24 de abril de 2017

Gostam muito do novo? Aqui têm o novo (José Pacheco Pereira)


A direita extrema que Le Pen representa é das mais perigosas da Europa, porque não só é mesmo aquilo que dizemos que ela é, como ganhou já bastante.

Ler aqui.


A propósito deste excelente artigo de JPP, apetece-me também dizer o seguinte:

E o pior é que nos vendem esta ideia (que a maioria compra) de que as únicas alternativas​ a este sistema governado por partidos de centro-direita e (neo-)liberais, que tanto agradam aos donos dos mercados, são os partidos de extrema direita ou de extrema esquerda, a que "eles" chamam de populistas. Onde estão as alternativas de esquerda que mobilizam os cidadãos ​a votar, não pelo seu discurso mais ou menos floreado, mais ou menos fracturante, mas sim por representarem uma ideia e um projecto real de bem-estar para todos? Por que é que os ditos projectos de esquerda não conseguem convencer o eleitorado de que não são mais do que uma repetição dos mesmos discursos de sempre com um novo embrulho? Por que é que os verdadeiros projectos alternativos de esquerda, que procuram mudar o actual sistema, debatidos por amplos sectores da sociedade civil organizada e uma parte importante do mundo académico, não integram depois os programas eleitorais ou são muitas vezes esquecidos nas gavetas de alguns partidos de esquerda com assento parlamentar? É isto a que estamos condenados? A viver sob a ameaça (real, mas ao mesmo tempo tão conveniente para alguns) de sermos governados por partidos extremistas? Ou a continuarmos a baixar os braços perante a única salvação possível que é a que serve os interesses dos donos dos mercados?