25 de abril de 2017

25 de Abril, sempre!

Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril



Thomas Pesquet viaja a bordo da Estação Espacial Internacional a 28 mil quilómetros por hora, mas nem por isso se esqueceu de celebrar "a mensagem democrática" dada pela Revolução dos Cravos.

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Lápis Azul: o documentário


A censura durou em Portugal 48 anos: através de uma ação seletiva, “criou uma mentalidade de respeito e consenso pelas autoridade que ainda se repercute na nossa sociedade”. Quem eram os homens que mantinham a censura? Quem eram os homens e mulheres que lutaram contra ela? Qual é a importância da liberdade de expressão nos dias de hoje? O documentário “Lápis Azul” lida com os factos reais sobre a censura, contados na primeira pessoa pelos jornalistas, escritores e colaboradores dos jornais e rádios que os viveram.


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La tierra esclava. Así se planta en países pobres para consumir en países ricos.


Gran reportaje de eldiario.es: http://latierraesclava.eldiario.es/

Ôi 25!



Já não trago as utopias nos bolsos:
– trago-as debaixo da língua.
Ranjo os dentes e o medo limpa
as lágrimas dos olhos...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não levo os desejos na carteira:
– levo-os no fundo do peito.
Fecho a boca e o espanto varre
as marcas na areia...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

Já não ponho as dores à cabeceira:
– ponho-as no saco do ventre.
Esfrego as mãos e o frio ri
mas (já) doutra maneira...
(Amanhã quem sabe onde estarei?)

(Teresa Muge)

24 de abril de 2017

Gostam muito do novo? Aqui têm o novo (José Pacheco Pereira)


A direita extrema que Le Pen representa é das mais perigosas da Europa, porque não só é mesmo aquilo que dizemos que ela é, como ganhou já bastante.

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A propósito deste excelente artigo de JPP, apetece-me também dizer o seguinte:

E o pior é que nos vendem esta ideia (que a maioria compra) de que as únicas alternativas​ a este sistema governado por partidos de centro-direita e (neo-)liberais, que tanto agradam aos donos dos mercados, são os partidos de extrema direita ou de extrema esquerda, a que "eles" chamam de populistas. Onde estão as alternativas de esquerda que mobilizam os cidadãos ​a votar, não pelo seu discurso mais ou menos floreado, mais ou menos fracturante, mas sim por representarem uma ideia e um projecto real de bem-estar para todos? Por que é que os ditos projectos de esquerda não conseguem convencer o eleitorado de que não são mais do que uma repetição dos mesmos discursos de sempre com um novo embrulho? Por que é que os verdadeiros projectos alternativos de esquerda, que procuram mudar o actual sistema, debatidos por amplos sectores da sociedade civil organizada e uma parte importante do mundo académico, não integram depois os programas eleitorais ou são muitas vezes esquecidos nas gavetas de alguns partidos de esquerda com assento parlamentar? É isto a que estamos condenados? A viver sob a ameaça (real, mas ao mesmo tempo tão conveniente para alguns) de sermos governados por partidos extremistas? Ou a continuarmos a baixar os braços perante a única salvação possível que é a que serve os interesses dos donos dos mercados?

'Absurdo': La ONU hace a Arabia Saudita miembro de la Comisión de la Condición Jurídica de la Mujer

'Absurdo': La ONU hace a Arabia Saudita miembro de la Comisión de la Condición Jurídica de la Mujer: 'Elegir a Arabia Saudita para proteger los derechos de las mujeres es como hacer a un pirómano jefe de bomberos de la ciudad', ha afirmado el director ejecutivo de UN Watch, Hillel Neuer.

Portugueses protestaram contra Marine Le Pen em Paris (os outros portugueses)


Alguns portugueses protestaram, em Paris, contra o voto na Frente Nacional (FN) para contrariar a ideia de que "os portugueses votam todos no FN" e para lembrarem aos emigrantes "de onde vêm", disseram à Lusa os manifestantes.

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Como desarmar o chilique de um filho com uma pergunta


Eu não li todos os livros de psicologia infantil, nem fiz nenhum curso de como evitar/interromper/acabar com o chilique de um filho. Mas por conta de uma experiência pessoal relacionada à minha filha de 5 anos, eu quero muito dividir com vocês uma “fórmula” que aprendi recentemente para a gente conseguir mudar o rumo das coisas com os filhos que insistem em fazer drama por qualquer coisa.

