23 de abril de 2017

Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril


Coluna civicamente atuante e militante, descobre variadíssimas maleitas, para além do grupo que é contra as vacinas do sarampo, que afetam o tecido social português. Algumas, além do tecido, afetam ainda o forro, os botões, os atilhos, os nós, os laços, as visões e as aparições além das manhãs submersas. Mas parece que estou a desviar-me do tema que era… Já sei! As diversas coisas que afetam o tecido e que não foi para elas que fizemos o 25 de Abril.

Antes dessa manhã gloriosa, seminal, que foi a da Revolução dos Cravos, além da guerra colonial que era uma coisa sem importância para quem não andava lá ou tinha como destino ir lá parar com os costados, a vida do país fazia-se à volta dos três F (Fado, Futebol e Fátima). Veio o 25 de Abril e o progresso foi significativo, pois passámos a fazer a coisa à volta dos três D (Democratizar, Descolonizar e Desenvolver). Anos volvidos o nosso destino continuou à volta de três letras – PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento). Mas, se havia plano e se havia e há alguma estabilidade, crescimento está quieto! Nem vê-lo!


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