Pacheco Pereira)


A direita extrema que Le Pen representa é das mais perigosas da Europa, porque não só é mesmo aquilo que dizemos que ela é, como ganhou já bastante.

Ler aqui.


A propósito deste excelente artigo de JPP, apetece-me também dizer o seguinte:

E o pior é que nos vendem esta ideia (que a maioria compra) de que as únicas alternativas​ a este sistema governado por partidos de centro-direita e (neo-)liberais, que tanto agradam aos donos dos mercados, são os partidos de extrema direita ou de extrema esquerda, a que "eles" chamam de populistas. Onde estão as alternativas de esquerda que mobilizam os cidadãos ​a votar, não pelo seu discurso mais ou menos floreado, mais ou menos fracturante, mas sim por representarem uma ideia e um projecto real de bem-estar para todos? Por que é que os ditos projectos de esquerda não conseguem convencer o eleitorado de que não são mais do que uma repetição dos mesmos discursos de sempre com um novo embrulho? Por que é que os verdadeiros projectos alternativos de esquerda, que procuram mudar o actual sistema, debatidos por amplos sectores da sociedade civil organizada e uma parte importante do mundo académico, não integram depois os programas eleitorais ou são muitas vezes esquecidos nas gavetas de alguns partidos de esquerda com assento parlamentar? É isto a que estamos condenados? A viver sob a ameaça (real, mas ao mesmo tempo tão conveniente para alguns) de sermos governados por partidos extremistas? Ou a continuarmos a baixar os braços perante a única salvação possível que é a que serve os interesses dos donos dos mercados?

'Absurdo': La ONU hace a Arabia Saudita miembro de la Comisión de la Condición Jurídica de la Mujer

'Absurdo': La ONU hace a Arabia Saudita miembro de la Comisión de la Condición Jurídica de la Mujer: 'Elegir a Arabia Saudita para proteger los derechos de las mujeres es como hacer a un pirómano jefe de bomberos de la ciudad', ha afirmado el director ejecutivo de UN Watch, Hillel Neuer.

Portugueses protestaram contra Marine Le Pen em Paris (os outros portugueses)


Alguns portugueses protestaram, em Paris, contra o voto na Frente Nacional (FN) para contrariar a ideia de que "os portugueses votam todos no FN" e para lembrarem aos emigrantes "de onde vêm", disseram à Lusa os manifestantes.

Ler aqui.

Como desarmar o chilique de um filho com uma pergunta


Eu não li todos os livros de psicologia infantil, nem fiz nenhum curso de como evitar/interromper/acabar com o chilique de um filho. Mas por conta de uma experiência pessoal relacionada à minha filha de 5 anos, eu quero muito dividir com vocês uma “fórmula” que aprendi recentemente para a gente conseguir mudar o rumo das coisas com os filhos que insistem em fazer drama por qualquer coisa.

Ler aqui.

23 de abril de 2017

Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril


Coluna civicamente atuante e militante, descobre variadíssimas maleitas, para além do grupo que é contra as vacinas do sarampo, que afetam o tecido social português. Algumas, além do tecido, afetam ainda o forro, os botões, os atilhos, os nós, os laços, as visões e as aparições além das manhãs submersas. Mas parece que estou a desviar-me do tema que era… Já sei! As diversas coisas que afetam o tecido e que não foi para elas que fizemos o 25 de Abril.

Antes dessa manhã gloriosa, seminal, que foi a da Revolução dos Cravos, além da guerra colonial que era uma coisa sem importância para quem não andava lá ou tinha como destino ir lá parar com os costados, a vida do país fazia-se à volta dos três F (Fado, Futebol e Fátima). Veio o 25 de Abril e o progresso foi significativo, pois passámos a fazer a coisa à volta dos três D (Democratizar, Descolonizar e Desenvolver). Anos volvidos o nosso destino continuou à volta de três letras – PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento). Mas, se havia plano e se havia e há alguma estabilidade, crescimento está quieto! Nem vê-lo!


Ler aqui.

22 de abril de 2017

“Hoy en la política hay más emociones que argumentos”


SEMANA habló con el sociólogo portugués Boaventura de Sousa Santos, uno de los mayores pensadores de la democracia y uno de los principales invitados a la Feria del Libro de Bogotá de este año.

Boaventura de Sousa Santos es uno de los sociólogos más importantes del mundo por sus análisis sobre las crisis de las democracias contemporáneas. Ha publicado trabajos acerca de la globalización, la sociología del derecho, epistemología y derechos humanos. Este año estará presente en la Feria del Libro de Bogotá para exponer su último libro Democracia y transformación Social, un texto en el que expone, entre otras cosas, las posibilidades que tienen las izquierdas, a pesar de su fracasolos retos de la transformación social por las vías pacíficasy dedica un apartado especial al proceso de paz en Colombia. 

Leer aquí.

21 de abril de 2017

Sobre os portugueses que votam em Marine Le Pen





Rapaz, francês, formado em direito, 23 anos, entrevistado (Sic Notícias - 21/04/2017):

- É francês?
- Sim, a minha mãe é emigrante portuguesa e aqui em França conheceu o meu pai, um emigrante espanhol, eu já nasci cá.
- Em quem vai votar?
- Na Marine Le Pen.
- Porquê?
- porque ela é contra a emigração e eu acho muito bem, porque nós não queremos cá emigrantes.