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23 de abril de 2017

Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril


Coluna civicamente atuante e militante, descobre variadíssimas maleitas, para além do grupo que é contra as vacinas do sarampo, que afetam o tecido social português. Algumas, além do tecido, afetam ainda o forro, os botões, os atilhos, os nós, os laços, as visões e as aparições além das manhãs submersas. Mas parece que estou a desviar-me do tema que era… Já sei! As diversas coisas que afetam o tecido e que não foi para elas que fizemos o 25 de Abril.

Antes dessa manhã gloriosa, seminal, que foi a da Revolução dos Cravos, além da guerra colonial que era uma coisa sem importância para quem não andava lá ou tinha como destino ir lá parar com os costados, a vida do país fazia-se à volta dos três F (Fado, Futebol e Fátima). Veio o 25 de Abril e o progresso foi significativo, pois passámos a fazer a coisa à volta dos três D (Democratizar, Descolonizar e Desenvolver). Anos volvidos o nosso destino continuou à volta de três letras – PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento). Mas, se havia plano e se havia e há alguma estabilidade, crescimento está quieto! Nem vê-lo!


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22 de abril de 2017

“Hoy en la política hay más emociones que argumentos”


SEMANA habló con el sociólogo portugués Boaventura de Sousa Santos, uno de los mayores pensadores de la democracia y uno de los principales invitados a la Feria del Libro de Bogotá de este año.

Boaventura de Sousa Santos es uno de los sociólogos más importantes del mundo por sus análisis sobre las crisis de las democracias contemporáneas. Ha publicado trabajos acerca de la globalización, la sociología del derecho, epistemología y derechos humanos. Este año estará presente en la Feria del Libro de Bogotá para exponer su último libro Democracia y transformación Social, un texto en el que expone, entre otras cosas, las posibilidades que tienen las izquierdas, a pesar de su fracasolos retos de la transformación social por las vías pacíficasy dedica un apartado especial al proceso de paz en Colombia. 

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21 de abril de 2017

Sobre os portugueses que votam em Marine Le Pen





Rapaz, francês, formado em direito, 23 anos, entrevistado (Sic Notícias - 21/04/2017):

- É francês?
- Sim, a minha mãe é emigrante portuguesa e aqui em França conheceu o meu pai, um emigrante espanhol, eu já nasci cá.
- Em quem vai votar?
- Na Marine Le Pen.
- Porquê?
- porque ela é contra a emigração e eu acho muito bem, porque nós não queremos cá emigrantes.






Não percebe que, mesmo sendo de origem europeia, nunca deixará de ser um francês de terceira (ainda se fosse de origem alemã...), tenha ou não um curso de direito. Não percebe que, para muitos franceses, nunca deixará de ser o filho de uma Maria e de um Manuel. E também não percebe que, depois de mandarem embora muitos imigrantes de origem não europeia, ele e outros de origem europeia (da Europa pobre) continuarão a ser descriminados em muitos aspectos e que viverá sempre com a ameaça e chantagem de poder ser o próximo a ser mandado embora. A menos que aceite fazer os trabalhos ditos menores. 

Obviamente, continuarão a precisar de muitos imigrantes, nem que seja para lhes limparem as ruas, as casas e os rabos dos seus velhotes, sejam estes xenófobos ou não.
Enfim, enquanto puderem conduzir a 200km/hora o seu BMW preto com o símbolo da selecção portuguesa atrás, está tudo très bien... Como disse há algum tempo, fogem da tacanhez, mas a tacanhez não foge deles. Está bem entranhada.

10 de abril de 2017

“Cuantos más seamos los enamorados de África, mejor para contagiar a los demás”


Antonio Lozano (Tánger, 1956) se sienta en una cafetería frente a una simple botella de agua, con las gafas y la sonrisa puestas, mientras un verano efímero da paso, de nuevo, al invierno al otro lado de la puerta. Carga su mochila con libros y papeles, entre los que figuran los formularios para presentar la candidatura del escritor senegalés Boubacar Boris Diop a los Premios Princesa de Asturias. Hace equilibrios imposibles entre clubes de lectura y varias charlas en institutos, viajes de presentación de novelas, escritura que no cesa, su carrera en la dramaturgia y como agitador cultural y la vida.

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