Não percebe que, mesmo sendo de origem europeia, nunca deixará de ser um francês de terceira (ainda se fosse de origem alemã...), tenha ou não um curso de direito. Não percebe que, para muitos franceses, nunca deixará de ser o filho de uma Maria e de um Manuel. E também não percebe que, depois de mandarem embora muitos imigrantes de origem não europeia, ele e outros de origem europeia (da Europa pobre) continuarão a ser descriminados em muitos aspectos e que viverá sempre com a ameaça e chantagem de poder ser o próximo a ser mandado embora. A menos que aceite fazer os trabalhos ditos menores. 

Obviamente, continuarão a precisar de muitos imigrantes, nem que seja para lhes limparem as ruas, as casas e os rabos dos seus velhotes, sejam estes xenófobos ou não.
Enfim, enquanto puderem conduzir a 200km/hora o seu BMW preto com o símbolo da selecção portuguesa atrás, está tudo très bien... Como disse há algum tempo, fogem da tacanhez, mas a tacanhez não foge deles. Está bem entranhada.

10 de abril de 2017

“Cuantos más seamos los enamorados de África, mejor para contagiar a los demás”


Antonio Lozano (Tánger, 1956) se sienta en una cafetería frente a una simple botella de agua, con las gafas y la sonrisa puestas, mientras un verano efímero da paso, de nuevo, al invierno al otro lado de la puerta. Carga su mochila con libros y papeles, entre los que figuran los formularios para presentar la candidatura del escritor senegalés Boubacar Boris Diop a los Premios Princesa de Asturias. Hace equilibrios imposibles entre clubes de lectura y varias charlas en institutos, viajes de presentación de novelas, escritura que no cesa, su carrera en la dramaturgia y como agitador cultural y la vida.

Leer aquí.

24 de março de 2017

Jantar vínico em Paredes de Vitória


Pessoal de Leiria, Marinha Grande, Alcobaça e arredores, na próxima semana, dia 31/03 (6ª feira), o Restaurante Magna Carta, na Praia de Paredes da Vitória, vai organizar o seu primeiro jantar vínico, com o enólogo Luís Mota Capitão da Herdade do Cebolal. Não faltem, aproveitem este evento único na região!

https://m.facebook.com/restaurantemagnacarta

http://www.magna-carta.pt

https://www.instagram.com/a.magnacarta/

14 de fevereiro de 2017

¿Vivieron felices y comieron perdices?



Esther Vivas

El amor ya no es amor, es puro márketing. O al menos eso parece si miramos el 'día de los enamorados' por antonomasia: San Valentín. El amor se ha convertido en un objeto más de negocio. Los escaparates de tiendas y centros comerciales lo anuncian desde hace semanas y nos instan a demostrar nuestro afecto, eso sí pasando por caja. Un perfume, unos bombones, un peluche, unas flores o una joya, nos dicen, son la mejor manera de decir «te quiero».

Sin embargo, ¿desde cuándo el amor se mide por lo que compramos en vez de por lo que sentimos? Todo un síntoma de los tiempos que corren, donde se mercadea con los sentimientos. No nos quedan horas para dedicar a la pareja, a los amigos, a los hijos, y el consumismo es el válium de nuestra conciencia. Se trata del resultado de una sociedad que vive de espaldas a cuidarnos, en el sentido desmercantilizado del término.

¿Qué sería de nosotros sin amor, sin ternura? Gastar, comprar, regalar puede aliviar el sentimiento de culpa por el tiempo que no tenemos, o que no nos dejan tener, pero no nos engañemos: un objeto nunca podrá sustituir nuestra presencia. «Tiempo para la vida» es lo que necesitamos, en palabras del filósofo Jorge Riechmann, ante un capitalismo adicto a la velocidad.

Asimismo, ¿qué ideal de amor lleva implícito San Valentín? El de 'la media naranja', el de 'hasta que la muerte nos separe' o el de 'el amor verdadero lo aguanta todo'. En definitiva, se trata de casarse, tener hijos, ser felices y comer perdices. He aquí el mito del amor romántico, ahora además mercantilizado, donde las mujeres esperamos a nuestro príncipe azul, ese que ya aparece en los cuentos infantiles, el que hemos visto en las películas de Disney (¡cuánto daño han hecho Blancanieves, Cenicienta y la Bella Durmiente!), el macho alfa de tantas canciones repetidas desde la adolescencia o el clásico galán de las telenovelas.


Seguir leyendo el artículo aquí en El Periódico.

2 de janeiro de 2017

Uma web que há que seguir atentamente este ano!


Blogue Maghreb/Machrek evoluiu finalmente para página electrónica emwww.raulbragapires.pt, onde farei actualizações diárias a partir da Revista de Imprensa magrebina e do Médio Oriente que farei. O Editorial explica as “regras do jogo”, que me proponho jogar em 2017 e seguintes.

Em resumo, os destaques desta edição inaugural são:

- MARROCOS-MAURITÂNIA: A CRISE DESARMADA;

- CRISE LÍBIA: A RÚSSIA ENTRA EM CENA E EXPRESSA APOIO A HAFTAR;

- ARGÉLIA: AS RECEITAS DA ARGÉLIA LIGADAS AOS HIDROCARBONETOS AUMENTARÃO NOS PRÓXIMOS ANOS;

- E mais… 5 países do Magrebe, 5 notícias!

Peço-lhe que me ajude a divulgar esta nova página, talvez a única no Mundo que, em português, olha exclusivamente para estas regiões menos “tradicionais” para Portugal e para os portugueses.

Raul M. Braga Pires
ISCSP - Doutorando e Investigador do CINAMIL.